Artigos da Federaçãooo
Triunfos do Sportiva e Lombos adiam decisões para este domingo
Vamos ter de esperar por este domingo para conhecer os finalistas da Liga Skoiy, depois do União Sportiva e da Quinta dos Lombos terem batido o Vitória SC e o SL Benfica, respetivamente, o que significou o igualar de ambas as eliminatórias.
Nos Açores, o Sportiva suplantou o Vitória SC por 60-54, num jogo em que até sensivelmente meio do terceiro quarto, as equipas alternaram na liderança do marcador. A partir daí, as anfitriãs não mais largaram o comando, numa tarde em que contaram com a inspiração de Nausia Woolfolk (24pts, 6res, 3ast, 4rb), Gabriela Guimarães (12pts, 13res, 3ast, 5rb) e Ana Ramos (11pts, 3res, 1ast, 1rb). Por seu turno, nas “conquistadoras” sobressaíram Catarina Mateus (17pts, 1res, 2ast), Barbara Souza (12pts, 9res, 1ast, 1rb) e Luiana Livulo (11res).
Na Luz, a Quinta dos Lombos ultrapassou o SL Benfica por 69-64, noutro encontro imprevisível até final, e no qual a formação de Carcavelos chegou a dispor de uma vantagem acima de 10 pontos, no segundo quarto. As “águias” reagiram e voltaram a estar na frente, mas na segunda metade do último quarto deu-se a fuga definitiva dos Lombos, que teve como melhores em campo Raphaella Monteiro (27pts, 12res, 2rb) e Carolina Cruz (11pts, 2res, 5ast, 3rb, 1dl). Do lado das “encarnadas”, realce para as exibições de Japonica James (18pts, 7res, 1rb), Mariana Silva (13pts, 9ptes, 5res, 3rb) e Joana Soeiro (12pts, 3res, 9ast, 3rb).
O dia 25 de abril reserva-nos então altas emoções, com o Benfica vs. Lombos agendado para as 14h30, enquanto o Sportiva vs. Vitória SC arranca às 15 horas, menos uma nos Açores.
FC Porto e Imortal com estreia vitoriosa nos playoffs da Liga Placard
O FC Porto e o Imortal LUZiGÁS entraram a ganhar nos playoffs da Liga Placard, depois de superarem o CAB Madeira SAD e o Lusitânia Expert, respetivamente.
Na Invicta, o FC Porto bateu o CAB por 105-53, num jogo controlado de princípio a fim pelos “dragões”, que com parciais de 27-20, 27-10, 28-11 e 23-12 construíram um triunfo por margem dilatada. Os “azuis e brancos” registaram 17 triplos e conquistou o dobro dos ressaltos (50-25) do adversário, num encontro em que teve como maiores protagonistas Garrett Nevels (22pts, 5res, 1ast, 1dl), Eric Anderson Jr. (14pts, 12res, 2ast, 1dl), Vlad Voytso (12pts, 4res, 2ast, 1rb) e Larry Gordon (10pts, 2res, 3ast). Por seu turno, no CAB, sobressaíram Paul Jorgensen (17pts, 2res, 2ast, 2rb) e Amen Cheeseman (17pts, 4res, 1rb).
A sul, em Albufeira, o Imortal ultrapassou o Lusitânia por 94-81. Os donos da casa lideraram quase sempre as contas, mas só no último quarto arrancaram em definitivo para a vitória, graças a um parcial de 26-19. O duelo foi intenso, com 12 triplos para o Imortal e 11 para o Lusitânia, com a formação algarvia a beneficiar dos 19 turnovers da turma açoriana. No Imortal destacaram-se António Monteiro (29pts, 7res, 2ast, 5rb), Tanner Omlid (21pts, 10res, 4ast, 2rb, 2dl), DJ Fenner (18pts, 4res, 4ast, 3rb) e Nuno Morais (15pts, 1res, 2ast, 1rb), enquanto no Lusitânia estiveram em evidência Kyle Mallers (22pts, 4res, 1ast), Chris Davenport (15pts, 8res, 3ast, 3rb), Montell Goodwin (12pts, 3res, 5ast, 1rb, 2dl) e Antonio Woods (11pts, 2res, 1ast).
No domingo disputam-se os segundos jogos destas eliminatórias: FC Porto vs. CAB Madeira SAD (15h) e Imortal LUZiGÁS vs. Lusitânia Expert (17h).
Helder da Silva e Luís Domingos vencem pela terceira vez consecutiva
Na rubrica “Portugueses lá fora”, a atenção volta a ser exclusiva para o Servigest Burgos, de Helder da Silva (2.0) e Luís Domingos (2.5). Numa partida com vencedor praticamente anunciado, tamanha a discrepância do Getafe BSR face aos seus competidores, ambos os atletas nacionais deixaram a sua marca. Na próxima semana, além da dupla a atuar na principal liga do país vizinho e da Europa, vai também a jogo o Santa Lucia Basket Roma, de Ismael de Sousa (4.0), na Série B, em Itália.
Recorde-se que continuam sem competir Yuri Fernandes (2.5) – Hornets Le Cannet, Nationale A, França -, Christophe da Silva (1.0) – CAPSAAA Paris, Nationale B, França -, Nuno Silva (1.0) – Ticino Bulls, 1.ª liga suíça -, Paulo Soeiro (1.0) – Lux Rollers, Regionalliga (3.º escalão), Alemanha -, e João Pedro Delgado (1.0) – Hackney Sparrows, Division 2 (3.º escalão) , Grã-Bretanha.
Servigest Burgos 97-20 Getafe BSR
Com pouco para desvendar ou ensaiar, o técnico local, Rodrigo Escudero, concedeu minutos aos 11 atletas que tinha ao dispor, entre os quais Luís Domingos (2.5) – 9 min, 5pts (1/2 2pts, 1/1 3pts), 1res, 2ast – e Helder da Silva (2.0) – 17 min, 4pts (2/2 pts), 1res, 2rb. O internacional britânico Lee Fryer (4.0) repetiu a distinção de jogador com maior valorização (32), graças ao registo de 20 pontos (10/13 2pts, 0/1 3pts), 6 ressaltos, 7 assistências, 4 roubos de bola.
Na próxima jornada, o Servigest Burgos recebe o Amivel BSR, de Málaga, em duelo de portugueses, já que Cláudio Batista, antigo internacional A, ocupa o cargo de técnico adjunto no conjunto do sul de Espanha.
Parciais: 28-9 / 25-1 / 23-2 / 21-8
Nota: Fotografia de Tiago Pereira
FC Porto e CAB protagonizam duelo nos playoffs da Liga Placard
O FC Porto e o CAB Madeira SAD são os intervenientes de uma das eliminatórias dos playoffs da Liga Placard, com o primeiro jogo a estar agendado para sexta-feira (18h30), com transmissão na FPBtv.
Estivemos à conversa com Eric Anderson Jr. e Diogo Gameiro, que deram a sua opinião sobre este duelo.
Nos “azuis e brancos”, Eric Anderson faz o “raio-x” ao opositor madeirense: “Uma das maiores qualidades do CAB é a capacidade do base em organizar jogadas e envolver toda a equipa. É uma equipa que tem excelentes lançadores e um bom poste”, analisa.
O poste dos “dragões” quer que a equipa jogue “à FC Porto”: “Acredito que a chave para ultrapassar esta eliminatória é jogarmos com todas as nossas forças, ao estilo do FC Porto, e partilhar a bola. Temos de melhorar em todos os aspetos do jogo. Precisamos de elevar o nosso nível e dar um pouco mais a cada dia”, refere.
Eric Anderson não hesita quando se fala da conquista da Liga: “Na minha opinião somos os favoritos à conquista do título, e para os meus colegas também, e agora só temos de o mostrar”, vinca.
O atleta norte-americano diz-se completamente preparado para a fase derradeira da temporada: “Estou pronto para os playoffs. Estamos aqui para ganhar o campeonato, e ser o MVP da equipa não significa muito para mim, é mais um prémio coletivo. Somos uma equipa equilibrada em que qualquer um merecia a distinção de MVP. A experiência aqui está a correr muito bem e estamos entusiasmados pelo início dos playoffs”, destaca.
No CAB, Diogo Gameiro explica como a sua equipa deve abordar os difíceis desafios que aí vêm: “Temos de pensar jogo a jogo, não podemos entrar em grandes euforias nem em grandes “depressões”. Vamos encarar estes playoffs com máxima seriedade, responsabilidade, mas serenos e cientes do momento que estamos a passar. O FC Porto terminou a fase regular com um registo fantástico, e por si só, é claramente favorito. São muitos os aspetos que temos de ter em atenção para ter sucesso, mas considero um ponto essencial controlar o ritmo do jogo (especialmente com um plantel curto como o nosso), e tentar evitar ao máximo grandes oscilações, quer a nível ofensivo quer a nível defensivo. Para além disso, perceber que cada jogo tem uma história diferente, e temos que saber reagir entre jogos, seja após vitoria ou derrota”, salienta.
A turma insular terminou no 7.º posto da fase regular do campeonato, e Gameiro faz uma retrospetiva sobre o percurso do grupo: “A nossa época foi um pouco inconstante, sobretudo na primeira volta. Tivemos algumas lesões logo no início de época, o que fez com que jogássemos com a equipa completa só passados 5 ou 6 jogos do começo do campeonato. Aos poucos fomos melhorando, corrigindo aspetos que não estavam a funcionar tão bem, e sem dúvida de que os jogadores novos que chegaram vieram acrescentar qualidade e consistência à equipa. Tínhamos objetivos bem traçados entre nós, e a 2.ª volta foi a prova de que o 7.º lugar era o mínimo que podíamos atingir. A meu ver, tínhamos qualidade para fazer melhor, mas fico satisfeito por ver como todo o grupo soube reagir e cumprir com o objetivo proposto”, afirma.
O base aponta às vitórias para o CAB: “Creio que o objetivo é comum às 8 equipas que vão disputar estes playoffs: vencer jogos. Até hoje sempre tivemos a consciência tranquila de que tudo fizemos para vencer, e estes jogos que se seguem não vão ser exceção. Estamos a fazer a preparação da melhor maneira possível, mesmo com algumas limitações, mas queremos que no final da época estejamos tranquilos e cientes de que demos tudo o que tínhamos dentro de campo”, diz.
Na hora de falar sobre o FC Porto, Diogo Gameiro enumera as maiores qualidades e recorda os anteriores jogos diante deste adversário: “O FC Porto tem um plantel que, para além da qualidade, é extenso, o que lhes permite jogar com uma intensidade elevada durante o jogo todo. Aliado ao rigor tático que tem a nível ofensivo, é uma equipa que apresenta alguns jogadores que são capazes de criar os seus próprios lançamentos e de desequilibrar individualmente. Os jogos contra o FC Porto, na fase regular, foram completamente distintos. No primeiro jogo estávamos num processo de adaptação às trocas recentes que tinham sido feitas na equipa, mas mesmo assim foi um jogo conseguido da nossa parte. Na segunda partida, alinhámos sem três jogadores, o que alterou por completo a dinâmica da equipa, e por isso sofremos uma derrota pesada. Não existem jogos perfeitos, mas de maneira geral devemos ser mais agressivos na defesa. Temos de ter atenção às rotações defensivas e à recuperação defensiva. Em ambos os jogos, o FC Porto teve demasiados lançamentos abertos e esse é um aspeto que não podemos permitir nestes playoffs”, deixa a nota.
Revelações Imortal e Lusitânia em confronto na Liga Placard
O Imortal LUZiGÁS e o Lusitânia Expert, respetivos terceiro e sexto classificados da fase regular da Liga Placard, vão encontrar-se numa das eliminatórias dos playoffs.
Tanner Omlid e Sérgio Silva abordaram este embate entre equipas que têm dado muito boas indicações, e cujo primeiro jogo está marcado para sexta-feira (19h), com transmissão na RTP2 e FPBtv.
No Imortal, Tanner Omlid prevê dificuldades: “O Lusitânia é uma excelente equipa e essa é a sua maior ameaça. Joga muito bom basquetebol e partilha bem a bola. Tem vários jogadores que podem resolver a questão em qualquer partida. Espero que o Lusitânia pratique o seu melhor basquetebol. Para vencermos, temos de ser competitivos durante os 40 minutos, porque o nosso adversário tem muito coração e talento, nunca desiste”, deixa o aviso.
O base-extremo dos algarvios é a voz da exigência que reina no grupo: “Eu já estava à espera de que jogássemos a um nível alto este ano, mas é difícil para um grupo competitivo contentar-se com um terceiro lugar”, afirma.
Omlid quer um Imortal a ir até final nos playoffs, apesar das lesões de Tyere Marshall e Jalen Jenkins: “O nosso objetivo é tentar chegar o mais longe possível nos playoffs e ganhar o nosso último jogo, e que isso signifique conquistar o título. As lesões do Marshall e do Jenkins foram um revés para nós, mas fazem com que os jogadores aptos aproveitem ainda mais”, atira.
Em grande forma, algo que pôde ser visto na recente Final Four da Taça de Portugal Alfaloc, o atleta norte-americano declara a sua admiração pelo emblema de Albufeira: “Sinto que neste momento estou exatamente como gostaria de estar enquanto jogador. O Imortal tem sido uma bênção e só tenho coisas boas a dizer sobre este clube”, finaliza.
Por seu turno, no Lusitânia, Sérgio Silva mostra-se muito satisfeito com a prestação da equipa: “Está a ser uma grande época para nós, de superação e união tremenda de toda a equipa. O nosso sexto lugar não superou as nossas expectativas. O objetivo do clube era a manutenção e presença nos playoffs, mas desde cedo percebemos que queríamos mais. Este grupo tornou-se uma família e lutou sempre com o objetivo de atingir o lugar mais acima possível”, destaca.
O conjunto açoriano já não conta nas suas fileiras com Temidayo Yussuf, MVP da fase regular, mas Sérgio Silva salienta a capacidade de união do grupo: “O Yussuf fará sempre parte da nossa família e quando vemos alguém tão especial a sair de perto de nós é sempre difícil, mas a nível desportivo os jogadores e o Nuno Rodrigues encararam, desde o primeiro dia, a saída como mais um obstáculo que tínhamos que superar, e mais uma vez a equipa uniu-se e trabalhou nesse sentido”, afirma.
O jogador de 25 anos assume o foco na passagem às meias-finais da Liga: “Este ano, o Lusitânia quis ser competitivo e lutar pela vitória em todos os jogos, portanto o foco é exatamente o mesmo nos playoffs. Iremos lutar pela vitória em todos os jogos e sonhamos com a presença na meia-final do campeonato”, não hesita.
Pela frente estará o Imortal, que merece rasgados elogios de Sérgio Silva: “O Imortal é uma equipa completa, com jogadores de muita qualidade em todas as posições e que joga com uma intensidade muito alta. Não considero que as lesões do Marshall e do Jenkins tornem o Imortal mais acessível. Os jogadores que têm mostraram ter a capacidade de se adaptar a essas ausências. Mesmo sem esses dois jogadores, o Imortal é muito perigoso, uma equipa mais móvel e que torna o jogo mais rápido e com perigo iminente em termos exteriores, porque todos os jogadores que estão dentro de campo têm capacidade de lançar. O terceiro lugar da fase regular e a presença na final da Taça de Portugal só provam que o nosso adversário tem muita qualidade e que temos que estar ao nosso melhor nível para conseguir competir e lutar pela vitória”, assevera.
Benfica e Oliveirense medem forças nos “quartos” da Liga Placard
Quis a classificação final da fase regular da Liga Placard ditar que SL Benfica e UD Oliveirense se encontrem nos quartos-de-final dos playoffs.
A eliminatória abre esta quinta-feira, na Luz, a partir das 18h30, num clássico com transmissão na FPBtv e n’A Bola TV que foi abordado por João “Betinho” Gomes e José Barbosa, jogadores de proa do basquetebol nacional.
No Benfica, “Betinho” Gomes destaca o espírito coletivo do adversário: “Acredito que o jogo coletivo seja a maior qualidade da Oliveirense. Pode ter um ou dois jogadores que se destaquem individualmente, mas o verdadeiro ponto forte deles é o jogo em equipa”, reforça.
Para o experiente atleta das “águias”, eleito melhor jogador da década 2010-20, os playoffs podem mudar tudo: “Quando se trata do playoff qualquer adversário é dificil, é um outro campeonato onde tudo pode acontecer, então qualquer equipa tem motivação extra para ganhar”, avisa.
O Benfica não terminou da melhor forma a fase regular, e por isso “Betinho” aponta o caminho para que a equipa suba de rendimento e chegue ao título: “Temos de melhorar nossa intensidade defensiva. Eu sou daqueles que acredita que para ganhar campeonatos tem que se defender. Se dermos uma passo em frente na nossa agressividade defensiva, é meio caminho andado para ganhar o campeonato”, analisa.
O extremo benfiquista não quer deixar fugir o campeonato: “Eliminar a Oliveirense seria um excelente tónico para o restante playoff, mas nós não estamos focados no que vem a seguir, mas sim no primeiro jogo, esta quinta-feira. O Benfica não tem outro foco que não seja ganhar tudo. Falhámos 2 objetivos esta época e agora temos a oportunidade de conseguir o terceiro, que é o mais importante, ganhar o campeonato”, salienta.
Na Oliveirense, José Barbosa alinha pelo mesmo diapasão, com a conquista do campeonato no horizonte: “Para além de sabermos que o quinto lugar pouco ou nada reflete do valor atual da nossa equipa e dos adversários, nunca entramos para perder, somos um grupo bastante competitivo. Portanto, se nos propusemos a lutar pelo “tri” no início da época, mais focados ainda estamos agora após levar de vencida os denominados “três grandes” nas jornadas finais da fase regular. Vamos com os pés bem assentes no chão, mas cheios de confiança e vontade para batalhar”, vinca.
O base internacional português destaca a pressão inerente aos playoffs: “Esta fase dos playoffs é uma fase onde a parte psicológica entra muito e, por vezes, as equipas cedem só pelo acréscimo da pressão que existe. Uma eliminatória de playoffs é sempre difícil, uma eliminatória contra o Benfica mais difícil se torna, mas já passámos por tanto e, como disse antes, já batalhámos tanto juntos que sei perfeitamente que é possível vencer, o que pode servir de inspiração e aumento da confiança do grupo”, espera.
Barbosa apela à competitividade do bicampeão nacional: “Se formos competitivos ao limite, como temos sido nos últimos jogos, defendermos ao nosso melhor nível e cumprirmos o plano de jogo na íntegra, poderemos passar à fase seguinte. Foram notórias as constantes ausências de jogadores ao longo da época e, não servindo como desculpa, é sempre mais difícil crescer enquanto a equipa está em modo de “sobrevivência”, tentando amealhar vitórias com os recursos que tínhamos, do que propriamente a trabalhar com a equipa completa. Ainda assim crescemos e chegamos à parte final da época como uma equipa capaz de se bater com qualquer adversário. Classificámo-nos na quinta posição, mas poderia ter sido na quarta ou até na terceira, em situações normais portanto. Estou orgulhoso do quanto batalhámos e considero o balanço positivo. Resta manter este espírito para os playoffs e entrar para cada jogo como se de uma batalha se tratasse”, destaca.
Quanto ao rival da Luz, Barbosa dirige fortes elogios: “O Benfica é uma equipa bastante completa e com pontos fortes em todas as vertentes do jogo”, finaliza.
Sporting recebe Vitória SC na abertura dos playoffs da Liga Placard
Os playoffs da Liga Placard arrancam esta quinta-feira, às 18h30, com um dos jogos (transmissão na FPBtv) a opor o Sporting CP, líder da fase regular, ao Vitória SC, oitavo classificado.
Na antevisão desta eliminatória falámos com o “leão” Travante Williams e o “conquistador” Jaron Hopkins, duas das figuras do campeonato.
No Sporting, Travante Williams alerta para a qualidade minhota: “O Vitória SC é uma equipa bem treinada, que joga de forma intensa durante toda a partida. É uma formação com talento”, analisa.
O extremo “verde e branco” dá a receita para a passagem às meias-finais: “Para ultrapassar esta eliminatória, temos de igualar a intensidade do adversário e jogar bem defensivamente, assim como estarmos focados no objetivo coletivo”, afirma.
Travante quer manter a eficácia revelada pelo Sporting até ao momento: “É importante que continuemos a fazer aquilo que conseguimos durante a maior parte da fase regular, manter o nosso foco, sermos fortes do ponto de vista defensivo e acertar os lançamentos”, salienta.
A lutar pelo seu terceiro título nacional consecutivo, Travante mostra toda a sua ambição: “Não importa se somos favoritos ou não. Temos um objetivo para o qual trabalhamos. Estamos animados por poder continuar a mostrar o nosso talento. Tenho fome de títulos, quero mais, sinto que o trabalho ainda não acabou”, vinca.
Do lado do Vitória SC, Jaron Hopkins identifica os pontos fortes do adversário de Alvalade: “O Sporting é uma equipa experiente, que traz intensidade para todos os encontros e que gosta de condicionar o jogo ofensivo dos adversários”, traça o perfil.
O base-extremo do conjunto da cidade-berço apela à consistência do grupo: “Penso que o Sporting é uma equipa bem orientada e pronta para abordar todos os jogos. Serão necessários 40 minutos de qualidade para ultrapassar um adversário como este. O nosso objetivo é sermos o mais consistentes possível ao longo dos playoffs. Teremos de proteger melhor o nosso cesto, e assim teremos melhores chances”, indica.
Hopkins reconhece alguma irregularidade dos “conquistadores” durante a fase regular: “Na minha opinião, tivemos altos e baixos durante a fase regular. Sabemos qual é o nosso potencial e estivemos abaixo do mesmo nalguns jogos”, aponta.
O jogador norte-americano, um dos mais valorizados da Liga, quer contribuir para o sucesso do Vitória SC: “Sinto-me bem. Tenho jogado bem nas últimas partidas e vou tentar elevar o meu jogo durante os playoffs para ajudar a equipa”, conclui.
Yussuf é o MVP Tissot da Liga Placard
Com o fim da fase regular da Liga Placard, chegou a hora de olharmos para os números e percebermos quem foram os grandes destaques estatísticos da competição.
Temidayo Yussuf, poste norte-americano com passaporte nigeriano que atuou no Lusitânia Expert antes de se transferir para o Antibes Sharks da ProB francesa, foi o MVP Tissot da fase regular da Liga Placard.
O jogador de 24 anos que fez a sua estreia em Portugal foi determinante ao longo de 23 jogos, apresentando médias de 19.6 pontos, 10.1 ressaltos, 3.4 assistências, 0.9 roubos de bola e 0.7 desarmes de lançamento, por encontro. Esta conjugação de números resultou na valorização mais elevada da Liga na temporada 2020/21, cifrada nos 27.2 pontos MVP.
No que toca à marcação de pontos, bastaram apenas 13 jogos ao base da Ovarense Gavex, Marcus Lovett Jr., para atingir a média mais elevada do campeonato. O norte-americano que chegou a meio da temporada apresentou uma média de 20.5 pontos por partida.
E porque falamos de pontos, importa também destacar aqueles que os marcaram com mais eficácia. Nesse capítulo contamos com as percentagens estratosféricas de três jogadores diferentes. Patrick McGlynn, que esteve ao serviço do Galitos Barreiro, foi o anotador mais capaz da linha de lance livre. Em 62 tentativas, o base norte-americano converteu 59 lances livres, obtendo uma média de 95.2% de eficácia sempre que se deslocou para a linha de lance livre.
Nos lançamentos mais próximos do cesto, o destaque vai para John Fields que converteu 140 lançamentos em 204 tentados. O poderoso poste do Sporting CP, apresenta uma média de 68.6% nos lançamentos de dois pontos. No que diz respeito aos lançamentos para lá da linha dos 6.75m, realce para o “franco-atirador” do Vitória SC, Tyler Seibring. O extremo-poste dos vimaranenses converteu 55 triplos ao longo dos 26 jogos da Liga Placard, o que resulta numa média de mais de dois triplos por encontro. Tudo isto foi conseguido com uma percentagem de lançamento de 51% de eficácia.
Na luta das tabelas, voltamos a referir Temidayo Yussuf que, além de se destacar como MVP da competição, foi também o jogador mais capaz no ressalto. O poste ex-Lusitânia apresenta uma média de 10.1 ressaltos conquistados por jogo. Foi igualmente o mais dominante, quer na tabela ofensiva (3.6 ressaltos de média) como na defensiva (6.5 ressaltos de média).
O “rei” das assistências da edição 2020/21 também chega das ilhas, mas desta vez falamos de Diogo Gameiro, base do CAB Madeira SAD. O base dos madeirenses obteve a média mais elevada da temporada, com 9.4 passes para cesto, por encontro. No plano defensivo, realce para Jaron Hopkins do Vitória SC, que conseguiu alcançar a extraordinária média de 3.4 roubos de bola num total de 87 bolas recuperadas em 26 jogos feitos. No que diz respeito aos desarmes de lançamento, Alonzo Ododa, que também passou pelo Galitos Barreiro, destaca-se com uma média de 1.8 desarmes de lançamento, por encontro.
IWBF prossegue reajuste do código de classificação
A IWBF – Federação Internacional de BCR – continua a limar o seu código de classificação, com o intuito de estar em conformidade com as normas do IPC – Comité Paralímpico Internacional. Recorde-se que, em 2020, o IPC ameaçou excluir o BCR dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, entretanto reagendados para 2021, e comunicou mesmo a sua expulsão provisória do programa de Paris 2024.
Entre as repercussões mais mediáticas, ressaltam as exclusões de nomes como David Eng (Canadá), George Bates (Grã-Bretanha), Barbara Gross (Alemanha), Annabelle Lindsay, Teisha Shadwell (ambas da Austrália), Cem Gezinci (Turquia), Dagmar van Hinte (Holanda) e Veva Tapia (Espanha). O britânico, que representa atualmente as cores do Mideba Extremadura, da liga espanhola, comunicou recentemente a intenção de fazer uma pausa na carreira internacional de seleções (resta saber se esta se irá estender à de clubes).
Em comunicado, no final de março, a IWBF deu conta de nova tentativa, gorada, de solicitar ao IPC um período transitório para os atletas cuja limitação não se enquadra no rígido código de classificação da entidade máxima do desporto paralímpico, circunstância que lhes permitiria participar nas competições de seleções prevista até setembro de 2021, a saber: Campeonato da Europa B, Campeonato da Europa Sub23 e Jogos Paralímpicos de Tóquio.
De acordo com Regina Costa, Presidente da Comissão de Classificação do Conselho Executivo da IWBF, decorre dentro do estipulado o processo de reavaliação, “dividido em duas fases: Fase 1, os jogadores de classes 4.0 e 4.5 dos países que vão aos Jogos de Tóquio. Fase 2, parte 1: jogadores das restantes classes dos países que vão participar em Tóquio. Partes 2 a 4 da Fase 2: restantes jogadores de todos os países”. Revistos todos os participantes dos Jogos de Tóquio, é neste último segmento que a IWBF centra esforços.
Outro dos vetores da abordagem da IWBF prende-se com a redefinição técnica dos MIC´s, Minimum Impairment Criteria – Critérios de Deficiência Mínima -, a cargo do instituto britânico Peter Harrison Centre for Disability Sport, cujos resultados do estudo em curso serão apresentados à Comissão Executiva e à Comissão de Classificação da IWBF em julho de 2021. “Até ao momento tudo está a decorrer dentro dos prazos”, assevera Regina Costa. Contudo, a responsável máxima da Classificação à escala mundial alerta que tal não irá alterar a situação dos atletas até agora declarados inelegíveis.
“Conquistadoras” e “águias” a um triunfo da final da Liga Skoiy
No arranque das meias-finais dos playoffs da Liga Skoiy, o Vitória SC e o SL Benfica levaram a melhor sobre o União Sportiva e a Quinta dos Lombos, respetivamente, e por isso estão a um triunfo de chegar, pela primeira vez, à final da competição.
Em Guimarães, o Vitória SC bateu o União Sportiva por 79-62, num resultado que foi assente, essencialmente, na segunda parte, depois do Sportiva chegar ao intervalo em vantagem (34-33). Mas com parciais de 21-12 e 25-16, as “conquistadoras” dispararam para o sucesso, num jogo em que registaram 53% de eficácia no tiro exterior (14 triplos convertidos em 26 tentativas). Quanto à estatística individual, no Vitória SC destacaram-se a muito inspirada Tati Pacheco (27pts, 2res, 3ast, 2rb), Catarina Mateus (16pts, 1res, 3ast, 2rb), Alexy Mollenhauer (14pts, 7res, 2ast, 1rb, 1dl) e Barbara Souza (11pts, 7res, 4ast, 1rb), enquanto na turma açoriana sobressaíram Vânia Sengo (16pts, 4res, 2ast, 3rb), Gabriela Guimarães (13pts, 10res, 1ast, 1rb), Raquel Laneiro (10pts, 7res, 4ast) e Nausia Woolfolk (10pts, 4res, 4ast, 1rb).
A sul, o Benfica suplantou a Quinta dos Lombos pela terceira vez esta temporada, agora pela marca de 63-43. As “encarnadas” desde cedo assumiram o controlo das operações, e com parciais de 26-11 e 15-6 alcançaram um avanço de 24 pontos (41-17) ao intervalo, que se viria a revelar decisivo para o desfecho do embate. As anfitriãs até dominaram a luta das tabelas (48-35 em ressaltos), mas os seus 25 turnovers, contra 11 do emblema da Luz, contribuíram para a vitória benfiquista. Nas “águias” voaram alto Laura Ferreira (15pts, 7res, 3ast, 3rb), Altia Anderson (12pts, 12res, 1ast, 1rb, 3dl), Mariana Carvalho (10pts, 1res, 2rb), Joana Soeiro (10pts, 2res, 5ast, 1rb) e Japonica James (10pts), ao passo que na turma de Carcavelos as melhores em campo foram Raphaella Monteiro (20pts, 12res, 2rb) e Jade Phillips (10pts, 4res, 1ast).
As “meias” da Liga Skoiy prosseguem no próximo sábado, dia 24 de abril: SL Benfica vs. Quinta dos Lombos (11h) e União Sportiva vs. Vitória SC (16h, menos uma nos Açores).
“Na Primeira Pessoa” com Filipe Carneiro
No quinto capítulo da rubrica “Na Primeira Pessoa”, os holofotes recaem em Filipe Carneiro, base/extremo da APD Braga e internacional em três campeonatos da Europa. Aos 29 anos de idade, o atleta mais veloz a nível nacional soma 13 temporadas no BCR e garante continuar à procura de aprimorar e diversificar o seu jogo.
Dono de um extenso palmarés, entre Campeonatos, Taças e Supertaças, além de uma experiência no AMFIV, de Vigo, no escalão máximo do BCR espanhol, o atual tetracampeão nacional expressa o desejo de tornar a APD Braga na formação mais laureada e de ajudar a levar Portugal ao topo da divisão B.
Para ver aqui.
Encontro de alto nível no encerrar da fase regular da Liga Placard
A fechar a fase regular da Liga Placard, temos um grande jogo entre UD Oliveirense e Sporting CP, este sábado (15h), com transmissão na FPBtv.
Justin Alston e Diogo Araújo, jogadores do bicampeão nacional e dos “leões”, respetivamente, falaram à FPB sobre este encontro.
Do lado oliveirense, Justin Alston traça os “verde e brancos”: “O Sporting é uma grande equipa em termos defensivos. Eles tentam desequilibrar os adversários através de pressão a campo inteiro, o que lhes cria várias oportunidades fáceis para marcar”, analisa.
A turma de Oliveira de Azeméis ocupa o 5.º lugar e ainda pode subir na classificação, e por isso Alston aponta aos bons resultados: “Acredito que se jogarmos o nosso basquetebol, vamos cumprir o objetivo e finalizar a fase regular no quarto lugar. Nos playoffs, vamos ter de melhorar em várias áreas do jogo. É tempo de ganhar, e por isso temos de estar focados e todos na mesma página”, reúne as tropas.
O atleta norte-americano não hesita quanto ao objetivo principal: “Sim, estamos focados na conquista do título. Podemos não ser o maior favorito, mas lutámos todo o ano e obtivemos o respeito de todos os adversários”, salienta.
Em ano de estreia na Oliveirense, Alston é o jogador mais influente do ponto de vista estatístico, o que motiva vários agradecimentos da sua parte: “Gostaria de agradecer a Deus pela oportunidade de estar neste clube. A equipa e os treinadores acolheram-me e ajudaram-me para que eu alcançasse a minha melhor versão. Devo aos meus colegas e equipa técnica o facto de tornarem o meu trabalho mais fácil”, conclui.
Nos “leões”, que têm a liderança da fase regular assegurada, Diogo Araújo destaca o trabalho da equipa: “Não sei se somos os favoritos à vitória deste campeonato, mas posso garantir que todos os dias trabalhamos em prol desse objetivo”, garante.
O internacional português antevê dificuldades na fase derradeira da Liga: “O campeonato está muito competitivo, e a prova disso está em alguns resultados observados na fase regular. Diria que todos os eventuais adversários serão desafios de elevada dificuldade a ultrapassar”, avisa.
Diogo Araújo, que ainda no último fim de semana comprovou o seu bom momento na Final Four da Taça de Portugal Alfaloc, conquistada pelo Sporting, mostra-se feliz: “Estou no meu melhor momento desde que cheguei ao Sporting. Empenho-me todos os dias para que, quando as oportunidades surgem, as possa agarrar e demonstrar um bom trabalho. Isto só é possível tendo um grupo como este”, elogia.
Relativamente à Oliveirense, o extremo-poste não poupa nas palavras: “A Oliveirense é sempre um adversário de respeito, com uma equipa bastante competitiva e de alto nível. A situação em que se encontra leva a que se torne, inevitavelmente, um opositor ainda mais perigoso. Tem um modelo de jogo bastante coletivo, é uma equipa coesa e bastante sensata na tomada de decisão, não esquecendo que, defensivamente, provoca muitos desafios”, examina.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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