Artigos da Federaçãooo

Vitória SC isola-se na liderança da Liga Skoiy

Jogaram-se esta segunda-feira, feriado do 5 de outubro, quatro partidas da segunda jornada da Liga Skoiy. O Vitória SC isolou-se na liderança, enquanto Quinta dos Lombos, AD Vagos e CAB Madeira obtiveram o primeiro triunfo.

O Vitória SC mostrou-se superior na receção ao CPN/Imorpartner, o que se traduziu num triunfo por 78-69. As “conquistadoras” chegaram ao último quarto com uma vantagem de 18 pontos (65-47), que acabaria por ser atenuada até final, num embate em que pelas anfitriãs sobressaíram Luiana Livulo (22pts, 9res, 3ast), Sara Ressurreição (12pts, 1res, 3ast, 1rb), Bárbara Miranda (11pts, 2res, 2ast, 2rb), Catarina Mateus (11pts, 2res, 4ast), Grayson Bright (9pts, 10res, 4ast, 2rb, 1dl) e Barbara Souza (8pts, 17res, 4ast, 1rb), ao passo que no adversário de Ermesinde se evidenciaram Martha Burse (23pts, 8res, 4ast, 5rb), Mariana Pereira (17pts, 2res, 1rb) e Jemia Carpenter (15pts, 9res).

A Quinta dos Lombos redimiu-se da derrota caseira da ronda inaugural, e bateu o Galitos/Clínica Dr. Semblano, em Aveiro, por 76-41. Ainda no primeiro quarto, a turma de Carcavelos distanciou-se no marcador, beneficiando de uma maior eficácia no lançamento e luta das tabelas, sem esquecer as prestações de Raphaella Monteiro (21pts, 9res. 5ast, 5rb), Suraya Rijal (17pts, 6res), Carolina Cruz (13pts, 4res, 3ast, 2rb, 1dl) e Célia Sumbane (10pts, 3res, 1ast, 2rb). Já nas donas da casa, que ainda não venceram e que não registaram qualquer triplo, sinal mais para a exibição de Kianna Wynn (16pts, 2res, 2rb).

Na Luz, a AD Vagos arrancou uma vitória (66-59) diante do SL Benfica, muito graças a uma grande recuperação no derradeiro quarto. Com um parcial de 19-8 nos últimos dez minutos, com destaque para 13 pontos consecutivos sem resposta, o emblema vaguense virou a questão a seu favor, num duelo em que pelas suas cores ditaram leis Chelsie Schweers (22pts, 4res, 3ast, 1rb), Joana Canastra (15pts, 5res, 4ast, 2rb) e Maria Blazejewski (15pts, 2res, 1ast, 1rb). Por seu turno, nas “águias”, as melhores em campo foram Altia Anderson (14pts, 11res, 2rb, 1dl), Japonica James (13pts, 7res, 1as, 1rb) e Marta Martins (13pts, 2res, 4ast).

No Funchal, o CAB Madeira levou a melhor sobre o Olivais FC por 66-60, com o resultado a ser discutido até final. Maria Gonçalves (16pts, 3res, 3ast, 2rb), Paige Cannon (15pts, 8res, 4ast, 5rb), Nike McClure (12pts, 13res, 3ast) e Jelena Nikpaljevic (12pts, 5res, 4ast, 1rb) despontaram na equipa madeirense, enquanto no conjunto da “cidade dos estudantes” assumiram relevo Kendrian Elliot (20pts, 16res, 2ast, 1rb, 2dl), Kahlia Lawrence (13pts, 7res, 2ast, 3rb) e Mariana Mendes (12pts, 3res).

A ronda completa-se com o CB Queluz vs. GDESSA Barreiro, na quarta-feira (21 horas, transmissão FPBtv) e com o União Sportiva vs. Guifões SC, que foi adiado.


CB Viana e FC Barreirense B sobem à 1.ª Divisão masculina

Estão encontradas as duas últimas equipas que sobem ao Campeonato Nacional da 1.ª Divisão masculina: CB Viana Nortaluga e FC Barreirense B.

A norte, o CB Viana Nortaluga bateu o FC Gaia, na condição de visitante, por 53-52, e assim fez a festa, apesar da reação dos donos da casa nos últimos minutos. No conjunto minhoto destacou-se, e de que maneira, Sekouba Conde (18pts, 24res, 1as, 1rb, 4dl).

Na zona sul, o FC Barreirense B “agarrou” a derradeira vaga, depois de superar (61-57) os Salesianos do Estoril, fora de portas, numa partida em que contou com as boas exibições de Guilherme Pais (20pts, 1res, 1ast, 1rb) e Carlos Rodrigues (12pts, 12res, 6as, 1rb).

 

Nota: Foto retirada do Facebook oficial do Clube Basquete Viana


Taneka Rubin é a primeira MVP Tissot

Na jornada inaugural da Liga Skoiy 2020/21 foi o reforço norte-americano do Guifões SC, Taneka Rubin, quem mais brilhou. Pese embora a derrota com o CB Queluz (61-64), a jogadora de 27 anos foi a mais valiosa da 1.ª jornada com uma valorização de 35.5 pontos MVP.

Líderes estatísticos da 1.ª jornada da Liga Feminina:

MVP Tissot da jornada | Taneka Rubin (Guifões SC): 28pts, 15res, 3rb, 35.5MVP

Pontos | Taneka Rubin (Guifões SC): 28

Ressaltos | Taneka Rubin (Guifões SC): 15

Assistências | Catarina Neves (GDESSA Barreiro): 8

Roubos de bola | Grayson Bright (Vitória SC): 6

Desarmes de lançamento | Djenifer Monteiro (CB Queluz): 5

Cinco ideal | Nausia Woolfolk (União Sportiva), Ana Lages (CPN-IMOPARTNER), Raphaella Monteiro (Quinta dos Lombos), Taneka Rubin (Guifões SC) e Altia Anderson (SL Benfica)

Top recordes:

Pontos | Taneka Rubin (Guifões SC): 28

Ressaltos | Taneka Rubin (Guifões SC): 15

Assistências | Catarina Neves (GDESSA Barreiro): 8

Roubos de bola | Grayson Bright (Vitória SC): 6

Desarmes de lançamento | Djenifer Monteiro (CB Queluz): 5

Mais valorização | Taneka Rubin (Guifões SC): 35.5


Yuri Fernandes abre a época com vitória folgada

No regresso da rubrica “Portugueses lá fora”, relativa ao basquetebol em cadeira de rodas, destaque para Os Hornets Le Cannet, de Yuri Fernandes, que venceram o Lannion por 91-31, na jornada inaugural da Nationale A, 1.ª Liga francesa.

 

Hornets Le Cannet 91 Lannion 31

Na estreia no máximo escalão gaulês, Yuri Fernandes (2.5), o primeiro português a atuar no estrangeiro a arrancar a época 2020/21, averbou um triunfo robusto na receção a Lannion, por 91-31. Apesar de ter sido lançado pelo técnico Daniel Paquet por apenas dois minutos, o extremo ex-Trovões (Barreiro) afirma que “as sensações foram boas” e promete “continuar a trabalhar para ter mais oportunidades”.

Com uma concorrência feroz na sua pontuação (2.5), frente ao espanhol Ivan Toscano e o internacional francês Luigi Makambo, Yuri revela que a aprendizagem com ambos pode ajudar a elevar o seu jogo: “Tenho uma relação muito boa com eles. Com o Luigi, falamos mais de como melhorar os aspetos defensivos e ofensivos; o Ivan procura dar-me confiança no meu lançamento”, refere.

Na próxima jornada, dia 3 de outubro, os Hornets Le Cannet visitam o reduto do Meylan Grenoble Handibasket. Na mesma data, o CAPSAAA Paris, de Christophe da Silva (1.0), disputa o primeiro encontro oficial, a contar para a Nationale B, em Estrasburgo.


Illiabum Clube B reserva lugar na 1.ª Divisão masculina

O Illiabum Clube B garantiu a subida à 1.ª Divisão masculina 2020/21, ao levar a melhor na eliminatória diante da UAA Aroso, correspondente à Subsérie B da Série Norte B.

Depois do triunfo caseiro por 85-50, a turma de Ílhavo voltou a ganhar (70-49), fora de portas, esta quinta-feira, num jogo em que teve como principais figuras Tiago Tavares (23pts, 1res, 2as) e André Gamelas (18pts, 2res).


Perspetiva do primeiro estágio das Seleções A e Sub22 de BCR

O selecionador nacional sénior de BCR, Marco Galego, e o selecionador nacional sub22, Ricardo Vieira, analisam o trabalho durante a paragem e abordam as expectativas para o estágio conjunto, de 1 a 5 de outubro.

Sem concentrações desde o último Europeu, em julho de 2019, a Seleção A de BCR volta a reunir-se, no Luso, de 1 a 5 de outubro, de forma a preparar a participação no Campeonato Europeu da Divisão C, de 2021. O tempo ausente dos pavilhões suscita alguma preocupação a Marco Galego. “Em termos de preparação presencial estamos muito atrasados em relação aos nossos rivais, alguns já treinam como seleção há algum tempo”, adverte, sem se escudar neste aspeto para justificar um eventual fracasso. “Não será pelo atraso que não vamos alcançar os objetivos”, promete.

O selecionador nacional enaltece a importância e o compromisso de atletas e staff no período de confinamento, vocacionado para a análise de vídeo e o treino físico. “Fazíamos reuniões quinzenais via zoom, em que cada atleta analisava um determinado momento de um jogo; além disso, mandavam para o Bruno Silva (treinador-adjunto) vídeos dos treinos físicos que estavam a fazer, sendo estes quase na totalidade elaborados pelo Bruno”, explica o treinador elvense.

No primeiro ensaio após a interrupção causada pela Covid-19, Marco Galego não pode dispor dos atletas a atuar no estrangeiro – Luís Domingos (2.5 – Servigest Burgos, 1.ª Liga espanhola; também sub22), Ismael de Sousa (4.0 – Santa Lucia Roma, 2.ª Liga italiana) e Christophe da Silva (1.0 – CAPSAAA Paris, 2.ª Liga francesa) -, pelo que contará com 14 elementos.

No que toca à Seleção sub22, que, tal como a Seleção A, se apresenta desfalcada dos jogadores a atuar fora do país – além do mencionado Luís Domingos, é baixa Nuno Silva (1.0 – Ticino Bulls, 1.ª Liga suíça) -, Ricardo Vieira demonstra entusiasmo, dado o empenho evidenciado pelos atletas nos últimos seis meses. “Tivemos um trabalho extraordinário! Os miúdos foram inexcedíveis. Criámos rotinas que pensávamos ao fim de seis semanas estarem implementadas, mas que, ao fim de pouco mais de três semanas, estavam solidificadas”, salienta com agrado.

Para o aguardado reencontro no Luso, o selecionador nacional da categoria deposita especial interesse na “cultura tática e evolução física de cada um”, atendendo à incidência nestas componentes ao longo da quarentena.

As Seleções A e sub22 de BCR entram em estágio na quinta-feira, dia 1, à noite, no Luso, e vão realizar oito sessões de trabalho, entre quinta e segunda-feira.


“Estamos a viver um sonho”

O CB Queluz, clube ainda recente, subiu pela primeira vez à Liga Skoiy, no passado domingo, após levar a melhor sobre o Esgueira/Aveiro/Sarifer.

Fernado Brás, treinador do conjunto da Linha de Sintra, reconhece a importância do momento, em entrevista à FPB, e promete competitividade durante a temporada.

 

Quais foram as principais razões que ditaram a subida de divisão do CB Queluz?
Focámo-nos muito na nossa própria equipa, com a prepração atribulada que tivemos, e não tanto no Esgueira. E depois, veio ao de cima aquilo que de melhor as minhas jovens jogadoras têm, que passa por uma atitude incrível. Olhámos para dentro e as atletas conseguiram tirar o melhor proveito do seu espírito guerreiro.

Os problemas sentidos na preparação para a eliminatória acabaram por unir ainda mais o grupo, e ter até influência neste desfecho?
Tivemos perdas no aspeto técnico, tático e físico, mas estes problemas, por vezes, ainda criam mais união, e foi esse o caso. As jogadoras trabalharam muito em casa, e por isso são as grandes obreiras desta conquista pela qual lutavam há tanto tempo.

No segundo jogo, o CB Queluz conseguiu recuperar de uma desvantagem inicial. Como se deu o ponto de viragem?
Nós temos um lema, que até está escrito no balneário, que refere “todos juntos até ao fim”, e isto é para ser seguido em todas as situações, em todos os jogos. Lutamos sempre, é esta a mentalidade, estejamos a ganhar ou a perder.

A Liga Skoiy arranca já este fim de semana. Quais são os objetivos do clube para esta competição?
Não vamos mudar a nossa filosofia e maneira de pensar. Vamos manter o plantel, apostar na juventude. O nosso objetivo é sermos competitivos em todos os jogos. No fim fazem-se as contas, mas vamos ser sempre competitivos. É uma promessa clara que fazemos a todos os adversários.

O CB Queluz é um clube recente, fundado em 2006. Qual é o significado desta subida ao mais alto patamar do basquetebol feminino?
O trabalho no CB Queluz é pensado, é feito de há seis anos para cá. Há uma estratégia, um projeto coletivo e individual para cada atleta. Isto é o culminar de toda a visão existente desde 2014. Neste momento, estamos a viver um sonho, mas queremos que o mesmo seja realidade durante algum tempo.


Galomar, Sangalhos, CA Queluz e Chamusca com estreia positiva

Jogou-se, este sábado, a abertura do apuramento para a Proliga, que vai apurar os três primeiros classificados da Zona Norte e da Zona Sul. AD Galomar, Sangalhos DC, CB Chamusca/Coração do Ribatejo e CA Queluz começaram da melhor forma.

 

Zona Norte

A AD Galomar, no resultado mais desnivelado deste sábado, bateu o Académico FC por 81-53, com Trevor English (20pts, 7res, 3as, 2rb) e António Moreira (17pts, 10res, 3as, 4rb) em destaque nos donos da casa, enquanto José Lino (16pts, 4res) e Nuno Santos (12pts, 2res, 1rb) sobressaíram na turma portuense.

Já o Sangalhos DC levou a melhor (68-65) na receção ao SC Vasco da Gama, com uma exibição impressionante de Aubrey Mac (45pts, 12res, 2as, 2rb), ao passo que no adversário, Paulo Vieira (16pts, 2res, 1rb) e Guilherme Sequeira (16pts, 1as) foram os melhores em campo.

 

Zona Sul

O CA Queluz superou o BAC por 66-52, tendo em João Lanzinha (11pts, 9res, 2as), Pedro Pereira (11pts, 1res, 1as) e Felissanio Torres (10pts, 6res, 5as, 1rb, 1dl) os principais artífices do triunfo. No conjunto de Almada, Bruno Celestino (18pts, 12res, 2rb, 1dl) foi o maior protagonista.

Por seu turno, o CB Chamusca/Coração do Ribatejo arrancou uma vitória fora de portas, diante do CB Queluz, por 59-56. No emblema ribatejano, realce para as prestações de Adaku Amamu (21pts, 7res, 1rb), Pedro Afonso (15pts, 17res, 2as, 1rb) e João Pereira (12pts, 6res, 2as), enquanto nos anfitriões tiveram sinal mais Pedro Pereira (12pts, 2res), Afonso Candeias (8pts, 11res, 2as, 2rb, 1dl) e Tomás Martins (8pts, 3as).

 

O apuramento para a Proliga regressa no próximo sábado, 3 de outubro.

Nota: Foto retirada do Facebook oficial do Clube Atlético de Queluz

 

 


Sporting CP segue para a FIBA Europe Cup

O Sporting CP não conseguiu o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, depois de perder por 70-64 face ao KK Igokea, na Bulgária.

Foi um jogo equilibrado, aquele que decorreu na Arena Botevgrad, com o Igokea a chegar ao intervalo com uma vantagem de cinco pontos (32-27), mas no terceiro quarto deu-se a reação leonina, que se traduziu num parcial de 20-14, que colocou o clube de Alvalade na frente, à entrada para os derradeiros dez minutos.

E seria nessa fase que a formação bósnia se distanciou, embalada pela obtenção de nove pontos consecutivos, não mais o Sporting conseguindo reverter a situação, numa partida em que teve como melhores em campo Travante Williams (16pts, 4res, 1as, 1rb), John Fields (12pts, 11res, 1dl) e Jalen Henry (12pts, 2res, 2rb).

Gorada a possibilidade de jogar na Champions, o Sporting CP vai disputar a FIBA Europe Cup, inserido no Grupo C, juntamente com Ironi Ness Ziona (Israel), Szolnoki Olajbanjasz (Hungria) e BM Slam (Polónia).

 

https://twitter.com/FIBAEuropeCup/status/1295664070000103425

 

 


BCR procura reintegração no programa paralímpico de Paris 2024

Em entrevista à FPB, Regina Costa, responsável máxima da classificação a nível mundial, deu conta dos próximos passos da IWBF – Federação Internacional de BCR – para estar em consonância com o IPC – Comité Paralímpico Internacional.

David Eng (Canadá), George Bates (Grã-Bretanha), Barbara Gross (Alemanha), Annabelle Lindsay, Teisha Shadwell (ambas da Austrália), Cem Gezinci (Turquia), Dagmar van Hinte (Holanda) e Veva Tapia (Espanha) são os oito atletas excluídos dos Jogos Paralímpicos, por não se enquadrarem nos parâmetros de classificação do Comité Paralímpico Internacional – IPC.

O organismo transmitiu à IWBF – a necessidade de reajustar o seu código de classificação, sob pena de exclusão da modalidade dos Jogos de Tóquio 2021 e, com efeito imediato, a retirada do programa de Paris 2024. A polémica decisão fez deflagrar uma reação em massa dos atletas e treinadores de BCR, uma vez que, ao ser declarada inelegível a sua lesão, os oito atletas previamente mencionados (entre outros que possam vir a ter o mesmo destino) ficam privados de jogar basquetebol ao mais alto nível, olímpico ou paralímpico.

A divergência dos códigos de classificação das duas entidades obriga agora a IWBF a um cronograma rigoroso, que visa apresentar propostas, onde os Critérios de Incapacidade Mínima confluam nas normas do IPC. De salientar que o sistema de classificação funcional vigente no BCR, introduzido por Horst Strohkendl, em 1980, e considerado menos propício à fraude do que a fórmula de análise puramente médica até então em curso, colheu mais tarde o próprio entusiasmo do IPC, que aplicou a metodologia a outras modalidades.

Recentemente, no dia 3 de setembro, o IPC veio a público reforçar a legitimidade da sua posição, ao alegar o incumprimento da IWBF nas solicitações e prazos que lhe foram comunicados, sem, porém, esclarecer a conduta relativamente aos atletas arredados dos Jogos Paralímpicos. A 16 de setembro, Regina Costa e Norbert Kucera, secretário-geral, reuniram virtualmente com todos os organismos nacionais com o intuito de facultar as informações mais recentes do processo.

A presidente da comissão de classificação da IWBF respondeu a algumas questões que lançam luz sobre os próximos passos para uma resolução do problema.

 

Ao dia de hoje, o que falta à IWBF fazer para que o seu sistema de classificação esteja em linha com o código do IPC?
Atualmente, estamos a trabalhar no quarto rascunho das regras e regulamentos de classificação, onde estará incluída uma proposta para os Critérios de Incapacidade Mínima. Estes dois documentos têm de ser aprovados pelo IPC, e então estaremos em linha com o Código de Classificação do IPC.

Consideras positivo o adiamento dos prazos de reavaliação dos atletas de pontuação inferior a 4.0., para o pós-Tóquio? Todos os 4.5 e 4.0 das seleções que irão a Tóquio já foram reavaliados?
Já foram reavaliados, à exceção de quatro, em que foi pedida informação adicional. A alteração das datas para a segunda parte da reavaliação exigida pelo IPC tem vantagens e desvantagens, por isso é difícil formular uma opinião clara.

Que papel tem desempenhado a FIBA, no sentido de auxiliar a IWBF a resolver esta querela com o IPC?
O apoio que a FIBA tem dado à IWBF tem sido excelente, devido à vasta experiência nestas questões de cumprimento de regras e procedimentos. Há que ter em consideração que todo este processo também inclui o controlo anti-doping, e aí a FIBA tem sido mais do que um braço direito, porque já trabalham desta forma há muito tempo.

Qual foi a justificação do IPC para negar o período transitório concedido, por exemplo, ao ténis? [Atletas nas mesmas circunstâncias dos excluídos no BCR participarão em Tóquio]
Os pedidos forma feitos com timings muito distintos, uma vez que, quando o ténis fez o pedido, as suas regras de classificação já estavam em linha com o Código de Classificação do IPC. A IWBF ainda está no percurso para atingir esse objetivo.

A única solução para que os nove atletas excluídos passem a voltar a estar aptos à participação em Paralímpicos passa pela reformulação do código do IPC. Acreditas nessa mudança e em que medida teria de mudar?
O processo de reintegração desses nove atletas não será assim tão simples. O Código de Classificação do IPC está em constante atualização, e para o próximo ano será novamente feita uma revisão. É claro que a IWBF irá participar nesse processo, mas terá de haver um acordo entre todos os membros do IPC e ser feita investigação, no sentido de dar suporte a essas possíveis alterações, tal como até agora.

Para esclarecer a comunidade: os atletas excluídos continuam a poder jogar provas internas e internacionais, de clubes e seleções, reguladas pela IWBF (como Mundiais e Europeus)?
Ainda está em discussão com o IPC e a Comissão de Competições da IWBF. As provas internas serão sempre possíveis; o que está em questão são as provas internacionais [de seleções], uma vez que a maioria faz parte de todo o processo de qualificação para os Jogos.


“Sentimos que é praticamente impossível o surgimento de novas equipas”

Em entrevista à FPB, o presidente da AD Vagos, Mário Rocha, abordou o ano de arranque da equipa de BCR e as dificuldades inerentes à iniciação na modalidade.

Apesar do cenário adverso que enfrentamos, a AD Vagos renova o compromisso com o BCR e participará na 2.ª Divisão. Quais as metas para 2020/21?
A AD Vagos Núcleo tem, como meta, a consolidação deste projeto de BCR, em termos estruturais, financeiros e de enquadramento humano.

De que forma têm atacado a tarefa de captar mais praticantes para a modalidade?
A captação de novos praticantes é muito difícil. Tem sido feita através de abordagens pessoais a potenciais praticantes e entidades. A carência de equipamento específico, nomeadamente cadeiras de rodas, também é um óbice relevante.

Quais as principais dificuldades com que se têm deparado para levar a bom porto o projeto?
A carência de equipamento específico e toda a logística envolvente, como transporte, alojamento. A captação e a fidelização de apoios a esta causa é muito difícil. No primeiro ano, avançámos sem qualquer tipo de apoio, para além da cedência protocolada de duas cadeiras de rodas por parte da FPB. Conseguimos sensibilizar a Universidade de Aveiro, a quem a FPB tinha cedido três cadeiras, a emprestarem-nos as mesmas. Um grande reconhecimento ao Sporting CP/APD Sintra, que também nos facultou uma cadeira que já não utilizavam, que para nós se revestiu de enorme importância. Uma palavra de apreço para todos os elementos da FPB ligados ao BCR, pelos ensinamentos, compreensão e ajuda. No entanto, o ano de arranque representou um enorme esforço, sobretudo na sensibilização para a modalidade. Os encargos foram suportados pelo clube mãe, AD Vagos.

O que há a mudar para o crescimento do BCR nacional e, em particular, de projectos em iniciação como o da AD Vagos?
Do nosso primeiro contacto com a organização do BCR, ressaltam dois sentimentos algo contraditórios: por um lado, a recetividade, ajuda e preocupação com a nossa integração no meio; por outro, sentimos que, em termos materiais e humanos, é praticamente impossível o surgimento de novas equipas. Apesar do esforço da FPB, a cedência de apenas duas cadeiras para um clube que pretende lançar-se nestas andanças é, manifestamente, insuficiente. Poderia criar-se um “banco” de cadeiras para facilitar o arranque de novas equipas. A organização das provas é mais propensa ao afastamento do que à atração de novas equipas. Todos se deviam interrogar porque é que ao longo de várias décadas, as equipas intervenientes são praticamente imutáveis, e porque é que a percentagem de praticantes fica aquém do previsível. Que sentido faz um calendário em que uma equipa não apresenta uma atividade regular ao longo da época, com intervalos de meses entre jogos, e, em contrapartida, tem jogos consecutivos em certas semanas, com alguns a serem disputados no mesmo dia e, mais grave ainda, um a seguir ao outro, sem qualquer intervalo a separá-los? É possível, desta forma, promover a modalidade, sensibilizar entidades, motivar atletas, programar a época desportiva? Quanto a mim, não.
Além disso, como é que uma equipa que se está a iniciar, e com elementos que pela primeira vez têm contacto com esta modalidade, se pode defrontar com muitos atletas de equipas extremamente rotinadas, alguns inclusivamente da Seleção Nacional? É como se se misturassem os praticantes iniciais do basquetebol a pé (minis) com os seniores do SL Benfica, FC Porto, UD Oliveirense e elementos da Seleção Nacional! Este facto origina que, quem se está a iniciar, facilmente se consciencialize de que não consegue, não tem jeito e desista…

Qual seria o modelo competitivo mais indicado para quem se inicia?
Atendendo a que um Campeonato Nacional é muito exigente em termos de duração e gastos, sugiro a criação futura de encontros ou torneios oficiais, a serem realizados uma, duas ou três vezes por ano, por exemplo, ligados a alguns pontos altos, apenas por equipas em formação, que não integrem as 2.ª e 1.ª Divisões, e sem elementos destas.


ABC Santo André e Marinhense em vantagem na corrida pela 1.ª Divisão Masculina

Principiou, este sábado, o apuramento para a 1.ª Divisão Masculina, com o ABC Santo André/Móveis Fernandes a bater o Seixal Superveda, por 69-50, num jogo em que Aylton Medeiros (14pts, 13res, 1ast, 1dl) sobressaiu pela formação da costa alentejana.

Já o SC Marinhense, arrancou um triunfo (76-58) no reduto dos Salesianos Estoril.

Daqui a uma semana, dia 26 de setembro, o apuramento retoma com os seguintes duelos: BC Barcelos vs. GD André Soares (Série Norte A – Subsérie A), GRIB vs. NCR Valongo (Série Norte A – Subsérie B) e FC Gaia vs. CD José Régio (Série Norte B – Subsérie A).

 

Fonte da imagem: Facebook oficial do SC Marinhense


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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