Artigos da Federaçãooo

Internacionais portuguesas distinguidas com Bolsas de Educação

Os Jogos Santa Casa distinguiram uma série de atletas com Bolsas de Educação pelos méritos académicos obtidos no ano letivo 2018/19, aos quais juntaram o bom desempenho desportivo, assim como a participação na Missão Portuguesa à Universíada de Nápoles do ano passado.
Entre os eleitos, surgem quatro internacionais portuguesas que, entre a formação académica e o basquetebol, vão construindo uma carreira dentro e fora das quatro linhas. Conversamos com Ana Carolina Rodrigues, Bárbara Falcão, Carolina Costa e Susana Carvalheira sobre aquilo que é a vida de um estudante-atleta e sobre a conquista histórica da medalha de bronze ao serviço da Seleção Universitária Sub25.

Para Carolina Costa, que frequenta o 4.º ano do Mestrado em Engenharia Química do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, a conjugação dos estudos com o basquetebol é possível mediante certas condições que considera essenciais para o sucesso estar presente nas duas vertentes: “É certo que há várias alturas que não são fáceis, especialmente quando temos exames e vários trabalhos para entregar ao mesmo tempo, e é nestas alturas que nos temos de focar e concentrar ao máximo. Acho que com uma boa organização e delineação de tarefas, especialmente ao nível de estudos, é possível conjugar os dois”, confessa.

Já Susana Carvalheira, no 1.º ano de Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro, acredita que o basquetebol também é uma ajuda: “Na época de exames, por vezes, é difícil de me conseguir focar nas duas a 100%. Uma pessoa descansa menos e dá o melhor que tem. Mas sim, o basquetebol ajuda-me a não deixar para amanhã o que posso fazer hoje, porque se não o fizer hoje amanhã já não vai dar porque tenho um jogo”, explica.

Por sua vez, Bárbara Falcão, a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Gestão da Universidade do Minho, admite que para conciliar os dois mundos é preciso criar rotinas e hábitos de trabalho: “No início foi complicado, mas depois de criar rotinas, tudo se tornou normal e foi uma questão de hábito. Criei uma rotina e a preenchi melhor os meus tempos livres. O basquetebol como ocupa uma grande parte do meu tempo livre ajuda-me a desanuviar do estudo”.

Ana Carolina Rodrigues, que está no 3.º ano da Licenciatura em Fisioterapia na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Lisboa, reconhece que é complicado harmonizar as duas tarefas: “Os horários não são compatíveis, o que por vezes faz com que a assiduidade nas duas partes não seja a melhor. Acabo por ter que optar, ao longo do ano, em qual me vou focar mais em determinada altura, o que não é de todo o ideal para quem ambiciona o sucesso desportivo como o académico», refere.

Contudo, momentos de excelência como aqueles que foram vividos na Universíada de Nápoles do ano passado, tornam-se inesquecíveis: “Sem dúvida que a melhor memória da Universíada é o prolongamento com o Japão em que disputávamos a medalha e fizemos um parcial incrível de 18-1. Acabamos por vencer e fazer história”, recorda.

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O jogo que deu a medalha de bronze a Portugal diante da congénere nipónica, parece perdurar nas memórias de cada uma das distinguidas com as Bolsas Educação Jogos Santa Casa 2020. Carolina Costa relembra a globalidade da competição, mas sobretudo a forma como foi recebida: “A Universíada foi uma competição que me marcou muito, da qual me orgulho bastante, e por isso todas as memórias que eu tenho são espetaculares. O momento que mais me marcou foi o último jogo que fizemos contra o Japão. No entanto, não posso deixar de referir que guardo na minha memória todas as pessoas que partilharam esta experiência comigo, devido ao incrível espírito de equipa que houve, mas também à forma excecional como todos me receberam”, aponta.

Susana Carvalheira, também recorda com saudade o prolongamento contra a Seleção Japonesa: “Esse prolongamento… Elas não metiam uma e nós sempre a marcar. Foi uma sensação indescritível. Subir ao pódio ao lado de atletas tão trabalhadoras e focadas é um orgulho. Adorei a experiência. É, sem dúvida nenhuma, um dos momentos mais altos da minha vida desportiva”, admite.

O Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Manuel Fernandes, também não deixou passar em claro a experiência que é participar num evento como a Universíada: “As nossas jogadoras viveram uma experiência única e inesquecível. Estar numa Universíada é estar próximo de uma espécie de Jogos Olímpicos Universitários e ainda para mais com um resultado histórico. Serem a melhor seleção europeia em prova e conseguirem a medalha de bronze”, recorda.

No entanto, Manuel Fernandes também realçou o significado desta distinção para as atletas, bem como para a modalidade: “Na atribuição das Bolsas de Educação importa destacar que foram distinguidas quatro jogadoras de basquetebol num universo de dez vagas e num lote de cerca de setenta atletas que marcaram presença na Universíada de Nápoles, algo que é gratificante não só para as atletas, mas também para o Basquetebol. Conseguir resultados de excelência ao mais alto nível desportivo e consegui-los também ao nível académico é complicado e difícil, mas aqui está a prova de que com empenho e sacrifício é possível conciliar o desporto de alto nível com a vida académica. Registamos esta distinção com grande satisfação por vermos o trabalho destas atletas reconhecido no seio da nossa modalidade”, comentou.

 

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FIBA Sub17 Skills Challenge 2020

O cancelamento dos Campeonatos do Mundo de Sub17, previstos para o Verão de 2020, levaram a FIBA a criar uma nova competição, o FIBA Sub17 Skills Challenge 2020.

O novo projeto proposto pela FIBA, destinado aos jovens deste escalão, vai englobar as seleções que já estavam apuradas para o Mundial deste ano e que automaticamente ficam qualificadas para esta nova competição, contudo vão ser ainda acrescentadas quatro novas seleções, provenientes de cada uma das regiões do globo.

O FIBA Sub17 Skills Challenge 2020 é uma competição de inscrição livre e que será disputada em sistema de poule com outros países. Todas as Seleções envolvidas disputam a prova nos próprios países, sendo que a prova é transmitida na íntegra e em direto. As Seleções Nacionais vão estabelecer o seu “quartel general” na Figueira da Foz, entre os dias 12 e 16 de agosto.

A competição, tanto no masculino como no feminino, começará na semana de 17 de agosto, com vinte equipas em prova e será transmitida em direto no canal de YouTube da FIBA.

 

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Campeões da Europa – um ano depois!

21 de julho de 2019, Matosinhos. A Seleção Nacional de Sub20 masculinos conquistou, há precisamente um ano, o título europeu da categoria (divisão B), após uma campanha perfeita de 15 vitórias em 15 jogos, entre jogos de preparação e partidas oficiais.

Assinalamos a data, um ano depois, com o lançamento do novo site da FPB e anunciamos o lançamento de uma mini-série em vídeo em que vamos recordar o feito de Rafael Lisboa, Neemias Queta, Francisco Amarante, Vladyslav Voytso e Henrique Barros, entre muitos outros. Com participações de todos os que fizeram parte deste momento brilhante da história recente do basquetebol português, o primeiro episódio está agendado para o dia 1 de agosto. Marquem na agenda e fiquem atentos!

Consulta a agenda e vê quando saem os próximos episódios.

 

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A medalha de bronze nas Universíadas foi conquistada há um ano

O dia 10 de julho de 2019 entrou para a história do basquetebol nacional graças à conquista inédita da Seleção Universitária de Sub25 femininos, que há precisamente um ano fez história nas Universíadas de Nápoles, conquistando a medalha de bronze diante do Japão.

 

A Seleção orientada por Ricardo Vasconcelos alcançou o pódio da prova organizada pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU), garantindo o bronze e a melhor classificação de uma Seleção europeia na 30.ª edição das Universíadas de Verão.

 

Num percurso marcado por vitórias sucessivas, a equipa das quinas apenas perdeu diante da campeã Austrália (49-56) quando tentava o acesso à final. Na derradeira partida que decidia a medalha de bronze Portugal superou-se e, após um parcial de 18-1 no prolongamento, conseguiu bater a congénere nipónica por 76-59.

A aniversariante Inês Viana, uma das protagonistas da Seleção Universitária, não deixou de recordar o emocionante e atribulado jogo do 3.º e 4.º lugar: “Foi um dia especial para mim, como todos os 10 de julho, e não podia acabar de outra forma. Estávamos nervosas e recordo-me que até me esqueci da minha credencial para o jogo no quarto do hotel.

 

No entanto, a motivação era elevada, sabíamos que para ganhar tínhamos de estar ao nosso melhor nível, até porque já tínhamos jogado com o Japão nas Universíadas de Taipei de 2017”, lembrou. Quanto ao prolongamento, a base da portuguesa recordou o esforço da equipa e o apoio vindo das bancadas: “Demos tudo o que tínhamos, deixámos suor, lágrimas e o coração dentro de campo! As bancadas estavam cheias e o apoio dos portugueses foi muito bom. Foi a melhor prenda de anos que recebi até hoje”, concluiu.

 

Já o Selecionador Nacional e também timoneiro da equipa universitária portuguesa, Ricardo Vasconcelos, não deixou de recordar a exigência do embate com o Japão, referindo que a medalha é a concretização do investimento no basquetebol feminino em Portugal: “Acima de tudo foi um momento histórico e bonito de uma geração que junta talento e capacidade de trabalho.

 

Ganhamos ao Japão que é sempre uma equipa muito disciplinada, com um basquetebol diferente daquele que jogamos na Europa. O bom arranque no prolongamento deu-nos confiança para acreditarmos que a medalha era possível. Fiquei muito satisfeito porque foi a concretização de um trabalho que já vinha sendo feito de alguns anos para cá. Foi um trabalho de muitos anos, de várias gerações e de muito investimento no basquetebol feminino. Foi uma medalha merecida e que nos deixa orgulhosos”, vincou.


2019 viu a estreia da 1ª seleção portuguesa de BCR sub23

Em Janeiro de 2018, o Comité Nacional de BCR lançou as bases para a constituição de uma seleção nacional sub23. Apenas um ano depois, na Finlândia, Portugal fazia a sua estreia oficial nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude. Ricardo Vieira, na altura técnico adjunto, agora selecionador principal, analisa o impacto da experiência.

 

Há muito se cogitava a criação de uma seleção jovem no BCR português, mas o passo decisivo para mitigar o fosso em relação aos melhores, surgiria apenas em Janeiro de 2018. Daí à participação nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude (EPYG), na Finlândia, decorreu cerca de um ano e cinco meses, tempo que seria sempre curto para abordar uma das etapas mais transformadoras na vida dos 10 convocados. “Foi o “abrir de olhos” necessário para entenderem que, sem trabalho, empenho e consistência não se consegue atingir patamares altos.

 

Perceberam que o que desenvolvem nos clubes não os levará a pódios europeus e que, por enquanto, a única forma é trabalhar individualmente, esperando que os clubes possam vir a dispor de mais horas de treino, melhores condições e de técnicos qualificados”, adverte Ricardo Vieira, rendido, contudo, ao “espírito de grupo” fomentado no certame.

 

Na véspera do terceiro encontro, contra a favoritíssima – vencedora da prova – França, o selecionador vaticinou um resultado extremamente desnivelado, algo que causou perplexidade no grupo, cuja modesta perceção do jogo à escala internacional não pressagiava tão mau cenário. “Disse-lhes: “se não perdermos por mais de 100 pontos, considerem uma vitória”. Responderam, por outras palavras, que eu estava maluco. Resultado final: 106-17”, remata, para discorrer sobre “a ilusão que é criada ao jogador de BCR em Portugal, em que basta pegar numa bola e lançar duas vezes por semana”. Menosprezados ficam os “fundamentos, o trabalho físico, psicológico, o cuidado com a alimentação, o descanso, a recuperação física pós-treino e jogo”, componentes onde, embora condicionados pela ação dos clubes, os atletas “devem fazer a sua parte”.

 

A lição repercutiu-se em mudanças tangíveis, mesmo em tempo de pandemia, com “pelo menos 8 dos atletas” a treinarem de forma “muito profissional”, numa base diária, e em alguns casos com retoma progressiva do treino em pavilhão. Mesmo que a contragosto, Ricardo Vieira responde à questão e mostra-se convicto na capacidade dos seus pupilos dificultarem as escolhas a Marco Galego, selecionador nacional A, para o próximo Europeu C, em 2021. “Sou muito suspeito, ainda assim, parece-me que estão reunidas as possibilidades de marcarem presença 3 a 4, com alguma “facilidade”. Os 5 não sei se será possível, até porque o grupo, em relação ao último europeu, tem os regressos de Filipe Carneiro e Marco Gonçalves, dois atletas de classe europeia”.

 

Ciente do potencial existente, mas sem deslumbramentos, Ricardo Vieira espera não ver dissipar-se a boa dinâmica na melhoria estrutural da modalidade e desafia “entidades públicas e privadas a aumentarem o apoio aos clubes”. Se a nível federativo, o técnico bracarense não coloca Portugal “atrás de ninguém na Europa”, na realidade do clube o panorama está aquém do exigido para que a seleção sub22 (sub23 somente no contexto dos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude e Campeonatos do Mundo) integre um europeu da categoria.

 

“Treina-se, no máximo, 2x por semana, com treinos de 1h30min, e isso é algo inaceitável para que possamos almejar estar presentes num Europeu a um nível razoável”, afirma. Não obstante as adversidades, o primeiro passo está dado. Da viagem aos EPYG 2019 subsiste o legado da mentalidade de verdadeiro atleta, ponto de partida para qualquer conquista vindoura.


João Horta, João Sabbo, Paulo Vinhas e Valter Dias recordados

A 5 de julho de 1990, há 30 anos, ocorria um trágico acidente de viação que vitimou cinco dos ocupantes do veículo que transportava a equipa de iniciados da então AB Faro, que regressava de uma fase final inter-seleções, em Aveiro. 
Homenageamos, com saudade, João Horta, na altura Diretor-Técnico Regional da Associação, e os atletas João Sabbo, Paulo Vinhas e Valter Dias.
Foi um dia que não se esquece, e que este domingo é recordado por quem de perto privou com as vítimas. Caso de Eduardo Cruz, atual presidente da AB Algarve, que lembra as profundas marcas deixadas pelo acidente: “O Professor João Horta e esta geração de jovens atletas, que espelhava o potencial desportivo, superiormente treinada pelo Tito Real, tinham sido vencedores do torneio inter-seleções realizado em Aveiro. Existiam justificadas expectativas futuras para esta geração. O acidente retrai a participação dos jovens e faz nascer um receio dos pais. Foi um período difícil”, afirma.
Tito Real, treinador da talentosa equipa, descreve João Horta como “um dos melhores Diretores-Técnicos Regionais que passaram pela AB Algarve, gerador de consensos assertivo, conhecedor e competente”. Para os jogadores são também muitos os elogios, apelidando João Sabbo como “o mais humilde”, Paulo Vinhas de “o abnegado, um leão do Farense” e Valter Dias de “o indomável, com um nível técnico fantástico”.
Tiago Torégão, atual presidente da mesa da Assembleia Geral da AB Algarve, e que fazia parte da comitiva enquanto jogador, tem tudo bem presente: “O percurso que fizemos nas competições inter-seleções, com esta equipa de iniciados, foi um percurso que nos encheu de orgulho porque tínhamos uma equipa com atletas muito altos, evoluídos tecnicamente, e que foi muito bem orientada, o que foi fundamental para a criação de uma grande auto-estima entre todos. O regresso a casa, depois da cerimónia de entrega de prémios, foi feito com muita felicidade apesar do cansaço, pois ganhámos o torneio e tivemos três jogadores no cinco ideal. O momento do acidente ficará para sempre na memória – lembro-me de tudo como se fosse hoje. O Professor João Horta, o João Sabbo, o Paulo Vinhas e o Valter Dias serão para sempre recordados por mim como homens e atletas de eleição, pois era isso que eram”, vinca.
Outra testemunha do acidente e que se notabilizou nessa equipa foi João Rocha, antigo internacional português. O ex-jogador do FC Porto, entre outros, refere que se tratou de “um momento muito triste, muito duro, e que envolveu pessoas fantásticas, que tinham grande futuro e uma vida brilhante à sua frente”.

Lisboa acolheu a segunda promoção da Seleção Nacional à Divisão B

Ao período de marasmo, marcado por uma crise económica que motivou o cancelamento das competições internas numa época e a ausência dos Europeus C de 2011 e 2013, Portugal respondeu categoricamente e, no regresso, alcançou a subida à Divisão B. Jorge Almeida, selecionador à data, e Márcio Dias, agora capitão, relembram o êxito. 

O desconhecimento dos adversários e a parca preparação, em virtude das limitações financeiras, anteviam dificuldades e o objetivo traçado não tolerava mãos trémulas nos momentos decisivos. Márcio Dias vinha de uma época em alta ao serviço do Servigest Burgos – 2.º escalão espanhol – e correspondeu à exigência da ocasião com o seu melhor desempenho pela Seleção, na meia-final contra a Finlândia. “A minha preparação nesse ano tinha como foco o Campeonato da Europa. Ao mesmo tempo, queria ajudar a minha equipa a conseguir vencer a 1.ª Divisão espanhola. Treinava todos os dias, mais ou menos 1h30 no ginásio, mais 1h hora de técnica de cadeira e quatro sessões de 2h com a equipa”, um volume de trabalho condizente com o praticado ao mais alto nível e que catapultou (ainda mais) o seu jogo para um patamar de excelência.
À margem da prestação individual, o camisola #4 sublinha a elevada competência do grupo selecionado, com “vários jogadores a atuar ou com experiência em ligas estrangeiras”, opinião corroborada pelo então selecionador, Jorge Almeida, que destaca “a entrega, o querer e a qualidade” dos atletas escolhidos. “Não tivemos condições para preparar o Campeonato dignamente, pelo que procurámos, eu e o Rui Lourenço (adjunto), escolher os atletas mais pela sua qualidade individual, visto não ser possível trabalhar o coletivo como desejaríamos, fazendo-os acreditar que era possível”.
O começo titubeante, e até desanimador, pontuado por uma derrota pesada frente à Bósnia-Herzegovina (34-58) e novo “tropeção” frente à Finlândia (47-49) deixaram a seleção sob pressão extrema, circunstância que não afrouxou a crença na subida de escalão. Portugal embalou para vitórias frente à República da Irlanda (54-51), Grécia (34-58), Sérvia (74-50), desforrou-se contra os nórdicos na meia-final (50-61) e, já com a promoção garantida, sucumbiu pela segunda vez ante o poderio dos bósnios (51-75), cuja altura e traquejo não permitiram uma discussão para lá do 2.º período.
Para se repetir a história em 2021, Jorge Almeida reconhece valia para se voltar ao segundo degrau do BCR europeu, embora assinale a premência dos jogadores dedicarem mais tempo ao trabalho individual, “dando uma especial importância à técnica de cadeira com e sem bola”, além de considerar vital desenvolver rotinas ofensivas e anular o “maior problema da equipa nacional no último Campeonato”, a defesa. Em sintonia com o ex-selecionador, Márcio Dias acredita estarem reunidas condições similares às de 2015, atendendo aos muitos atletas da Seleção “a jogarem fora ou que já o fizeram”, pelo que só falta mesmo “voltar a treinar normalmente para limar arestas e vencer o próximo Campeonato da Europa”.

Europeu Sub-16 Femininos 2021 em Matosinhos

A Federação Portuguesa de Basquetebol, a Câmara Municipal de Matosinhos e a MatosinhoSport informaram a FIBA da intenção de organizar o Campeonato da Europa de Sub16 femininos em 2021.

 

Depois do Central Board da FIBA Europa ter decidido cancelar todos os Campeonatos da Europa Jovens de 2020, por causa da pandemia de COVID-19, e posteriormente anunciado que seria dada prioridade em 2021 aos países a quem já tinha sido atribuída a organização este ano, a FPB manifestou junto da entidade que gere o basquetebol europeu a vontade de acolher o evento, renovando a parceria de sucesso de anos anteriores com a Câmara Municipal de Matosinhos e a MatosinhoSport.

 

“O cancelamento de todos os Campeonatos da Europa jovens trouxe tristeza e desilusão, particularmente aquele que designamos por «nosso» Europeu de Matosinhos, porque sabemos que seria mais um evento mobilizador dos seguidores do basquetebol feminino, pleno de emoções e de enorme sucesso organizativo, desportivo e social, como é tradição deste concelho que tão bem acolhe grandes eventos FIBA desde 2013. Mas a saúde e o bem-estar de todos são a primeira prioridade, pelo que foi uma decisão que compreendemos e aceitamos. Tal tristeza foi minorada com a imediata aceitação, por parte da estimada Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, do desafio de organizar do Europeu Sub16 Femininos em 2021. Com a indispensável segurança, voltaremos com gosto a Matosinhos, para assistir a mais um grande evento de basquetebol”, afirmou o presidente da FPB, Manuel Fernandes.

Por sua vez, a presidente da autarquia de Matosinhos sublinhou que “a saúde é um dos diversos e ricos argumentos que justificam o investimento público no desporto” e que “neste ano tão excecional das nossas vidas, a paixão e os valores que nos movem em torno dos pontos alcançados em cada jogo foram todos depositados no campeonato da prevenção“, numa referência ao cancelamento da prova por parte da FIBA. “Estamos preparados para, no próximo ano, voltarmos com mais vitalidade, garra e ambição para, nesta parceria de sucesso, continuarmos a afirmar Matosinhos e o basquetebol na programação desportiva nacional e internacional“, acrescenta Luísa Salgueiro.


Chamada de Amarante, Lisboa e Voytso vista à lupa

André Martins mostra-se orgulhoso enquanto selecionador de Sub20, pela chamada deste trio à turma das quinas: “A convocação destes atletas é um motivo de orgulho para todos aqueles que trabalham com seleções jovens. Este é, sem dúvida, o principal objectivo de quem tem a responsabilidade de trabalhar e acompanhar as Seleções jovens, preparar jogadores que representem a nossa equipa de seniores com compromisso, orgulho e vontade de vencer”, vinca. O treinador campeão europeu por Portugal, em Matosinhos, enumera alguns pontos fortes destes três atletas: “Quanto às qualidades do Amarante, Lisboa e Voytso, destaco a capacidade de trabalho, inteligência e conhecimento do jogo”.

 

Já Sérgio Ramos, que vai coadjuvar Mário Gomes na Seleção principal, não se revela surpreendido com esta convocatória: “Tendo trabalhado com eles no verão, e conhecendo há uns anos a sua capacidade de trabalho, ambição, humildade, caráter e talento, este acaba por ser um processo natural. Eles não estariam à espera, provavelmente, mas têm mostrado trabalho nos clubes. Fico contente por esta evolução e pela consequente chamada à Seleção. Isso traz-lhes responsabilidade, mas é um motivo de orgulho”, adianta.

“Os três têm de trazer irreverência, ambição e capacidade de trabalho, isso é o mais importante para nós, treinadores. Queremos ver vontade de estar na Seleção, esforço nos treinos, essas são premissas fundamentais, algo que eu espero deles. Todos têm características singulares, capacidade para colocar a bola dentro do cesto, talento e agressividade com a bola na mão. Espero que mostrem porque merecem estar entre os melhores jogadores nacionais”, reforça a antiga glória do basquetebol português.

O treinador deixa, ainda, conselhos para Amarante, Lisboa e Voytso: “Espero que sejam ambiciosos e que não se acomodem em nenhuma situação. Não são superiores nem inferiores a ninguém, e têm de lutar por jogar na Seleção. Mas tenho a certeza de que esta não será a última chamada deles, caso continuem com a mesma atitude”, finaliza Sérgio Ramos.

 


Trio em estreia na convocatória da Seleção Nacional

Rafael Lisboa, base do SL Benfica, assume a responsabilidade que esta convocatória traz: “É um momento que me significa muito.  O objetivo, quando começamos a integrar as seleções jovens, passa por alcançar o expoente máximo, que é representar o nosso país ao nível sénior. É muito gratificante, mas também aumenta a responsabilidade. Terei ainda mais vontade de continuar a trabalhar e de evoluir, de forma a representar da melhor forma as cores nacionais. Quero ajudar a Seleção a vencer estes dois jogos que aí vêm. Do ponto de vista pessoal, quero aprender com jogadores que têm anos de Seleção, um treinador com muita experiência e adjuntos que são referências da modalidade. Vou tentar conquistar o meu espaço e estar à altura daquilo que pretendem de mim”, adianta.

 

Por sua vez, Francisco Amarante, revela que a chamada à Seleção Nacional sempre foi um objetivo: “É um grande orgulho ter esta oportunidade de representar o meu país na seleção sénior. Sempre foi um dos meus objetivos e estou muito feliz!”, afirma. O base-extremo do FC Porto promete trabalho na equipa das quinas: “Os meus objetivos passam por dar o meu melhor todos os dias para ajudar a equipa, desfrutar e poder representar a Seleção ao mais alto nível competitivo”, finaliza.

 

Vladyslav Voytso também se mostra satisfeito e acrescenta que nunca pensou que esta ascensão se desse tão rapidamente: “Estou muito feliz com a chamada à Seleção Nacional, é um enorme orgulho representar este país ao mais alto nível. Trabalhei para conseguir chegar aqui, mas nunca esperei que fosse tão rápido. Os últimos meses têm sido uma loucura, mas isto tudo motiva-me para continuar a trabalhar e continuar a atingir os objetivos”, vinca. O extremo do FC Porto quer adaptar-se da melhor forma à principal formação lusa: “Neste momento, quero ajudar ao máximo em tudo. É a primeira vez que estou a trabalhar com a equipa sénior da Seleção e quero enquadrar-me da melhor forma, e a partir daí trabalhar para obtermos bons resultados”, conclui.

Convocatória para o arranque da “Missão Mundial 2023”

Convocatória:

Cláudio Fonseca, Diogo Araújo e Diogo Ventura (Sporting CP), Francisco Amarante, Miguel Queiroz e Vladyslav Voytso (FC Porto), Jeremiah Wilson (Cantu, Itália), João Balseiro, João Grosso e João Guerreiro (UD Oliveirense), Miguel Maria Cardoso (Almansa, Espanha), Pedro Bastos (Ovarense Gavex), Rafael Lisboa (SL Benfica) e Ricardo Monteiro (Vitória SC)

 

Declarações do Selecionador Nacional, Mário Gomes:

“Esta convocatória, bem como as futuras, tem em consideração o presente, mas também a necessária reconstrução da Seleção Nacional, em função do objetivo prioritário de apuramento para a fase final do EuroBasket 2025. Esse objetivo, orientador das decisões a tomar, foi estabelecido em conjunto pela Equipa Técnica Nacional, Presidente e Direção da FPB, no âmbito da sintonia que existe desde que iniciei funções.

Preparar uma equipa a médio prazo exige de todos um compromisso total e que cada um dê sempre o melhor de si para que seja possível atingir as metas. O difícil trabalho que temos pela frente só pode ter êxito se esse compromisso existir e o facto é que alguns jogadores consideram não o poder assumir nesta altura, por razões diversas. A presente convocatória foi também condicionada por impedimentos de ordem física.

Aproveito para, uma vez mais, expressar desagrado pelo facto de alguns clubes considerarem as janelas FIBA como momentos de pausa competitiva, que servem para recuperar jogadores. Não o são. A Liga Placard é interrompida porque a Seleção Nacional tem jogos oficiais, caso contrário a Liga Placard não pararia e os jogadores também não. Não aceito que os jogadores estejam inaptos para jogar pela Seleção Nacional, mas continuem aptos para representar os clubes.

Trata-se da Seleção Nacional e, além do objectivo a médio prazo, temos outros, uns a curto prazo e outros imediatos. A curto prazo, queremos apurar-nos para a fase seguinte de qualificação para o Mundial de 2023 e considero que temos valor suficiente para o conseguir. No imediato, queremos ganhar o jogo seguinte. É só nesta meta imediata que penso, é nisso que toda a equipa se irá concentrar e estou confiante que o conseguiremos com este grupo de jogadores.”


Seleção Nacional joga na Bielorrússia esta segunda-feira (16h)

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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