Artigos da Federaçãooo

Esperam-nos 3 jogos que poderão ser decisivos

Hoje é o 1º dia de descanso da competição para todas as 16 equipas participantes e decorreu logo a partir das 8 horas da manhã a mudança dos três primeiros de cada Grupo.

Assim a Sérvia, Suécia e Grécia (do Grupo C) mais a França, Itália e Eslovénia (do Grupo D) que estiveram aqui connosco no Hostel Borovo foram para Vinkovci, onde irão formar o Grupo F e disputar mais 3 jogos, enquanto a situação inversa aconteceu para a Holanda, Turquia e República Checa (Grupo A) acompanhadas da Espanha, Rússia e Croácia (Grupo B) que constituirão o Grupo E, abandonaram Vinkovci para se instalarem aqui. Pela nossa parte e em função do último lugar no Grupo C, mantemo-nos em Vukovar até ao 2º dia de descanso (na próxima 5ª feira), tal como a República Eslovaca (4º classificado do Grupo D). Nesse dia então será a nossa vez de nos mudarmos para Vinkovci, para cumprirmos o último terço da competição.Neste momento um terço do Europeu já é passado. Resta-nos acreditar e lutar por alcançar o único objectivo realista que se apresenta para a selecção portuguesa nos restantes dois terços: a manutenção na Divisão A. A equipa já mostrou que tem valor para isso, mas tem que atirar para trás das costas os fantasmas que a têm condicionado.Inglaterra (amanhã), Bielorússia (depois de amanhã) e República Eslovaca (4ª feira) serão sucessivamente os adversários a abater, com todos os jogos a serem disputados à mesma hora (13H45). Uma hora a que não estamos habituados em Portugal pois significa iniciarmos o jogo às nossas 12H45. Mas estas são as regras e não vale a pena discutir. Conhecemos bem a equipa inglesa, diria eu e o colectivo tem que unir esforços para provar que na realidade somos melhores. Quanto à Bielorússia ainda não a vimos jogar este campeonato, mas é uma equipa renovada em relação à que se sagrou campeã da Divisão B, no ano passado em Strumica (Macedónia). Já em relação à República Eslovaca vimos pelo menos partes dos 3 jogos que disputou aqui até ontem e será talvez das três a mais complicada, embora não seja inacessível. É uma equipa alta que não aparenta ter muito boas lançadoras, mas que certamente nos irá colocar muitas dificuldades, porque pratica um jogo bastante físico.Hoje a equipa já treinou das 15H00 às 16H00 em Vinkovci, no pavilhão da Sköle Ivana Domca, um excelente recinto para a prática da modalidade, com ar condicionado a funcionar, bem melhor na nossa opinião do que o pavilhão principal onde jogámos até ontem (Sports Hall Borovo). São 20 a 25 minutos de autocarro para percorrer os 20 quilómetros que separam as duas cidades. Amanhã o treino está marcado para horas bem matutinas (07H45/08H30), pelo que a priori o autocarro deverá sair daqui às 07H15. Na 3ª feira o horário ainda é mais cedo (07H00/07H45), o que significa ter que sair do Hostel Borovo às 06H30… mas são as contingências de quem anda nisto.


Jogo para esquecer corta aspirações lusas

Infelizmente a decisão foi conhecida prematuramente face à prestação absolutamente desastrada das nossas representantes nos primeiros vinte minutos (45-12 ao intervalo) e particularmente no 2º quarto (23-2). Por muito que se queira era humanamente impossível dar a volta na etapa complementar, ou seja recuperar o prejuízo de 33 pontos quando soou o apito para o descanso.

Não fomos capazes de ter ambição suficiente para meter uma lança em África… neste caso em Vukovar, que significa termos a possibilidade de defrontar a França, Itália e Eslovénia, equipas com tarimba de Divisão A, sendo as gaulesas as campeãs em título. Assim temos de nos resignar e medir forças com selecções de nível mais modesto, casos de Inglaterra, Bielorússia e República Eslovaca, que já conhecemos das nossas andanças pela Divisão B (desde 2005), com excepção das eslovacas, que se a memória não me atraiçoa, nunca nos cruzámos neste escalão. Mas vejamos de uma forma sucinta o que foi o jogo. Portugal não entrou bem. Viu-se logo a determinação posta em campo pelas gregas desde o apito inicial. No minuto 7 (12-6 para a Grécia) e após um pedido de desconto de tempo por Mariyana Kostourkova, não atendido pela mesa, o jogo prosseguiu e Joana Soeiro reduziu para 12-8. O cesto foi anulado pela equipa arbitragem, com a argumentação de que o jogo já estava parado. Deficiência da aparelhagem que não se fez ouvir como mandam as regras e neste caso concreto Portugal é que foi lesado. No final da partida reclamámos junto do comissário alemão Peter George e também do árbitro principal, o espanhol Carlos Peruga, que nos deram razão, mas era um problema que já tinha acontecido noutros jogos. Retorquimos dizendo, OK mas isto é um Campeonato da Europa, não é o Regional da Eslavónia, sem menosprezo obviamente para a Eslavónia que é a região nordeste deste pais onde se situam Vukovar e Vinkovci. Claro que não foi por causa deste erro que Portugal perdeu o encontro. A Grécia mereceu ganhar desde o primeiro minuto porque mostrou ambição, carácter, querer. Ao intervalo a comparação entre as estatísticas dos dois lados era elucidativa da superioridade helénica: lançamentos de campo (58%-11%), duplos (59%-10%), triplos (56%-13%), ressaltos (26-17), turnovers (9-12), assistências (3-1), roubos de bola (8-2) e desarmes de lançamento (4-3). Na etapa complementar as comandadas de Kostourkova reagiram como se impunha … mas era tarde para recuperar 33 pontos. Portugal venceu quer o 3º (10-16) quer o 4º período (13-15), mas nunca conseguiu uma aproximação perigosa a ponto de colocar em risco a vitória da equipa liderada por Georgios Velissarakos. O melhor que conseguiu foi baixar a fasquia para 26 pontos (45-19) depois de um parcial de 0-7 em pouco mais de 3 minutos. Mas as triplistas gregas Stamolamprou e Pavlopoulou em tarde inspirada, fecharam o seu concurso de triplos (cada uma acertou 3) e não permitiram que o prejuízo baixasse mais. Foi só na ponta final (nos últimos 3 minutos) que Simone Costa, melhor marcadora lusa na partida, conseguiu um parcial de 7-0, dando o mote com um duplo (64-36) e acertando o seu 2º triplo (64-39), seguido de outro duplo que selou o resultado final (68-43) a 10,7 segundos da buzina. Resultado final: Grécia 68-43 PortugalNa selecção da Grécia destaque para as actuações da atiradora Stamolamprou, MVP do jogo (16,5 de valorização) ao anotar 18 pontos, 3/6 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres, logo seguida da base Pavlopoulou (15,0 de valorização) que fez 15 pontos, 3/5 nos triplos, 3 ressaltos defensivos e 3 roubos. Foram bem acompanhadas pela poste Sofia Georgiadi (8 pontos, 4/4 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 desarme de lançamento) e pela extremo/poste Vasiliki Karambatsa (4 pontos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e duas faltas provocadas). Ninguém jogou bem no seleccionado luso. Todavia a mais valiosa (10,5 de valorização) ainda acabou por ser uma das mais novas da equipa, a jovem poste Maria Kostourkova (9 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 5/9 nos lances livres). Discretas estiveram as mais velhas e experientes jogadoras da equipa, tanto a capitã Laura Ferreira como a base Joana Soeiro, ambas com eficácias de lançamento muito fracas, particularmente a primeira (8%). Ficha de jogo Sports Hall Borovo Grécia (68) – Pinelopi Pavlopoulou (18), Anna-Niki Stamolamprou (17), Eleana Kristinaki (5), Vasiliki-Zuzana Karampatsa (4) e Sofia Georgiadi (8); Vasiliki Fouraki, Christina Gerostergiou (2), Stratoniki Cholopoulou (6), Vasiliki Louka, Christina Kitsiou (1), Evangelia Nastou (6) e Georgia StamatiPortugal (43) – Joana Soeiro (6), Laura Ferreira (7), Joana Cortinhas (2), Josephine Filipe (2) e Chelsea Guimarães; Maria Kostourkova (9), Emília Ferreira (2), Simone Costa (10), Sofia Pinheiro (3), Susana Lopes, Inês Veiga e Sara Dias (2)Por períodos: 22-10, 23-2, 10-16, 13-15Árbitros: Carlos Peruga (ESP), Stanislav Kucera (CZE) e Mario Majkic (SLO) Resultados da 3ª e última jornada da fase preliminar:Grupo A – Turquia 79-55 Bielorússia e Holanda 72-59 República Checa Grupo B – Espanha 92-33 Inglaterra e Rússia 62-42 Croácia Grupo C – Grécia 68-43 Portugal e Suécia 44-58 Sérvia Grupo D – Itália 59-58 Eslovénia e França 50-27 República EslovacaClassificação da fase preliminar:Grupo A – 1º Holanda 3V; 2º Turquia 2V1D; 3º República Checa 1V2D; 4º Bielorússia 3DGrupo B – 1º Espanha 3V; 2º Rússia 2V1D; 3º Croácia 1V2D; 4º Inglaterra 3DGrupo C – 1º Sérvia 3V; 2º Suécia 2V1D; 3º Grécia 1V2D; 4º Portugal 3DGrupo D – 1º França 3V; 2º Itália 2V1D; 3º Eslovénia 1V2D; 4º República Eslovaca 3DEste domingo é o primeiro dia de descanso. Será também o dia da mudança para a cidade de Vinkovci das 6 equipas apuradas para a 2ª fase (Grupo F), trocando com as 6 apuradas (Grupo E) dos Grupos A e B que têm estado ali sediadas, um modelo que foi fortemente contestado pela maioria dos países na 1ª Reunião Técnica, realizada na véspera do início do Campeonato. Mas de acordo com a desorganização que tem existido ainda não se sabe a que horas as equipas devem estar prontas para viajar. Pela nossa parte em função do 4º lugar no Grupo C, iremos disputar o Grupo G que agrupa os últimos classificados da fase preliminar. Continuaremos alojados em Vukovar mas iremos treinar e fazer os nossos dois primeiros jogos em Vinkovci, respectivamente contra a Inglaterra (na 2ª feira) e frente à Bielorússia (no dia seguinte). O último embate desta fase intermédia será ante a República Eslovaca (na 4ª feira), mas desta feita em Vukovar. Todos os nossos jogos principiam às 13H45, um horário que muda por completo as horas das refeições e que afecta necessariamente o rendimento das jogadoras, obrigando a tomar um reforço alimentar antes do jogo, passando a refeição principal para depois do encontro (16H/16H30).


Portugal perde ao cair do pano

ortugal defrontou este sábado a seleção da Hungria tendo perdido por 61×68. Amanhã irá realizar o último jogo na competição diante da seleção da Estónia, para a atribuição do 15º / 16º lugar.

Portugal entrou bem no jogo, controlando bem o ritmo e, aos 5 minutos, vencia por 14-17, acabando por vencer mesmo o período por 22-18.No segundo quarto, e fruto de rápidas transições ofensivas por parte do adversário, a equipa lusa sentiu dificuldades, não conseguindo evitar que o mesmo se afastasse no marcador, indo para o intervalo a perder por 13 pontos de diferença (28×41).Na 2ª parte, a seleção nacional voltou a entrar bem no jogo, fruto de uma mudança para uma defesa zona agressiva, contestando os lançamentos longos, parando os contra-ataques da equipa húngara e garantindo a tabela defensiva. Assim fazendo um parcial de 17×10 no período conseguiu reduzir a diferença para apenas 6 pontos no final do 3º quarto.No início do 4º período a história do jogo manteve-se com Portugal a conseguir dar a volta ao marcador, estando a vencer por 5 pontos (57×52) à entrada para os últimos 5 minutos de jogo.Porém, se o conjunto luso conseguiu recuperar e passar para frente no jogo com a sua mudança para defesa zona, acabou também por ser a mudança para defesa zona 2×3 por parte do adversário que fez com que a equipa nacional nos últimos 5 minutos tivesse mais dificuldade em converter pontos, marcando apenas 4. Pelo contrário, o adversário voltou a conseguir realizar rápidas transições passando para a frente do marcador a 1:30 do fim, acabando por vencer o jogo por 61×68. Os destaques individuais vão para Diogo Brito (22pts,6 ress, 4 ass), Ricardo Monteiro (8pts, 11 ress) e Pedro Oliveira (7pts,13 ress,5 ass).


Portugal perde na Holanda

A equipa falhou o apuramento por esta via (qualificou-se a Estónia), mas voltará a tentar a entrada na fase final da competição no próximo ano, na normal fase de qualificação.

Portugal demonstrou desde o inicio do jogo que se tinha deslocado à Holanda para discutir a vitória. O 1º período indica isso mesmo, já que só nos instantes finais os holandeses passaram para o comando do encontro (14-13). Tudo se alteraria no segundo quarto, com o Portugal a não conseguir fazer qualquer pontos durante quase seis minutos. A desvantagem pontual aumentou com naturalidade (13-23), ainda que no final do 1º tempo fosse na casa das unidades (20-28). No recomeço do encontro, os comandados de Mário Palma ainda foram capazes de baixar até aos seis pontos de diferença (30-36). Os últimos minutos do 3º período marcaram em definitivo o resultado do jogo, com a Holanda a disparar no marcador (52-33). Isto porque o tiro exterior não entrava, a capacidade de intimidação dos holandeses nas áreas próximas do cesto fazia-se sentir, com os turnovers a complicarem ainda mais a tarefa de correr atrás do prejuízo.No final do jogo, o técnico Mário Palma reconheceu que a equipa “teve muitos problemas” parta este jogo. Razão pela qual jogou “com jogadores diferentes durante a segunda parte, maioritariamente jovens”. Mas se olharmos para a estatística, e o técnico fez questão de referir isso, “lançamos melhor ao cesto, ressaltamos melhor e jogamos melhor.”“Estes jovens jogadores vão estar de volta no próximo ano. E irão ser eles a base desta Seleção nos próximos quatro anos. E isso será o aspeto positivo a retirar da segunda parte deste encontro.”Já o base José Barbosa deu os parabéns à equipa vencedora. “Gostava de agradecer à Federação Holandesa pela forma como nos recebeu. Não tenho muito mais a acrescentar sobre o jogo, para além de reconhecer que perdemos contra uma equipa que foi melhor. Parabéns ao treinador e jogadores da Holanda


No minuto 33 ainda Portugal liderava (38-37)

Os números finais (54-45) ilustram essa realidade, mas desta feita Portugal excedeu as expectativas mais optimistas. A derrota por 9 pontos não deslustra ainda que na estatística final se possa constatar que as portuguesas estiveram no comando durante 7 minutos enquanto o adversário liderou por 27 minutos e meio.

Portugal ganhou mesmo 2 parciais, o primeiro (12-13) e o terceiro (5-18), voltando a sentir muitas dificuldades a atacar a zona no 2º quarto (16-4). No derradeiro quarto (21-10) as sérvias, que perdiam por 2 pontos ao cabo de 30 minutos jogados (33-35), impuseram um parcial de 14-3 (47-38), sentenciando o jogo. Nessa arrancada foi a extremo Aleksandra Crvendakic que liquidou as esperanças lusas ao ser a marcadora de serviço (11 pontos dos 14 da equipa), com os restantes a serem da autoria da base Ines Corda que acertou um triplo no minuto 35 (45-38). O melhor período do seleccionado luso foi o 3º (5-18), em que jogou com grande serenidade e discernimento. A Sérvia chegou à maior vantagem logo no minuto 21 (30-17), mas Portugal respondeu com 2 triplos consecutivos, primeiro por Laura Ferreira (30-20) e depois por Joana Soeiro (20-23), respectivamente no minuto 21 e 22. As sérvias ainda chegaram aos 33-23, mas após um desconto de tempo precioso pedido por Kostourkova (no minuto 25), as nossas representantes responderam com um parcial de 0-12, obrigando o seleccionador sérvio Zoran Kovacic a parar o cronómetro no minuto 29 (33-30), sem ter conseguido travar a embalagem lusa com Joana Soeiro a marcar a sua 2ª bomba (33-33) já no minuto 30 e a poste Chelsea Guimarães a fixar o resultado (33-35) praticamente em cima da buzina do 3º período. Foram 10 minutos de luxo das comandadas de Kostourkova, com indicadores mais próximos do que a equipa vale (3/6 nos triplos, 12 ressaltos, 4 assistências, 5 roubos) em 10 minutos. Resultado final: Sérvia 54-45 PortugalDestaque nas vencedoras para a prestação da extremo Aleksandra Crvendakic, MVP da partida (32,5 de valorização), que fez um duplo-duplo ao contabilizar 22 pontos, 16 ressaltos sendo 6 ofensivos, uma assistência, 4 roubos, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 6/7 nos lances livres. Foi bem acompanhada por Sanja Mandic (14 pontos, 2/6 nos triplos, 5 ressaltos defensivos, uma assistência, 3 roubos e 5 faltas provocadas com 4/7 nos lances livres) e ainda pela extremo/poste Branka Lukovic (7 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 3 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres). No colectivo de Kostourkova a mais valiosa (17,0 de valorização) foi a jovem poste Chelsea Guimarães (11 pontos, 4/6 nos duplos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 3/5 nos lances livres). Mais discretas em termos de valorização ainda que com contributos positivos, estiveram Maria Kostourkova (6 pontos, 2/5 nos duplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres), Joana Soeiro (6 pontos, 2/9 nos triplos, 6 ressaltos defensivos, 3 assistências, 3 roubos e 4 faltas provocadas) bastante penalizada pela fraca eficácia (15%) nos lançamentos de campo (2/13) e ainda a capitã Laura Ferreira (11 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 3 roubos e 3 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres) também fortemente penalizada pela fraca eficácia (27%) nos lançamentos de campo (4/15) e ainda pelos 5 turnovers.O triunfo da Sérvia justifica-se pela superioridade nas tabelas (45-41 ressaltos), particularmente na tabela defensiva (32-27), pela maior eficácia nos lançamentos de campo (32%-27%), nomeadamente nos duplos (39%-31%) e ainda no melhor aproveitamento dos lances livres (65%-59%), com as sérvias a falharem 8 das 23 tentativas, enquanto Portugal desperdiçou 7 em 17 tentados, apesar de ter mais faltas provocadas (18-21).Nos restantes indicadores houve muito equilíbrio: triplos (18% para cada lado), curiosamente com igual nº de conversões (3) para o mesmo nº de tentativas (17), assistências (6-7), turnovers (25 para cada lado), roubos de bola (12-13), desarmes de lançamento (3-2) e ainda nos ressaltos ofensivos (13-14). Ficha de jogo Sports Hall Borovo Sérvia (54) – Ines Corda (3), Sanja Mandic (14), Aleksandra Crvendakic (22), Branka Lukovic (7) e Dragana Stankovic (3); Anja Spasojevic, Radmila Maletic, Bogdana Rodic, Julijana Vojinovic, Danica Piper (5) e Jelena Ciric Portugal (45) – Joana Soeiro (6), Laura Ferreira (11), Joana Cortinhas, Josephine Filipe (5) e Maria Kostourkova (6); Simone Costa (3), Sofia Pinheiro, Chelsea Guimarães (11), Emília Ferreira (3), Sara Dias e Inês VeigaPor períodos: 12-13, 16-4, 5-18, 21-10Árbitros: Sebastien Clivaz (SUI), Ilya Putenko (RUS) e Erman Erdemli (TUR) Resultados da 2ª jornada:Grupo A – República Checa 81-36 Bielorússia e Holanda 68-41TurquiaGrupo B – Rússia 62-71 Espanha e Croácia 68-47 Inglaterra Grupo C – Sérvia 54-45 Portugal e Suécia 49-40 Grécia Grupo D – República Eslovaca 41-63 Eslovénia e França 71-55 ItáliaClassificação:Grupo A – 1º Holanda 2V; 2º Turquia 1V1D; 3º República Checa 1V1D; 4º Bielorússia 2DGrupo B – 1º Espanha 2V; 2º Rússia 1V1D; 3º Croácia 1V1D; 4º Inglaterra 2DGrupo C – 1º Sérvia 2V; 2º Suécia 2V; 3º Portugal 2D; 4º Grécia 2DGrupo D – 1º França 2V; 2º Itália 1V1D; 3º Eslovénia 1V1D; 4º República Eslovaca 2DAmanhã (sábado), dia em que termina a fase preliminar, Portugal joga com a Grécia (13H45), seguindo-se o Suécia-Sérvia (16H00). No embate luso-helénico discute-se o 3º lugar do Grupo, que dará o acesso ao Grupo F (em que jogam os 3 primeiros dos Grupos C e D). Mesmo que consigamos esse apuramento, nada estará decidido em termos de despromoção à Divisão B, porque os não apurados (5º e 6º dos Grupos E e F) para os quartos-de-final, irão ainda cruzar com os últimos classificados da fase preliminar (Grupo G). É uma competição muito apertada em que qualquer deslize pode ser irrecuperável.


Continuar a lutar

A equipa nacional tem ainda dois jogos pela frente para tentar vencer. O grupo promete dar tudo que tem e lutar até ao último segundo da competição, de forma a poder alcançar a melhor classificação possível. O próximo desafio é contra a Hungria, este sábado, pelas 13.30 horas, que tal como Portugal vem de uma derrota frente a Israel por 57-82.


Minuto 35 fatídico para a derrota das portuguesas (34-42)

A estreia da selecção portuguesa no lote das 16 melhores equipas europeias pautou-se por uma imagem de clara inferioridade, acusando demasiado a responsabilidade, como se as adversárias fossem uns papões. Perder um jogo e sofrer apenas 42 pontos é sinal de uma fragilidade ofensiva que sinceramente não esperávamos.

É-nos difícil fazer a análise de um jogo em que tudo ou quase tudo correu mal às comandadas de Kostourkova. De uma ineficácia gritante a atacar a zona 1x2x2 montada pelas suecas, Portugal melhorando a atitude defensiva após o intervalo (13-23), conseguiu no 3º quarto (10-4) limitar o ataque adversário a escassos 4 pontos (2 lances livres no minuto 29 e um cesto de campo da autoria da capitã sueca, a base Emma Eriksson, a 10 segundos da buzina).No último período (11-15) o seleccionado luso manteve o jogo perfeitamente em aberto até aos 28-30 (minuto 33), com Sofia Pinheiro (o seu único triplo) e Joana Soeiro a reduzirem o prejuízo que à entrada do minuto 32 estava em 7 pontos (23-30) depois de Eriksson ter acertado o seu 3º triplo. A 4ª falta de Joana Soeiro, com 5 minutos e meio para jogar, obrigou Kostourkova a resguardá-la no banco. Num ápice Portugal consentiu um parcial de 0-5, com a 4ª bomba de Eriksson a cair seguida de um turnover luso que Hanson aproveitou para em contra ataque fazer 28-35, ainda no minuto 35. Fatal para as aspirações lusas esse minuto, porque apesar de a nossa seleccionadora ter parado de imediato o cronómetro, a equipa não mais se encontrou. Nesses 5 minutos finais as nossas representantes apenas conseguiram marcar 6 pontos, sendo 2 de lance livre e mais 2 duplos. Mas falharam mais 5 tentativas da linha de lance livre, indicador onde estiveram uma sombra do habitual (37%), com 12 lances livres desperdiçados em 19 tentados. Resultado final: Portugal 34-42 SuéciaDestaque nas vencedoras para a prestação da capitã Emma Eriksson (16 pontos, 4/9 nos triplos, 5 ressaltos ofensivos, 3 assistências, 1 roubo e uma falta provocada), que na nossa opinião foi quem ganhou o jogo. Todavia a MVP da partida acabou por ser a poste Veronika Mirkovic (13,5 de valorização) ao contabilizar 4 pontos, 9 ressaltos sendo 5 ofensivos, duas assistências, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas. Referência também para a extremo Gabriella Hanson (9 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 3 roubos e 4 faltas provocadas com 1/3 nos lances livres) e para o contributo na luta das tabelas dado por Moa Lundqvist (9 ressaltos) e Elsa Paulsson (6 ressaltos sendo metade ofensivos). Na selecção lusa ninguém jogou bem. Mesmo assim as mais valiosas foram Emília Ferreira (4 pontos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e duas faltas provocadas com 2/4 nos lances livres), Joana Soeiro (9 pontos, 2/8 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 4 assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres) e Maria Kostourkova (5 pontos, 2/3 nos duplos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, 1 roubo e 4 faltas provocadas com 1/7 nos lances livres). A vitória da Suécia assentou fundamentalmente na superioridade manifestada nas tabelas (40-51 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (13-23), já que na tabela defensiva o equilíbrio foi evidente (27-28). Se juntarmos a isso o menor número de turnovers (23-17), o maior número de bolas recuperadas (8-14) e o maior colectivismo (7-9 assistências), está explicado o maior número de posses de bola que se traduziram em mais 21 lançamentos de campo (50-71). A eficácia das suecas também foi muito fraca nos lançamentos de campo (24%-23%), tanto nos duplos (24%-24%) como nos triplos (23%-21%), mas concretizaram o dobro dos tiros do perímetro que a nossa equipa (3 contra 6).O único indicador onde Portugal teve vantagem foi nas faltas provocadas (19-12), mas deitou tudo a perder com a ineficácia anormal da linha de lance livre (37%-57%), pois desperdiçou 12 das 19 tentativas a que teve direito, enquanto as suecas só falharam 3 dos 7 tentados. Ficha de jogoSports Hall BorovoPortugal (34) – Joana Soeiro (9), Laura Ferreira (2), Joana Cortinhas, Josephine Filipe (6) e Emília Ferreira (4); Simone Costa (3), Maria Kostourkova (5), Sofia Pinheiro (3), Chelsea Guimarães (2) e Susana LopesSuécia (42) – Emma Eriksson (16), Mathilda Agren (3), Gabriella Hanson (9), Elsa Paulsson e Veronika Mirkovic (4); Amanda Kantzy, Moa Lundqvist (2), Anna Lundquist, Linnea Rosendal, Rebecka Garderyd e Nathalie Linden Por períodos: 9-14, 4-9, 10-4, 11-15Árbitros: Alfred Jovovic (CRO), Emad Karovic (BIH) e Yury Ihnatsyeu (BLR)Pedro Coelho, o árbitro português que acompanha a nossa equipa, apitou o Eslovénia-França, tendo uma boa actuação. Resultados da 1ª jornada:Grupo A – Turquia 71-60 República Checa e Bielorússia 59-71 Holanda Grupo B – Inglaterra 53-77 Rússia e Espanha 80-48 Croácia Grupo C – Grécia 52-65 Sérvia e Portugal 34-42 Suécia


Acredito no valor das atletas e no empenho que sempre mostraram

Este é o 8º Europeu em que a seleccionadora está ao leme da nossa equipa, sendo portanto a experiência neste tipo de situações uma mais valia, entre outras sobejamente conhecidas, que Kostourkova apresenta no seu vasto currículo.

P (JT) – Como é que encaras esta estreia na Divisão A? Achas que a equipa irá acusar a responsabilidade de estar entre as 16 melhores equipas da Europa?R (MK) – Entramos para este Campeonato sem muita informação sobre as outras equipas, nomeadamente as que iremos defrontar na 1ª fase. A motivação tanto da nossa parte como das 12 jogadoras não falta, diria mesmo que é grande. Estamos preparados para dar o nosso melhor, mas convencidos também de que temos os nossos argumentos. Se eles chegam ou não, isso logo se vê no campo. P (JT) – Um dos factores que normalmente os treinadores invocam antes de se iniciar a competição é o número de jogos de preparação. Portugal fez até hoje, véspera do início do Europeu, 8 jogos com um saldo francamente positivo (apenas uma derrota por 3 pontos, após prolongamento), dos quais 6 contra selecções Sub-18 (Estónia e Inglaterra) e 2 contra selecções Sub-16 (Portugal e Inglaterra). Na tua opinião é um número suficiente ou pensas que seriam precisos mais?R (MK) – Acho que o número é suficiente. Em termos qualitativos teria sido desejável que os adversários nos tivessem colocado mais dificuldades, porque isso é seguramente aquilo que iremos encontrar durante o Campeonato. Não conseguimos (excepção feita à Inglaterra) mais nenhuma equipa da Divisão A que manifestasse interesse em fazer jogos de preparação connosco. Atempadamente endereçámos convites a praticamente todas as selecções das 15 que estarão aqui na Croácia, mas não conseguimos concretizá-los. Foi pena… mas não podemos fazer nada.P (JT) – Como é que sentes que a equipa está neste momento, em termos de ritmo competitivo e condição físico-atlética? A preparação iniciada há um mês atrás (11 de Julho) indicia nesta altura um bom momento de forma? R (MK) – A equipa está bem preparada e a prova disso foram os resultados obtidos nos 2 primeiros jogos contra a Inglaterra, em Londres (vitórias por 23 e 24 pontos de diferença). Aliás foi a equipa que nos derrotou na meia-final do Europeu em Strumica, no ano passado. Acredito no valor das atletas, no empenho que sempre mostraram até agora e não tenho dúvidas de que cada uma vai entrar motivada e dar tudo o que tem em prol do colectivo.P (JT) – Para finalizar gostaríamos de saber quais as perspectivas que tens para este Campeonato, sabendo que na fase de grupos, estamos no Grupo C, onde teremos como adversários a Sérvia (medalha de bronze no ano passado), a Suécia (10º classificado) e a Grécia (11ª posição), ou seja uma equipa que esteve no pódio e outras duas da 2ª metade da tabela classificativa? R (MK) – Vamos entrar focados em cada jogo. Passo a passo. Iremos encarar cada partida para vencer. Não admito outra postura que não seja esta. Temos que estar conscientes das nossas (algumas) limitações, mas também não podemos esquecer os nossos pontos fortes. É com esta atitude e espírito competitivo que estaremos em campo para dignificar a camisola de Portugal. Sabemos que o campeonato vai ser longo (9 jogos) e acreditamos que a equipa irá crescer e progressivamente elevar os seus níveis de confiança, preparada para enfrentar qualquer adversário. O nosso objectivo será a manutenção na Divisão A. Se o atingirmos, será a prova provada de que estamos no bom caminho.


Portugal superado pela Suiça

Assim, o jogo desta quinta-feira frente a Roménia, líder isolada com duas vitórias, é de extrema importância para alcançar a melhor classificação possível. No início do segundo tempo, os comandados de Rui Alves pareciam bem encaminhados para a reviravolta no marcador (43-49), mas um último quarto, menos conseguido fazia cair por terra os interesses de Portugal.

O inicio do jogo ficou marcado por sucessivos erros dos jogadores portugueses, que após alguns cestos de fácil concretização falhados, faziam com que o adversário se afastasse no marcador. A meio do período, Rui Alves via-se obrigado a interromper o encontro, mas só a menos de 4 minutos do fim do período, Portugal conseguia somar os seus primeiros pontos. Isto depois de um parcial de 17-0 favorável aos helvéticos. Os minutos finais do 1º período foram de maior acerto para os jovens portugueses que ainda assim perdiam por treze pontos de diferença, no final dos primeiros 10 minutos (11-24).Até ao intervalo, a equipa portuguesa ainda foi capaz de baixar a diferença pontual para menos de 10 pontos (20-29), mas na segunda metade do período a fraca eficácia nos lançamentos de longa distância, voltavam a fazer subir a distância no marcador entre as duas equipas. O nervosismo apoderava-se dos atletas nacionais, que continuavam a desperdiçar cestos de fácil concretização, situação bem aproveitada pela Suiça para manter distâncias no resultado (24-40).O intervalo fez bem à formação portuguesa que iniciou o segundo tempo transfigurada para melhor. Com uma defesa do tipo zona, Portugal condicionou o adversário a apenas 9 pontos no 3º período, aumentando a sua produtividade ofensiva (19 pontos) para números mais condizentes com o que nos tem habituado. A diferença que separava as duas equipas (43-49) à entrada do derradeiro quarto deixava tudo em aberto.Mas no último quarto o conjunto português voltou a revelar imensos problemas com o controlo da posse de bola, oferecendo demasiadas vezes a bola ao adversário sem conseguir atacar o cesto. Situações bem aproveitadas pelos suíços para somarem pontos, que, para azar nosso, demonstravam ter a mão certeira nos tiros de 3 pontos nesta altura decisiva do jogo.Na equipa portuguesa, Carlos Cardoso (15 pontos, 4 ressaltos, 3 roubos de bola e 3 assistências) teve uma prestação bastante boa. Ricardo Monteiro voltou a somar um duplo-duplo (11 pontos e 14 ressaltos), bem como se revelou intimidador ao registar 5 desarmes de lançamento. Hugo Pereira acabou igualmente o jogo na casa das dezenas (12) em pontos marcados, a que somou 2 roubos de bola e 1 ressalto.


Portugal perde com a Estónia

O resultado final (64-85) reflete isso mesmo e o acerto no tiro por parte da equipa adversária que fez 12 triplos. Segue-se uma viagem até à Holanda onde a nossa Selecção disputará a última partida desta fase de apuramento, no próximo dia 16 de Agosto.

Pouco há dizer sobre a superioridade exibida pela Estónia no jogo frente a Portugal, realizado em Coimbra (85-64). A diferença pontual complicou ainda mais a tarefa da equipa portuguesa para o jogo na Holanda, já que agora se vê obrigada a vencer, se as contas estiveram corretas, por 31 pontos de diferença para se manter na corrida rumo ao Eurobasket’2015. Inicio de jogo nervoso com as equipas a não acertarem com o cesto nos primeiros 2 minutos. A Estónia abriu as hostilidades e conseguiu ganhar uma vantagem de 5-0. Mário Fernandes respondeu com um triplo logo seguido de outra bomba estónia. A passagem dos primeiros 5 minutos continuava em toada de equilíbrio com a diferença a manter-se: 7-12. A 2,41 mn do final do primeiro período um triplo adversário punha Portugal a 10 pontos (11-21). A equipa portuguesa não conseguia parar o ataque adversário que concretizou 5 triplos e vários segundos lançamentos para atingir a vantagem de 16-29.O inicio do segundo período continuou a ser favorável à Estónia que chegou a deter 17 pontos de vantagem à passagem dos 13 minutos. Portugal ainda reagiu e chegou a encurtar a distância para 12 pontos com um triplo de João Santos a 2,20 do intervalo. A Estónia voltou a atacar à “bomba” com mais dois triplos mas a atitude portuguesa tinha mudado e uniam-se esforços para ir buscar o resultado que na saída para os balneários se mantinha nos 13 pontos (33-46).O inicio da segunda parte não trouxe muitas novidades. Os atiradores estónios continuavam a marcar de todo o lado e Portugal ia lutando para continuar “dentro” do jogo. Com cerca de 27,30 minutos jogados, mais um triplo adversário colocava o marcador na maior diferença até então (39-61). Betinho respondeu com um triplo mas logo de seguida mais uma bomba adversária e de novo 22 pontos a separar as duas equipas. 47-68 na entrada do decisivo parcial e tudo parecia muito complicado para a equipa das quinas. Um parcial de 6-0 a abrir ainda deu esperanças a Portugal que continuava a batalhar para reentrar na partida. Mas a Estónia estava em dia sim e tornava impossível a missão lusa. A 4 minutos do fim o resultado voltava aos 20 pontos de diferença e já pouco havia para fazer quanto a uma eventual vitória. Triunfo da Estónia por claros 64-85.Contrariamente ao que é habitual, Portugal esteve demasiado permeável na defesa, dificuldades no 1×1, se bem que os estónios tiveram mérito pela eficácia revelada na hora de lançar ao cesto. Infelizmente uma noite menos boa dos comandados de Mário Palma coincidiu com um jogo quase perfeito por parte do seu adversário. A equipa nacional teve imensas dificuldades em conseguir parar no 1×1 os atletas estónios, o que obrigava a ajudas defensivas, libertando os atiradores. Que quando sozinhos não perdoavam e castigavam a defesa portuguesa. Alguns deles em cima dos 24 segundos, que para além de valerem os normais 3 pontos, criavam mossa na moral portuguesa. O técnico Mário Palma bem tentou várias estratégias defensivas, inclusive uma zona 2×3, no sentido de evitar os lançamentos de longa distância, mas a boa circulação de bola no ataque, a exploração de vantagens de estatura, algumas ajudas demasiado profundas, ou do lado das penetrações, permitiam que um atleta estónio surgisse quase sempre numa situação confortável para lançar ao cesto.Os jogadores portugueses voltaram a revelar alguma ansiedade, anormal aproveitamento da linha de lance-livre, principalmente durante a 1ª parte, sendo compreensível que na parte final do encontro tivesse jogado mais com o coração do que com a cabeça. Na defesa é que tudo se complicava. Já que os jogadores interiores estónios tinham que ser olhados como autênticos extremos, pois o tiro de longa distância era uma arma letal. Cláudio Fonseca, melhor marcador português com 17 pontos, conseguia alguma superioridade nas áreas próximas do cesto, e sabia tirar partido das assistências dos seus companheiros para somar pontos. Sem ter estado feliz no capítulo do lançamento, o base Mário Fernandes teve uma prestação bastante completa, já que somou 9 pontos, 7 assistências e 4 ressaltos. O mesmo sucedeu com Carlos Andrade (9 pontos, 5 assistências e 3 ressaltos), e João Betinho Gomes (11 pontos, 2 ressaltos e 2 assistências).


Treinar meia hora após 11 horas de viagem e sem pequeno-almoço

A comitiva lusa chegou aqui ao Hostel Borovo, às 18H05 locais (mais uma hora que em Portugal) e feita a distribuição dos quartos foi descer à recepção e caminhar a pé (100 metros) até ao pavilhão onde tínhamos treino de uma hora, marcado para as 18H00. Quem beneficiou do nosso atraso (involuntário) foi a selecção gaulesa, que assim teve direito a mais meia hora de treino.

Mas o atraso foi perfeitamente justificado. O voo OU 461 (da Croatian Airlines) procedente de Zurique chegou ao Aeroporto de Zagreb às 13H10. Cumpridas as formalidades habituais (recepção das bagagens feita sem quaisquer problemas) entrámos no autocarro que nos estava destinado para efectuar o percurso de cerca de 300 quilómetros até Vukovar, muito perto da fronteira com a Sérvia. A viagem demorou 4h15, porque houve necessidade de se fazer uma paragem de meia hora numa área de serviço para se tomar uma refeição ligeira. Em muitos anos nestas andanças nunca nos tinha acontecido situação semelhante. No voo TP 922 que fez a ligação de Lisboa a Zurique, que saiu da capital portuguesa às 07H05 para chegar a Zurique às 10H50, não foi servida qualquer refeição. A justificação apresentada foi que tinha faltado um elemento da tripulação de cabina! Simplesmente inacreditável. Segundo nos informaram a refeição (pequeno almoço ?) fornecida pela empresa de catering teria como destino o lixo… E depois ainda se clama aos quatro ventos que devemos ajudar as empresas nacionais. Para assistirmos a situações destas?No voo OU 461 da Croatian Airlines que nos transportou de Zurique até à capital croata, bastaram dois elementos da tripulação de cabina para efectuar o mesmo trabalho, ou seja servir uma refeição ligeira. E a duração do voo era consideravelmente menor. Para bom entendedor…A transportadora nacional prestou um mau serviço. Disso não temos dúvidas. O treino de meia hora serviu basicamente para desentorpecer os músculos depois de uma viagem de avião (4 horas e 15 minutos) seguida de mais 4 horas de autocarro. E fazer uns lançamentos.Amanhã a equipa fará 2 treinos: de manhã (10H00 às 10H45) e à tarde (18H00 às 19H00).O Hostel Borovo onde estão instaladas todas as 8 comitivas das selecções que integram os Grupos C (Grécia, Portugal, Sérvia e Suécia) e D (Eslováquia, Eslovénia, França e Itália) é razoável, mas para uma Divisão A, estávamos à espera de melhores condições. Todavia a primeira refeição (jantar) não foi nada mau.


Incrível! Inesquecível! Portugal está na Divisão A e na Final

Entretanto, na outra meia-final, a Sérvia também não deu qualquer hipótese à Dinamarca e desde cedo marcou a sua superioridade e garantiu o seu lugar na Final e na Divisão A. O resultado final de 77-46 não deixa dúvidas quanto à diferença que existiu entre as duas formações.

No grupo que discute posições entre o 5º e o 8º Israel e Polónia venceram Inglaterra (50-62) e Bielorrússia (65-63) respectivamente, marcando novo encontro para amanhã na discussão do 5º e 6º lugares, enquanto que bielorrussas e inglesas decidirão quem será 7º.Na parte de baixo da tabela, a Estónia bateu a Noruega (51-41) e espera pelo jogo de amanhã que oporá a Irlanda e as norueguesas para saber quem ocupará o último lugar.No grupo que discute o 12º ao 14º posto foi a Alemanha que levou a melhor sobre a Suiça (52-65) e amanhã defrontará a Roménia.Finalmente, no grupo que discute os primeiros lugares da metade inferior da tabela, o Luxemburgo derrotou a Eslovénia (63-60).Foi um inicio de jogo bem conseguido pela formação nórdica que trazia a lição bem estudada em termos defensivos causando muitos transtornos ao ataque português. Resultado disso mesmo eram os 13-10 no terminus do primeiro período. A toada manteve-se até aos últimos 5 minutos da primeira parte. Portugal conseguiu então um parcial de 13-3 e saltou para uma vantagem de 11 pontos com que se atingiu o intervalo (31-20). Na saída dos balneários as jogadoras lusas entraram decididas a resolver o assunto. Se assim o pensaram melhor o fizeram. Permitindo apenas 11 pontos em 15 minutos e conseguindo 32 que, à passagem do minuto 35 davam a maior vantagem no encontro (63-31). Começava a festa e a gestão do resultado que o brio finlandês ainda conseguiu reduzir para os 24 pontos finais.Hoje podíamos destacar várias atletas individualmente mas optamos antes por destacar o conjunto que esteve dentro de campo e, uma vez mais, o sexto jogador e o incansável apoio que transbordou para dentro de campo. Para todos nós, que tivemos o privilégio de assistir, foi simplesmente inesquecível e memorável a página histórica que hoje se escreveu. Amanhã, estaremos todos juntos para conseguir o título. Às 18h30, no CDC de Matosinhos todos seremos poucos para ajudar a nossa selecção a chegar ao título. Vem apoiar! Não faltes!


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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