Artigos da Federaçãooo
«Queremos voltar a vencer»
Apesar de a equipa nacional vir de uma derrota com a Holanda, o espírito reinante é de confiança.
No final do jogo com a Holanda, era comum o sentimento entre todos aqueles a que assistiram ao jogo, que o resultado poderia ter sido diferente. Algo partilhado pelos intervenientes, para quem o adversário é ultrapassável. “Foi um jogo que podíamos ter ganho perfeitamente. A Holanda não é uma seleção melhor que a nossa. Cometemos alguns erros, nomeadamente no final do jogo, que acabaram por nos levar à derrota.”Uma derrota que na opinião de Mário Fernandes não deixará marcas para o jogo com a Estónia, até porque servirá de lição para o desafio que se segue. “Será um jogo completamente diferente. Estamos a trabalhar para não cometer os mesmos erros e voltar a vencer à forte seleção da Estónia.”O tempo que medeia os dois jogos não permite que muitas coisas sejam trabalhadas, ou mesmo alterada, ainda assim, o base português, acredita que Portugal irá melhorar “no ataque.” Melhorar os aspetos ofensivos,“principalmente na tomada de decisão e na percentagem de lançamento.”Os estónios viajam até Portugal motivados pela vitória alcançada sobre a Holanda (64-63), um resultado que só vem confirmar que nada está decidido neste grupo de apuramento. Mais do que se preocupar com a Estónia, Mário prefere concentrar-se na preparação da própria equipa, sempre tendo a defesa como a base do sucesso. “Atacar melhor, mais organizado. Defensivamente temos estado muito bem.”
Portugal termina 1ª fase com uma vitória
A formação liderada pelo técnico Rui Alves termina a 1ª fase com um saldo positivo de vitórias, ficando afastada das oito melhores seleções no cesto-average. Pelo que, o 9º lugar passa a ser o objetivo da seleção portuguesa, sendo que a Suiça e a Roménia são os próximos adversários.
Como todas as equipas escandinavas, competitivas e batalhadoras, a Noruega não foge à regra, pelo que naturalmente não facilitou o trabalho da Seleção Nacional. E Portugal até começou bem, uma vez mais a defender com agressividade, pelo que os 17-8 que se verificavam no final do 1º período, pareciam confirmar o favoritismo português. Uma superioridade que não se verificou nos dois períodos seguintes, uma vez que ao intervalo a vantagem já só era de seis pontos (37-31). Á entrada do derradeiro quarto, ainda que no comando (55-48) do marcador, os comandados de Rui Alves não podiam respirar de alivio. Mas nos últimos 10 minutos, a equipa portuguesa esteve muito bem em termos ofensivos, com dois triplos, logo a abrir o quarto, a darem o mote para um período de excelência de Portugal. Mérito dos jovens portugueses que não deixaram o jogo arrastar-se equilibrado até final, evitando dessa forma correr riscos desnecessários.A dupla formada por Diogo Brito (17 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos) e Hugo Pereira (14 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências), a revelar consistência na marcação de pontos por Portugal. Já Ricardo Monteiro (23 pontos e 14 ressaltos) dá sinais de estar a atravessar um excelente momento. O poste português voltou a somar um duplo-duplo, dominou a tabela defensiva e foi eficaz no capítulo do lançamento.Terminada a primeira fase, a equipa portuguesa não conseguiu seguir na disputa para as 8 melhores seleções, por cesto average, ao ter empatado em número de vitórias com a Macedónia e a Estónia. Na luta pelo 9º ao 16º posto, das 22 equipas presentes, Portugal defronta esta quarta feira a Suiça e no dia seguinte a Roménia (ambos às 19h – hora portuguesa).
As vice-campeãs Sub-16 Chelsea e Maria integram as 12
A competição que irá decorrer de 15 a 25 deste mês marca a estreia do seleccionado luso na Divisão A, na qual participam 16 equipas, distribuídas por 4 Grupos. Na fase preliminar Portugal faz parte do Grupo C, juntamente com Suécia, Sérvia e Grécia, adversários que defrontará por esta ordem, a partir de 5ª feira.
Em relação ao grupo que se deslocou a Londres para efectuar 3 jogos de preparação com a congénere inglesa, estágio que terminou na passada 6ª feira, saíram Francisca Meinedo e Ana Moniz para entrarem duas jogadoras interiores (as torres gémeas Chelsea Guimarães e Maria Kostourkova), que ainda ontem ao princípio da noite festejavam a conquista da medalha de prata no Europeu de Sub-16 Femininos, Divisão B, disputado em Matosinhos em que Portugal já havia garantido na véspera a subida à Divisão A, juntamente com a Sérvia, vencedora da competição. Logo após a chegada a seleccionadora ainda fez um curto treino (hora e meia) no Pavilhão do AC Moscavide, cujos dirigentes cederam o espaço, com o objectivo de desentorpecer os músculos e fazer algumas séries de lançamentos. A FPB desde já agradece a cedência das instalações àquela colectividade da zona oriental de Lisboa. Lista das 12 jogadoras:Bases – Joana Soeiro (Algés) e Susana Lopes (SC Coimbrões)Base/Extremo – Laura Ferreira (GDESSA) e Sofia Pinheiro (AD Ovarense) Extremos – Joana Cortinhas (Académico FC) e Simone Costa (Algés)Extremo/poste – Josephine Filipe (Olivais FC)Postes – Chelsea Guimarães (Algés), Emília Ferreira (GDESSA), Inês Veiga (A A Colégio Calvão), Maria Kostourkova (CRCQ Lombos) e Sara Dias (CD Póvoa)Staff de Responsáveis:Mariyana Kostourkova (Seleccionadora)Ana Margarida Faria (Treinadora Adjunta)Nuno Manaia (Secretário)Nádia Palongo (Fisioterapeuta)Pedro Coelho (Árbitro)José Tolentino (Chefe da Delegação) A comitiva parte amanhã, bem cedo (há que estar no Aeroporto por volta das 05H15) no voo TP 922 com destino a Zurique (partida às 07H05 e chegada às 10H50), escala da ligação que terminará em Zagreb (voo OU461 com partida às 11H45 e chegada prevista às 13H10). No aeroporto da capital croata espera-nos um autocarro que assegurará o transfer até Vukovar, primeira cidade que acolherá a selecção lusa (Hotel Boronovo). Serão cerca de 300 quilómetros com um tempo estimado de 4 horas para cumprir o percurso.
Portugal de Prata
A derrota não tira o mérito de uma competição fantástica das jovens guerreiras lusas que estão na Divisão A e que, além de terem duas jogadoras no 5 ideal da prova – Carolina Bernardeco e Maria Kostourkova – viram a número 12 portuguesa ser também a MVP do europeu. Mais uma vez, não podemos deixar de falar no ambiente arrepiante que rodeou a competição e apoiou incessantemente a selecção portuguesa, com o público a encher as bancadas dia após dia, e hoje a registar uma enchente inédita de mais de 3500 pessoas no pavilhão.
Caiu o pano sobre a competição e, apesar de não ter levantado a taça, Portugal venceu dentro e fora do campo, com qualidade na equipa e uma organização que mereceu rasgados elogios de todos os participantes e da FIBA Europa. A todos o nosso muito obrigado!
No jogo que decidia a última vaga na subida à Divisão A e a medalha de bronze e, num duelo entre equipas nórdicas, foi favorável à Dinamarca que bateu a Finlândia num jogo equilibrado mas que as dinamarquesas souberam vencer com um bom último quarto – 76-67.O dia começou com os jogos de escalonamento que ordenaram a classificação Final. À medida que o dia ia avançando iam-se conhecendo as posições finais de cada equipa. Nos dois primeiros jogos da manhã a Inglaterra bateu a Bielorrússia por um ponto (47-46) e garantiu a 7ª posição. Decididos ficaram também os 3 últimos lugares da tabela com a Irlanda a conseguir a sua segunda vitória sobre a Noruega (45-65), única equipa que terminou o torneio sem saborear o triunfo.Seguiu-se o duelo pelo 5º posto. A Polónia triunfou sobre uma aguerrida equipa de Israel (52-56) que assim ficou no 6º lugar. Na luta entre o 12º e o 14º foram as alemãs que levaram a melhor, batendo a Roménia (61-46). Assim sendo, Alemanha foi 12ª classificada, Suiça a 13ª e a Roménia 14ª.Era um jogo de nervos e isso mesmo refletiu-se no primeiro período com amabas as equipas a terem dificuldades em encontrar o seu jogo. Foi Portugal que primeiro assentou e logo conseguiu uma vantagem de meia dúzia de pontos que se viria a cifrar no final do 1º período – 8-14.As sérvias demoraram a reagir mas quando o fizeram conseguiram empatar à passagem dos 16 minutos e meio e chegaram a passar para a frente. Ao intervalo Portugal ainda conseguia estar na frente – 24-25.O segundo período foi jogado numa toada de equilíbrio mas o tiro exterior de Portugal teimava em não entrar e dificultava a tarefa ofensiva das jovens lusas que, apesar de tudo, conseguiam estar na discussão do marcador apesar da sérvia assumir a liderança à entrada do decisivo quarto (41-37). Portugal arregaçou as mangas mas as jogadoras sérvias estavam em dia de acerto e, quer através de triplos quer através de penetrações bem sucedidas iam mantendo a liderança. Um triplo de Maianca ainda deu esperança às cores portuguesas mas não deu para chegar ao tão desejado título. Classificação Final1º Sérvia2º Portugal3º Dinamarca4º Finlândia5º Polónia6º Israel7º Inglaterra8º Bielorrússia9º Eslovénia10ºLuxemburgo11º Ucrânia12º Alemanha13º Suiça14º Roménia15º Irlanda16º Estonia17º Noruega
De volta às vitórias!
Contrariamente ao que vinha acontecendo, desta vez foi a equipa portuguesa a dominar a luta das tabelas, destaque para a dupla Ricardo Monteiro e Diogo Araújo, a conseguir pontos de segundos lançamentos e a beneficiar de situações de contra-ataque. Uma supremacia que se acentuou no segundo tempo, naturalmente traduzida numa maior eficácia dos jogadores portugueses, que assim somaram um saboroso triunfo quando mais precisavam.
O início do jogo ficou marcado pela saída, por lesão, logo aos 4 minutos, do base Pedro Oliveira, que não voltou a dar o seu contributo à equipa. Apesar desta contrariedade, os primeiros minutos foram de grande equilíbrio, com a Bulgária, após o empate a 10 pontos, a passar em definitivo para o comando do marcador até final do 1º tempo. Sempre por vantagens curtas é certo, diferença de quatro no final do 1º período (18-22), ainda que sem nunca perder a liderança. Mesmo quando Portugal chegou à diferença mínima (30-31) já no último minuto do final da primeira parte. O fraco aproveitamento da linha de lance-livre (1/7), e os turnovers (15) impediam que Portugal fosse para o intervalo na frente do marcador (31-35).No recomeço, a equipa nacional reapareceu decidida a alterar o rumo dos acontecimentos. Com uma defesa irrepreensível a potenciar o contra-ataque, Hugo Pereira (16 pontos) e Diogo Brito (16 pontos e 4 ressaltos) foram exímios finalizadores, e com Ricardo Monteiro muito bem na tabela ofensiva, Portugal dava a volta ao resultado em menos de 4 minutos (45-39). As rápidas transições ofensivas continuavam a ser a principal arma atacante de Portugal, pontos que garantiam a liderança aos comandados de Rui Alves no final do 3º período (51-46).No derradeiro quarto brilhou o jogo interior de Portugal, com a dupla Ricardo Monteiro e Diogo Araújo a fazer mossa contra a agressiva defesa zona búlgara. Portugal concretizava a maioria dos seus pontos em bandejas, fosse por assistências resultantes de penetrações em drible, ou então como consequência do seu mortífero contra-ataque. Mesmo quando o adversário se aproximou (60-56), a equipa nacional manteve-se fiel ao seu plano de jogo, acabando por vencer o jogo com toda a justiça (68-58).Os jogadores interiores de Portugal estiveram em muito bom plano, não só a atacar, Ricardo Monteiro 20 pontos e Diogo Araújo 12 pontos (este último já recuperado de uma gastroenterite que o debilitou), como também a defender. Os dois foram importantes nos momentos decisivos do jogo, pelas suas ações ofensivas, mas também pela forma como intimidavam e garantiam ressaltos (13+12). A defesa foi determinante no sucesso da equipa nacional, catapultando o contra-ataque e, nesse capítulo, Hugo Pereira e Diogo Brito foram sempre uma dor de cabeça para a transição defensiva dos búlgaros.
3º período fatídico
Se bem que durante a primeira parte, especialmente durante o período inicial, nada levasse a crer que o resultado final acabasse por ser tão desnivelado. O elevado número de turnovers cometidos pelos jovens portugueses, precipitou a fuga no marcador por parte dos macedónios, com o inicio da etapa complementar a revelar-se fatídico para as aspirações portuguesas.
A Macedónia chegava a este jogo invicta, já Portugal tentava esquecer o desaire do dia anterior. E melhor resposta não se poderia esperar por parte dos jovens portugueses, já que dominou por completo o inicio do jogo. Portugal voltava a revelar grande eficácia ofensiva, e no final do 1º período vencia por nove pontos de diferença (22-13). Uma vantagem que se foi esfumando durante o 2º quarto, ainda que no final do 1º tempo a formação nacional ainda liderava o marcador (34-31).Um resultado que abria boas expectativas para a etapa complementar, se bem que o 3º período acabaria por ser catastrófico para os comandados de Rui Alves (7-24). Nada saía bem à equipa portuguesa, os lançamentos de longa distância não entraram, os erros provocados pela forte defesa macedónia fizeram estragos e ainda a perda de ressaltos na tabela defensiva. Foi nesse momento que o adversário conseguiu fugir no marcador.No último quarto Portugal aproximou-se mais da sua melhor performance ofensiva, se bem que defensivamente continuou a revelar problemas em parar o 1×1 adversário e em parar o seu rápido contra-ataque. Os 28 turnovers cometidos marcam o desfecho de um jogo, onde o poste Ricardo Monteiro (8 pontos, 11 ressaltos e 5 roubos de bola) teve uma exibição bastante completa. O extremo Diogo Brito (5 ressaltos e 3 assistências), voltou a ser o melhor marcador da equipa com 16 pontos, mais um do que o seu companheiro Hugo Pereira (15 pontos e 4 assistências), que mesmo sem ter estado com a mão quente nos lançamentos de longa distância, foi novamente importante nas soluções ofensivas da equipa.
Vamos encher o CDC Matosinhos este sábado!
Esta sexta-feira jogaram-se os primeiros jogos de classificação dos grupos entre o 9º e o 17º lugar. Na discussão das 3 últimas posições a Irlanda conseguiu a primeira vitória no Europeu derrotando a Estónia (77-68) e dando um passo para fugir ao último lugar da prova. No jogo seguinte, mais emoção num jogo disputado palmo a palmo com a Suíça a derrotar a Roménia (63-68) e colocou-se na frente do grupo na disputa pela 12ª posição. No último jogo do dia assistiu-se ao primeiro jogo com tempo extra e logo dois prolongamentos com a Ucrânia a recuperar de uma desvantagem de quase 20 pontos já na 2ª parte e a levar a melhor sobre o Luxemburgo(62-60) ficando na frente na luta pelo 9º posto.
Portugal lutou mas não foi capaz
A perda da luta das tabelas, e consequentes segundos lançamentos permitidos com alta percentagem, bem como os pontos sofridos de perdas de bola, ditaram o insucesso dos atletas portugueses. Nesta luta desigual, só a meio do 3º período os finlandeses conseguiram fugir no marcador, o que comprova a competitividade da jovem equipa nacional.
A primeira parte foi bastante equilibrada, com várias alternâncias no marcador, com Portugal, mesmo perante um adversário extremamente complicado, a revelar uma boa eficácia ofensiva. Ao intervalo, a formação nacional perdia por quatro pontos (33-37), isto depois de ter vencido o quarto inicial (18-17), um resultado que mantinha tudo em aberto para o segundo tempo.Mas quando do outro lado está uma equipa que, para além da qualidade técnica, domina o jogo na área próxima cesto, complica a tarefa de quem defende. Os 23 ressaltos ofensivos conquistados pelos finlandeses, bem como os 17 pontos conseguidos em segundos lançamentos, ajudam a explicar a vitória da Finlândia. Se a isto juntarmos a elevada eficácia do adversário após perdas de bola da nossa parte (25 pontos), estão encontradas as justificações para o insucesso de Portugal neste encontro.Um resultado que em nada deslustra a prestação da equipa portuguesa, já que a supremacia finlandesa teve por base aspetos (altura e peso) contra os quais pouco, ou nada, se pode fazer.Destaque para as boas prestações de Hugo Pereira, melhor marcador de Portugal com 21 pontos, Diogo Brito autor de 15 pontos e 4 assistências e Pedro Oliveira que voltou a estar muito bem a assistir os seus companheiros (6 pontos e 9 assistências).
Polónia foi a “vitima”
No que se refere à discussão pelas primeiras oito posições da tabela e, fundamentalmente, pelos 4 lugares nas meias finais, a Sérvia venceu a Finlândia (60-73), próxima adversária de Portugal, e garantiu o primeiro lugar e, em virtude disso mesmo, irá defrontar a Dinamarca que, ao derrotar Israel (49-70) relegou a Polónia para a discussão do 5º ao 8º lugar.
Entretanto, na parte inferior da tabela, a Ucrânia e o Luxemburgo venceram frente às equipas da Irlanda (46-76) e Estonia (43-62) garantindo presença no grupo L onde se disputarão as posições entre o 9º e o 11º, juntamente com a Eslovénia que já ontem tinham garantido esse objectivo. Já as irlandesas e estonianas juntam-se à Noruega que perdeu hoje com a Alemanha (23-73), formação que disputará com Roménia e Suiça a melhor classificação entre o 12º e o 14º.Se dúvidas existiam a equipa portuguesa tratou de as desfazer logo no arranque. Excelente inicio de Portugal, em especial no aspecto defensivo que permitiu conquistar uma distância na ordem da dezena de pontos no final dos primeiros 10 minutos. A Polónia tentou esboçar uma reacção mas as jovens portuguesas não facilitaram e foram paulatinamente aumentando a distância que, ao intervalo, se cifrava em 23-39.Apesar dos números confortáveis Portugal continuo a jogar de forma intensa eliminando assim qualquer tentativa de aproximação polaca. No final do terceiro parcial o fosso já ultrapassava a vintena de pontos favoráveis às cores lusas 41-62 e o último período afigurava-se como a confirmação da superioridade lusa. Assim foi. As pupilas de Ana Catarina Neves não reduziram a intensidade do seu jogo e à passagem do minuto 37 atingiam a maior vantagem no score – 32 pontos. Mais uma vitória garantida, invencibilidade mantida e encontro marcado com a Finlândia nas meias-finais, no Sábado, às 20h45 no CDC de Matosinhos.
Portugal soube-se impor
Uma vitória que começou a ganhar forma durante a 1ª parte, mas que se complicaria durante o segundo tempo. Destaque para a boa reação do conjunto português quando em desvantagem no marcador, e para o desempenho individual de Diogo Brito, que à sua conta converteu 29 pontos.
Com o base Pedro Oliveira (4 pontos, 9 assistências e 8 ressaltos) a comandar muito bem as movimentações ofensivas da equipa, e o extremo Diogo Brito com a mão quente (16 pontos no quarto inicial), Portugal cedo se adiantou no marcador. No final do 1º período já vencia por dez pontos de diferença (26-16), vantagem que aumentaria para dezassete no final do 1º tempo.Na etapa complementar a eficácia ofensiva da equipa portuguesa decaiu, e se no final do 3º período a marcha do marcador ainda estava controlada (62-52), tudo se complicaria no derradeiro período. Os turnovers complicavam a tarefa do conjunto português, que a pouco mais de 4 minutos do final do encontro perdia por quatro pontos de diferença (65-69). Momento complicado para os jovens portugueses, mas um triplo de Carlos Salamanca (13 pontos), e dois pontos de Diogo Brito recolocavam Portugal na frente do marcador (70-69). Foi o mote para um final de jogo muito bom por parte dos atletas nacionais, que até final do jogo não sofreriam mais pontos, terminando a partida com um parcial de 16-0.Um resultado positivo é sempre importante na estreia de uma competição, pelo que o grupo sai reforçado para enfrentar já esta sexta-feira, pelas 20 horas, a Seleção da Finlândia.Destaque a ainda para o estreante Jorge Pires, autor de 10 pontos, 7 ressaltos, 2 roubos de bola e 2 assistências, e para a prestação de Hugo Pereira (11 pontos).
Derrota por dois pontos
A formação liderada por Mário Palma voltou a defender muito bem, mas em momentos chave do jogo, por falta de sorte, ou por não saber cuidar da posse de bola, permitiu sempre que o adversário permanecesse na liderança do jogo. Ainda assim, os atletas portugueses voltaram a demonstrar imenso crer, de tal forma que tiveram uma última posse de bola para vencer o encontro. Concentração total para o encontro da Estónia, para a desforra em solo holandês, no jogo que se pretende que seja decisivo para a atribuição do 1º lugar do grupo.
O resultado no final da 1ª parte poderia ser bem mais favorável à equipa portuguesa. Não fossem os inúmeros turnovers, quase todos cometidos quando partiam para situações de contra-ataque, e a falta de algum coletivismo e disciplina tática a executar os movimentos ofensivos. Valeu aos comandados de Mário Palma os tiros de longa distância, 5 convertidos nos primeiros 20 minutos de jogo, para se manter na discussão do resultado.Já que defensivamente, a formação portuguesa esteve muito bem, a resolver com eficácia os bloqueios diretos (influenciando para a linha final), muito bem nas situações de 2×1 sempre que a bola entrava na posição de poste baixo, e a trocar quase sempre com sucesso os bloqueios indiretos nas ações ofensivas holandesas.Só os centímetros traíram a perfeição defensiva, já que os jogadores interiores da Holanda conseguiram segundos lançamentos fáceis, fruto do bom desempenho na tabela ofensiva. Um cesto com falta, no último segundo do 1º tempo, fazia com que Portugal fosse para o descanso a perder por sete pontos de diferença (26-33).No recomeço da etapa complementar a equipa portuguesa voltou a ser mortífera nos lançamentos triplos, se bem que demonstrasse maior fluidez ofensiva, na procura do melhor jogador para efetuar o lançamento. Reflexo desse acerto atacante foi o empate a 44 pontos conseguido já perto do final do 3º período. Ainda assim, foram os holandeses a terminarem melhor o quarto, já que lideravam por quatro pontos (48-44).No derradeiro período, tudo parecia complicar-se para a equipa portuguesa. Com um parcial de 5-0, a Holanda conseguia a maior vantagem no encontro (53-44), fazendo o técnico Mário Palma parar o encontro de imediato. Mesmo cometendo demasiados erros, muitos deles não forçados, Portugal mostrava a sua raça, recusando-se a entregar-se antes do final do encontro. Sem querer encontrar desculpas, Portugal não teve a sorte do jogo, vários cestos holandeses convertidos em cima dos 24 segundos, algumas decisões de arbitragem duvidosas, mas acima de tudo demasiados erros em que as posses de bola eram oferecidas ao adversário.Ainda assim, e sem ter estado bem no ataque, Portugal dispôs de uma posse de bola a 16 segundos do final do encontro para vencer o jogo. O lançamento triplo não entrou, mas fica a sensação que Portugal pode perfeitamente bater-se pela vitória na Holanda, discutindo assim o 1º lugar do grupo, até porque a derrota por dois pontos (57-59) de diferença é perfeitamente ultrapassável no confronto direto. Convém não esquecer que, antes disso, Portugal terá de defrontar a equipa da Estónia, um adversário que se desloca ao nosso país sem qualquer tipo de pressão pois não tem nada a perder.João Betinho foi o melhor marcador português com 15 pontos, bem como aquele que melhores momentos de espetáculo proporcionou. O poste Cláudio Fonseca (10 pontos e 5 ressaltos) bateu-se galhardamente com as torres holandesas, e João Santos (10 pontos, 2 ressaltos e 2 assistências) foi o terceiro elemento português a terminar o jogo na casa das dezenas. Referência ainda para o facto de Portugal ter desperdiçado sete lances-livres (10/17 – 58.8%), que num jogo decidido por dois pontos acaba por ter relevância acrescida.No final do jogo, o Selecionador Mário Palma não escondia alguma desilusão, se bem se mostrasse inconformado com a superioridade da equipa holandesa. “Não estamos felizes. Fizemos uma série de pequenos erros. Não sei porquê, mas perdemos bolas que normalmente não perdemos, assim como falhamos tiros fáceis. Foram esses pequenos erros que não nos permitem ganhar um jogo que foi equilibrado, apesar de termos estado bem na defesa. Eles tiveram a sorte do jogo e daí terem ganho. Mas, em condições normais, teríamos vencido este encontro “.
Israel não teve argumentos para Portugal
As jovens portuguesas continuam no seu caminho rumo às meias-finais e ao objectivo principal de subir à Divisão A europeia. Hoje foi Israel que se vergou perante o poderio da equipa portuguesa que não vacila e continua a vencer quem aparece pela frente (57-40). Este resultado garante praticamente o apuramento para as meias finais e só uma catástrofe frente à Polónia, que hoje baqueou frente à Dinamarca (84-66). No outro grupo já se conhecem os semifinalistas. Depois de um mau começo de campeonato a Finlândia “engatou” nas vitórias e não mais perdeu. Hoje derrotou a Bielorrússia (40-53) e garantiu desde logo a presença na luta pelo pódio. Já a Sérvia continua invicta, tal como Portugal, e hoje atropelou a Inglaterra (80-44).
Não foi uma partida fácil apesar dos 17 pontos de diferença no final. Israel é uma equipa aguerrida e bem organizada e na primeira parte colocou inúmeras dificuldades ao conjunto luso conseguindo, inclusive, estar na frente a meio do segundo parcial por 7 pontos (11-18). A equipa portuguesa arregaçou as mangas e nos últimos 2 minutos da primeira parte conseguiu não só reduzir a distância como sair para o intervalo na frente – 21-18.A segunda parte foi totalmente diferente uma vez que o descanso fez bem às jogadoras lusas que entraram determinadas e, com um bom 3º período, começaram a cavar um fosso acima das dezenas. O último período não mudou a atitude da nossa seleção e à passagem do 2º minuto Portugal atingia a maior diferença do encontro (49-27) e a vitória no encontro estava praticamente garantida. Até final, foi gerir a diferença e rodar o plantel. Em mais uma excelente demonstração colectiva Maria Kostourkova (7pts e 16 ress), Carolina Bernardeco (13 pts, 5 roubos e 4 ass) e Sofia Almeida juntou 10 ressaltos aos 10 pts de Leonor Serralheiros e 13 pts de Carolina GonçalvesAmanhã, Portugal joga com a Polónia, às 20h45, no CDC de Matosinhos.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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