Artigos da Federaçãooo
Ricardo Vasconcelos faz a antevisão da fase de qualificação
P (JT) – Como faz o balanço da preparação da selecção portuguesa que irá participar nesta fase de qualificação?R (RV) – “Foi uma preparação curta (3 semanas de estágio em Rio Maior) e difícil porque numa delas, a primeira, nem sequer pudemos contar com 3 das jogadoras (Vera Correia, Ana Oliveira e Dora Duarte) que fazem parte deste grupo final. Depois a Mª João Correia foi dispensada na 2ª semana para que conseguisse solucionar o impasse resultante de estar a frequentar um estágio de natureza profissional no Funchal, coincidente com as datas dos estágios e período competitivo. Isto para dizer que 33% do grupo não fez a preparação completa. Basicamente só tivemos as 12 jogadoras disponíveis na última semana de trabalho. Fizemos 24 treinos em Rio Maior e mais 2 em Lisboa, na véspera da partida para a Polónia, na semana passada. Contudo há a referir que o tempo disponível foi bem rentabilizado porque a aplicação e entrega das jogadoras foi excepcional. “.P (JT) – Qual a sua opinião sobre o comportamento da equipa nos jogos de preparação com a Polónia e Eslovénia?R (RV) – “Penso que a equipa mostrou um crescendo de forma significativo, jogo após jogo, sendo que nos apresentámos no 1º jogo de forma muito positiva em relação ao número de treinos efectuados. Jogámos com duas equipas que nos colocaram problemas diferentes, com dois estilos de jogo próprios, onde a Polónia fisicamente em todas as posições do campo levava uma vantagem muito significativa na comparação directa, posição por posição e atacou-nos muito em armadilhas invertendo o jogo, ou seja colocando os jogadores exteriores a jogar perto do cesto (visto que utilizamos muitas vezes 3 jogadoras com estrutura de base, em simultâneo), procurando tirar muita vantagem do jogador 3.Enquanto que nos jogos com a Eslovénia, castigaram-nos muito com o passe dentro do jogador 5 (Sandra Pirsic), usando e abusando do bloqueio directo. Sem dúvida que estamos contentes com o desempenho das nossas atletas nestes 4 jogos, que penso nos ajudou verdadeiramente a ser uma melhor equipa, mais preparada do ponto de vista colectivo para as dificuldades que possam aparecer na competição.”.P (JT) – Perspectivas sobre as possibilidades de Portugal no Grupo D da fase de qualificação?R (RV) – O nosso jogo chave é o primeiro. Vencendo a Macedónia que na nossa opinião se apresenta como o mais frágil dos 3 adversários, permite-nos encarar os dois desafios que se seguem com menos pressão. Sabemos que a Macedónia tem uma norte-americana naturalizada (Chrissy Givens ), com 1,80 m, na posição onde nós estamos mais vulneráveis (posição 3) mas temos vindo a preparar o jogo com ideias muito claras de como atenuar essa realidade.”. A Macedónia é um adversário praticamente desconhecido para nós no momento actual. No histórico de confrontos entre os dois países, a nível de selecções seniores femininas, apenas 3 vezes se defrontaram. Três jogos, três vitórias para as nossas cores. Curiosamente presenciámos todos eles, já que aconteceram após a nossa entrada na FPB (Setembro de 2004). Os dois primeiros a contar para o EuroBasket Feminino 2006, Divisão B, Grupo B, a saber: Macedónia-Portugal (52-79), em Prilep, a 22 de Setembro de 2004 e um ano depois, Portugal-Macedónia (81-67), em Coimbra, a 20 de Setembro de 2005. Na altura a dupla técnica era formada pelo seleccionador José Leite e José Carruna (treinador adjunto). Três anos mais tarde, a contar para o EuroBasket Feminino 2009, Divisão B, Grupo B, voltámos a vencer a Macedónia (75-68), em Skopje, capital do país, a 6 de Setembro de 2008, sendo Carlos Portugal o seleccionador, coadjuvado por Humberto Carvalho. A Macedónia acabaria por desistir da competição, não se apresentando ao jogo da 2ª volta agendado para Setembro de 2009, no nosso país. Na altura a extremo/poste Monika Gavriloska, com 1,90m (agora com 36 anos de idade) era a estrela da companhia, tendo sido inclusive a MVP do jogo em Coimbra, ao anotar 30 pontos. Agora ainda faz parte da lista oficial que consta do site da FIBA, mas não sabemos se irá alinhar em Tel Aviv.
Muito difícil a tarefa ante uma equipa muito física
Queremos também, na companhia do Nuno Manaia, nosso companheiro e amigo de tantas lutas (já lá vão quase nove anos de contacto praticamente diário, desde Setembro de 2004), dar um saltinho à praia, antes do almoço, aqui a uns 500 metros do City Hotel, só para não dizer que… não mergulhámos nas águas do Mediterrâneo, em solo israelita.Ontem ao princípio da tarde teve lugar nesta zona antiga da cidade de Tel Aviv uma parada Gay, muito noticiada, que teve grande adesão. Não temos nada com isso, cada um é como cada qual, desde que não colida com a liberdade dos outros. É essa a minha filosofia… mas o certo é que a partida do autocarro que nos levou a Ramla, para o jogo com a Macedónia, sofreu um atraso de vinte minutos, porque havia várias ruas cortadas ao trânsito, nas proximidades do hotel. Por acaso chegámos a tempo, mas só presenciámos a ponta final do Israel-Alemanha, ganho pelas anfitriãs (68-57), quando era nossa intenção, particularmente dos técnicos lusos e das nossas jogadoras, ver algumas movimentações de ambas as equipas, que ainda iremos defrontar.A primeira delas é já a Alemanha, hoje à tarde (18H00), mais duas horas que em Portugal. Nas palavras do seleccionador Ricardo Vasconcelos, ontem após a derrota algo inesperada, frente à Macedónia, por 4 pontos (56-60), ressaltou a ideia de que será uma tarefa muito complicada, a que se espera para as suas comandadas. O conjunto germânico, muito poderoso fisicamente, com dois postes de elevada estatura e grande envergadura, nomeadamente Lisa Koop (1,97 m), que jogou no Torneio Internacional de Oliveira do Hospital, em Julho de 2009, ganho pela selecção alemã. Portugal ficou na 3ª posição, atrás da Bulgária (2º), relegando a Holanda para o 4º lugar, a quem vencemos (67-61). Mas outras figuras sobressaem no plantel às ordens de Alexandra Maerz, que conhecemos durante vários anos como seleccionadora das Sub-18 e que este ano ascendeu a timoneiro da selecção principal. São os casos da experiente Anne Breitreiner (1,84 m e 29 anos), uma atiradora tremenda (foi a melhor marcadora do torneio há 4 anos em Oliveira do Hospital) e que tem jogado nas principais equipas europeias de clubes e de Romy Bär (extremo, 1,87 m), considerada a MVP (votação dos treinadores) no mesmo torneio atrás referido. Na fase de qualificação do EuroBasket 2013 foi a jogadora mais influente do seleccionado germânico, com excelentes números.As perspectivas para a luta desta tarde não são pois muito optimistas. Exige-se e espera-se, isso sim, por parte das nossas representantes, uma atitude igual à que tiveram ontem nos minutos finais… mas durante muito mais tempo. A tal questão da consistência… que urge ganhar forma.Para quem gosta de saber estas coisas, apenas recordar que, em termos de histórico nos confrontos entre as duas selecções principais femininas, dos dois países, a vantagem é claramente germânica: 3 derrotas lusas em outros tantos jogos oficiais (torneios internacionais de Toulouse e Namur, ambos em 1996 e o de Oliveira do Hospital em 2009, quando perdemos por 68-78). Mais duas derrotas em jogos particulares, em Abril de 1996.
Acordar tarde teve o seu preço na derrota
O nosso primeiro adversário, Macedónia, a priori o mais acessível para as aspirações lusas, conseguiu montar uma estratégia que acabou por surpreender as nossas representantes. Mesmo sem poder contar com a base/extremo Jelena Antic (estudou nos EUA, desde 2008/2009), que uma lesão num dos joelhos, impediu uma das melhores jogadoras macedónias da actualidade, de ajudar as suas companheiras neste reaparecimento internacional a nível de seniores femininos, ao mais alto nível, a selecção da Macedónia, muito combativa, soube com as suas armas e recorrendo apenas a uma jogadora do banco, Ana Tanturovska, chegar a uma vitória que praticamente só foi contestada pelo seleccionado luso nos últimos 6 minutos.
As comandadas de Ricardo Vasconcelos até entraram bem na partida. À entrada do minuto 5 a vantagem era de 8 pontos (11-3) depois de o 1º triplo de Carla Freitas ter colocado o marcador em 9-2 no minuto 4. A estratégia de condicionar um dos pontos fortes da Macedónia (a norte-americana naturalizada Chrissy Givens) estava a ser cumprida, com Ana Oliveira marcá-la com eficiência. A 2ª falta de Ana Oliveira levou a extremo lusa a ir para o banco, mas gradualmente as combinações entre a base Dimovska e a extremo/poste Gavrilovska (36 anos), começaram a surtir efeito. Não se conseguia parar o tiro exterior de Dimovska (2 triplos e 10 pontos) e no ataque o seleccionado luso falhava lançamentos fáceis na área pintada, razão pela qual não constituía surpresa a Macedónia terminar o quarto inicial na frente (16-17). No 2º período (9-14) a dificuldade em atacar o cesto por parte das portuguesas e o acentuar da superioridade adversária nas tabelas (17-22 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (6-10), explicava a vantagem de 6 pontos quando soou a buzina para o intervalo (25-31). A Macedónia era mais agressiva a defender (1-7 roubos), cometia menos erros (10-8 turnovers) e provocava faltas com idas à linha de lance livre (8/10) contra uns parcos 2/2 por banda das nossas jogadoras. No 3º quarto (8-13) as coisas não melhoravam nada para as nossas cores, pese o inconformismo da capitã Carla Nascimento, com duas penetrações convertidas, mas do outro lado era a experiência e o sentido posicional de Gavrilovska , com 6 pontos consecutivos, que fazia a diferença (31-39 no minuto 25). O seleccionador luso parava o cronómetro pela 2ª vez no minuto 27, mas um triplo de Tanturovska um minuto decorrido (31-44), cavava a maior diferença (13 pontos) desde o apito inicial. Portugal só conseguia acertar com o cesto, após quase 6 minutos em que a eficácia foi nula, através de Sofia Carolina, em cima da buzina que assinalou o final do 3º período (33-44). A melhoria em termos de ressalto ofensivo era evidente (11-11) mas a eficácia lusa baixava de 36% para 31% nos lançamentos de campo, particularmente nos tiros de 3 pontos (de 33% para 19%), consequência dos 7 triplos falhados em outras tantas tentativas neste quarto.No derradeiro período (23-16) Portugal não conseguia ser consistente porque, depois de Vera Correia ter baixado a fasquia para 9 pontos (35-44) logo no minuto 31, consentiu na resposta e no espaço de um minuto, um parcial de 0-5, com a 2ª bomba de Tanturovska a cair no minuto 32 (35-49), obrigando Ricardo Vasconcelos a pedir novo desconto de tempo. Mesmo com Chrissy Givens carregada de faltas (4ª no minuto 33), a Macedónia fazia o seu jogo sem grandes sobressaltos, apostando no erro das nossas jogadoras. Assim chegou à maior diferença em todo o encontro (18 pontos), quando Elena Radenkovic, travada em falta, elevou a contagem da linha de lance livre para 35-53 (minuto 34). Foi como que o toque de despertar para o nosso seleccionado. O 3º triplo de Carla Freitas no minuto 35 (38-53) deu o mote para a recuperação. Em 3 minutos um parcial de 7-0 obrigava o treinador macedónio (Goran Jovanovic) a parar o cronómetro, à entrada do minuto 38 (42-53). O acreditar por parte das comandadas de Ricardo Vasconcelos finalmente dava sinais de que ainda se poderia conseguir a reviravolta. O atingir da 4ª falta por parte da Macedónia, com mais de 5 minutos e meio para jogar, era inteligentemente aproveitado pelas nossas jogadoras, que da linha de lance livre e através de um roubo de Carla Freitas reduziam para 8 pontos (47-55) no minuto 39. Após o último desconto de tempo permitido ao treinador português (a 53,7 segundos do final) e com o marcador favorável ao adversário por 10 (47-57), Portugal em meio minuto verdadeiramente louco, conseguiu acertar mais 3 triplos: Vera Correia (50-57), Ana Oliveira (53-57) e até a poste Sofia Carolina (56-60) a selar o resultado final. Goran Jovanovic não ganhava para o susto, mas esgotou os seus descontos de tempo, com 22,4 segundos e 3,6 segundos para jogar, por via das dúvidas, enquanto Radenkovic (53-59) e Dimovska (53-60) mantinham da linha de lance livre a almofada suficiente para se concretizar o primeiro êxito da Macedónia entre os dois países, a nível de seniores femininos. No final o semblante do seleccionador Ricardo Vasconcelos espelhava o desalento pela derrota: “ Perdemos com uma equipa claramente acessível, a quem podíamos ter ganho onde jogámos apenas 5 minutos. Os 3 minutos e meio iniciais e o derradeiro minuto e meio, no termo da partida. Esses foram os únicos momentos em que fomos nós próprios, que jogámos com a atitude correcta e que tenho a certeza se o tivéssemos feito durante um período de tempo mais alargado, teríamos vencido o encontro. Faltou-nos claramente um bom balanço entre o jogo exterior e o jogo interior, algo que tínhamos como estratégia para este embate, mas a verdade é que não conseguimos pontos, faltas e ressaltos suficientes dentro da área pintada.”. Sobre o próximo adversário, finalizou: “Amanhã com a Alemanha que é uma equipa realmente alta, com jogadoras de grande envergadura e que vai tentar impor um ritmo elevado com transições rápidas feitas por passe, torna claro que temos de trabalhar muito bem ao nível de transição defensiva (lutar mais pelo ressalto ofensivo, boa selecção de tiro e bom bloqueio defensivo).”. Nas vencedoras destaque para a MVP da partida (23,5 de valorização), a veterana Monika Gavriloska, que aos 36 anos e jogando 40 minutos, fez um duplo duplo, ao contabilizar 14 pontos, 6/8 nos duplos, 13 ressaltos sendo 4 ofensivos, duas assistências e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres. Seguiram-se-lhe a combativa extremo/poste Elena Radenkovic (12 pontos, 9 ressaltos sendo 6 ofensivos, uma assistência, 2 roubos e 4 faltas provocadas, com 6/6 da linha de lance livre), a base Slavica Dimovska , melhor marcadora do jogo que fez um excelente quarto inicial (19 pontos, 3/8 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 3 roubos e 3 faltas provocadas, com 4/6 nos lances livres) e Ana Tanturovska, muito agressiva a defender (8 pontos, 2/7 nos triplos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 5 roubos e duas faltas provocadas). Já Chrissy Givens, de que se esperava mais, fez um jogo algo discreto, também por culpa da marcação de que foi alvo. Na selecção de Portugal a mais valiosa foi a poste Sofia Carolina (19,0 de valorização), apesar de um pouco precipitada e com fraca eficácia (25%) nos lançamentos na área pintada. Terminou com 9 pontos, 3/12 nos duplos, 1/1 nos triplos, 12 ressaltos sendo 9 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas, mas com o senão de pouco agressiva a atacar o cesto, já que não foi uma única vez à linha de lance livre. Foi bem acompanhada por Carla Freitas (14 pontos, 2/3 nos duplos, 3/9 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 2 roubos e duas faltas provocadas, com 1/2 nos lances livres) e pela base Carla Nascimento, ainda que denotando alguma insegurança no controlo da posse da bola, o que não lhe é habitual (10 pontos, 5/8 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 1 roubo e 5 faltas provocadas, mas também sem direito a lances livres).Resultados da 1ª jornada:Israel 68-57 AlemanhaPortugal 56-60 MacedóniaNo arranque da competição a selecção anfitriã depois de ter chegado ao intervalo a vencer por 30-28, soube consolidar a sua superioridade na etapa complementar. Shay Doron (19 pontos), as postes Katia Levitsky e Jennifer Fleischer, ambas com 12 e a base Liron Cohen (11) formaram o quarteto fundamental no êxito israelita. Na equipa germânica a atiradora Anne Breitreiner, a poste K. Fidiel e T. Menz, todas com 9 pontos, não conseguiram evitar a derrota. Ficha de jogoArena Elitzur Delek, em RamlaPortugal (56) – Carla Nascimento (10), Carla Freitas (14), Ana Oliveira (9), Vera Correia (9) e Sofia Carolina (9); Mª João Correia (3), Inês Faustino (2), Lavínia Silva e Mª João AndradeMacedónia (60) – Slavica Dimovska (19), Andzelika Mitrasinovik (2), Chrissy Givens (5), Elena Radenkovic (12) e Monika Gavrilovska (14); Ana Tanturovska (8) Por períodos: 16-17, 9-14, 8-13, 23-16Árbitros: A. Glisic, A. Vemtriov e O. YalmanClassificação (após a 1ª jornada): 1º Israel -1V-0D -68/57-2 pts.2º Macedónia -1V-0D -60/56-2 pts.3º Portugal -0V-1D -56/60-1pt.4º Alemanha -0V-1D -57/68-1pt.Amanhã (sábado) realiza-se a 2ª jornada, no mesmo recinto:Alemanha-Portugal (18H00) e Macedónia -Israel (20H45)
Prontas para levar de vencida a Macedónia
Portugal faz parte do Grupo D que se disputa na cidade de Ramla, 22 quilómetros a sul de Tel Aviv. Macedónia, Alemanha e Israel são por esta ordem os adversários das portuguesas, a partir de hoje até domingo, dia em que termina a competição.
Os jogos terão lugar no Kiryat Menachem Gym, com capacidade para 1600 pessoas, recinto onde habitualmente joga o Elizur Ramla, uma das equipas femininas mais conceituadas da Liga Israelita que por norma entra na discussão do título. Acabou de ganhar o título israelita e há 4/5 anos venceu a EuroCup, a segunda competição europeia a nível de clubes, a seguir à Euroliga. José Araújo, adjunto do seleccionador Ricardo Vasconcelos, já as defrontou, há alguns anos quando era treinador principal do Olivais FC (com a dupla norte-americana Ambrosia Anderson e Aja Parham) que participou na EuroCup na qualidade de campeão nacional. Este pavilhão é o que também tem sido utilizado para os treinos das selecções participantes. Tem um contra que é o facto de se demorar no mínimo 40 minutos para se fazer o percurso desde o City Hotel, onde estão todas as 4 delegações. Mas já demorámos mais: no primeiro dia em que aqui treinámos (anteontem) a viagem demorou 45 minutos para cá e 49 no regresso ao hotel, dependendo naturalmente do tráfego automóvel, que varia consoante é hora de ponta ou não. Hoje por exemplo foi mais rápido (37 minutos), porque o treino de uma hora que está a decorrer (estamos a escrever no pavilhão) começou às 09H00.Portanto um treino e um jogo por dia representam no mínimo 3 horas dentro de um autocarro, o que convenhamos não é nada normal para uma competição com este nível de exigência, em que as atletas precisam de descanso, também. Israel, o país onde estamos desde a passada 2ª feira, vindos da Polónia e Eslovénia, onde a selecção nacional feminina realizou 4 jogos de preparação (3 derrotas e uma vitória frente às eslovenas), tem uma população a rondar os 8 milhões de pessoas, dos quais apenas 70 mil vivem em Ramla. Em termos religiosos, 75% da população do país é judaica, 19% muçulmanos e apenas 6% são cristãos e de outras religiões com menor expressão (Cherkess e Druze). A moeda local é o NIS (New Israeli Shekel) cuja cotação média ronda os 4,75 NIS por cada Euro. Ontem depois do jantar estivemos acompanhados pelo Nuno Manaia (secretário das selecções nacionais femininas) na Technical Meeting, em que se faz a habitual conferência dos cartões licença FIBA das jogadoras, passaportes, lista oficial da FIBA Europe, apresentação dos equipamentos de jogo (calções, camisolas e t-shirt de aquecimento). Fomos propostos para integrar a Technical Commission, chefiada pelo Comissário da competição, o espanhol Victor Mas e que também integra o israelita Boris Zelinger, que conhecemos o ano passado, comissário Internacional FIBA e que é o representante da Federação de Israel para as questões logísticas de alojamento, refeições, treinos e jogos. Por seu turno Nuno Manaia ficou como membro substituto do Jury of Appeal. Lavínia Silva, a extremo/poste que alinhou nas duas últimas temporadas pelas açorianas do Boa Viagem, viu finalmente (esta semana apenas) a sua situação de portuguesa sem qualquer restrição, ser aceite pela FIBA Mundial, através da decisão do Secretário-Geral daquele organismo, Patrick Baumann. Foi um processo moroso em que acabou por prevalecer o bom senso, mas foi preciso que o Presidente Mário Saldanha e o DTN Manuel Fernandes, que na qualidade de membro do Central Board (FIBA Europe), tivessem de intervir. O nosso obrigado pois aos dois responsáveis federativos, pela resolução do imbróglio. O espírito da mensagem transmitida pelo seleccionador Ricardo Vasconcelos, no início e no final deste derradeiro apronto antes do embate de logo à tarde (17H45 locais), antecedido do Israel-Alemanha (15H00), é de que “temos todas as condições para ganhar à Macedónia, porque trabalhámos com seriedade, estudámos os pontos fortes do adversário e … somos melhores”. Recordar apenas que no histórico dos jogos entre os 2 países, em termos de selecções seniores femininos, constam 3 jogos e outras tantas vitórias: 52-79 em Prilep (Setembro de 2004), em jogo a contar para o EuroBasket Feminino 2006, Divisão B, Grupo B; 81-67 em Coimbra (Setembro de 2005), no jogo da 2ª volta, um ano depois, também a contar para o EuroBasket Feminino 2006; 68-75 em Sköpje (Setembro de 2008), na 1ª volta do EuroBasket Feminino 2009, Divisão B, Grupo B. As únicas sobreviventes desses encontros, que agora ainda integram este grupo de 12 do seleccionado luso, com as quais recordámos estes êxitos, são as veteranas Vera Correia e Carla Freitas, ambas da geração de 1980, respectivamente com 33 e 32 anos de idade.
Seleção Nacional de Sub 20 Femininos
Este torneio serve de preparação para o Campeonato da Europa – Divisão B, que se realizará em Julho próximo, na Bulgária. Nos detalhes desta noticia poderá consultar a lista das jogadoras convocadas, bem como os horários dos jogos em que a equipa nacional participará.
Jogadoras convocadas:Gabriela Raimundo AD Ovarense Helga Gonçalves CRCQ Lombos Inês Pinto AD Vagos Inês Viana CRCQ Lombos Jessica Almeida Algés Jessica Costa Montijo BB Joana Alves SL Benfica Joana Canastra Montijo BB Laura Ferreira GDESSA Leonor Cruz CD Torres Novas Mafalda Guerreiro CRCQ Lombos Raquel Jamanca Montijo BBJogos do Torneio: 7 Junho França x Portugal 20h30 8 Junho Holanda x Portugal 18h00 9 Junho Rep. Checa x Portugal 13h30
Viagem sem problemas mas desilusão no hotel
Ou seja ainda os ponteiros do relógio não marcavam 14H00 e já o Airbus 320 da Lufthansa pousava na pista. E às 14H50 (hora local) já o autocarro que estava à nossa espera, rolava a caminho do City Hotel, na zona mais antiga da cidade de Tel Aviv, ainda que a uns 500 metros da praia.
Aí aconteceu a primeira desilusão para toda a comitiva portuguesa, nomeadamente para aqueles elementos (5 jogadoras e 4 membros do staff) que estiveram nesta cidade, por ocasião do último jogo do EuroBasket Feminino 2013, fase de qualificação, em Julho de 2012, quando defrontámos a selecção de Israel. O alojamento não teve nada a ver com a unidade hoteleira onde irão ficar hospedadas todas as equipas (Alemanha, Macedónia e Portugal) participantes nesta fase de qualificação do EuroBasket 2015, que terá início na próxima 6ª feira, dia 7. Quartos acanhados, na verdade com poucas condições para atletas e de uma modalidade em que a elevada estatura é uma característica por demais conhecida. Feita a distribuição dos quartos em que só a fisioterapeuta Ana Bárbara Rola teve direito a um single, já que para além das jogadoras que se agrupam duas a duas (é o que mandam as regras da FIBA), também os restantes membros do staff partilharam 2 quartos duplos, por razões de contenção, nestes dois dias extra em que a comitiva portuguesa antecipou a sua vinda para Israel, na sequência dos quatro jogos de preparação realizados na semana passada em Gdynia (Polónia) e Kranjska Gora (Eslovénia), a comitiva foi almoçar perto do hotel e depois de uma meia hora de passeio a pé, regressámos ao hotel para descanso, até à hora de jantar que está marcado para as 20H30 locais (mais duas horas que em Portugal). Amanhã a equipa faz 2 treinos: um de duas horas (12H00/14H00) e outro ao final da tarde, com a duração de hora e meia (19H00/20H30).
Tiro exterior (10 triplos) e melhoria nos ressaltos ofensivos
A vitória, sem dúvida merecida (55-60), deixou toda a comitiva satisfeita, contribuindo naturalmente para reforçar os níveis de confiança e aumentar a força anímica, tão necessários para enfrentar a fase de qualificação para o EuroBasket 2015 que iniciaremos na próxima semana em Israel.
Tal como no jogo da véspera os primeiros minutos foram de grande equilíbrio até aos 12-11 (minuto 7), com várias alternâncias de comando. A dificuldade em parar o jogo interior das eslovenas, a cargo de Pirsic e Trebec, fez com que rapidamente (menos de 3 minutos jogados) já tivéssemos 4 faltas, mas a espanhola naturalizada Helena Boada era quem desequilibrava com as suas penetrações, marcando 8 pontos no 1º período (16-11), metade da pontuação da equipa.No 2º quarto (15-22), depois de termos estado em desvantagem por 7 (21-14), com as anfitriãs a responderem da mesma forma ao 1º triplo de Ana Oliveira, no minuto 12, Portugal começou a acertar nos tiros do perímetro e até ao intervalo (31-33) converteu mais 4 bombas, com realce para Mª João Correia (3). Portugal estava na frente porque apresentava uma maior eficácia nos lançamentos de campo (37%-43%), tanto nos duplos (43%-50%) como nos triplos (17%-38%) e conseguia dar luta nos ressaltos.No 3º período (15-11) depois de acentuado equilíbrio até ao minuto 25 (38-38) com Tina Trebec a carregar com a sua equipa, marcando os primeiros 7 pontos das eslovenas, Portugal deixou fugir a Eslovénia no marcador (46-38, no minuto 28). Foi Vera Correia que à entrada do minuto 29 deu o mote acertando o seu 2º triplo (fez 2/2) e ainda no mesmo minuto correspondeu da melhor maneira a um passe decisivo de Mª João Correia para numa jogada de 2+1, reduzir o prejuízo (46-44), resultado ao cabo de 30 minutos jogados. No derradeiro quarto (9-16) o equilíbrio continuou a imperar até aos 52-51 (minuto 35), com Ana Oliveira a converter o seu 2º triplo (fez 2/3), reduzindo para 48-47 ainda no minuto 31, para logo de seguida da linha de lance livre colocar Portugal na frente (48-49). A partir do minuto 37 e a perder por 52-51, o seleccionado luso acreditou que era possível chegar à vitória e com um parcial de 0-7, iniciado da linha de lance livre por Vera Correia (52-53) e concluído com a 4ª bomba de Mª João Correia, passou definitivamente para o comando (52-58). O treinador da Eslovénia parou o cronómetro pela última vez, com 2 minutos e 2 segundos para jogar, mas o melhor que conseguiu foi reduzir para 3 (55-58) através de Trebec, a melhor marcadora do encontro, a 11,7 segundos do apito final. Todavia ainda houve tempo para, com uma entrada, a capitã Carla Nascimento selar o resultado em cima da buzina (55-60). Resultado final: Eslovénia 55-60 PortugalRicardo Vasconcelos, seleccionador nacional, estava no final satisfeito com o trabalho da equipa: “Para já é sempre muito positivo terminar a fase de preparação com uma vitória. Traz-nos boas sensações, dá-nos confiança o que nos possibilita entrar na fase de qualificação crentes de que estamos num bom nível que nos permite competir. Hoje pela primeira vez conseguimos na 2ª parte jogar com qualidade em momentos de igualdade e de vantagem no marcador, pois até aqui esses momentos aconteceram quando estávamos em desvantagem. Houve melhoria significativa nos ressaltos ofensivos (8 contra apenas 2 na véspera), bem como um acerto da linha dos três pontos (36%), o que para nós é crucial na forma como pretendemos jogar. Penso que temos de estar satisfeitos com esta vitória, mas não nos podemos desfocar do nosso próximo objectivo, que é vencer a Macedónia, no arranque da competição em que estamos envolvidos.”. Destaque na selecção portuguesa para a actuação de Vera Correia (21,5 de valorização) que esteve ao seu melhor nível, irrepreensível nos lançamentos de campo (100%), em quase 30 minutos jogados. Terminou com 14 pontos, 4/4 nos lançamentos de campo, repartidos por 2/2 nos duplos e 2/2 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 2 roubos e 5 faltas provocadas, com 4/5 nos lances livres. Foi bem acompanhada por Sofia Carolina, a melhor ressaltadora da partida (8 pontos, 10 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência e 3 faltas provocadas) e pela atiradora Mª João Correia (14 pontos, 4/11 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 3 roubos e 4 faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres). Na selecção anfitriã a poste Sandra Pirsic voltou a ser a MVP do encontro (23,5 de valorização), em quase 19 minutos de utilização, ao contabilizar 10 pontos, 4/5 nos duplos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, 4 roubos e 3 faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres. Foi bem secundada por Helena Boada (14 pontos, 3 ressaltos defensivos, 5 assistências, 5 roubos e 4 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres) e Martina Osterman (8 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência e 4 faltas provocadas, com 2/3 nos lances livres). Tina Trebec esteve ligeiramente abaixo do que fizera na véspera, ainda que tenha sido a melhor marcadora do jogo (15 pontos, 3 ressaltos defensivos, uma assistência, 1 roubo e 3 faltas provocadas, com 3/3 nos lances livres). Em termos globais o triunfo de Portugal deveu-se essencialmente à maior eficácia nos lançamentos do perímetro (10%-36%), com 10 triplos convertidos em 28 tentativas contra apenas 1 em 10 tentados, à boa réplica dada nas tabelas (38-32 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (8 ressaltos para cada lado) e ao menor número de erros cometidos (21-18 turnovers). Também conseguiu provocar mais duas faltas que o adversário (18-20). A Eslovénia esteve mais eficaz nos lançamentos de campo (40%-36%), nomeadamente nos duplos (48%-37%), ganhou a tabela defensiva (30-24 ressaltos) e roubou mais bolas (15-11 roubos). Equilíbrio nas assistências (10-10) e nos lances livres (80% para ambos), embora tenha desperdiçado 3 tentativas (em 15) contra apenas duas (em 10) por banda das portuguesas. Ficha de jogoVitranc Gym, em Kranjska GoraEslovénia (55) – Rebeka Abramovic (4), Helena Boada Xairo (14), Ziva Zdolsek (1), Tina Trebec (15) e Sandra Pirsic (10); Martina Osterman (8), Tina Jakovina, Eva Lisec, Klara Zupancic (3) e Eva Rupnik Portugal (60) – Carla Nascimento (8), Carla Freitas (2), Ana Oliveira (8), Vera Correia (14) e Sofia Carolina (8); Lavínia Silva (4), Mª João Correia (14), Mª João Andrade, Francisca Braga, Inês Faustino e Joana Jesus (2) Por períodos: 16-11, 15-22, 15-11, 9-16Árbitros: A. Lovsin,V. Zovko e P. PipanAmanhã o despertar é muito cedo. Há que levantar por volta das 04H00 da madrugada, porque o voo JP 102 que nos levará até Munique tem a partida marcada para as 06H50, do aeroporto de Ljubljana, onde teremos que estar no máximo entre as 05H15 e as 05H30, para que possamos fazer o check in sem sobressaltos. Prevemos que o percurso de autocarro desde Kranjska Gora até Ljubljana demore 45/50 minutos, porque àquela hora o tráfego deve ser menos intenso que no dia da chegada à Eslovénia. Depois de cumprida a escala de 01H25 em Munique, será a partida para Telaviv, marcada para as 09H15 no voo LH 688, com chegada prevista para as 14H10 locais, ao Aeroporto Ben Gurion.
Eslovénia foi mais forte pese a melhoria das lusas
Entre jogos oficiais e particulares realizados entre os 2 países, a nível de selecções seniores femininas, este foi o 5º encontro e a única vitória portuguesa aconteceu em 23 de Setembro de 2005 (61-64), em Maribor, curiosamente também uma estância de desportos de inverno, sob o comando de José Leite. Nas outras partidas as eslovenas foram superiores, ainda que com vantagens pouco expressivas: 4 pontos (duas vezes), 5 pontos (hoje) e 13 pontos (esta em Junho de 2011, a contar para o EuroBasket 2011, Divisão B).Se as eslovenas se podem queixar da falta que fazem a capitã Maja Erkic (lesionada), a base Nika Baric, a extremo/poste Eva Komplet e a poste Taja Gortnar (de novo lesionada), ausentes da fase de qualificação que irão disputar em Samokov (Bulgária) com a selecção anfitriã e a Suiça, também o seleccionado luso pode utilizar o mesmo argumento ao não poder contar com 7 jogadoras que fizeram a campanha de 2012, por motivos diversos desde o abandono da modalidade a lesões e impedimentos de natureza profissional, a que se juntou a ausência da poste Sónia Reis, que não estava em condições de competir, de acordo com relatório clínico. No quarto inicial (21-16), após um período em que o equilíbrio foi a nota dominante (11-8), no minuto 5, com alternâncias de comando, Portugal conseguiu impor um parcial de 0-7, finalizado com o único triplo de Mª João Correia a fazer 11-15 no minuto 7. Depois aconteceu um bloqueio das nossas representantes, que estiveram 3 minutos e meio sem marcar pontos em lançamentos de campo, consentindo um parcial de 10-1. Só da linha de lance livre a poste Sofia Carolina, outra vez uma das mais valiosas do seleccionado luso, conseguiu acertar com o cesto, no minuto 10. Deficiente recuperação defensiva, por um lado, a permitir situações de contra ataque e ineficácia no lançamento ao cesto, estiveram na génese desse período de desnorte. No 2º período (14-12) uma má entrada das comandadas de Ricardo Vasconcelos permitiu um parcial de 8-0 por parte da Eslovénia, até se atingir a maior diferença até então (29-16), no minuto 14. A falta de eficácia das nossas jogadoras durou mais de 6 minutos sem acertar com o cesto. O ponto de viragem surgiu no minuto 17 quando a entrada da base Inês Faustino para o lugar da capitã Carla Nascimento que estava em campo desde o apito inicial, necessitando por isso de descansar, marcou o início da recuperação lusa. Um parcial de 0-8, iniciado com um duplo de Sofia, seguido de 2 triplos consecutivos (Mª João Andrade e da própria Inês Faustino) reduziu o prejuízo para 5 pontos (29-24) no minuto 18, com o treinador esloveno Tomo Oresnik a parar o cronómetro logo que caiu a 1ª bomba (Mª João Andrade), ainda decorria o minuto 17. O carregar de faltas por banda das portuguesas permitiu que a Eslovénia (na 1ª parte fez 15/17 da linha de lance livre) aumentasse a vantagem para 7 ao intervalo (35-28).A superioridade nas tabelas (22-10 ressaltos), com destaque para o 1,97m de Sandra Pirsic (7 ressaltos sendo 4 ofensivos) e o maior número de faltas provocadas (13-8), com direito a lançamento livre (17 tentados contra apenas 8), explicavam a diferença no final da 1ª parte.Na etapa complementar (24-26) o filme do jogo foi diferente, nomeadamente no 3º quarto (13-14). Um triplo de Vera Correia logo no minuto 21 (35-31), no primeiro ataque da nossa equipa, deu o mote para um período de boas movimentações, sob a batuta de Carla Nascimento, hoje a nossa pedra mais valiosa, a servir bem as suas companheiras, que culminou com a igualdade (39-39) conseguida precisamente pela capitã, ao converter os 2 lances livres a que teve direito depois de ter sido travada em falta, no minuto 26. Nesse parcial de 0-8 a base lusa que completou a sua 97ª internacionalização, esteve em foco ao acertar o seu 1º triplo (39-34), à entrada do minuto 25 e depois ao assistir Sofia Carolina para uma jogada de 2+1 (39-37), no minuto seguinte. Mas novo período de menor acerto por banda da equipa das quinas, depois de ter passado para a frente (41-42, no minuto 28), permitiu que as anfitriãs se distanciassem de novo (48-42), através de duas jogadas de contra ataque e de uma bomba de Teja Oblak, em cima da buzina do final do 3º período e quase da linha de meio campo. No último período (11-12), que voltou a ganhar, Portugal tornou a conceder avanço ao adversário, permitindo um parcial de 11-2 em praticamente 7 minutos, já que o único triplo convertido pela espanhola naturalizada Helena Boada Xairo (casou com um jogador esloveno), caiu à entrada do minuto 38, colocando o marcador em 59-44, a maior diferença em toda a partida. Depois em 3 minutos as nossas representantes encheram-se de brios e responderam com um parcial de 0-10, em que Carla Nascimento e Inês Faustino bisaram da linha dos 3 pontos, obrigando o técnico anfitrião a pedir o seu 2º desconto de tempo no espaço de pouco mais de um minuto. Mas a vantagem de 5 pontos das eslovenas permitia-lhes selar o triunfo.Resultado final: Eslovénia 59-54 PortugalNo final ouvimos a opinião do seleccionador Ricardo Vasconcelos: “Precisamos de minutos mais consistentes ao longo dos 40 minutos de jogo, porque os minutos bons são mais e melhores, mas os períodos maus ainda são muito significativos (muitas posses de bola para o adversário). No 1º período depois de estarmos a ganhar 11-15, tivemos mais de 3 minutos maus, consentindo um parcial de 10-0. No 2º quarto entrámos mal, sofremos um parcial de 8-0 e só conseguimos acertar com o cesto no minuto 17. Estivemos mais de 6 minutos sem marcar pontos. Claro que quem compete passando por esses desertos, é sinal de que os momentos bons são bem jogados. Houve contudo uma melhoria a nível dos turnovers, mas o mesmo não aconteceu ao nível dos ressaltos ofensivos, que continuam a ser pouco expressivos na tabela adversária, o que nos obriga a percentagens elevadíssimas e em alguns momentos do jogo nos dificulta a transição defensiva. De referir também que o jogo interior da Eslovénia é bastante forte (30 pontos na área pintada) e mais 17 pontos da linha de lance livre. (sem oposição). Mas amanhã é novo jogo…”. Destaque nas vencedoras para a prestação da poste Sandra Pirsic, MVP da partida (19,0 de valorização), ao contabilizar 8 pontos, 12 ressaltos sendo metade ofensivos, uma assistência, 2 roubos e 3 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres. Foi bem secundada pela extremo/poste Tina Trebec (13 pontos, 5/8 nos duplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas, com 3/3 nos lances livres), pela base Helena Boada Xairo, melhor anotadora do encontro ex-aequo com Sofia Carolina (15 pontos, 1/2 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, duas assistências e 7 faltas provocadas, com 4/8 nos lances livres) e pela base titular Rebeka Abramovic (10 pontos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 1 roubo e 5 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres). Teja Oblak (7 pontos, 3 ressaltos defensivos, 5 assistências, 3 roubos e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres) viu a sua valorização ser penalizada pelos 5 turnovers cometidos.No seleccionado luso a mais valiosa foi a capitã Carla Nascimento (16,0 de valorização) ao anotar 10 pontos, 2/4 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 5 assistências, 1 desarme de lançamento e 5 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres. Foi seguida de perto por Sofia Carolina (15,5 de valorização), melhor marcadora da equipa e do jogo (ex-aequo com Helena Boada Xairo), ao conseguir 15 pontos, 6/10 nos duplos, 5 ressaltos defensivos, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas, com 3/5 nos lances livres) e por Inês Faustino (10 pontos, 4/5 nos lançamentos de campo repartidos por 2/2 nos duplos e 2/3 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, duas assistências e duas faltas provocadas).A vitória da Eslovénia assentou basicamente na supremacia nas tabelas (38-23 ressaltos), tanto na defensiva (28-21) como na ofensiva (10-2), no maior número de faltas provocadas (21-19) e pela maior eficácia na linha de lance livre (81%-69%), ao falhar apenas 4 das 21 tentativas, contra as mesmas 4 mas em apenas 13 tentados, da nossa equipa.Portugal foi mais eficaz não só nos duplos (46%-48%) como nos triplos (20%-29%) e cometeu menos erros (21-17 turnovers). Equilíbrio nos restantes indicadores, particularmente nas assistências (12 para cada), nos roubos (8-7) e nos desarmes de lançamento (1-2). Ficha de jogoVitranc Gym, em Kranjska Gora Eslovénia (59) – Rebeka Abramovic (10), Teja Oblak (7), Ziva Zdolsek (2), Tina Trebec (13) e Sandra Pirsic (8); Helena Boada Xairo (15), Martina Osterman (4), Tina Jakovina, Eva Lisec, Eva Rupnik e Klara ZupancicPortugal (54) – Carla Nascimento (10), Carla Freitas (1), Ana Oliveira (3), Vera Correia (5) e Sofia Carolina (15); Lavínia Silva, Mª João Correia (3), Joana Jesus (2), Dora Duarte , Mª João Andrade (5) e Inês Faustino (10)Por períodos: 21-16, 14-12, 13-14, 11-12Árbitros: B. Krejic, M. Needovic e G. CesenAmanhã, domingo, as duas selecções voltam a defrontar-se no mesmo recinto, a partir das 16H00.
Selecção Senior Feminina já está na Eslovénia
Segundo nos foi informado pela assistente de bordo, razões de segurança obrigaram a essa medida de precaução.
O pequeno aparelho, um Bombardier CRJ200, com lotação para 50 passageiros, acabou por fazer a viagem de Frankfurt até à capital eslovena em pouco mais de uma hora, sem problemas.Mas comecemos por rever a fita do tempo desde que o despertar tocou para os quartos (em média às 05H30), na medida em que a hora de saída do autocarro que nos levaria até ao Aeroporto Lech Walesa em Gdansk, desde Gdynia; estava marcada para as 06H00, a 100 metros do Hotel Kuracyjny onde estivemos hospedados desde o dia da chegada à Polónia. Àquela hora matutina o tráfego automóvel ainda não era muito pelo que pouco antes das 06H30 já estávamos a entrar na gare, prontos para iniciar o check-in. . Ainda não eram 07H00 e já estávamos despachados dessa operação que por vezes é complicada, mas como não havia ninguém à nossa frente foi rápido. Mais: conseguimos não pagar excesso de bagagem (em princípio seriam 3 malas, respeitantes aos equipamentos de jogo e de treino e ao material de fisioterapia), mas graças a uns cartões Gold ou Silver existentes na comitiva, tivemos direito a essa benesse. E nesta altura de crise… tudo o que se consegue poupar é bom.O voo que nos levou de Gdansk para Frankfurt decorreu tranquilo, com muitos dos elementos da comitiva a aproveitarem para ferrar o galho.. ou seja por o sono em dia. Em Frankfurt tivemos uma escala de duas horas e meia, sem contar obviamente com a hora extra que não estava no programa.Chegados ao aeroporto da capital eslovena (cerca das 15H10 locais) tínhamos à nossa espera um autocarro que nos transportou até ao Grand Hotel Prisank, um 4*, em cerca de uma hora. Um percurso de 50 quilómetros que com o tempo seco é percorrido em 45 minutos mas a chover e com o piso molhado demorou mais um pouco. Paisagens muito bonitas, tudo muito verde, muito agradável em suma. Feita a distribuição dos quartos e colocadas as bagagens, foi tempo de descer ao restaurante para se tomar uma refeição ligeira (lanche), por volta das 17H00. Após o lanche foi concedido descanso pois hoje ainda será feito um treino no Vitranc Gym (a 5 minutos do hotel) a partir das 20H00, para o jantar ser servido às 22H30.Este sábado ao final da manhã (11H30 às 13H00) haverá novo treino que servirá para os últimos acertos antes do 1º jogo de preparação com a congénere da Eslovénia, agendado para as 18H00, no mesmo recinto.
Polónia repete êxito da véspera (61-46)
Presumimos que o facto de o primeiro jogo ter sido considerado oficial se deva ao facto de ser a primeira vez que as selecções mais representativas dos dois países se defrontaram em solo polaco.
Hoje é feriado (Corpo de Deus) na Polónia pelo que o percurso de autocarro que nos transportou até ao pavilhão foi bem mais célere do que nos dias anteriores. Feriado é feriado em qualquer parte do mundo e por isso… as diferenças não são praticamente nenhumas. A população aproveita para retemperar energias como é natural. Sobre o jogo desde já dizer que foi diferente do de ontem. Desta feita entrámos mal (10-0 para a Polónia no minuto 5), obrigando Ricardo Vasconcelos a parar o cronómetro. O tiro exterior não saía, as dificuldades na área pintada eram enormes face à maior estatura e peso das polacas e era preciso proceder às necessárias rectificações. Mas as coisas não fluíam como na véspera (a Polónia estudou bem a lição depois de ver como jogávamos) e no final do quarto inicial (21-3) a diferença já era significativa. A eficácia das nossas adversárias era tremenda: 64% (9/14) nos lançamentos de campo, repartidos por 75% (6/8) nos duplos e 50% (3/6) nos triplos. Ao invés Portugal estava desastrado (0/10 nos lançamentos de campo), com os pontos a serem obtidos apenas da linha de lance livre. No 2º período (16-18) o rendimento melhorou, como da noite para o dia. Melhor atitude defensiva, mais concentradas e confiantes no ataque, nomeadamente nos tiros do perímetro que começaram a cair (3 em 6 tentativas), com destaque para a experiente Vera Correia (2/4). Outro aspecto em que se registou melhoria foi no número de faltas provocadas (10 em 20 minutos). Ao intervalo (37-21) já tínhamos ido 12 vezes à linha de lance livre e com bom aproveitamento (83%). Mantinha-se naturalmente a pecha da inferioridade na luta das tabelas (21-12 ressaltos a favor das anfitriãs) e a fraquíssima eficácia nos lançamentos de 2 pontos (1/12). No 3º quarto (5-16) a agressividade defensiva aumentou e assim conseguimos provocar várias situações de 24 segundos sem lançamento às nossas adversárias. Sofia Carolina finalmente apareceu na área pintada a concretizar (4/4), sendo assim a nossa marcadora de serviço neste período. Por seu turno a nossa melhoria na defesa condicionou a manobra ofensiva da Polónia que só marcou 5 pontos (2 duplos e 1 lance livre), particularmente entre o minuto 24 (41-28) e o minuto 30 (42-37).No último período (19-9), quando encostámos o resultado a 3 pontos (42-39), logo no minuto 31 através de uma entrada de Mª João Correia, pelo corredor central e tudo fazia crer que a recuperação era um facto incontornável, o cansaço veio ao de cima e o maior poder físico das anfitriãs fez a diferença. Em 6 minutos consentimos um parcial de 16-2 (!), com a margem pontual a pular para 17 (58-41). O lançamento exterior de Agnieszka Skobel (2 /2 nos triplos num total de 9 pontos conseguidos nestes últimos 10 minutos) foi decisivo para o cavar da diferença, que veio a cifrar-se nos 15 pontos finais (61-46).Resultado final: Polónia 61-46 PortugalO seleccionador nacional, Ricardo Vasconcelos, analisou a partida no final: “ Basicamente o jogo de hoje foi muito marcado pelo facto de termos tido um curto período de recuperação dum jogo para o outro (menos de 15 horas). Também encontrámos pela frente uma Polónia a defender de forma muito mais física e agressiva o que nos fez iniciar o jogo de forma desastrada (10-0 em 5 minutos). A ilação importante a tirar do encontro foi a forma como reagimos em que demonstrámos muito carácter ao ganhar o 2º e 3º período, colocando o resultado a 3 pontos no início do último quarto, portanto com o jogo perfeitamente em aberto. No 3º período limitámos o ataque polaco a apenas 5 pontos. Claro que esta percepção de superação a juntar ao já referido curto espaço temporal de recuperação, fez com que nos apresentássemos nos últimos 5 minutos em nítida quebra física. Temos agora dois vídeos para ver (dos 2 jogos), dois treinos para corrigir o que esteve menos bem e dois jogos com a Eslovénia para rectificar e melhorar todos os pequenos detalhes que nos vão trazer um colectivo mais forte.”. Na selecção polaca a mais valiosa foi Joanna Walich (15,0 de valorização) ao anotar 9 pontos, 3/3 nos duplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 2 desarmes de lançamento e duas faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres. Foi bem secundada pela poste Agnieszka Majewska (11 pontos, 5 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas, com 1/1 nos lances livres) e pela extremo Agnieszka Szott-Hejmej (5 pontos, 2/3 nos lançamentos de campo, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 2 roubos e 4 faltas provocadas).No seleccionado luso a melhor marcadora e MVP da partida (16,5 de valorização) foi a poste Sofia Carolina (12 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres), que subiu de rendimento após o intervalo. Foi bem acompanhada pela experiência de Vera Correia (9 pontos, 2/5 nos triplos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 roubos e duas faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres). Referência também em alguns pormenores para a poste Lavínia Silva (melhor ressaltadora da equipa com 5 ressaltos sendo 2 ofensivos), Carla Nascimento (3 assistências, 2 roubos e 4 faltas provocadas), Mª João Correia (3 assistências) e Ana Oliveira (2 roubos e 3 faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres). E m termos globais o triunfo da Polónia justificou-se pela supremacia na luta das tabelas (36-26 ressaltos), mais na tabela defensiva (27-18) já que na tabela ofensiva (9-8) as nossas representantes deram boa conta de si. Decisiva foi quanto a nós a maior eficácia nos lançamentos de campo (50%-30%), tanto nos duplos (54%-33%) como nos triplos (39%-25%), com as duas equipas a acertarem o mesmo número de tiros (5) mas com as polacas a precisarem de menos tentativas (13 contra 20). Foram também mais colectivas (14-8 assistências).Portugal cometeu menos erros (23-20 turnovers) e esteve ligeiramente melhor nos roubos de bola (10-11). Foi ainda mais eficaz da linha de lance livre (53%-72%), desperdiçando 5 em 18 tentativas, enquanto as polacas foram mais perdulárias (7 falhanços em 15 tentados). Ficha de jogoGdynia Sports Hall, em Gdynia (Polónia)Polónia (61) – Weronika Idczak, Magdalena Skorek (5), Agnieszka Szott-Hejmej (5), Magdalena Leciejewska (6) e Agnieszka Majewska (11); Martyna Koc (5), Dominika Owczarzak (7), Joanna Walich (9), Paulina Misiek (2), Magdalena Zietara, Aleksandra Pawlak e Agnieszka Skobel (11) Portugal (46) – Carla Nascimento (2), Carla Freitas (5), Ana Oliveira (3), Vera Correia (9) e Sofia Carolina (12); Lavínia Silva (4), Mª João Correia (2), Inês Faustino (3), Dora Duarte, Joana Jesus (3), Mª João Andrade (3) e Francisca BragaPor períodos: 21-3, 16-18, 5-16, 19-9Árbitros: Tomasz Kudlicki, Damian Ottenburger e Ewa Matuszewska Amanhã é dia de viajar para a Eslovénia. Pequeno almoço às 05H30 e saída matutina do Hotel Kuracyjny, por volta das 06H00, já que o voo que levará a comitiva portuguesa até Ljubljana tem a partida marcada para as 08H15, do Aeroporto Lech Walesa, em Gdansk. Teremos uma escala de duas horas e meia em Frankfurt e só então a ligação para a capital eslovena, com chegada prevista para as 13H50 locais (12H50 portuguesas). Depois uma viagem de autocarro até Kranjska Gora, estância de desportos de inverno onde terão lugar os dois jogos de preparação com a Eslovénia, no próximo fim-de-semana.
Polónia vence (69-59) com excelente atitude das lusas
A exibição excedeu as expectativas, não só pela diferença existente entre o basquetebol dos dois países, nomeadamente no feminino, mas também devido ao escasso tempo de preparação (3 semanas de treinos, desde 6 de Maio).
A derrota por 10 pontos não deslustra porque não fomos esmagados. Nada disso. Vencemos dois dos 4 períodos (o inicial e o último) e mantivemos o jogo em aberto durante mais de 30 minutos. A diferença fez-se no 3º quarto (23-10), particularmente a partir da entrada do minuto 26, quando perdíamos por 1 ponto (40-39), após o 1º triplo de Ana Oliveira. A mão quente das atiradoras lusas (12 triplos distribuídos equitativamente, 6+6) foi sempre uma arma letal, para a qual a estratégia defensiva da Polónia nunca encontrou soluções eficazes. Um parcial de 15-2 em 5 minutos cavou um fosso de 14 pontos (55-41) no final do 3º período, que pese a vontade das nossas representantes foi impossível de anular. A superioridade de estatura das polacas foi um handicap que as comandadas de Ricardo Vasconcelos nunca conseguiram contrariar. Vejamos a diferença nos 2 cincos iniciais: Polónia (média de 1,85m) contra Portugal (média de 1,77m). As duas jogadoras interiores polacas (Majewska e Leciejewska) tinham respectivamente 1,95m e 1,91m, enquanto as nossas (Sofia Carolina e Vera Correia) medem 1,90m e 1,80m. Significativa a diferença, que se acentuava nas restantes posições: extremos (1,85m-1,77m), 2ºs bases (1,80m-1,69m) e bases (1,75m-1,70m). Foi portanto por aí que se fez a diferença. Enquanto houve pernas e caixa, as coisas aguentaram-se. Depois vincou-se a supremacia das anfitriãs que ainda apresentaram mais duas jogadoras na casa do 1,90m (1,92m 1 1,89m) e 4 na casa do 1,80m. Tinham apenas uma atleta abaixo do 1,70m, a triplista Owczarzak (3/4 nos triplos) que esteve em foco no 3º período, onde marcou 3 bombas em menos de 5 minutos, aproveitando da melhor maneira algumas falhas de marcação da defensiva lusa. O equilíbrio foi uma constante ao longo da 1ª parte (32-31), repartida pelo 1º (15-16) e 2º quartos (17-15). Na etapa complementar o jogo desequilibrou-se apenas naquele parcial de 15-1 já referido, que foi na verdade fatídico para as aspirações lusas.No final registámos a opinião de seleccionador nacional, Ricardo Vasconcelos: “ Isto foi um primeiro teste, o nosso 1º jogo para podermos entender aquilo que foi trabalhado e onde realmente estamos. A resposta trouxe-nos coisas boas. Jogámos de igual para igual durante 30/32 minutos de jogo. Ficou claro que há muitos pequenos detalhes a trabalhar, o tempo não é muito, mas necessitamos de rentabilizar a informação, porque os próximos 3 jogos de preparação vão ser decisivos na forma como vamos estar no arranque da fase de qualificação do Europeu, frente à Macedónia (que se apresenta com uma jogadora norte-americana naturalizada). De referir ainda numa análise ao jogo que é necessário baixar o número de turnovers não forçados, bem como ganhar mais ressaltos ofensivos (hoje só fizemos 5), principalmente através das jogadoras exteriores.”. Resultado final: Polónia 69-59 PortugalDestaque nas vencedoras para a poste (1,95 m) Agnieszka Majewska, MVP do encontro (19,0 de valorização) que, em cerca de 18 minutos e meio de utilização, contabilizou 7 pontos, 3/4 nos duplos, 7 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e uma falta provocada, com 1/1 nos lances livres, muito bem acompanhada pela extremo/poste (1,91m) Magdalena Leciejewska (18,0 de valorização) que foi a melhor marcadora da equipa (11 pontos, 4/4 nos duplos, 6 ressaltos defensivos, duas assistências e 3 faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres). Seguiram-se-lhes a extremo (1,85m) Agnieszka Szott-Hejmej (9 pontos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 6 assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas, com 5/6 nos lances livres) e Joanna Walich (9 pontos, 3/4 nos duplos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, 3 roubos e duas faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres).Na selecção portuguesa a mais valiosa (14,5 de valorização) foi a base Carla Nascimento (estreia como capitã de equipa) que fez uma exibição tremenda de garra e querer, pressionando de forma asfixiante a base adversária (Weronika Idczak) que cometeu 7 turnovers. Em 33,04 minutos de utilização terminou com 6 pontos, 3/3 nos duplos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, 9 assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas. Revelou uma excelente condição física, a par da já habitual boa leitura de jogo. Foi bem secundada pela poste Sofia Carolina (9 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas, com 1/1 nos lances livres) e pelas atiradoras Carla Freitas, a melhor marcadora do jogo (14 pontos, 4/9 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 2 roubos, e uma falta provocada) e Mª João Correia (9 pontos, 2/3 nos triplos, 1 ressalto defensivo, duas assistências, 3 roubos e 4 faltas provocadas, com 1/4 nos lances livres). Vera Correia, que regressou à selecção após 7 anos de ausência, cumpriu o que lhe era exigido jogando dentro (extremo/poste), contabilizando 9 pontos, 3/6 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo e 3 roubos. Foi penalizada na sua valorização por ter sido desqualificada… mas a 5ª falta que lhe assinalaram foi quanto a nós inacreditável.Em termos globais a vitória polaca assentou fundamentalmente na superioridade exercida na luta das tabelas (39 -26 ressaltos), tanto na tabela defensiva (29-21 ressaltos) como na ofensiva, em que alcançou o dobro dos ressaltos (10-5). Teve ainda uma maior eficácia nos lançamentos de campo (45%-39%) e nos lançamentos de 2 pontos (48%-37%), além de ter provocado mais faltas (19-10) com melhor percentagem da linha de lance livre (71%-43%), beneficiando naturalmente do facto de ter usufruído de 24 tentativas (falhou 7) contra apenas 7 tentados pela nossa equipa (apenas 3 convertidos). Nos restantes indicadores as coisas estiveram muito equilibradas: assistências (16 para cada lado), roubos de bola (15-14), turnovers (24-23) e desarmes de lançamento (3-2). Por seu turno Portugal esteve com a pontaria mais afinada nos tiros do perímetro (36%-41%), ao converter 12 triplos em 29 tentativas, contra apenas 4 do adversário, em 11 tentados. Ficha de jogo Gdynia Sports Hal, em Gdynia (Polónia)Polónia (69) – Weronika Idczak (9), Magdalena Skorek (8), Agnieszka Szott-Hejmej (9), Magdalena Leciejewska (11) e Agnieszka Majewska (7); Joanna Walich (9), Martyna Koc (3), Magdalena Zietara, Agnieszka Skobel (4), Dominika Owczarzak (9), Aleksandra Pawlak e Paulina MisiekPortugal (59) – Carla Nascimento (6), Carla Freitas (14), Ana Oliveira (6), Vera Correia (9) e Sofia Carolina (9); Mª João Correia (9), Lavínia Silva (1), Dora Duarte, Inês Faustino (2), Mª João Andrade, Joana Jesus (3) e Francisca BragaPor períodos: 15-16, 17-15, 23-10, 14-18Árbitros: Tomasz Kudlicki, Krzysztof Tunski e Ewa Matuszewska Sexta-feira realiza-se o 2º jogo entre as duas selecções, a partir das 11H00, no mesmo recinto.
Portugal defronta a Polónia
Aliás é este o nome do Aeroporto de Gdansk, em homenagem àquela figura que é um símbolo do povo polaco.
A viagem decorreu sem problemas, tranquila. O único senão foi a hora matutina da partida de Lisboa (06H15) com uma escala curta em Munique, onde aterrámos às 10H15 locais. Depois foi o voo para Gdansk, onde chegámos por volta das 12H20 locais (+ uma hora que em Portugal), após hora e meia de viagem.Um autocarro levou a comitiva portuguesa até ao Hotel Kuracyjny, onde pouco depois nos foi servido o almoço. Depois foi hora de repouso para as jogadoras até às 17H30, já que o treino estava programado para o Gdynia Sports Hall, um excelente recinto para a prática da modalidade. A dupla técnica (Ricardo Vasconcelos e José Araújo) dirigiu os trabalhos durante cerca de duas horas, com todas as jogadoras a darem boa capacidade de resposta face ao que lhes foi pedido, nas vertentes física, técnica e táctica.Gdynia não é um nome desconhecido para os portugueses que se interessam pelo basquetebol, pois foi um dos clubes onde jogou Ticha Penicheiro, quando começou a fazer a época de Inverno na Europa. Julgamos que foi companheira de equipa da malograda Dydek, precocemente desaparecida, devido a um grave problema cardíaco que lhe ceifou a vida. Em Maio de 1995, durante uma fase de qualificação do 26º Campeonato da Europa de Seniores Femininos, realizada em Ankara (capital da Turquia), onde estivemos em serviço de reportagem pelo jornal “A BOLA”, Portugal defrontou a Polónia, com as polacas a imporem-se por 74-66. Dydek foi com os seus 2,07m (por aí) um autêntico quebra cabeças para a selecção lusa, comandada por José Leite, onde pontificavam Isabel Pascoal (a capitã) e Helena Aires e começavam a despontar Ticha Penicheiro, Mery Andrade, Vera Jardim, Susana Soares, Isabel Sebastião, entre outras. Portugal qualificou-se (graças ao 3º lugar) e no ano seguinte esteve em Ruzemberok (na Eslováquia) onde baqueou naturalmente ante selecções poderosíssimas como a Rússia, Eslováquia e outras.Isto para dizer que nos registos a que tivemos acesso Portugal nunca ganhou à Polónia, em seniores femininos. Para além da derrota anteriormente descrita, outras aconteceram: 63-92 (1989), 64-73 (1997) e 52-67 (1998).Quarta, dia do primeiro dos 2 jogos de preparação com a congénere polaca, as comandadas de Ricardo Vasconcelos fazem um treino ligeiro marcado para as 11H00 (com a duração de uma hora), para a partir das 18H30 locais (17H30 portuguesas) se iniciar o encontro no mesmo recinto (Gdynia Sports Hall).
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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