Artigos da Federaçãooo
«Acreditei sempre»
O base desvaloriza o facto de ter sido preterido nas vésperas do Eurobasket de Espanha, em 2007, pois está concentrado no futuro e na presença de Portugal na Lituânia. O orgulho de vestir a camisola portuguesa é sempre o mesmo, por isso não hesitou quando lhe foi pedido que voltasse a ajudar a equipa.
Depois de ter anunciado a sua retirada da Selecção Nacional, o base José Costa não foi capaz de dizer que não ao seu regresso, depois de uma conversa com o Seleccionador Nacional Mário Palma, durante a qual este lhe deixou claro que contava com ele para a difícil mas atractiva tarefa de apuramento para o Campeonato da Europa. Seduzido por essa possibilidade, o veterano jogador português disponibilizou-se para trabalhar arduamente, tendo tido como recompensa mais um momento alto na sua já longa carreira. “Quando concordei em regressar à Selecção sempre acreditei que iríamos estar na Lituânia.”José Costa esteve muito perto de participar no último Europeu em que Portugal esteve presente mas foi preterido na parte final da preparação. Um momento triste mas do qual o atleta não guarda qualquer tipo de rancor, já que confessou que em momento algum das comemorações lhe veio à memória a frustração de ter sido afastado no último Europeu. “Para ser sincero não pensei muito nisso. O passado já lá vai, o que conta agora é o presente.”Já são muitos os anos de prática de basquetebol, muitos deles relacionados com participações nas Selecções Nacionais de Portugal. Mas todas as presenças com um denominador comum – uma alegria e disponibilidade total para vestir a camisola nacional. “Representa um orgulho enorme e ao mesmo tempo uma motivação extra para continuar a treinar e a jogar.” Depois do jogo menos conseguido na Finlândia, a equipa portuguesa deu uma grande demonstração de qualidade e carácter no jogo da Hungria, respondendo bem à pressão do apuramento. O capitão português assume algumas mudanças na forma de jogar da equipa, sem que isso tenha implicado alterar tacticamente a sua actuação. “O que mudou acima de tudo foi a maior agressividade ofensiva, fomos mais colectivos e mais inteligentes a atacar.”Depois do triunfo, este domingo, da Finlândia sobre a Hungria, Portugal vê-se obrigado a ter que vencer por uma diferença superior à derrota sofrida na Finlândia se quiser terminar em primeiro nesta fase adicional de apuramento. Muito embora o Europeu já faça parte dos horizontes de Portugal, ainda existem metas a serem atingidas por este grupo de trabalho. “Neste momento o 1º lugar é o objectivo. Sabemos que temos que ganhar por 13 pontos e acredito que com a ajuda do público vamos conseguir.”Disputar uma competição internacional como um Campeonato da Europa era uma das poucas coisas que faltava no teu currículo de jogador. Isto depois de ter conquistado nesta mesma temporada o seu primeiro título de campeão nacional. “Neste ano consegui o que me faltava no currículo ser campeão e estar no Campeonato da Europa foi um ano em cheio.”
Selecção recebida em Coimbra
É a terceira vez na história que a Selecção entra na fase final de um Campeonato Europeu, desta vez depois de ter vencido a Hungria.A recepção à Selecção lusa conta com as presenças de João Paulo Barbosa de Melo, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Luís Providência, Vereador do Departamento de Desporto, Juventude e Lazer da Câmara Municipal de Coimbra e Mário Saldanha, Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol.Esta recepção antecede o jogo Portugal x Finlândia que decorre na quarta-feira, dia 24 de Agosto, às 21h40, no Pavilhão Multidesportos, em Coimbra e define o adversário de Portugal e a sua classificação no grupo.
Melhor prestação do seleccionado luso em Algés
A vitória das moçambicanas (60-57) acabou por ser muito apertada nos minutos finais, nomeadamente após um desconto de tempo pedido pelo seleccionador Ricardo Vasconcelos à entrada do minuto 36 (44-51 a favor de Moçambique). Apesar de a vantagem moçambicana ter ainda aumentado para 11 pontos (44-55), fruto de carregarem no ressalto ofensivo, a cargo de Deolinda Gimo (representou o Olivais em 2006/07, se não nos falha a memória) e Lea Dongue, as duas melhores marcadoras da equipa, as nossas representantes encheram-se de brios e com 2 triplos consecutivos por intermédio de Francisca Braga (49-55) e Daniela Domingues (52-57), respectivamente no minuto 37 e 38, a que se seguiu um duplo de Luiana Livulo (54-57), tendo falhado o lance livre a que teve direito por ter sofrido falta, no minuto 39, encostaram o resultado. A experiente Ana Azinheira, excelentemente assistida por Deolinda Gimo, deu alguma tranquilidade às suas companheiras ao fazer 54-60, com pouco mais de 50 segundos para jogar, mas Ricardo Vasconcelos, parando o cronómetro a 41,9 segundos do termo, ainda conseguiu que as suas pupilas reagissem com Luiana Livulo, ontem a nossa melhor marcadora, a converter 1 lance livre e mais um duplo, selando o resultado final (57-60). Ficha do jogoPortugal (57) – Filipa Bernardeco (8), Francisca Braga (5), Daniela Domingues (10), Luiana Livulo (15) e Sofia Carolina (3); Inês Faustino (3), Rosinha Rosário (9) e Telma Fernandes (4)Moçambique (60) – Deolinda Ngulela (5), Anabela Cossa (7), Rute Muianga (5), Ana Azinheira (6 ) e Deolinda Gimo (15); Nádia Rodrigues, Lea Dongue (9), Valerdina Manhonga, Marta Gange (3), Ondina Nhampossa (2), Carla Silva (6), Zenóbia Machanguana, Cátia Halar e Odélia Mafanela (2)Por períodos: 16-15, 10-14, 10-12, 21-19Árbitros: Sónia Teixeira e Inês Freire O 4º e último encontro entre as duas selecções terá lugar amanhã (3ª feira), a partir das 20H30, no Pavilhão Desportivo dos Lombos.
Portugal termina em 7º
A equipa derrotou a Roménia, por 62-54, no último jogo de classificação e alcançou, assim, uma posição muito honrosa entre as 15 formações participantes.
Depois de ter falhado o acesso às meias-finais frente à Bulgária, num jogo em que perdeu por apenas dois pontos (59-61), e de ter perdido o encontro que podia ter dado o 5º lugar diante da Ucrânia, por apenas um (55-56), desta feita Portugal não falhou. A equipa superou a Roménia e alcançou o 7º posto no Campeonato da Europa que este domingo terminou em Arad, na Roménia.Neste último jogo Laura Ferreira voltou a estar em bom nível (15 pontos e 6 ressaltos), mas houve mais duas jogadoras a alcançar a casa das dezenas em pontos. Foram elas Mafalda Pereira Guerreiro (13 pontos e 6 ressaltos) e Joana Soeiro (15 pontos e 2 ressaltos).
Portugal vai lutar pelo 7º lugar
Depois de ter ficado afastada da luta pela subida de divisão por dois pontos apenas (59-61) diante a Bulgária, depois deste resultado Portugal irá agora disputar, este domingo, pelas 13 horas, o sétimo lugar com a selecção da Roménia. Uma classificação que em nada deslustra a participação das jovens portuguesas, numa competição em que deram provas da sua competitividade e qualidade.
Por um se ganha, por um se perde. E a verdade é que a jovem equipa portuguesa não teve nestes dois últimos jogos a sorte do lado dela. Com estes dois resultados negativos Portugal ficou arredado dos primeiros lugares, algo que contraria a valia e a competência demonstrada durante a competição.Portugal dominou durante toda a primeira parte, tendo chegado ao intervalo a vencer por 33-26. O inicio da 2ª metade foi penoso para a equipa nacional, já que em 10 minutos permitiu que as ucranianas dessem a volta ao resultado, indo para o derradeiro quarto a perder por três pontos de diferença (42-45).No período de todas as decisões as pupilas de Catarina Neves estiveram sempre na discussão da liderança do marcador, tendo passado para a frente a meio do período (48-47) quando Laura Ferreira converteu um lance-livre. Daí a até final registaram-se alternâncias no comando do marcador, ainda que, a 18 segundos do final do encontro, um triplo de Sofia Pinheiro voltasse a colocar Portugal no comando (55-54). Laura Ferreira ainda tentou responder com um tiro de 2 pontos, mas sem sucesso, ao lançamento convertido pela equipa adversária 4 segundos volvidos.A atiradora Laura Ferreira (19 pontos, 7 ressaltos, 4 assistências 2 roubos de bola) voltou a estar em bom plano, bem secundada por Joana Soeiro, que contribuiu com 12 pontos, 5 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola. Na luta das tabelas Josephine Filipe teve um papel importante ao capturar 9 ressaltos, a que juntou 4 pontos.
Moçambique mais forte fisicamente resolve no 3º quarto
Deste modo disponibilizou-se uma selecção senior portuguesa (Sub-23), constituída com base na selecção nacional de Sub-20 que em Julho se sagrou vice-campeã europeia, Divisão B, reforçada com 4 jogadoras mais velhas (até 23 anos), casos de Joana Bernardeco, Francisca Braga, Sofia Carolina Silva e Rosinha Rosário.A equipa orientada por Ricardo Vasconcelos concentrou-se na passada 2ª feira, no Centro de Estágio da Cruz Quebrada, onde também está alojada a comitiva moçambicana. O acordo de cooperação engloba a realização de 4 jogos de preparação, com o 1º a ter lugar ontem, no Pavilhão LORD (Faculdade de Motricidade Humana).A vitória pertenceu a Moçambique por 73-58, com 37-36 ao intervalo, após uma partida disputada sob o signo do equilíbrio, com excepção do 3º período (24-7), em que as moçambicanas mais fortes fisicamente cavaram uma diferença pontual que as comandadas de Ricardo Vasconcelos não conseguiram anular no último quarto.Alinharam e marcaram por Portugal:Daniela Domingues (5), Joana Bernardeco (5), Filipa Bernardeco, Michele Brandão (15), Francisca Braga (9), Rosinha Rosário (9), Luiana Livulo (9), Sofia Carolina (4) e Telma Fernandes (2) . A base Inês Faustino não foi utilizada devido a lesão.Por períodos: 18-17, 18-20, 7-24, 15-12Calendário dos restantes jogos Portugal-Moçambique:Amanhã (domingo, 21/8), às 20H30, no Pavilhão LORD (FMH)Depois de amanhã (2ª feira, 22/8), às 20H30, no Pavilhão do Algés3ª feira (23/8), às 20H30, no Pavilhão Desportivo dos Lombos
«Defendemos ‘até à morte’»
O treinador Mário Gomes mostra-se bastante orgulhoso do desempenho dos jogadores e recorda que agora é importante garantir o primeiro lugar no grupo.
A equipa técnica não podia estar mais satisfeita com a actuação dos jogadores portugueses frente à formação magiar. “Jogámos como tínhamos que jogar, controlando sempre o ritmo e o marcador do encontro, acabando por dominá-lo completamente”, constatou Mário Gomes. “A par disso, voltámos a ganhar a luta dos ressaltos e defendemos ‘à morte’.”No momento da consagração, a equipa técnica nacional não se esquece de agradecer a quem ajudou a Selecção: “Quero dedicar esta vitória a todos os que acreditaram nesta equipa e nos têm apoiado em todos os momentos. Obviamente, em primeiro lugar, à F. P. B., na pessoa do presidente Mário Saldanha.”Embora a presença na Lituânia esteja já garantida, o treinador recorda que nesta altura é importante assegurar o primeiro lugar do grupo. Por isso, há que ganhar à Finlândia. “Agora, há que festejar, descansar e preparar o jogo contra a Finlândia, pois temos mais objectivos para alcançar e o primeiro é ficar em primeiro lugar nesta fase.”
«Sólidos durante os 40 minutos»
O técnico Mário Gomes tem sido o porta-voz do grupo de trabalho e ele próprio reconhece que vencer na Hungria significa alcançar o primeiro objectivo a que a equipa se propôs antes do inicio desta fase. Do ponto de vista táctico os jogadores sabem perfeitamente com o que têm de cumprir, mas a questão mental, na opinião do treinador nacional, será decisiva para se encontrar o vencedor. Depois de uma derrota nada melhor do que voltar a jogar, na esperança que os jogadores portugueses regressem às vitórias, beneficiando de tudo aquilo que ela representaria para o basquetebol nacional.
5ª Feira, às 18:00, com transmissão na SportTv2
O jogo na Hungria não irá ser fácil, até porque para a equipa adversária este jogo representa a última oportunidade para poder continuar a discutir uma presença no próximo Europeu. “Contamos com um jogo de máxima intensidade e dureza, pois, para a Hungria, é a última oportunidade de ainda se poder qualificar; portanto, a primeira condição para podermos ganhar é sermos tão ou mais intensos e duros que eles; ainda no plano mental, o nosso desejo de ganhar tem também que ser igual ou maior que o deles e motivação não nos falta. É que uma vitória significa o apuramento imediato; assim, trata-se de um jogo de ‘playoff’ e temos que o jogar como tal, ou seja, pensando que é o único jogo que falta.”Consciente da importância do jogo e da pressão a que vai estar sujeita a formação da casa, sem margem para erro, a equipa técnica valoriza o controlo do ritmo do jogo, bem como a gestão da marcha do marcador. “Vai ser muito importante controlarmos o ritmo do jogo, nomeadamente nos primeiros minutos, de modo a não permitirmos que joguem com vantagem no marcador, como vão tentar fazer. Se mantivermos o jogo equilibrado, isso aumentará a pressão sobre eles e poderemos tirar vantagem disso; para tal, temos que ser consistentes, não termos longos períodos de ineficácia.”Da análise dos dois jogos anteriores ressalta uma premissa que não pode repetir-se sob pena de complicar a tarefa, já de si complicada, da equipa portuguesa. “É muito importante evitar o que aconteceu nos dois jogos anteriores, nos quais fizemos segundos quartos muito fracos; isso não pode repetir-se neste jogo. Temos que ser sólidos durante os quarenta minutos.”Conhecedores do valor e da forma de jogar da equipa húngara, a equipa técnica nacional já traçou o plano de jogo, ou se preferirmos a melhor forma de jogar de modo a poder bater a formação da Hungria. “Tacticamente, os aspectos mais importantes vão ser, em minha opinião: a luta dos ressaltos, pois o número de posses de bola de cada equipa será determinante; obrigá-los a jogar 5×5 em meio-campo, não permitindo cestos fáceis em contra-ataque/transição, o que dependerá muito de fazermos uma boa selecção de “tiro” no nosso ataque.Se conseguirmos cumprir com estas premissas, acredito que conseguiremos o apuramento já esta quarta-feira.”
Regresso às vitórias
Portugal derrotou a Eslovénia, esta quarta-feira, por 60-52, num encontro em que as atletas Laura Ferreira (18 pontos e 7 ressaltos), Joana Soeiro (15 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências) e Josephine Filipe (8 pontos e 11 ressaltos) foram fundamentais para que a equipa nacional conseguisse ultrapassar a forte selecção eslovena.
Portugal sofre primeira derrota
A equipa portuguesa cedeu diante da Inglaterra, por 51-55, na segunda jornada do Grupo E.
Este desfecho não deve, todavia, colocar em causa o apuramento de Portugal para os quartos-de-final, até porque a jovem equipa nacional apresenta-se com três triunfos, dois deles trazidos da primeira fase. Embora a Inglaterra tenha dominado a primeira metade do encontro, Portugal conseguiu reagir durante a segunda parte mas acabou por não alcançar a tão desejada vitória. Destaque para a actuação de Joana Soeiro, verdadeiramente inspirada no ataque, autora de 25 pontos (mais 3 ressaltos e uma assistência), bem como de Laura Ferreira, que somou 6 pontos e 8 ressaltos.Esta quarta-feira a equipa defronta a Eslovénia.
«Só pensamos ganhar à Hungria»
A atitude defensiva voltou a estar presente, bem como o empenho na luta das tabelas. O desaire já faz parte do passado e o treinador Mário Gomes é a voz do estado de espírito do grupo quando afirma que o próximo objectivo é vencer na Hungria.
Mesmo voltando a defender bem, a equipa portuguesa não conseguiu disfarçar as dificuldades ofensivas sentidas no encontro frente à Finlândia. Mais do que ter dificuldade em encontrar soluções de tiro, os jogadores nacionais estiveram numa tarde de pouca inspiração no acto de lançamento, bem visível, como reconheceu Mário Gomes, nas fracas percentagens registadas no final do jogo. “Perdemos basicamente pela baixa eficácia ofensiva, nomeadamente nas percentagens de ‘tiros’ de 2 pontos e de lances livres.”Já se sabe que quando as coisas não correm bem no ataque a tendência é para que em termos defensivos a equipa se ressinta. Não só pela frustração que se vai acumulando, bem como pela perda dos papéis na recuperação defensiva, fruto da desorganização atacante, habitualmente reflectindo-se nas tentativas individuais de procurar resolver os problemas. Mesmo quando em algumas fases do jogo isso se verificou, a equipa nacional foi capaz de manter o equilíbrio defensivo, finalizando o encontro dentro dos números pretendidos pela equipa técnica nacional. “De resto, voltámos a sofrer menos de 70 pontos e a ganhar a luta dos ressaltos.”Obviamente que ninguém gosta de perder, tanto mais quando uma equipa está habituada a vencer. Logicamente que uma vitória na Finlândia teria um passo de gigante rumo ao Europeu, muito embora o mesmo possa ser dito acerca do próximo desafio na Hungria. Com uma equipa técnica tão experimentada como aquela que está à frente dos destinos da Selecção, o mesmo se poderá dizer do núcleo forte do grupo de trabalho, a derrota na Finlândia irá espicaçar ainda mais o desejo de vencer o próximo embate. “Agora, só pensamos em ganhar na Hungria.”
Portugal perde invencibilidade na Finlândia
O conjunto português foi superado porque do ponto de vista ofensivo esteve muito aquém do desejado, com paupérrimas percentagens de lançamento, principalmente da linha de lance-livre, diante de um adversário que soube explorar as transições rápidas, bem como alternar as soluções interiores com o temível tiro do perímetro. Um resultado negativo mas que em nada compromete as aspirações da equipa nacional, que pode muito bem vingar esta derrota a quando da visita dos finlandeses a Portugal.
Terminado o primeiro período do encontro (empate a 15 pontos) e a menor preocupação do técnico Mário Palma deveria ser a prestação atacante da equipa portuguesa. A verdade é que o conjunto português até ao intervalo desesperou para fazer pontos no ataque, isto porque não havendo uma referência interior, e assim não entrem os lançamentos de fora fica complicado para Portugal conseguir marcar cestos.Para agudizar ainda mais este mau período não foi alheio o facto de a equipa cometer demasiado turnovers (12 na 1ª parte), bem aproveitados pelos finlandeses para fazer pontos em contra-ataque ou transições ofensivas rápidas. Se a isto juntarmos o domínio da luta das tabelas, ficam explicadas as dificuldades sentidas pela equipa orientada pelo técnico Mário Palma, que ao intervalo perdia por 22-31.A segunda parte não mudou muito de feição, com os atletas nacionais a baterem-se até final, conscientes da importância da diferença pontual, mas sempre a correr atrás do prejuízo. Os finlandeses tiveram mérito na forma como defenderam, agressivos, a evitarem desequilíbrios defensivos na defesa do bloqueio directo, perante a turma nacional que a espaços se desorientou ofensivamente. Os atletas portugueses começaram a jogar mais com o coração do que com a cabeça e quando isso acontece normalmente o preço que se paga é sofrer pontos em contra-ataque pois a equipa não está preparada para recuperar.Mesmo sem estar numa tarde inspirada, e ter de lutar contra uma equipa que respirava confiança, Portugal soube sempre encontrar forças para não deixar fugir a Finlândia no marcador, que explorou na perfeição as vantagens que tinha no jogo interior, ou os tiros que daí resultavam.Com as percentagens de lançamento que a equipa portuguesa teve – 33% de 2 pontos, 57% de lance-livre e 30% de 3 pontos (aceitável) – era muito difícil conseguir uma vitória, já que nos restantes itens de avaliação a equipa finlandesa levou a melhor.Agora há que descansar preparar bem o próximo jogo, com a consciência que um triunfo na Hungria será um passo de gigante rumo ao Eurobasket na Lituânia. Todos acreditamos que o tiro exterior vai aparecer, que a inspiração individual vai surgir, tornando muito mais fácil a missão de Portugal tendo em conta todas as condicionantes que envolveram esta preparação.O extremo Carlos Andrade (11 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências) foi o rosto do inconformismo português, Paulo Cunha (6 pontos e 10 ressaltos) voltou a estar irrepreensível na luta das tabelas, faltando-lhe agora elevar o seu contributo ofensivo, e uma palavra para António Tavares (11 pontos e 2 ressaltos), não se escondeu quando lhe pediram para assumir as responsabilidades ofensivas no momento em que os caminhos para o cesto estavam fechados, a quem desejamos que a lesão que contraiu não seja nada de grave.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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