Artigos da Federaçãooo
Eugénio Rodrigues: «Portugal merece a Divisão A»
Eugénio Rodrigues considera que as jovens seleções portuguesas têm nesta altura condições para competir na principal divisão europeia e solidificar uma posição na segunda metade deste escalão. Leia a entrevista, nos detalhes desta notícia.
O inicio da prova, com quatro vitórias consecutivas, foi extremamente promissor?Sim, entrar com 4 vitórias seguidas dá sempre um alento importante, sobretudo em campeonatos tão desgastantes e tão intensos como os Europeus. Foram vitórias muito moralizantes, tendo em conta que desconhecíamos por completo Israel, o nosso primeiro jogo, e a Roménia com quem jogávamos na segunda jornada mas que havia folgado na primeira. Depois, apesar de um jogo menos conseguido batemos a sempre complicada Macedónia e a Bulgária foi talvez o nosso melhor jogo pois era claramente uma equipa superior à nossa. Tudo somado, ainda que fatigados por termos de jogar em superação para suprir as nossas debilidades, este nosso inicio esteve perfeitamente ao nível de outros Europeus que realizámos e com desfechos mais bem sucedidos que este. Porém, tínhamos a consciência de que, Grã Bretanha à parte (com quem jogávamos na última jornada), os 4 primeiros jogos eram efetivamente os menos difíceis pelo que seria de esperar que a tendência pudesse depois ser a inversa. Portanto, foi um misto de mérito no nosso trabalho e o alinhamento fortuito do calendário.A derrota frente à Letónia, por dois pontos de diferença (44-46), acabou por marcar a participação de Portugal na prova? Sim, completamente. Como é evidente não podemos retratar todo o trabalho realizado nesta campanha apenas por um resultado num jogo, mas para o futuro e para as estatísticas, essa derrota por dois pontos marca o apuro final de contas. Antes de jogarmos com a Letónia tínhamos perdido com a República Checa por 7 pontos, sofrendo apenas 58. Tendo em conta que a nossa adversária estava a cilindrar os adversários, e que nos tinha batido na preparação por 3 vezes sempre folgadamente, podíamos esperar o melhor. A Letónia, como prevíramos, foi uma adversária muito difícil de ultrapassar, com argumentos muito superiores aos nossos. No entanto, durante o jogo, as atletas foram impressionantes e extremamente concentradas no plano que trazíamos e apenas um pequeno erro, cometido a sete décimas do fim do jogo, permitiu à Letónia o cesto da vitória e a subida de divisão. Se temos consciência que todos estivemos acima do expectável, não deixamos de sentir, ainda hoje, o sabor amargo da frustração. É essa frustração que nos levará a voltar a tentar a subida para o ano, e ainda com mais determinação. Ainda assim, e na sua opinião, a equipa esteve ao seu melhor nível?Sim. Provavelmente a maioria das pessoas desconhece as limitações biométricas que a geração de 93-94 padece. Por exemplo, não tínhamos qualquer poste de raiz no plantel, pelo que tivemos de recorrer a atletas nascidas em 95-96, que não estavam convocadas para a seleção sub 18 (excepto a Laura Ferreira mas que também não era jogadora interior), para tentar colmatar este problema. O trabalho destas jovens atletas foi absolutamente abnegado, mas no plano etário estavam de facto muito longe das, nalguns casos, 3 anos mais velhas. Por este facto, obter um 4.o lugar, apenas atrás da Rep. Checa, Bélgica e Letónia, todas seleções que competem regularmente na divisão A europeia, não me parece que seja um mau resultado. Diria que cumprimos com o que nos exigimos a nós próprios, tendo faltado apenas a cereja no topo do bolo. Pessoalmente, não tenho rigorosamente nada a apontar às atletas, nem mesmo depois de perder no último jogo ante a Grã Bretanha, numa fase de quase total exaustão e esvaziamento de objectivos. Tenho aliás um enorme orgulho em ter sido colega de equipa de todas elas.Continua a pensar que a Divisão A é a competição onde Portugal merece estar no escalão de Sub 20 Femininos? Sim, eu acho que, e a exemplo do que felizmente acontece com as outras duas seleções jovens, Portugal pode começar a almejar solidificar a sua posição na segunda metade da Divisão A europeia e quando pontualmente descer, estar ao nível das melhores seleções da Divisão B. Acho que este é, num futuro próximo, o nosso patamar competitivo. É discutível mas concluo que o escalão Sub 20, porque já contém em si atletas seniores (em muitos casos a evoluírem em competições europeias de clubes), é eventualmente ainda mais competitivo e complicado, e onde as assimetrias com as nossas atletas podem ser maiores. No entanto, o constatar de dificuldades não pode ser resignador mas antes uma mola para se trabalhar ainda mais. Por um lado, capitalizar o bom trabalho que se fez em centros de treino e que se vai fazendo nos Clubes portugueses e por outro, permitir a algumas atletas capitalizar e exponenciar a experiência de competir no top, para se tornarem ainda melhores e referências no basquetebol português. E para estar no top temos de, pelo menos, ter isso sempre presente como desígnio de qualquer campanha.
Acesso ao Titulo treinador – TPTD, (ex CTD)
Em anexo,o PDF com os procedimentos a efetuar pelos treinadores que pretendam desde já aceder ao TPTD
Ana Catarina Neves: «Especial por ser em casa»
Mais um feito extraordinário alcançado pelo basquetebol feminino, obtido perante o apoio incondicional dos apoiantes portugueses. De facto foram incríveis os momentos vividos em Matosinhos, com as atletas portuguesas a deslumbrarem os milhares de adeptos que fizeram questão de acompanhar a Seleção em todo o seu caminho. A treinadora atribuiu às atletas o sucesso da subida, sobretudo pela disciplina tática que evidenciaram, bem como pela forma como o grupo funcionou, como uma verdadeira equipa. Foi a recompensa merecida para mais um evento organizado pela Federação Portuguesa de Basquetebol, naturalmente com o apoio de outras entidades, que mereceu o destaque e o reconhecimento por quem dirige o basquetebol europeu.
Depois de vários anos em que ficou muito próxima da subida, desta vez o objetivo foi alcançado. Sempre acreditou que era possível subir de divisão?Nós tínhamos as nossas etapas definidas por fases da competição, portanto num primeiro momento apontámos a um dos dois primeiros lugares do nosso grupo. Depois iríamos definindo objetivos intermédios em função da análise que fizéssemos dos adversários. E assim foi…Depois de terminada a 1ª fase, de vermos todas as equipas a jogar e de termos percebido que as nossas atletas estavam tranquilas, confiantes e determinadas acreditámos que seria possível subir de divisão.O facto de ter sido alcançado em Portugal fez com que tivesse um sabor especial?Foi de facto especial por ser “em casa”. Havia muita expectativa à volta da equipa e do nível a que conseguiríamos jogar. Parece-me que demos uma excelente resposta e que deixamos orgulhosos os clubes, treinadores e atletas que trabalham com as nossas jovens jogadoras durante o ano.O que achou da organização e do apoio do público português?A organização foi exemplar e de um nível altíssimo, dignificou muito a competição e deu-lhe uma dimensão impensável. Já foi até distinguida com os melhores elogios por parte dos dirigentes da FIBA que estiveram presentes. Em termos do apoio do público foi memorável e inesquecível…foi um sonho. Estamos muito gratos pelo carinho que recebemos e pelo importante contributo que deram para termos atingido a subida à divisão A.Durante o Europeu não se limitaram a vencer os jogos. Como explica a supremacia evidenciada no confronto com a maioria dos adversários?Disputar um Europeu, para além da qualidade técnico-táctica que as equipas têm ou não têm, relaciona-se muito com a forma como se lida com as questões mentais e emocionais. Os jogos começaram-nos a correr bem, as dinâmicas coletivas a saírem como planeado, a confiança individual e coletiva a crescer… Portando o “mood”, o estado anímico era muito favorável. Ora este facto, associado à qualidade da equipa, traduziu-se em supremacia e nalguns resultados desnivelados.Que tal foi a experiência de ter uma Seleção que dominava no jogo interior?É um conforto muito grande jogar com domínio no jogo interior. Anteriormente dependíamos muito da habilidade e capacidade de criar desequilíbrios das nossas jogadoras exteriores. Este ano juntamos-lhe um fortíssimo e consistente jogo interior, com jogadoras “muito maduras” e já com significativa experiência internacional. Deu-nos uma segurança e confiança muito maiores, tanto defensiva como ofensivamente.Que qualidades destacaria neste grupo de trabalho?A capacidade de se adaptarem a diferentes tarefas e de executarem no jogo o que se prepara no treino ou no desconto de tempo. Em atletas sub 16, nem sempre é fácil de conseguir… Depois, e isto ao longo destes últimos anos nos grupos com quem temos trabalhado nas Sub16: a capacidade de trabalho, o espírito de sacrifício, a disciplina e o espírito de entreajuda.Consegue apontar algum momento, ou jogo, em que tornou clara a subida de divisão?O primeiro jogo da segunda fase contra Israel, que é sempre uma equipa que joga no limite da agressividade e que nunca desiste do jogo. E lembro que Israel tinha deixado fora dos quartos-de-final a Eslovénia que era “apontada” como séria candidata á subida de divisão. Nesse quarto jogo para nós, as atletas foram umas MULHERES. Revelaram enorme caráter e capacidade para sofrer e lutar contra essa extrema agressividade. Demos mostras que para além de conseguirmos jogar contra equipas mais evoluídas do ponto de vista técnico-táctico também estávamos prontas para jogar contra adversários mais lutadores e abnegados.Acha que a geração futura poderá garantir a manutenção na Divisão A?A geração que for jogar a divisão A tem muito trabalho pela frente… Vai ser um estímulo muito aliciante para todos os envolvidos o querer melhorar ainda mais os fundamentos técnico-táticos, os aspetos físicos, a capacidade mental, etc… e isto só se consegue com mais trabalho, mais treino, mais exigência e mais rigor em tudo o que se fizer.Numa primeira analise é uma geração bem diferente das duas últimas no que ao “tamanho” diz respeito. Nas questões técnico-táticas parece-me um bocadinho verde…
CBQ com muitas novidades!
Com uma Parceria mais reforçada com a Câmara de Sintra e tambem com as Juntas de Freguesia da Cidade de Queluz (Monte Abraão- Massama e Queluz -Belas), o CBQ conseguiu a ajuda de mais 3 caras novas no seu corpo técnico.
Mini-BasketCoordenação CARLOS CARDOSOSUB 8- KESSY SANTOSSUB 10- JESSY SANTOSSUB 12 – JOÃO XAREPE Masculinos14B- PEDRO PEREIRA14A- ALEXANDRE CORREIA e JOÃO LIMA16B-ZE LEAL16A-FREDERICO CABRITA18- PEDRO MARQUES20 e SENIORES – ALFREDO SOUSA e JOAO GOUVEIATTI-CARLOS CARDOSO Feminino14- FERNANDO BRAS16- JOAO MORENO19- LUIS LOPES e JOÃO MORENOSENIORES – LUIS LOPES e MANUEL CAMPOS Luis Lopes ( ex.Simeq ) , Pedro Marques ( ex.Belenenses ) e Manuel Campos , um Icon na nossa modalidade , que ira fazer COACHING são as caras novas no corpo Técnico . Os Dirigentes do CBQ depositam na sua Excelente equipa de treinadores muitas esperanças e muito sucesso.O clube decidiu regressar com o escalão sénior masculino e iniciar sub 16 F, devido a quantidade de jovens que tem para estes escalões.Este ano o CBQ jogara no pavilhão Municipal de CASAL DE CAMBRA, no escalão Sénior.
Formação de Treinadores
Este é já o 3º curso de Grau 2 organizado pela FPB/ENB após a implementação do novo Plano Nacional de Formação de Treinadores. O primeiro aconteceu durante o mês de Julho, na Ilha Terceira – Açores.No curso da Covilhã, são 32 os candidatos que investem na sua formação ao longo dos 12 dias de internato. Serão duas fases, a Curricular, com um total de 127 horas divididas entre a componente de Formação Geral (63 horas) e a componente de Formação Específica (64 Horas) e ainda a fase de Estágio – uma época desportiva que deverá totalizar 800 horas.Será um curso bastante intensivo, que visa preparar os treinadores nas diversas matérias abordadas.O diretor do curso é José Tavares, que conta ainda com os formadores residentes José Ricardo Rodrigues e Rui Alves, e ainda um leque de especialistas nas diferentes áreas de formação geral. Depois das avaliações finais da parte curricular, a 3 de Setembro, os candidatos aptos inscrever-se-ão no estágio para concluírem o curso e assim ficarem com o título profissional de treinador de desporto de Grau II. A FPB e a ENB deseja boa sorte a todos os candidatos.
Maria Kostourkova foi o maior destaque nas lusas
Acompanhamos este escalão naturalmente por força do cargo que temos na estrutura federativa: coordenador do basquetebol feminino e dirigente responsável da equipa feminina do CAR Jamor.
Desde Setembro de 2004, ano em que iniciámos o nosso primeiro mandato na Direcção liderada por Mário Saldanha, temos dedicado especial atenção e carinho ao escalão de Sub-18. Pelo CAR Jamor passaram ao longo destas 9 épocas (lá está outra vez o número mágico) dezenas de jogadoras, algumas que já abandonaram a prática da modalidade e outras que ainda estão no activo, defendendo a camisola dos clubes que as escolheram e ainda representando as selecções nacionais de Sub-20 e Seniores.Foi o nono Europeu de Sub-18 Femininos que acompanhámos na qualidade de chefe da delegação. A estreia aconteceu em 2005, com a dupla Eugénio Rodrigues e Ricardo Vasconcelos, na Bósnia e Herzegovina (Bihac e Cazin) e a partir de 2006 com Mariyana Kostourkova ao leme, tendo como adjuntas Susana Dinis (2006), Cristina Viegas (2007), Paula Shirley (2008 a 2010) e Margarida Faria (desde 2011). Da competência, rigor e seriedade profissional da seleccionadora Mariyana Kostourkova acabaram por se colher frutos, primeiro com o 5º lugar na Divisão B em 2009 (Eilat, em Israel), com a 3ª posição que proporcionou a subida à Divisão A (2012) em Strumica (Macedónia) e agora com o 9º lugar em 16 equipas da elite europeia, garantindo a permanência, algo que muitos cépticos nem a sonhar pensariam ser possível. Recordo o que escrevi em finais de Agosto de 2006 a finalizar o relatório da campanha desse ano: “ Compete-me realçar o excelente trabalho de Mariyana Kostourkova, para nós uma treinadora de grande futuro. Competente, disciplinadora e perspicaz na orientação dos jogos, justificou plenamente a aposta feita.” Passemos agora em revista o que para nós considerámos relevante, em termos de participação individual e colectiva desta nossa presença no Europeu de 2013, em Vukovar e Vinkovci.Com 16 anos feitos em Abril, a jovem Maria Kostourkova herdou as qualidades dos seus progenitores na difícil posição em que joga. Com 2 Europeus de Sub-16 e 2 Europeus de Sub-18 na sua ainda curta carreira, a longilínea poste da selecção nacional portuguesa foi seguramente a figura mais em evidência no plantel à disposição da seleccionadora.Senão vejamos: melhor marcadora da equipa (média de 9,2 pontos) e 23ª no ranking do Europeu; melhor ressaltadora portuguesa (7,8 ressaltos por jogo) e 9ª no ranking; melhor percentagem de lançamentos de 2 pontos da equipa (51,7%) e 5ª no ranking; 2ª melhor percentagem de lances livres da equipa (51,2%) e 20ª no ranking; melhor ressaltadora defensiva da equipa (5,4 ressaltos /jogo) e 9ª no ranking; melhor ressaltadora ofensiva da equipa (2,3 ressaltos por jogo) e 19ª no ranking; 2ª melhor portuguesa nas faltas provocadas (média de 3,6) e 14ª no ranking; melhor portuguesa e 14ª no ranking dos desarmes de lançamento (média de 0,8); única portuguesa no ranking dos duplos-duplos (8ª), com duas citações, em igualdade com a 6ª (a eslovaca Terézia Paléniková) e a 7ª (a checa Kamila Hoskova). Entrou ainda no ranking das assistências (47ª com média de 1,4) sendo a 3ª melhor da equipa e dos roubos de bola (45ª com média de 1,2) sendo a 4ª melhor da equipa. Tudo isto em 26,4 minutos de utilização por jogo, sendo a 4ª portuguesa mais utilizada, a par de Josephine Filipe (3ª) e a 32ª no ranking. Fizemos também o apuramento da média acumulada das valorizações (MVP), jogo a jogo e confirmou-se: Maria Kostourkova foi também a mais valorizada da equipa (125,5 em 9 jogos, média de 13,9). Curiosamente a 2ª foi a poste Chelsea Guimarães (8,7), à frente da base Joana Soeiro (6,7) e da capitã Laura Ferreira (também 6,7). Mas tivemos outros destaques no plantel às ordens de Mariyana Kostourkova :. Joana Soeiro – 3ª no ranking das assistências (3,8/jogo) e uma relação AS/TO (1,2); 9ª no ranking dos roubos (2,1 por jogo); jogadora portuguesa mais utilizada (31,7 minutos por jogo) e 6ª no ranking. . Laura Ferreira – 3ª no ranking da percentagem de lances livres convertidos (76,2%), com 32/42; 5ª no ranking das faltas provocadas (4,9/jogo); 2ª melhor marcadora da equipa (média de 8,4 pontos em 8 jogos) e 36ª no ranking; 2ª melhor da equipa nas assistências (1,9 por jogo) e 30ª no ranking; 2ª melhor portuguesa nos roubos de bola (1,9 de média) e 19ª no ranking; 2ª jogadora da equipa mais utilizada (30,1 minutos por jogo) e 12ª no ranking.. Sofia Pinheiro – 1ª no ranking da percentagem de lançamentos de 3 pontos convertidos (48,5%), com 16 em 33 tentativas. Em termos colectivos Portugal teve um bom desempenho conforme se pode constatar no posicionamento final dos vários indicadores:. Pontos marcados – 7ª (média de 59,4 pontos), sendo 1ª a Espanha (74,6). Pontos sofridos – 4ª (média de 54,7 pontos), atrás da Espanha (43,7), França (49,4) e Rússia (54,6). Lançamentos de campo – 9ª (média de 34,4%), sendo 1ª a Espanha (42,5%). Lançamentos de 2 pontos – 12ª (média de 36,0%, sendo 1ª a Espanha (47,5%). Lançamentos de 3 pontos – 2ª (média de 30,6%), com 49/160, atrás da França (33,6%) e à frente da Espanha (29,2%). Lançamentos livres – 11ª (média de 60,7%), sendo 1ª a Holanda (73,0%). Total de ressaltos – 13ª (média de 41,1 ressaltos), sendo 1ª a República Checa (47,8). Assistências – 5ª (média de 12,7 assistências), sendo 1ª a Espanha (14,8). Roubos – 4ª (média de 10,3 roubos), sendo 1ª a Espanha (13,4).Turnovers – 8ª (média de 19,6), sendo a Espanha a que menos erros cometeu (14,9). Desarmes de lançamento – 4ª (média de 2,9), a par da França (3ª) também com 2,9, sendo 1ª a Rússia (5,9). Faltas provocadas – 4ª (média de 19,3), atrás da República Checa (20,8), Holanda (19,9) e Itália (19,8)Para a história ficam os nomes das 12 magníficas, do nº 4 ao nº 15: Sofia Pinheiro (AD Ovarense), Emília Ferreira (GDESSA), Joana Cortinhas (Académico FC), Susana Lopes (SC Coimbrões), Simone Costa (Algés), Laura Ferreira (GDESSA), Maria Kostourkova (CRCQ Lombos), Joana Soeiro (Algés), Inês Veiga (AA Calvão), Josephine Filipe (Olivais FC), Chelsea Guimarães (Algés) e Sara Dias (CD Póvoa).Não podemos terminar sem dar os parabéns a todo o staff de responsáveis e particularmente um destaque especial ao trabalho desenvolvido pela dupla técnica Mariyana Kostourkova e Margarida Faria que acertaram nas escolhas, estudaram bem os adversários e fizeram com que o plantel acreditasse que era possível fazer coisas lindas e dignificar o basquetebol português. Um grande beijo de amizade para a capitã do CAR Jamor, Ana Granja, que em 2012 contribuiu para a subida e por infelicidade (grave lesão) se viu afastada da possibilidade de fazer parte do grupo final. A selecção de Sub-20 espera-te em 2014.
“O meu voto vai para Kostourkova”
Para o colunista do site Fiba Europa Paul Nielsen, o 9º lugar obtido pela Seleção Portuguesa é um feito extraordinário, razão pela qual elege a treinadora Mariana Kostourkova como a melhor da competição. As vitórias alcançadas, seis consecutivas, bem como a forma como a equipa nacional conseguiu inverter a série negativa inicial, fazem com que a participação portuguesa neste Europeu seja inesquecível, tanto mais que Portugal ficou qualificado no Top 10 da Divisão A.
Na sua apreciação sobre o Campeonato da Europa de Sub 18 Feminino – Divisão A, Paul Nielsen, entre outros destaques, escreve palavras elogiosas sobre a participação de Portugal. Destaca a forma como Mariana Kostourkova, depois de um inicio complicado, soube conduzir a equipa a algo de muito maior que a simples manutenção.”Last word however must go to Portugal and head coach Mariyana Kostourkova. This was their first-ever season in Division A and survival was the goal. After a rocky start, they eventually found their feet and went on to finish the tournament with a truly mind-blowing six wins in a row.””Contudo, a última palavra tem de ir para Portugal e para a sua treinadora Mariyana Kostourkova. Esta foi a sua primeira presença na Divisão A, cujo objetivo era a manutenção. Depois de um início tremido, elas encontraram-se e acabaram por alcançar uma impressionante série de seis vitórias consecutivas.”Um feito tão marcante ao ponto de Paul Nielsen apontar Mariana Kostourkova como tendo sido a treinadora que mais se destacou na competição.“That’s why Kostourkova just pips Lapena for my coach of the tournament vote.” “É por isso que Kostourkova supera Lapena (treinador espanhol) e recebe o meu voto para treinadora do torneio.”
Acredito no valor das atletas e no empenho que sempre mostraram
Este é o 8º Europeu em que a seleccionadora está ao leme da nossa equipa, sendo portanto a experiência neste tipo de situações uma mais valia, entre outras sobejamente conhecidas, que Kostourkova apresenta no seu vasto currículo.
P (JT) – Como é que encaras esta estreia na Divisão A? Achas que a equipa irá acusar a responsabilidade de estar entre as 16 melhores equipas da Europa?R (MK) – Entramos para este Campeonato sem muita informação sobre as outras equipas, nomeadamente as que iremos defrontar na 1ª fase. A motivação tanto da nossa parte como das 12 jogadoras não falta, diria mesmo que é grande. Estamos preparados para dar o nosso melhor, mas convencidos também de que temos os nossos argumentos. Se eles chegam ou não, isso logo se vê no campo. P (JT) – Um dos factores que normalmente os treinadores invocam antes de se iniciar a competição é o número de jogos de preparação. Portugal fez até hoje, véspera do início do Europeu, 8 jogos com um saldo francamente positivo (apenas uma derrota por 3 pontos, após prolongamento), dos quais 6 contra selecções Sub-18 (Estónia e Inglaterra) e 2 contra selecções Sub-16 (Portugal e Inglaterra). Na tua opinião é um número suficiente ou pensas que seriam precisos mais?R (MK) – Acho que o número é suficiente. Em termos qualitativos teria sido desejável que os adversários nos tivessem colocado mais dificuldades, porque isso é seguramente aquilo que iremos encontrar durante o Campeonato. Não conseguimos (excepção feita à Inglaterra) mais nenhuma equipa da Divisão A que manifestasse interesse em fazer jogos de preparação connosco. Atempadamente endereçámos convites a praticamente todas as selecções das 15 que estarão aqui na Croácia, mas não conseguimos concretizá-los. Foi pena… mas não podemos fazer nada.P (JT) – Como é que sentes que a equipa está neste momento, em termos de ritmo competitivo e condição físico-atlética? A preparação iniciada há um mês atrás (11 de Julho) indicia nesta altura um bom momento de forma? R (MK) – A equipa está bem preparada e a prova disso foram os resultados obtidos nos 2 primeiros jogos contra a Inglaterra, em Londres (vitórias por 23 e 24 pontos de diferença). Aliás foi a equipa que nos derrotou na meia-final do Europeu em Strumica, no ano passado. Acredito no valor das atletas, no empenho que sempre mostraram até agora e não tenho dúvidas de que cada uma vai entrar motivada e dar tudo o que tem em prol do colectivo.P (JT) – Para finalizar gostaríamos de saber quais as perspectivas que tens para este Campeonato, sabendo que na fase de grupos, estamos no Grupo C, onde teremos como adversários a Sérvia (medalha de bronze no ano passado), a Suécia (10º classificado) e a Grécia (11ª posição), ou seja uma equipa que esteve no pódio e outras duas da 2ª metade da tabela classificativa? R (MK) – Vamos entrar focados em cada jogo. Passo a passo. Iremos encarar cada partida para vencer. Não admito outra postura que não seja esta. Temos que estar conscientes das nossas (algumas) limitações, mas também não podemos esquecer os nossos pontos fortes. É com esta atitude e espírito competitivo que estaremos em campo para dignificar a camisola de Portugal. Sabemos que o campeonato vai ser longo (9 jogos) e acreditamos que a equipa irá crescer e progressivamente elevar os seus níveis de confiança, preparada para enfrentar qualquer adversário. O nosso objectivo será a manutenção na Divisão A. Se o atingirmos, será a prova provada de que estamos no bom caminho.
Clinic de Treinadores organizado pela NBA
Os Treinadores convidados são Jim Boylen, adjunto de Gregg Popovich nos San Antonio Spurs, e Patrick Hunt, australiano formador da FIBA Oceânia já presente noutros eventos BWB. Os temas a desenvolver durante o clinic serão a “Preparação para o jogo: scouting e avaliação” e a “Defesa do bloqueio directo”.
Jim Boylen tem 48 anos e uma larga carreira como treinador na NCAA e NBA. Foi adjunto de Tom Izzo nos Michigan State Spartans, adjunto de Rudy Tomjanovich nos Houston Rockets sendo campeão por duas vezes. Nas últimas duas temporadas, foi assistente de Frank Vogel nos Indiana Pacers, tendo sido contratado pelos San Antonio Spurs no final da presente temporada. Entre 2007 e 2011 foi treinador principal da Universidade de Utah. Patrick Hunt é um veterano treinador australiano. É um dos grandes responsáveis pela criação do programa de formação de jovens jogadores na Austrália. Recentemente foi homenageado pela Associação norte-americana de Treinadores pelos seus serviços ao basquetebol durante a sua carreira. O evento será gratuito para os Treinadores e decorrerá no Complexo Municipal de Desportos de Almada, sendo as inscrições efetuadas no local. O clinic está integrado no projecto da NBA “Basketball Without Borders” que pela primeira vez se realiza em Portugal. Serão realizados dois campus para jogadores no Complexo de Desportos de Almada e no Pavilhão da Costa da Caparica. Estarão em Portugal alguns treinadores da NBA e ainda os jogadores Carlos Boozer, Vladimir Radmanovic e Nate Robinson que na época passada jogaram pelos Chicago Bulls. Destaque claro para a presença de Ticha Penicheiro.Os treinadores interessados podem também assistir ao campus que terá a presença de outros treinadores da NBA. Serão eles o sérvio Marin Sedlacek, dos Philadephia 76ers, Jamahl Mosley, dos Cleveland Cavaliers, Jack Sikma e Terry Porter, dos Minnesota Timberwolves.
Clinic de Treinadores
Consulte o cartaz nos detalhes da notícia.
O Clinic terá como preletores Isabel Ribeiro dos Santos, treinadora do Grupo Desportivo Escola Maria Alberta Menéres e ainda José Araújo, ex-treinador e campeão nacional pelo Sport Algés e Dafundo. Os temas que serão abordados serão ‘jogar as vantagens’ e ‘fundamentos para aplicação do pick & roll’, respectivamente.A ação irá decorrer no Pavilhão do Guifões Sport Clube, e terá início pelas 10h15.As inscrições serão realizadas apenas no local, não existindo limite de vagas. Venha assistir ao Clinic e venha apoiar a nossa seleção!
Iremos jogar de forma competitiva em todos os jogos
Quisemos por isso recolher a opinião da seleccionadora nacional, Ana Catarina Neves, que conhecemos há muitos anos, nos tempos em que a mãozinha dela fazia estragos ao serviço do Anadia (anos oitenta e noventa) sobre as suas perspectivas no tocante à participação da selecção lusa nesta competição.P (JT) – A inclusão no Grupo C, tendo como adversários a Dinamarca, Irlanda e Alemanha, que defrontaremos por esta ordem, na fase preliminar, dá-nos boas hipóteses de nos apurarmos para o grupo dos 8 primeiros ? Este será o primeiro passo para se atingir o objectivo mais exigente, ou não será assim ?R (ACN) – Tendo como base os resultados dos últimos anos, perece-nos efectivamente que teremos boas hipóteses de nos classificarmos num dos dois primeiros lugares do grupo, podendo assim aspirar ás classificações da metade de cima da tabela.É contudo uma perspectiva sem ter qualquer conhecimento do valor actual das outras três equipas do grupo. Sim este será um passo decisivo para posteriormente podermos estabelecer outros objectivos.P (JT) – A nossa equipa esteve uma semana (de 2ª a domingo) num estágio conjunto na Covilhã, que teve também a presença de outras 3 selecções: duas de Sub-18 (Portugal e Estónia) e uma de Sub-16 (Inglaterra). As tuas jogadoras fizeram 9 treinos e 3 jogos do Torneio Internacional da UBI, ten do-se classificado na 2ª posição, com apenas uma derrota frente às Sub-18 de Portugal. Ficaste satisfeita com a capacidade de resposta das 14 convocadas ou esperavas mais ?R (ACN) – Estamos muito satisfeitos com o trabalho desenvolvido até ao momento e com a capacidade de resposta de todas as atletas. É evidente que como “eternos insatisfeitos” queremos sempre mais qualidade, mais empenho, mais concentração, maior espirito de sacrifício, etc. Mas no geral tem sido um grupo sério, disciplinado e trabalhador.>> P (JT) – Tens conhecimento concreto da valia das selecções que Portugal irá encontrar pelo caminho, nomeadamente daquelas com que nos iremos cruzar na 2ª fase, que são do Grupo D (eventualmente Eslovénia e Polónia), dizemos nós, já que os outros dois, Estónia e Israel em teoria parecem não ter estofo para grandes voos ? Ou não ligas a essas coisas e preferes concentrar-te no teu trabalho e preparar a equipa para qualquer batalha ?>> R (ACN) – Não temos conhecimento algum sobre o valor das equipas do grupo D, e não é no momento a nossa preocupação. Gostamos de nos focar no que são factos concretos e objectivos, que neste momento são os jogos com a Dinamarca, Irlanda e Alemanha. Depois com o decorrer da competição teremos tempo para analisar e avaliar a competência dos possíveis adversários. Gostamos de dar um passo de cada vez.P JT) – A FPB apostou na organização deste Europeu porque considera que a geração das nossas jovens nascidas em 1997 e 1998 tem na realidade algumas jogadoras a quem se augura um futuro promissor. Em termos pragmáticos, isto passa por termos aspirações a subir à Divisão A ? O objectivo a perseguir será um lugar nas meias-finais… e depois logo se vê, ou será colocar a fasquia demasiado alta ?R ACN) – É para mim muito difícil estabelecer um objectivo tão concreto numa competição de 11 dias quando temos muito pouco contacto internacional e não conhecemos o valor e potencial das outras equipas. As nossas atletas podem de facto ser muito interessantes mas as das outras equipas também o podem ser! Acredito que nos temos preparado de uma forma séria e ambiciosa por forma a poder disputar de uma forma competitiva todos os jogos que viermos a disputar.P (JT) – Ir para um Campeonato da Europa, tendo nas pernas apenas 3 jogos, achas que é suficiente ou pelo contrário és de opinião que é muito curto para que se possam atingir objectivos mais exigentes ? Em 2012, com uma equipa cujo núcleo duro é repetente (com excepção de Simone Costa que já é Sub-18), estivemos nas meias-finais, com a subida a escapar-nos por uma nesga (4º lugar amargo). Isso é marcante do ponto de vista psicológico ou entendes que as nossas jovens cresceram, estão mais maduras, mais jogadoras e podemos por isso continuar a sonhar ?R (ACN) – Não me parece que do ponto de vista psicológico haja alguma questão marcante relativamente ao facto de no ano passado termos ficado á porta da Div A. Alias, considero acima de tudo, que como equipa de Portugal, jogamos cada vez mais os Europeus com a certeza de ser cada vez mais competitivas e uns adversários a temer. Acreditamos mais firmemente que é possível ter sucesso.Um ano depois, julgo também que as nossas atletas estão mais experientes, fruto do trabalho efectuado com os seus treinadores e clubes…É evidente que gostávamos de lhes ter proporcionado mais alguns confrontos internacionais, mas esta é a nossa realidade e não é esse fator que nos faz ter menos ambição.
Atenção: Novo Horário – Jim Boylen treinador convidado
Este evento está previsto para as 16H30 e será gratuito para os Treinadores. O clinic está integrado no projecto da NBA “Basketball Without Borders” que pela primeira vez se realiza em Portugal. Serão realizados dois campus para jogadores no Complexo de Desportos de Almada e no Pavilhão da Costa da Caparica. Estarão em Portugal alguns treinadores da NBA e ainda os jogadores Carlos Boozer, Vladimir Radmanovic e Nate Robinson que na época passada jogaram pelos Chicago Bulls. Destaque claro para a presença de Ticha Penicheiro.
Os temas a desenvolver durante o clinic serão a “Preparação para o jogo: scouting e avaliação” e a “Defesa do bloqueio directo”.Jim Boylen tem 48 anos e uma larga carreira como treinador na NCAA e NBA. Foi adjunto de Tom Izzo nos Michigan State Spartans, adjunto de Rudy Tomjanovich nos Houston Rockets sendo campeão por duas vezes. Nas últimas duas temporadas, foi assistente de Frank Vogel nos Indiana Pacers, tendo sido contratado pelos San Antonio Spurs no final da presente temporada. Entre 2007 e 2011 foi treinador principal da Universidade de Utah.Os treinadores interessados podem também assistir ao campus que terá a presença de outros treinadores da NBA. Serão eles o sérvio Marin Sedlacek, dos Philadephia 76ers, Jamahl Mosley, dos Cleveland Cavaliers, Jack Sikma e Terry Porter, dos Minnesota Timberwolves.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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