Artigos da Federaçãooo
Formação de Treinadores
2 de Novembro, Cantanhede, Pav. Marialvas: 19.00 às 21.30hAcção no âmbito das Sessões Regulares de Treino Técnico da FPB – Seleccionadores Nacionais com atletas sub-16 masculinos e femininos do distrito de Coimbra3 de Novembro, Cantanhede, Pav. Marialvas: 9.30h às 13.30h – Clinic Fiba europe selecções nacionais de jovens, com a presença de André Martins, Eugénio Rodrigues, Carlos Seixas, Mariana Kostourkova, Rui Alves e Catarina Neves.4 de Novembro, Montemor-o-Velho, Pav. Municipal: 15.00h às 17.00h – Minibasquete – intervenção do treinador no jogo, Profª. Cristina Viegas (Corpo de formadores da ABCoimbra).
“Joguem como se fosse o mais importante”
Após a boa exibição ante o Benfica, o treinador João Freitas considera o jogo com os algesinos ainda mais complicado. Um adversário, que na sua opinião, nada tem a perder, razão pela qual vai obrigar a que a equipa madeirense esteja ainda mais focada . Sem poder contar com alguns jogadores influentes da equipa, Freitas espera que o apoio do público ajude a manter o estatuto de equipa difícil quando a jogar em casa.
“Este segundo jogo vai ainda ser mais difícil que o primeiro. O Algés não tem estrangeiros é a primeira vez que estão na Liga e nada têm a perder. Têm um treinador muito experiente e conheçedor do jogo. Nos nossos jogadores pode ficar sempre a sensação que fizeram muitas coisas boas contra o Benfica e isso pode ser prejudicial na forma de abordar este jogo. Pode e há um relaxamento inconsciente, principalmente se o jogador e a equipa que tivermos pela frente a encararmos como mais fácil e descermos os níveis de intensidade e concentração. Essa é a nossa principal batalha: que os jogadores em todos os momentos e em todos os jogos os joguem como se fosse o mais importante.” ”Temos algumas baixas. Vamos compensar com os jogadores que temos disponíveis. Eu, como treinador, nunca vou forçar jogador nenhum a fazer nada estando magoado, nem nunca me vou queixar dos que não jogam. É uma falta de consideração pelos que estão disponíveis. Esses serão no sábado os mais importantes.” ”Estou expetante para ver como continua a evolução da equipa, mesmo não podendo treinar com todos. Continuo apostado em resolver os nossos problemas antes de me preocupar com os outros, fazendo do treino a nossa principal arma. Como treinamos queremos jogar. Se treinamos bem, temos que jogar bem, e o inverso também é verdadeiro.” ”Que os adeptos continuem a apoiar imenso que todos precisamos. A Madeira tem já a reputação de ser um lugar que todas as equipas respeitam quando cá vêm jogar. A isso se deve também o apoio dos nossos. Nas dificuldades nunca somos poucos.”
CLINIC “SELECÇÕES NACIONAIS JOVENS – FIBA EUROPE 2012″
É já no próximo dia 3 de Novembro – pode consultar o programa, através do PDF que disponibilizamos, nos detalhes desta notícia
A recepção do Clinic será feita na Biblioteca Municipal de Cantanhede, entre as 9h15 e 9h45. O Clinic terá início às 9h45 com as apresentações habituais do trabalho das selecções jovens, seguindo-se um debate entre os participantes. A partir do meio-dia, terá início a sessão prática, no Pavilhão Municipal ‘Os Marialvas’ com Ricardo Vasconcelos e Rui Alves.A ENB informa que os créditos respeitantes a esta formação serão incluídos na contagem para a renovação da Cédula de Treinador de Desporto.
«Uma corrida de obstáculos»
A motivação mantém-se inalterável bem como a ambição de comandar uma equipa competitiva. Para isso suceda António Paulo sabe bem que o conjunto da margem sul terá obrigatoriamente de apresentar qualidade no seu jogo de forma a manter viva a modalidade na cidade do Barreiro. A presença no principal escalão da modalidade obrigou a que fossem revistas algumas questões na preparação do grupo, que teve no Troféu António Pratas um primeiro contacto com o nível de exigência da nova realidade.
Feliz por voltar a treinar?Não coloco a questão numa ideia de felicidade. Mais do que feliz, estou focado numa nova tarefa, com uma ambição e motivação renovadas, e muita vontade de ajudar o Galitos Basket a desenvolver as suas ideias para o basquetebol do clube. Mesmo sem treinar tenho a felicidade de trabalhar diariamente com e no basquetebol, e isso é motivo de prazer quanto baste para quem julga que o jogo tem muito por nos ensinar. Se felicidade é sinónimo de motivação, então digo que sim. Estou muito motivado em ajudar o clube, em formar uma equipa competitiva e sobretudo em valorizar os jogadores que tenho.Neste momento o desafio que tem entre mãos é tentar fazer com que uma equipa que deveria ser competitiva na Proliga consiga disputar aLPB?Essa é uma forte razão para estarmos todos muito motivados e focados no caminho que a equipa e o clube têm de percorrer. Não apenas eu, incluo por um lado os dirigentes do clube, mas também todos os jogadores. É a primeira experiência do Galitos Basket na elite do basquetebol português, queremos obviamente competir, disputar a vitória em cada jogo e mostrar um jogo de qualidade que contribua para manter a chama do basquetebol viva na nossa Cidade. A inesperada subida de divisão alterou de alguma forma aquilo quetinha programado no inicio da temporada? A programação em nada se alterou. Os princípios de que o nosso trabalho deve ter a intensidade, a exigência e a disciplina necessárias para aos poucos nos prepararmos para jogar, não se alteraram em nada. Essa seria sempre a atitude tomada para nos prepararmos para a Proliga. Mas é óbvio que algumas expectativas foram modificadas e essa gestão tem vindo a ser cuidada. Claro que a equipa teve de ser revista em algumas questões para se adaptar a esta nova realidade. Entraram alguns jogadores que julgámos fundamentais para encarar uma competição como esta, e outros vão aos poucos adaptando-se à ideia de que jogar na LPB é algo diferente em termos de ritmo, de eficácia e de competitividade do que noutras divisões. Um arranque de temporada nada fácil com a fase de grupos do António Pratas? Nada fácil, mas espero que seja muito proveitoso para a equipa. Alguns dos meus jogadores nunca haviam jogado a este nível. Isso tem que ser entendido como uma oportunidade de crescer e uma condição para evoluir. Não quero perder o hábito de pensar que são os contextos adversos que melhor criam ambientes de superação. Por isso não tenho dúvidas que os jogos do Troféu António Pratas foram dois ótimos jogos para percebermos a que nível cada um de nós deve exigir de si próprio para que a equipa ganhe com isso no futuro. A que objetivos se propõe para esta temporada a equipa representativa do Barreiro?Os nossos objetivos passam por disputar a vitória em cada jogo. Só nos interessa um jogo de cada vez e fazer o que estiver ao nosso alcance para ganharmos. Se no final da época, as contas permitirem a manutenção na LPB ficaremos satisfeitos. Agora de nada adianta pensarmos nisso. Para nós o campeonato será como uma corrida de obstáculos que vão aparecer em cada semana. Queremos ultrapassar e preocuparmo-nos com um de cada vez. Se conseguirmos juntar a isso a participação num ponto alto, será para nós um feito. Para o Galitos Basket e para a cidade do Barreiro será muito importante ter uma equipa a competir a este nível no basquetebol português. Por isso também temos responsabilidades para com aqueles que nos apoiam. Queremos ser competitivos porque sabemos que com isso dignificamos a Câmara Municipal do Barreiro e a Tley que tanto nos têm apoiado.
«Estamos cá por mérito próprio»
O clube tem uma equipa na Liga Feminina (LFB), um conjunto jovem, alicerçado na formação, mas que de acordo com o treinador Jorge Maia tem correspondido o que lhe foi pedido. Depois de uma estreia pouco auspiciosa na Madeira, as vareiras preparam-se, agora, para medir forças diante do Académico.
Num clube com a tradição da Ovarense, o basquete feminino começa igualmente a ter expressão. Não deixa de ser curioso que num período de restrições orçamentais o clube de Ovar tenha as suas equipas seniores nas principais Ligas. “Não há dúvidas que a Ovarense sempre foi identificada pelo setor masculino, onde a equipa sénior é o seu expoente máximo. Mas julgo que o setor feminino ganhou naturalmente o seu espaço, devido ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos, onde tem alcançado bons resultados e com certeza que é motivo de orgulho para todos os vareiros.”A crise económica que o país atravessa reflete-se naturalmente no desporto e a Ovarense não foge à regra. No entanto, clube e sócios, dentro das suas possibilidades, tentam apoiar o basquetebol feminino. “Sabemos claramente que os tempos não estão fáceis, mas contamos com todo o apoio possível da direção. Em relação aos adeptos, eles também estão connosco, e exemplo disso foi o playoff da época passada, principalmente na final com o Lousada, com a Arena a registar uma boa assistência.” O clube volta a estar no escalão principal feminino, tendo sempre por base as suas equipas mais jovens. “É a segunda vez que o clube alcança este patamar e sempre com a base na formação do clube. Relembro que a equipa tinha somente 4 atletas com idade sénior e o restante eram sub-19. Não podíamos estar mais satisfeitos com o desempenho das atletas.”A equipa é jovem e naturalmente inexperiente, o que não invalida que o desafio seja atrativo para Jorge Maia, pois a equipa tem muita coisa a ganhar com esta participação na Liga. “A idade média da nossa equipa ronda os 19 anos! Claro que vamos sentir grandes dificuldades não só pela experiência, mas também a nível físico. Temos é uma certeza: estamos nesta competição, por mérito próprio! Por isso vamos aproveitar ao máximo, para poder evoluir e consolidar o nosso jogo, aumentar os nossos índices competitivos e também continuar a lançar jogadoras mais jovens para garantir o futuro!”A Ovarense iniciou a sua participação no campeonato com uma deslocação à Madeira, uma estreia que não foi a ideal, mas em que a atitude da equipa não merece reparos por parte de Jorge Maia. “Em relação ao jogo do CAB, sendo o primeiro jogo da competição, acusámos um pouco a ansiedade e o nervosismo natural da estreia. Entrámos mal, permitindo ao CAB um parcial de 8-0. Após um desconto tempo serenámos e conseguimos ir “equilibrando o jogo até ao final do 1º período (25-20). Nos restantes parciais, não fomos eficazes em ataque, falhando algumas ‘bolas fáceis’, não conseguimos parar as jogadoras estrangeiras, que foram as grandes anotadoras da equipa (29+18 pontos), perdemos muitos ressaltos na nossa tabela e naturalmente o CAB ia aumentando a vantagem. De salientar a atitude da equipa que nunca virou a cara ao jogo e que disputou cada bola independentemente do marcador.”Sábado a equipa vareira desloca-se ao Porto, para defrontar o Académico. Um adversário já conhecido do técnico, uma vez que ambas as formações se defrontaram na fase de grupos do Troféu Vítor Hugo. Apesar de derrotada, a equipa de Ovar discutiu o jogo, pelo que, melhorando alguns aspetos, Maia acredita que possa vencer o encontro. “Jogar no Académico é sempre complicado! São jogos diferentes inseridos em contextos diferentes (Taça Vitor Hugo). São duas equipas jovens e julgo que vai ser um jogo equilibrado, e claro que queremos vencer. Mas para isso temos de estar ao nosso melhor nível e e ser mais constantes ao longo do encontro.”
Plano de Contingência
As sessões regulares do trabalho técnico (SRTT) realizadas na época passada, isto é, mais de 40 sessões de treino, em 12 Associações, envolvendo mais de 300 atletas (masc. e fem.) de idade Sub-16, Sub-15 e Sub-14, foram objecto de relatórios finais dos seleccionadores nacionais sub-16, sendo claros ao reconhecer a importância das SRTT’s no âmbito da observação e preparação das jogadoras e jogadores.
Tamanho sucesso só foi possível com o compromisso de TODOS! Parabéns!Para esta época, queremos manter o modelo e aumentar ainda mais o número de sessões.Os procedimentos são os seguintes:– as Associações devem apresentar candidaturas/intenção de organizar uma SRTT para o seguinte endereço de e-mail: ruialves@fpb.pt;- nessa candidatura devem informar: datas propostas (preferencialmentesegundas/terças-feiras mas podem ser outras, mesmo no fim-de-semana),local, horário, se são duas sessões (preferencialmente, fem. e masc.)ou só para um deles;- a responsabilidade técnica é dos seleccionadores Ricardo Vasconcelos (Coordenador das Selecções Femininas e Seleccionador Nacional Seniores Feminino) e Rui Alves(Seleccionador Nacional de Sub-16 Masculinos);- serão convocados oficialmente pelos responsáveis os jogadores ejogadoras (18-20 por treino) do distrito (ou distritos próximos), apartir dos seguintes requisitos: 1. jogadores JET (caracterizados como de “Especial Talento”) 2. jogadores da LJIN (lista de jogadores de interesse nacional) 3. jogadores da Selecção Distrital (por indicação do DTR/Seleccionadores Distritais)- estas sessões são também um momento óptimo para partilha de experiências e formação de treinadores, para os quais os nossos seleccionadores estarão sempre disponíveis;- às Associações compete apenas providenciar um pavilhão adequado àrealização das sessões e bolas (mínimo 10). Cada Associação podesugerir as datas que entender. A escolha dos locais será feita emfunção do número de jogadores JET e ainda dos constantes nas LJINdessa região. Contudo, será feito um esforço para conseguir fazer pelomenos uma sessão em cada Associação que se candidate;Este projecto não substitui a importância do trabalho regular que preconizamos para as Selecções Distritais, onde igualmente disponibilizamos o apoio dos nossos técnicos, podendo este ser um interessante complemento.De facto, ao termos melhores jogadores vamos ter melhores equipas,melhores selecções regionais e nacionais. TODOS temos a ganhar no trabalho regular com os atletas mais aptos.Por fim, pedimos que divulguem esta iniciativa junto dos vossos clubes filiados.Manuel FernandesDTN
João Freitas comenta jogo com Benfica
Apesar dos atuais campeões nacionais recolherem total favoritismo à conquista de todos títulos em disputa na presente temporada, os comandados por João Freitas estão determinados a fazer uma boa partida e deixar tudo dentro de campo. Nas vésperas do encontro, João Freitas falou ao Site Oficial do CAB e fez a antevisão do encontro.
“Primeiro vou dar todas as razões por que o Benfica é favorito par este jogo. Desde há um mês que jogam todos os fins de semana. Logo têm um ritmo de jogo e rotinas já consolidadas. Têm um plantel com uma qualidade imensa que lhes dá um conjunto de rotações de muita qualidade. São os Campeões Nacionais, reforçados com dois dos melhores jogadores da Selecção Nacional. Acabaram de ganhar o Troféu António Pratas, ganhando todos os jogos por vantagens de mais de 25 pontos e sem jogarem com todo o plantel.””Do outro lado nós, CAB-Madeira. Competimos só um fim de semana e fizemos dois jogos. O Jason está magoado e dificilmente jogará. O Shawn só a semana passada recomeçou a treinar e está com uma gripe muito forte. Não sabemos ainda o que valemos como equipa. Os jogadores ainda se estão a conhecer e a aprender a jogar juntos. Ainda temos muito que trabalhar e mudar. Então estão aqui todos os argumentos para dizer que, mais do que ganhar o Benfica tem todas as condições para ganhar e por muitos.””Mas há um factor que trabalhamos todos os dias: a cabeça dos jogadores. O trabalho é imenso. Quando os jogadores acreditam em algo esse algo por vezes aconteçe. Temos que ir às crenças e às capacidades escondidas de cada um para que se superem em cada momento. Erros, vamos fazer muitos. Mas vamos fazê-los bem. Se perdermos vamos perder bem. E podem acreditar que cada jogador e o treinador vão deixar a pele dentro de campo, para que todos os sacrifícios que fazemos e que fazem os dirigentes desta equipa valham a pena. Se perdemos, perdemos de pé. Com orgulho. Mas todos juntos. Sem desculpas, mas conhecendo a realidade. A época não começa nem acaba neste jogo. Temos muitos mais desafios pela frente.”
Sérgio Ramos: «Faltou presença na Euroliga»
Agora, aos 37 anos, prepara-se para abraçar a carreira de treinador nos escalões de formação do Benfica, uma nova etapa, um desafio aliciante, onde certamente continuará a ser bem sucedido. Leia a entrevista nos detalhes desta notícia.
Houve alguma hesitação quanto ao colocar um ponto final na sua carreira de jogador? Terminar uma carreira desportiva nunca é um momento fácil especialmente, quando ainda te sentes com disponibilidade mental para treinar e tentar ser melhor cada dia. Tive uma longa carreira desportiva, cerca de 20 anos como sénior, e não queria terminar estando lesionado. No entanto, existiram vários factores que me levaram a tomar esta decisão.Olhando para trás, quais os momentos mais marcantes da sua carreira? É difícil eleger porque foram muitos os momentos marcantes: a subida aos seniores com 16 anos, a ida para o Benfica com 19 anos, o meu primeiro ano no estrangeiro em Itália, a aventura em Espanha de competir na melhor Liga da Europa e jogar contra os melhores jogadores do continente, o regresso para o Benfica e contribuir para ganhar, 14 anos depois, o campeonato nacional.Os momentos onde me senti mais realizado a nível profissional foram os anos onde competi na Liga ACB, onde a minha capacidade competitiva atingiu níveis mais elevados e senti que podia competir contra qualquer adversário.Ficou por alcançar algum objetivo que tinha em mente? Ficou a mágoa de não saber onde podia ter chegado se não tivesse ficado 2 anos sem competir por causa das 2 operações que realizei ao joelho direito. Quando poderia ter dado o salto competitivo para uma equipa de topo em Espanha aconteceu a lesão no joelho que interrompeu a progressão desportiva e a evolução que estava a ter como jogador. O objetivo de fazer parte de uma equipa de topo na ACB, que participasse na máxima competição Europeia (Euroliga), foi um dos objetivos que ficou por realizar.Sempre se imaginou no papel de treinador? Isso ajudou-o a tomar a decisão de deixar de jogar? Já tinha tido uma experiência com treinador-adjunto em 2005, quando trabalhei com o professor José Tavares nos cadetes A do Benfica. Foi uma experiência gratificante e que me fez ganhar o gosto pelo treino e por ensinar o jogo. Por esse motivo ingressei novamente na Universidade e tenho frequentado cursos de formação com o objetivo de me preparar o melhor possível para assumir funções de treinador. No entanto o facto de ter deixado de jogar não foi motivado pelo meu desejo de treinar, apesar de nos últimos anos, enquanto jogador, ter vindo a assumir um pensamento mais crítico e reflexivo sobre o papel e as funções do treinador.Foi por opção sua que começou a treinar uma equipa de formação? Não foi opção treinar uma equipa de formação, no entanto considero que um treinador deve passar por um processo normal de aprendizagem, que deve incluir etapas em equipas de formação. Ser jogador não é o mesmo que ser treinador, são necessários outros conhecimentos, outras capacidades, outra postura e comportamentos, que são adquiridos com a formação teórica e, principalmente, com a prática diária do treino. Não nos tornamos treinadores de um dia para o outro, é necessário estudar, aprofundar conhecimentos, trocar ideias e opiniões e depois treinar, treinar muito, pois só com a prática podemos evoluir enquanto treinadores. Treinar seniores e equipas de formação são duas coisas distintas, apesar de terem algumas similitudes, como a exigência, a disciplina, o rigor, a entrega e dedicação às tarefas diárias. Os objetivos individuais e coletivos, as necessidades e as expetativas dos atletas relativas à prática desportiva não são os mesmos e por esse motivo os conteúdos do treino têm que ser diferentes. Joguei 20 anos como sénior e, possivelmente estaria habituado e até mesmo preparado para treinar uma equipa sénior, no entanto esta etapa é importante na minha aprendizagem e formação como treinador. Considera um bom sinal o facto de vários ex-jogadores estarem a assumir a responsabilidade de treinar em Portugal? Acho positivo que assim o façam, desde que se formem e ganhem capacidades e competências para desempenhar bem o papel de treinadores. As vivências de jogador são importantes e dão-te um feeling especial sobre aquilo que acontece no seio de uma equipa, mas não são condição suficiente para se ser um bom treinador. A formação teórica, a troca de experiências com outros treinadores e, sobretudo a prática do dia-a-dia, são os factores essenciais no crescimento de um treinador. A minha primeira experiência como treinador em 2005 elucidou-me para a necessidade de melhorar a minha formação e desenvolver competências que nada têm a ver com as competências de jogador. Aconselho a todos os ex-jogadores que gostem de treinar a não descurar essa formação e a deixarem-se guiar por técnicos mais experientes, que os possam ajudar nas primeiras etapas de treinador. Será que existem em Portugal esses treinadores experientes e com disponibilidade e capacidade para ensinar jovens treinadores a treinar? É uma questão que não me compete a mim responder, mas deixo a reflexão no ar.Houve algum treinador que o tenha marcado, ao ponto de ser a sua referência no ensino do basquetebol? Tive dois excelentes treinadores na minha formação como jogador, o Jorge Faustino e o Luís Guedes. Ensinaram-me as técnicas e táticas do jogo, mas sobretudo ensinaram-me a ter paixão pelo jogo, a ser perseverante na busca dos meus objetivos, a ter confiança em mim mesmo, a respeitar os outros, a divertir-me e fazer amigos no basquetebol.No alto rendimento tive muitos treinadores, todos eles importantes, mas destacaria dois: o Jorge Coelho, pela oportunidade que me deu de crescer jogando e cometendo erros na equipa sénior do Estrelas da Avenida quando tinha apenas 17 anos; e o Edu Torres, que foi o treinador que melhor soube potenciar as minhas qualidades e mais contribui para o enorme salto qualitativo que dei como jogador de basquetebol – a sua forma de comunicar, de motivar e de ensinar foram decisivas na minha evolução.O que considera ser fundamental transmitir aos miúdos neste seu novo papel? Acho importante transmitir-lhes a mentalidade, ou se quisermos o hábito comportamental, de tentarem ser melhores cada dia em todos os aspetos da sua vida, quer seja no basquetebol ou na escola. É importante que cada um deles estabeleça objetivos pessoais e que, com dedicação, espírito de sacrifício, trabalho, perseverança possam lutar por ter melhores resultados, seja a nível desportivo ou escolar. Sem estes fatores não podem tornar-se bons jogadores nem em profissionais competentes em qualquer área que escolham no futuro. O talento não chega, é necessário algo mais, tentar superar-se cada dia que agarram numa bola ou num livro escolar. Por esse motivo, os treinadores devem ser responsáveis, não só por ensinar as técnicas e táticas do jogo, mas também por ensinar os comportamentos e hábitos que deve ter um jogador de elite. Acredito profundamente no potencial formador e educador que o desporto possui e, por esse motivo, é fundamental educar os nossos jovens os comportamentos e as atitudes adequadas a ter em contexto desportivo e na vida em sociedade. O desporto oferece oportunidades únicas de convívio, de cooperação, de trabalho em equipa, de aprender a respeitar os outros, de lidar com a frustração da derrota e com a alegria da vitória, de perseverança e superação. É neste contexto que os treinadores têm a responsabilidade de intervir: nem todos serão jogadores profissionais de basquetebol mas todos eles se podem tornar em cidadãos e profissionais responsáveis e competentes.Alguma mensagem que queira deixar? Aqueles que gostem de basquetebol e que tenham a ambição de ser melhores cada dia, não deixem de trabalhar com dedicação e perseverança para alcançar os seus sonhos ou objetivos, sejam eles chegar à Liga Portuguesa, à Liga ACB ou à NBA. Não tenham medo de sonhar alto e ambicionar algo que nunca foi alcançado anteriormente. Para treinar basquetebol apenas necessitamos uma bola e um cesto. Não necessitamos treinadores (às vezes atrapalham mais do que ajudam!) nem de ninguém que nos diga o que fazer. Treinem, treinem sozinhos e treinem muito e não deixem de sonhar. Um repto: nenhum jogador português chegou à NBA. Quem será o primeiro?
Lusitânia/EXPERT “confiante”
A Académica é agora o adversário que se segue, numa partida que se joga este sábado, pelas 15 horas, no pavilhão Império Bonança, em Lisboa.
Para o treinador Nuno Barroso, “é sempre bom começar a época a ganhar, marcando um ponto alto logo no início da temporada, e estando este torneio envolvido no período competitivo é importante termos um desempenho de acordo com as nossas expetativas e com o trabalho já desenvolvido”, afirmou. O timoneiro da equipa de Angra do Heroísmo acredita “num bom desempenho”, mas está ciente do valor da Académica, que é “uma boa equipa, muito organizada e que, tal como nós, está à procura da sua melhor forma. Conhecemos bem a equipa e o seu treinador, mas vamos para campo com um espírito positivo e com a ideia de ganhar o jogo” adiantou. Sobre a formação para a época que agora começou, Nuno Barroso reconhece que a busca de novos jogadores resultou, mas salienta que “nós sabíamos que era importante manter o núcleo duro da equipa, e isso foi conseguido, mesmo se temos um plantel bastante curto nesta altura”. Segundo explicou, “temos um plano estabelecido que, caso se cumpra, vai dar lugar a um conjunto bastante competitivo que, sem dúvida, vai atingir os objetivos propostos pelo clube. É nesse sentido que todos estamos a trabalhar”, concluiu Nuno Barroso. No outro jogo da Final Four vão encontrar-se Benfica e Barcelos, estando a final da competição agendada para domingo (16 horas), entre os vencedores da véspera.
Paulo Freitas antevê Ovarense
O primeiro jogo das Amigas é em casa, perante a Ovarense, equipa recém-chegada ao escalão máximo do basquetebol feminino. Em declarações ao Site Oficial do CAB, o treinador Paulo Freitas fez a antevisão do confronto de sábado.
“Sendo o primeiro jogo da Liga, as nossas expectativas são grandes, pois, com cinquenta e cinco treinos somados e somente dois jogos de preparação, não sabemos se a direcção do nosso trabalho está a corresponder ao exigido. Pessoalmente, acredito que sim, mas a competição fornece, exactamente, as respostas, que, num plano teórico, são difíceis de saber.”“Julgo, no entanto, que a nossa vontade vai superar as dificuldades e o que vai ser exigido a cada uma das jogadoras é o máximo respeito pelo adversário, não importando que seja uma equipa que agora subiu à Liga. Como já disse anteriormente, a minha confiança na equipa é grande, e, se cada atleta fizer o que sabe e aquilo que treinou, pensamos que isso poderá ser suficiente para vencer.”
Carlos Cabral: “Teremos que ser mais fortes mentalmente”
Quais são as suas expectativas para a nova época, que está prestes a iniciar-se?É expectável termos uma época difícil, até pela juventude e inexperiência desta equipa. No entanto, não vamos deixar de espreitar a possibilidade de chegarmos ao “play off”.O clube aceitou preencher uma vaga na I Divisão Feminina. Considera que o grupo que lidera, que não sofreu grandes alterações, está pronto para esse desafio mais exigente?Começámos os treinos no início de Setembro e, desde aí, preparamo-nos dia a dia para mais este desafio, que é jogar na I Divisão Nacional, com a noção das dificuldades e a certeza de todos os dias podermos dar mais um passo para o sucesso.A estrutura base da equipa, que já está identificada com as suas ideias, manteve-se. Este grupo, que praticou um bom basquetebol no último ano, ainda tem margem de progressão?Acredito que é sempre possível fazer melhor e esta equipa vai continuar a praticar um bom basquetebol e a crescer técnica e tacticamente e também ao nível físico. No entanto, teremos que ser mais fortes mentalmente para podermos superar todo o tipo de pressão a que estamos sempre sujeitos.A equipa tem feito vários jogos de treino, alguns deles frente a equipas da Liga. Está apta para o início da competição?Apesar de algumas contrariedades, vamos ser competitivos e estar o melhor possível neste início de campeonato.O primeiro jogo oficial será para Taça de Portugal, frente ao Gafanha. Que papel gostaria que o clube tivesse nesta prova?Sendo uma prova a eliminar, existe sempre a contingência do sorteio. Estes jogos servirão para avaliarmos o estado da equipa, para nos situarmos no panorama nacional e, obviamente, sem perdermos a noção da realidade, lutar sempre pela vitória, qualquer que seja o adversário.Ter o apoio dos adeptos é sempre importante, mas não será ainda mais este ano, no qual o clube terá outro tipo de oposição?Esta equipa tem trabalhado muito para merecer esse carinho e tenho a certeza que esse apoio dos adeptos do Esgueira vai continuar a acontecer.
«Vamos jogar para ganhar»
Assegura que a equipa vai “deixar tudo em campo” e que “nada vai ser fácil contra o GDESSA”.
Todos os anos o GDESSA consegue reinventar-se como equipa. Mérito do seu treinador Nuno Manaia que aposta em jovens jogadoras, mas também da formação do clube que todos os anos consegue colocar atletas na equipa principal. “A nossa equipa tem sempre jogadoras jovens a aparecer na equipa sénior. Muitas delas ainda são juniores, isso faz com que haja sempre mais uma ou duas jogadoras por época que conseguem ajudar a manter o nível da equipa. O facto de também conseguirmos manter o núcleo duro acaba por ser igualmente importante. Apesar de jovens já têm alguma experiência acumulada e assim vamos conseguindo corrigir alguns erros do passado. Também temos conseguido contratar jogadoras americanas que, juntamente com a experiente Vera Correia, nos têm dado a consistência necessária para sermos competitivos ano após ano.” O apuramento para a final-four do Troféu Vítor Hugo leva a crer que a equipa vai voltar a ser competitiva. A vitória por um ponto diante as açorianas do Boa Viagem colocou a equipa do Barreiro no primeiro ponto alto da temporada feminina. “Penso que sim, pelo menos é esse o objetivo. O grupo de jogadoras não se alterou muito, não há motivos para pensarmos que somos piores que a época passada.”A primeira fase foi ultrapassada com sucesso, pelo que a próxima etapa, embora tentando sempre ganhar, é encarada pelo técnico Nuno Manaia como de preparação para o Campeonato. Uma surpresa é sempre possível acontecer, mas atingir a final é para já o objetivo do GDESSA. “A Taça Vitor Hugo é uma prova de preparação em que os treinadores aproveitam para avaliar o rendimento da sua ‘nova’ equipa. Esse é o nosso objetivo. Queremos entrar bem na Liga Feminina e para isso temos que aproveitar estes jogos para ‘limar’ estratégias, regras, etc. Claro que vamos jogar para ganhar, uma das coisas que queremos é ser competitivos contra todos os adversários. Para já queremos chegar à Final, depois…alguém terá que vencer o troféu.”O treinador da equipa da margem sul já tem bem definidos os objetivos para esta temporada, se bem que um se sobreponha aos demais: ser competitivo contra todos os adversários. “Uma boa época seria ficar nos 4 primeiros lugares, embora tenhamos definido como objectivo ficar na 1ª metade de tabela e atingir 2 pontos altos nas outras competições. Queremos competir com os melhores e mesmo quando não ganharmos iremos deixar tudo no campo. Nada vai ser fácil contra o GDESSA.”
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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