Artigos da Federaçãooo
Dwayne Foreman Jr. destaca-se como MVP da 21.ª jornada
A Liga Placard regressou este fim de semana depois da paragem para a janela de qualificação da FIBA e viu o extremo-poste do SC Lusitânia/Expert, Dwayne Foreman Jr. arrecadar o MVP Tissot da 21.ª jornada depois do duplo-duplo recheado diante do Terceira Basket Club.
Por sua vez, foi do lanterna vermelha do campeonato que surge a prestação mais valiosa de um português, com Pedro Santos a evidenciar-se no capítulo do lançamento exterior (5/10) que resultaram em 25 pontos marcados.
Eis os números da jornada!
Líderes estatísticos da 21.ª jornada da Liga Placard:
MVP Tissot da jornada | Dwayne Foreman Jr. (SC Lusitânia/Expert): 31pts, 15res, 1as, 70%LC, 42MVP
MVP Nacional | Pedro Santos (Terceira Basket Club): 25pts, 4res, 3as, 3rb, 5/10 3PT, 27MVP
Pontos | Kurt James (Maia Basket Clube): 32
Ressaltos | Dwayne Foreman Jr. (SC Lusitânia/Expert): 15
Assistências | Andre Yates (Terceira Basket Club): 10
Roubos de bola | Montell Goodwin (Esgueira/Aveiro/Oli): 7
Desarmes de lançamento | Eric Coleman (SL Benfica): 4
Cinco ideal | Montell Goodwin (Esgueira/Aveiro/Oli), Kendall Jacks (Barreirense/Optimize), Justin Alston (CAB Madeira SAD), Dwayne Foreman Jr. (SC Lusitânia/Expert) e Sasa Borovnjak (FC Porto)
Top recordes:
Pontos | Marqueze Coleman (Vitória SC): 41
Ressaltos | Tyrell Williams (Terceira Basket Club): 19
Assistências | Rafael Lisboa (SL Benfica): 17
Roubos de bola | Daniel Regis e Montell Goodwin (Esgueira/Aveiro/OLI): 7
Desarmes de lançamento | Tomás Domingos (Galitos Barreiro) e Emondre Rickman (SC Lusitânia/Expert): 4
Mais valorização | Austin Tilghman (Galitos Barreiro): 50 MVP
SL Benfica ultrapassa Carnide Clube/Holos
O SL Benfica bateu o Carnide Clube e manteve o 5.º lugar na Liga Feminina, já o CAB Madeira conseguiu um importante triunfo na receção ao GDESSA Barreiro.
Carnide Clube/Holos 39-96 SL Benfica
O SL Benfica não teve dificuldades para bater o Carnide Clube/Holos, conseguindo desde cedo fugir no marcador depois da forte entrada em campo (10-30). A diferença pontual permaneceu elevada até ao intervalo, até que as encarnadas voltaram a aumentar o fosso para o Carnide, estabelecendo o resultado final em 39-96.
Inês Cruz (11pts, 1res, 1as, 1rb) e Mariana Pereira (13pts, 9res, 4as) foram as melhores na equipa da casa que viu Mariana Silva (21pts, 3res, 2rb), Destinee Young (19pts, 8res, 1as, 1rb) e Josephine Filipe (14pts, 4res, 3as, 1rb) brilharem nas águias.
CAB Madeira 63-51 GDESSA Barreiro
A boa entrada em campo, com um parcial de 20-12, acabou por beneficiar o conjunto insular que se manteve sempre na liderança do jogo a partir dos momentos iniciais do encontro. Apesar do equilíbrio verificado na segunda parte, a maior eficácia das anfitriãs (43% contra 26%) viria a ser fundamental para nunca permitir uma possível reviravolta do GDESSA.
Olivais FC mantém liderança em Guifões (59-66)
Com transmissão n’A Bola TV e na FPBtv, O Vitória SC levou de vencida o- União Sportiva, provocando a terceira derrota no campeonato para as açorianas. O Olivais FC, de visita a Matosinhos, conseguiu superar o Guifões SC apesar da resiliência da equipa da casa.
Vitória SC 72-68 União Sportiva
O Pavilhão Unidade Vimaranense foi o palco do primeiro encontro de domingo, que sorriu ao conjunto minhoto do Vitória SC. Apesar da vantagem inicial do União Sportiva, as vimaranenses souberam anular os nove pontos de vantagem das visitantes graças a um melhor controlo da posse de bola, bem como dos pontos marcados após ressalto ofensivo (18 pontos). O parcial de 17-11 no último quarto assumiu extrema importância já que foi o período do jogo em que se confirmou a reviravolta no marcador.
Sara Ressurreição (17pts, 3res, 4as, 1rb), A’lexus Harrison (14pts, 13res, 2as, 6rb, 1dl), Kaisa Kusma (15pts, 4res, 3rb, 1dl), Meg Wilson (12pts, 10res, 2as, 1rb) e Bárbara Miranda (11pts, 2res, 1as) foram as melhor no Vitória, já no União Sportiva, Aliyah Coller (21pts, 11res, 3as), Miriam McKenzie (22pts, 6res, 1as, 3rb) e Vânia Sengo (17pts, 5res, 3as, 1rb, 1dl) estiveram em bom plano.
Guifões SC 59-66 Olivais FC
O Olivais continuou na dianteira da Liga Feminina após arrecadar mais um triunfo fora deportas, desta vez em casa do Guifões SC. Na primeira metade do encontro a equipa de Coimbra esteve a lançar com 75% de eficácia da linha dos três pontos, percentagem elevada que levou as campeãs nacionais na frente do encontro para o intervalo (29-38). Na segunda parte o Olivais continuou na frente e, apesar da reação das anfitriãs nos últimos minutos de jogo as conimbricenses asseguraram a 18.ª vitória no campeonato.
Nas donas da casa realçar as performances de Morgan Batey (21pts, 6res, 4as, 4rb) e Filipa Barros (19pts, 4res, 2as, 3rb). No Olivais sobressaíram Norianna Haynes (16pts, 7res, 1rb), Marcy Gonçalves (12pts, 3res, 5as, 3rb) e Artémis Afonso (10pts, 12res, 6as, 1rb).
FC Porto carimba presença na Final Four da Taça de Portugal
Num jogo de altos e baixos para as duas equipas, o FC Porto levou a melhor sobre o Galitos Barreiro (62-65) e inscreveu o seu nome na final a quatro da Taça de Portugal masculina.
Depois de terem atuado na passada sexta-feira em mais uma jornada da Liga Placard, Galitos Barreiro e FC Porto apresentaram-se no Pavilhão Municipal Prof. Luís de Carvalho dispostos a discutirem a continuidade na Taça de Portugal e logo no 1.º quarto se notou o equilíbrio na partida (14-13). No entanto, ainda antes do descanso os “dragões” aplicaram um parcial de 10-24 e afastaram-se na liderança do marcador. A vantagem azul e branca permaneceria intacta até ao fim da partida, porém importa realçar o esforço dos homens da casa que nos últimos dez minutos limitaram o FC Porto a apenas nove pontos marcados.
Daniel Machado (17pts, 2res, 1as, 1rb) e Connor McCleanaghan (15pts, 13res, 2rb) foram os principais protagonistas na equipa da Margem Sul do Tejo, ao passo que o FC Porto contou com a inspiração de João Soares (13pts, 7res, 3as, 2rb), Sasa Borovnjak (16pts, 4res, 2as) e Rawle Alkins (10pts, 6res, 1as, 1dl). Este triunfo nos quartos-de-final da prova rainha do basquetebol nacional coloca a formação azul e branca em Odivelas, local onde se discutirá, entre 21 e 22 de março, a 71.ª Taça de Portugal masculina.
Vitória SC e Sporting CP frente a frente (15h, RTP2)
O líder do campeonato, o Sporting CP, está de visita a Guimarães para defrontar o Vitória SC, formação que ocupa o quinto posto da classificação. Na antevisão do jogo, que conta com transmissão em direto e exclusivo na RTP2 (15h), a FPB falou com os bases portugueses das duas equipas, com “Litos” Cardoso e Diogo Ventura a fazerem a análise do jogo deste sábado.
“Litos” Cardoso – Vitória SC
Quais são as principais forças do Sporting?
O Sporting é uma equipa bastante completa e coesa, tanto tecnicamente, como taticamente. Encontram a sua força no coletivo e num jogo que é, inevitavelmente, agressivo fisicamente. Acabaram de regressar e querem mostrar que vieram para fazer “estragos”.
Em que aspetos o Vitória SC terá de ser superior?
Defendendo mais, querendo mais, lutando mais – porque é assim que se vence. A pressão estará do lado deles, mas queremos colocar-lhes dificuldades e vamos entrar com um único objetivo: vencer. As nossas armas são os nossos adeptos e acredito que o castelo estará bem protegido.
O Vitória SC obteve uma série de seis triunfos consecutivos em jogos oficiais, recentemente, e tem lutado pelo quarto lugar com a Oliveirense. Quais as principais razoes que explicam esta campanha?
Somos o berço de Portugal e carregamos D. Afonso Henriques ao peito – não há maior motivação que esta. Aliamos a isso, a nossa predisposição para o trabalho, entreajuda e união. Na nossa atmosfera vive o inconformismo e a perseverança. A nossa força está em cada um dos nossos atletas, equipa técnica, direção e adeptos o que faz com que sejamos uma família. Como capitão desta equipa, sinto-me muito orgulhoso pelo que temos vindo a fazer.
Houve alguma reformulação de objetivos para a Liga?
Os nossos objetivos são claros desde o início da época: estar presente nos pontos altos e entrar para vencer. Sabemos que a tarefa não vai ser fácil, mas estaremos à altura de o discutir. Trabalhamos jogo a jogo, sempre com a mesma motivação e empenho. Neste momento discutimos o quarto lugar com a UDO e vamos jogar a última fase de acesso à final4 da Taça de Portugal. Só poderão esperar por um Vitória competitivo.
Diogo Ventura – Sporting CP
Quais são os maiores perigos do Vitória SC? Antes da derrota no Dragão, vinha numa sequência de seis triunfos consecutivos em jogos oficiais.
O Vitória SC é uma equipa muito forte a jogar em sua casa e tem jogadores com muita qualidade. São uma equipa boa defensivamente e têm jogadores que conseguem marcar pontos com alguma facilidade. Têm feito uma boa época com bons resultados e foram sempre competitivos com todas as equipas.
Em que aspetos o Sporting terá de ser superior? Quais são as chaves para um bom resultado?
Temos de ser uma equipa fiel aos nossos princípios, que são uma defesa agressiva, forte nos ressaltos e jogar com confiança no ataque.
O Sporting lidera a Liga Placard, apenas com uma derrota, em plena temporada de regresso à modalidade. Esperavas uma campanha tão positiva e afirmativa?
Quem trabalha diariamente connosco sempre acreditou que estes resultados eram possíveis e que podíamos lutar por todos os títulos. Neste momento estamos em primeiro na classificação, mas temos de continuar a dar o máximo e trabalhar muito diariamente para continuarmos no topo e chegarmos aos pontos altos na máxima força.
Acabaste de integrar os trabalhos da Seleção Nacional. Isso também te serve de motivação para este regresso à competição interna? Como tem sido esta experiência no clube de Alvalade?
É sempre um orgulho representar o nosso país e dá sempre muita motivação ser convocado para a Seleção Nacional, pois acho que é algo que qualquer jogador ambiciona na sua carreira. Volto ao Sporting CP com a mesma motivação e vontade de ganhar todos os nossos jogos. Esta experiência no Sporting tem sido ótima e espero que continue a ser. Quero que culmine com a conquista de títulos. Agradeço ao clube por acreditar em mim e espero retribuir sempre com o máximo de esforço, empenho e muitas vitórias.
Simone Costa no cinco ideal da WBBL
Na semana que ficou marcada pela paragem de algumas competições nacionais em virtude da janela de qualificação da FIBA, foi no feminino que contamos com os registos mais notáveis na rubrica desta dos portugueses pelo mundo. Em Espanha, Maria João Correia apresentou-se em forma, mas não evitou a derrota do CDB Clarinos diante Cadi La Seu, já em Inglaterra Simone Costa integrou o cinco ideal da WBBL. Destaque, também no Reino Unido, para as exibições de Sara Djassi, Rosinha Rosário e Luiana Livulo. Na Suíça Inês Viana e o Elfic Fribourg avançaram na Taça, enquanto na Bélgica Sofia da Silva foi autora de uma boa performance em mais um triunfo do Namur.
Quanto aos técnicos portugueses no estrangeiro, o Al-Qázeres de Ricardo Vasconcelos perdeu diante do Quesos El Pastor (50-53) e continua no 12.º posto da Liga Femenina Endesa. O GISA Lions SV Halle, orientado por José Miguel Araújo e Francisco Rothes, somou o terceiro desaire consecutivo, desta feita perante o Wasserburg (88-67). Na Islândia, no FSU Selfsoss, Rui Costa regressou aos triunfos com a vitória fora de portas com o Skallafrimur (78-85).
Jeremiah Wilson (Acqua S.Bernardo Pallacanestro Cantù, Lega Basket – Itália):
Não teve jogos esta semana.
Miguel Maria Cardoso (CB Almansa, LEB Oro – Espanha):
Não teve jogos esta semana.
Bruno Fernando (UPB Gandia, Liga EBA – Espanha):
2pts, 2res (8min) na derrota frente a Valencia BC (83-101)
Gonçalo Tavares (CB Chantada, Liga EBA – Espanha):
2pts, 2res (10min) na vitória frente a Ule RBH Global (82-59)
Maria João Correia (CDB Clarinos Ciudad de Los Adelantados, Liga Femenina Endesa – Espanha):
15pts, 2res, 1rb (23min) derrota frente a Cadi La Seu (72-83)
Laura Ferreira (Nissan Al-Qázeres Extremadura, Liga Femenina Endesa – Espanha):
9res, 7res, 3rb (27min) na derrota frente a Quesos El Pastor (50-53)
Emília Ferreira (Sinergia Real Canoe N.C., Liga Femenina 2 – Espanha):
6pts, 3res (19min) na vitória frente a Agrupacion Deportiva Baloncesto Aviles (65-61)
Márcia Carvalho (Agrupacion Deportiva Baloncesto Aviles, Liga Femenina 2 – Espanha):
8pts, 2res, 3as, 1rb (27min) na derrota frente a Sinergia Real Canoe N.C. (61-65)
Simone Costa (Nottingham Wildcats, WBBL – Reino Unido):
27pts (sem estatística completa) na vitória frente a Cardiff Met Archers (70-62)
17pts, 5res, 5as, 4rb (33min) na vitória frente a Manchester Mystics (66-65)
Lavínia da Silva (BA London Lions, WBBL – Reino Unido):
7pts, 12res, 1rb (36min) na derrota frente a Newcastle Eagles (47-54)
(4min) na derrota frente a Leicester Riders (35-110)
Rosinha Rosário (Sheffield Hatters, WBBL – Reino Unido):
21pts, 7res, 2as, 1rb (33min) na vitória frente a Manchester Mystics (72-70)
Luiana Livulo (Sheffield Hatters, WBBL – Reino Unido):
8pts, 12res, 1as, 1dl (30min) na vitória frente a Manchester Mystics (72-70)
Sara Djassi (Manchester Mystics, WBBL – Reino Unido):
21pts, 4res, 2as, 1dl (33min) na derrota frente a Sheffield Hatters (70-72)
10pts, 2res, 2as, 4rb (34min) na derrota frente a Nottingham Wildcats (65-66)
Maria Kostourkova (ZKK Cinkarna Celje, SKL – Eslovénia):
12pts, 3res, 1rb (18min) na vitória frente a Partizan 1953 (94-68)
14pts, 8res, 2as, 2rb (33min) na vitória frente a Jezica (81-57)
Inês Viana (BCF Elfic Fribourg Basket, SBL – Suíça):
6pts, 3res, 5as, 7rb (35min) na vitória frente a BC Winterthur (89-72)
Sofia da Silva (Namur Capitale, Top Division 1 – Bélgica):
15pts, 7res, 4as (27min) na vitória frente a Spirou Basket (90-70)
“Águia” passa no teste de Ovar
Ovarense Gavex 81-90 SL Benfica
O SL Benfica ganhou no reduto da Ovarense Gavex por 90-81 e colocou assim um ponto final numa série de cinco vitórias consecutivas do opositor vareiro.
Jogo muito complicado para os “encarnados”, com a Ovarense a discutir taco-a-taco o resultado durante grande parte do tempo, tendo em estado em vantagem por mais do que uma vez.
Numa partida que chegou ao intervalo empatada a 53 pontos, só no último quarto as “águias” voaram para a soma de mais dois pontos, e cujas melhores exibições pertenceram a João “Betinho” Gomes (21pts, 9res, 1ast, 2rb), José Silva (15pts, res, 1rb), Arnette Hallman (12pts, 4res, 2ast, 2rb, 1dl) e Anthony Hilliard (12pts, 2res, 1rb).
Já na Ovarense deram nas vistas Pedro Oliveira (19pts, 10res, 2rb, 2rb, 1dl), Chris Davenport (14pts, 4res, 1ast) e Desmond Simmons (12pts, 8res, 1ast, 3rb).
SC Lusitânia/Expert 80-90 Galitos Barreiro
O Galitos Barreiro regressou aos bons resultados graças a uma vitória no pavilhão do SC Lusitânia/Expert.
A equipa da margem sul do Tejo esteve sempre em vantagem a partir da reta final do segundo quarto, num duelo em que contou com a inspiração de Cecil Williams (23pts, 11res, 4ast), Ryan Preston (16pts, 8res, 1ast), Austin Tilghman (15pts, 4res, 8ast, 1rb), Daniel Machado (12pts, 3res, 1ast) e Connor McCleanaghan (11pts, 4res, 1ast, 1rb), ao passo que na formação açoriana assumiram destaque Emondre Rickman (17pts, 12res, 2ast, 1rb, 1dl), António Moreira (16pts, 4res, 1ast, 1rb), Dwayne Foreman Jr. (13pts, 3res, 1rb) e Shaquille Thomas (12pts, 10res, 2ast, 1rb).
Terceira Basket Club 80-112 Esgueira/Aveiro/OLI
O Esgueira/Aveiro/OLI somou a segunda vitória seguida, agora diante do Terceira Basket Club, que ainda náo ganhou na prova.
Os donos da casa até começaram por comandar, mas a turma forasteira reagiu e com parciais de 29-20, 23-13, 27-24 e 33-23 alcançou um resultado sem margem para dúvidas.
No Esgueira, que se destacou nos ressaltos (47-17), sobressaíram DeAngelo Stewart (27pts, 5res, 1rb), Markus Terry (17pts, 5res, 4ast, 1dl), Gonçalo Madureira (14pts, 8res, 1ast), Dani Elgadi (14pts, 10res, 3ast), Henrique Barros (13pts, 4res) e Diogo Oliveira (12pts, 1res), ao passo que no Terceira Basket despontaram Andre Yates (35pts, 2res, 3ast, 3rb), Pedro Santos (21pts, 5res, 1ast, 2dl) e Jalen Callum (17pts, 7res, 2ast, 2dl).
“O que mais aprecio é o compromisso e a lealdade. Irei dar continuidade ao projeto no Galitos”
04O Galitos já garantiu uma vaga na Liga Feminina 2020/21, num trajecto até agora invencível. Quais as principais razões que explicam esta grande campanha?
Em 2018, o clube traçou um plano com o objetivo de em três épocas conseguir a subida à Liga Feminina. Assim foram criadas condições – construção do plantel, equipa técnica, condições de treino e recursos humanos -, que nos permitiram, já este ano, assegurar a tão desejada subida.
Espevaram um domínio tão grande?
Quando é realizado um plano com o objetivo de subida, mais tarde ou mais cedo temos que dominar. Talvez não estivéssemos à espera de ainda estarmos invictas, já que existem outras equipas fortes que nos criaram muitas dificuldades. Mas quando se entra num ciclo de vitórias, tudo se torna mais fácil, os índices de confiança ficam muito elevados e, muitas vezes em jogos disputados, isso faz a diferença.
És uma jogadora internacional, habituada ao mais alto nível. A tua experiência tem sido um dos grandes aliados para o Galitos?
Todas as jogadoras acrescentam neste grupo, as mais experientes, as menos experientes, as que jogam mais e as que jogam menos. Para atingir esta performance é necessário treinar, sendo todo o grupo determinante neste processo. Reconheço que a razão de me quererem neste projeto foi fundamentalmente aquilo que podia acrescentar ao treino e ao jogo e, principalmente, terem uma referência feminina no clube. A minha experiencia internacional e de Liga Feminina foram os fatores, certamente, que os responsáveis do clube tiveram em conta.
Como projetas o futuro do Galitos na Liga?
O clube tem todas as condições para responder às exigências da competição, o caminho tem sido o de melhoria constante nas diferentes áreas, e certamente a subida não é vista como um desafio, mas sim como um objetivo a longo prazo para o clube.
Farás parte do plantel na próxima temporada?
Quem me conhece sabe o que mais aprecio é o compromisso e a lealdade. Relativo ao primeiro, tracei um caminho de três épocas com o Galitos, por isso irei dar continuidade ao projeto. Por último, a lealdade àqueles que me tratam bem e se preocupam!
Tendo em conta que vais regressar à Liga, está entre os teus objetivos regressar à Seleção?
Atualmente, a minha situação profissional limita uma possível convocatória à Seleção Nacional. Mas de qualquer forma sempre estive, atualmente estou e futuramente estarei sempre disponível para integrar a Seleção, desde que seja possível articular com a minha atividade profissional, essa sim a minha prioridade.
“Joguei bastantes minutos numa competição de topo da Europa, com atletas que eu idolatrava”
Enquanto jogadora da Liga espanhola, como projetas o futuro da competiçao? És a favor da sua continuação ou preferes o cancelamento?
Penso que a Liga espanhola deveria ser cancelada. Estamos perante uma questão de saúde, e por isso o basquetebol passa para segundo plano. O mais importante é o bem-estar das jogadoras e de todos os restantes agentes da modalidade. Não podemos acelerar algo que precisa de tempo.
Em época de estreia no Al-Qazeres, quais os aspetos mais positivos que retiras?
O aspeto mais positivo foi poder jogar bastantes minutos numa competição de topo da Europa. Alinhei com atletas de grande nível, que eu idolatrava.
Como foi a experiência de seres também treinada, em Espanha, pelo Ricardo Vasconcelos? Que diferenças encontras nele enquanto treinador de clube e selecionador?
Não há muitas diferenças. O Ricardo Vasconcelos é exigente em ambas as funções. Mas talvez dê mais margem de manobra no clube, porque não conhece tão bem as atletas. Na Seleção somos treinadas por ele há quase 10 anos, conhece-nos como ninguém, logo há mais exigência.
Como tem sido o teu dia-a-dia?
Já estou em casa, aqui em Portugal, desde sexta-feira passada. Tenho aproveitado para limpar o meu quarto e para repousar, visto que venho de seis meses de temporada e dalgumas lesões.
Que palavra queres deixar para toda a comunidade basquetebolística, neste difícil momento?
Fiquem em casa, há sempre coisas para fazer! Ora pelos treinos, ora pelos jogos, deixamos sempre algo por fazer. Sigam as indicações da Direção-Geral da Saúde e vamos afundar o COVID-19!
Covid-19: balanço e ponto da situação das épocas dos atletas nacionais a atuar no estrangeiro
Em Espanha, depois de uma fase regular de alto nível, coroada com um segundo lugar, o Basketmi Ferrol, do trio de internacionais composto por Pedro Bártolo (2.5), José Miguel Gonçalves (3.0) e Luís Domingos (2.5), preparava-se para iniciar a disputa do playoff de acesso à final da Primera División, garante em simultâneo da promoção à División de Honor, máximo escalão do BCR espanhol. No playoff reservava-se um duelo luso, uma vez que do outro lado estaria o terceiro classificado da fase regular, Servigest Burgos, que conta nas suas fileiras com o veterano base Helder da Silva (2.0). A FEDDF – Federação Espanhola de Desporto para Pessoas com Deficiência Motora – optou por uma abordagem moderada e anunciou a suspensão das competições por período indefinido.
Já o CS Meaux, da Nationale A – principal liga francesa -, casa de Christophe da Silva (1.0), vivia uma temporada de grande irregularidade, voltando a obter resultados curtos face à ambição de se recolocar na luta por títulos ao cair das provas europeias, da Taça de França e ao ocupar o sexto lugar entre 12 possíveis, no campeonato. À semelhança da entidade homóloga espanhola, a Federação Francesa de Basquetebol decidiu-se por uma interrupção das provas, com expectativa de se cumprir o calendário em falta.
As formas de ação mais drásticas vieram de Alemanha, Grã-Bretanha e Itália, onde as instituições que tutelam a modalidade entenderam cancelar as competições. No caso germânico, os Lux Rollers, de Paulo Soeiro (1.0), após um começo em falso, procuravam escalar lugares na Regionalliga, terceiro escalão do país. Para os Sparrows, emblema de João Pedro Delgado (1.0), o cenário era animador, estando consumada a subida à Division 2 – 3.º patamar – e a qualificação para o playoff, graças ao primeiro posto na zona este da Division 3. Por último, o Santa Lucia Basket Roma, de Ismael de Sousa (4.0), que narrou à FPB (para ler aqui) o modo como os italianos têm encarado a ameaça do Covid-19, aguardava a participação na etapa preliminar da Euroliga 1, com legítimas aspirações de seguir em frente, enquanto na Série A, apesar de praticamente arredado dos playoffs, reclamava um honroso quinto lugar, entre oito equipas, numa época de profunda renovação.
“Man Out” a Marco Francisco
Data de nascimento: 1981
Ano de iniciação: 1998
Posição: Poste
Clube: APD Leiria
Palmarés: 3 títulos de campeão nacional, 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça
Jogo da tua vida (e porquê): contra a APD Sintra, na época 2008/2009, em que nos sagrámos, pela primeira vez, campeões nacionais. Foi um título muito ansiado e muito importante, não só para mim, como para a equipa.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
O BCR é um desporto fantástico, onde o coletivo é mais importante do que o individual. É um desporto bastante físico e de grande entreajuda. A maioria das pessoas não tem noção da intensidade e garra com que se joga BCR. O BCR começou com a finalidade de integrar as pessoas com deficiência no mundo do desporto, mas agora vai muito além do simples desporto lúdico. Existem atletas em Portugal que pretendem fazer deste desporto a sua profissão. Contudo, não é uma tarefa fácil! Existem excelentes jogadores e campeonatos, lá fora, bastante competitivos.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
As minhas referências como jogadores são aqueles que me rodeiam. Por isso, as minhas referências são os meus colegas de equipa da APD Leiria, que me ajudam a evoluir cada dia neste desporto.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.
O momento mais caricato que me recordo é, talvez, aquele que considero o meu melhor cesto. Foi num torneio em Braga, onde, debaixo do cesto, mando a bola com efeito contra o chão e marco dois pontos.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
O movimento que mais gosto de fazer é atrair os adversários para mim e deixar um dos meus colegas livres para lhe passar a bola. Se esta for passada por trás das costas, é a cereja no topo do bolo.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?
Aquele a quem eu gostaria de fazer o “Man Out” é quem mais tem contribuído para nos dar as melhores condições possíveis para a prática do BCR, o enorme Manuel Sousa. Obrigado, Manel, por tudo!
_______________________________________________________________________
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
Comunicado FPB | COVID-19 | 11 março