Artigos da Federaçãooo
«Difícil mas não impossível»
O treinador reconhece que se trata de uma missão hercúlea, mas não deixa de ter esperança. “Vamos lutar com todas as nossas forças e dignificar este grande clube”, afiança.
A falta de consistência exibicional prejudicou a classificação final do Esgueira/OLI, algo que teve muito a ver com os inúmeros problemas físicos que assombraram a equipa de Aveiro.“O desempenho da equipa oscilou entre altos e baixos, ao sabor das inúmeras lesões que a foram afetando, posso dizer que não conseguimos fazer 2 jogos seguidos com a mesma equipa acho.”
Ainda assim, Pedro Costa faz um balanço positivo do desempenho da equipa, que num cenário normal, poderia ter vantagem casa nesta 1ª ronda do playoff. “Foi uma situação deveras atípica, mesmo assim atingimos os objetivos a que nos propusemos, fomos vice-campeões do Torneio António Pratas só mesmo atrás do Dragon Force e conseguimos a qualificação para o playoff. Acho que em condições normais e atendendo ao nível desta Proliga poderíamos ter ficado nos 4 primeiros classificados.”
Pedro Costa coloca a equipa do Dragon Force ao nível das que disputam a LPB. Aquilo que espera dos seus jogadores é uma entrega total, de forma a que consigam ser competitivos, proporcionem um grande espetáculo, onde o jogo do perímetro será decisivo para que tal suceda. “Temos consciência do que nos espera e para terminar tivemos novamente uma lesão no jogo de domingo com Elétrico. O Dragon Force não é deste campeonato, é uma equipa profissional, que treina muito, com uma intensidade ofensiva e defensiva que nem as equipas da Liga têm… Só temos de jogar com dignidade e preparar as coisas da melhor forma… Espero que este jogo, em casa, seja uma festa de basquetebol, com pavilhão cheio, o basquetebol precisa destes jogos porque está moribundo.
No jogo cá conseguimos equilibrar até final do 3º período, mas depois vem a tal diferença de ritmo que existe e a capacidade de rotação que eles têm. Vamos tentar potenciar o que temos de melhor, que é o nosso jogo exterior e logo se verá.”
A formação de Aveiro tem revelado algumas dificuldades na luta das tabelas, um problema que poderá ser mais exposto, quando do outro lado está uma equipa que faz deste capitulo do jogo uma das suas armas mais eficazes. Isto sem esquecer a velocidade e a intensidade que coloca em todos os momentos do jogo. “O ressalto é determinante, é a nossa maior lacuna, contra uma equipa que tem uma capacidade enorme de ressaltar, tanto na defesa como no ataque. O seu jogo interior causa-nos muitos problemas, e depois vem o ritmo com que atacam e defendem, que mais tarde ou mais cedo lhes dá dividendos.
O Esgueira/OLI tem pela frente um adversário que ainda não perdeu em jogos a contar para esta competição, um indicador claro da supremacia exibida pelos dragões durante a fase regular. Nada que faça o técnico esgueirense baixar os braços, ou deixar de ter ambição para esta eliminatória. “Como tenho dito aos meus atletas, difícil é…impossível, não… Vamos lutar com todas as nossas forças e dignificar este grande Clube, esta Direção , que está sempre ao nosso lado e os nossos adeptos que nos bons e maus momentos estiveram sempre presentes.”
Eddie eleito MVP
Entre os atletas nacionais, Miguel Minhava juntou outro triplo-duplo à sua coleção.
MVP Global: Tommie Eddie, CAB Madeira – 40 de valorização
Numa semana em que os madeirenses voltaram às vitórias, Eddie protagonizou uma exibição semelhante ao que nos tinha habituado na sua anterior passagem pela Liga portuguesa. No triunfo frente ao Maia Basket, Tommie esteve com a mão quente da linha de três pontos, já que converteu 8 dos doze que tentou durante o encontro (67%). Uma eficácia elevadíssima de um jogador que atua nas posições mais próximas do cesto. Mas não foi só a atirar que se destacou, pois foi importante nas duas tabelas, 8 ressaltos (4+4), roubou ainda duas bolas e desarmou 1 lançamento.
MVP Nacional: Miguel Minhava, Galitos Barreiro Tley – 38 de valorização
O atleta português somou mais um triplo-duplo (22 pontos, 13 assistências e 10 ressaltos), no jogo frente à Oliveirense, decidido apenas no prolongamento. Números que revelam os contributos e a influência que Minhava tem em todos os momentos do jogo, e mesmo sem ter chegado para garantir o triunfo da equipa, acabou por saber melhor, uma vez que o Galitos garantiu nesta jornada a manutenção.
Posição 1: Kenyon Jr, UD Oliveirense – 28.5 de valorização
A formação de Oliveira de Azeméis continua a colecionar resultados positivos, e acima de tudo a revelar capacidade de sofrimento e frieza para vencer jogos equilibrados. Parte desse sucesso deve-se a este norte-americano, um atleta que não se esconde nos momentos de decisão. Voltou a ser determinante em mais uma vitória da Oliveirense, ao contabilizar 23 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências e 1 roubo de bola nos quase 42 minutos que jogou frente ao Galitos, e em que não converteu qualquer triplo.
Posição 2: Miguel Minhava, Galitos Barreiro Tley – 38 de valorização
É o MVP Nacional da ronda do passado fim de semana
Posição 3: Jovonni Shuler, CAB Madeira – 32.5 de valorização
Segundo elemento da equipa madeirense a integrar o cinco ideal da jornada. Shuler é presença quase assídua nestas distinções, o que prova a sua consistência e qualidade exibicional durante toda esta fase regular. Registou mais uma prestação muito positiva no triunfo frente ao Maia Basket, revelando, uma vez mais, a sua utilidade em muitas áreas do jogo. Terminou o encontro com mais um duplo-duplo (18 pontos e 13 ressaltos), a que juntou 3 assistências, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento.
Posição 4: Nuno Marçal, Maia Basket – 33 de valorização
Mesmo sem ter conseguido liderar a equipa maiata até ao playoff, Marçal foi sem dúvida uma das grandes figuras da fase regular da LPB. Jornada após jornada destacou-se frente a todos os adversários, mostrando sempre capacidade e argumentos para conseguir brilhar independentemente da defesa que estava do outro lado. No desaire registado pelo Maia Basket no Barreiro, Nuno esteve novamente em grande ao contabilizar 28 pontos, 5 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola.
Posição 5: Tommie Eddie, CAB Madeira – 40 de valorização
É o MVP Nacional da 21ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol
Ovarense ganha fase regular
Sporting CP e Ovarense partiam para esta ronda em igualdade pontual, pelo que o vencer desse encontro terminaria na frente esta fase da competição. Mas seria só no prolongamento que a Ovarense levaria a melhor sobre o Sporting por 61-57, isto apesar de a equipa leonina ter tido a vantagem de jogar o encontro decisivo perante o seu público. Mérito para as vareiras, que assim “vingaram” a derrota por dois pontos averbada na 1ª volta.
As 'leoas' entraram melhor no encontro, conseguindo consolidar a sua vantagem durante dos primeiros 10 minutos, tendo terminado o 1º período a vencer por nove pontos de diferença (21-12). A superioridade 'verde e branca' manteve-se – a equipa chegou a beneficiar de uma vantagem de 12 pontos – até aos últimos minutos da primeira parte, altura em que o conjunto de Ovar conseguiu reagir e aproximar-se no marcador. Ao intervalo, a desvantagem pontual que separava as duas equipas já tinha sido encurtada para quatro pontos (26-30).
Na segunda parte, fruto de uma agressiva defesa zona, a Ovarense recuperou no marcador e conseguiu mesmo dar a volta ao resultado (32-31). O 3º período foi marcado pela supremacia das defesas sobre os ataques, e chegou ao final com um empate a 36 pontos, que deixava tudo em aberto para os derradeiros dez minutos.
Nesse período, as comandadas de Luís Abreu lideraram quase sempre a marcha do marcador, cedendo apenas a cerca de 20 segundos do fim, altura em que a Ovarense concretizou um triplo (51-51) e forçou o prolongamento. As vareiras acabaram por ser mais fortes nessa fase, com a linha de três pontos a voltar a ser decisiva, desta vez para desequilibrar o resultado a favor da formação de Ovar.
Quem também merece um enorme destaque nesta última jornada da fase regular é a equipa do Guifões SC. A equipa nortenha entrava nesta derradeira ronda obrigada a ter que vencer a Escola da Amadora, 3ª classificada da fase regular, para garantir uma presença nos playoffs. Não foi fácil, como o próprio resultado final indica, vitória pela diferença mínima (45-44), mas quando assim é, mais saboroso se torna o triunfo.
A formação de Guifões acabou por terminar esta fase em igualdade pontual com Galitos e SIMECQ, uma vez que ambas perderam nesta ronda, frente a ADESCU Vagos (60-65) e Juvemaia (52-58) respetivamente. No desempate a três, a equipa de Aveiro acabou por sexta classificada, seguida depois pelo conjunto da Cruz Quebrada, com o Guifões a ocupar a última vaga de acesso aos playoffs.
Mesmo tendo perdido frente Montijo (69-72), a equipa do Coimbrões não perdeu o 4º lugar, visto ter vantagem no confronto direto com o Marítimo, que bateu, em casa, o Esgueira (65-54) com as duas equipas a cruzarem-se na 1ª ronda dos playoffs.
1ª ronda do playoff:
Ovarense x Guifões
Sporting CP x SIMECQ
Esc. Amadora x Galitos/PIZZARTE
SC Coimbrões/REBAU x C.S.M. / C.S.CAB
Despromovidos: Montijo e Esgueira.
Favoritos confirmam
Num dos jogos mais aguardados, entre primeiros classificados da fase anterior, o Galitos/WEBER S.GOBAIN levou a melhor sobre o Maia Basket (77-64), tirando partido de jogar perante o seu público. Noutro encontro que prometia, o SC Braga venceu o GDB Leça (63-55), o Imortal BC/Zoomarine prolongou, em Queluz a sua invencibilidade (81-68), e os vencedores das respetivas fases anteriores, Belenenses e Estoril Basket começaram igualmente com o pé direito.
A formação de Aveiro terminou a fase anterior com duas derrotas apenas, menos uma que o Maia Basket, um registo que permitiu que cada uma delas conquistasse a sua respetiva série. O sorteio colocou-as frente a frente na jornada inaugural do Grupo Norte A, com o fator casa a ser favorável à equipa do Galitos na luta pelo 1º lugar do Grupo.
Na fase anterior, os bracarenses terminaram à frente do GDB Leça com uma vitória a separar as duas equipas na classificação final. Espera-se equilíbrio no jogo inaugural do Grupo Norte B, algo que se confirmou, mas não impediu que os bracarenses levassem a melhor (63-55), repetindo o triunfo alcançado na fase anterior, também esse apertado (56-54).
Estoril Basket e Os Belenenses partiam para esta II Fase como principais candidatos ao 1º lugar dos Grupos Sul A e B respetivamente. Para já nenhum dos dois perdeu terreno, já que a formação de Restelo bateu, em casa, a jovem equipa GDR André Resende por 87-60, e o Estoril Basket recebeu e venceu a Academia do Lumiar B (66-53). Quem também terá uma palavra a dizer no Grupo Sul B é o histórico Barreirense que começou igualmente de uma forma positiva, ao vencer, na condição de visitante, o GC Olhanense por 86-54.
Destaque ainda para os triunfos alcançados na estreia pelas duas equipas açorianas, como AngraBasket a bater com maior facilidade o Algés/UAL “B” (62-42), e o União Sportiva a conseguir, no Algarve, um triunfo apertado frente ao SC Farense por 74-71.
Vagos ganha negra
Depois da derrota no 2º jogo, as comandadas de João Janeiro foram mais fortes na negra (72-67), num encontro muito equilibrado, com muito público a assistir, marcado por várias alternâncias no marcador e em que a vantagem máxima de qualquer um dos conjuntos nunca foi superior a seis pontos.
Começou melhor a equipa da casa (6-0), mas rapidamente as forasteiras se libertaram dentro do campo, respondendo com um parcial de 9-0. Desde então o equilíbrio foi a nota dominante, sem que nenhuma das equipas tivesse sido capaz de se destacar no marcador até ao intervalo. Ainda assim, seria o GDESSA a terminar melhor o 1º tempo, tendo recolhido para o descanso na frente do marcador por quatro pontos de diferença (39-35).
No inicio do segundo tempo a vantagem subiu para seis (41-35), mas bastaram 3 minutos para que o Vagos anulasse a desvantagem pontual (41-41). O jogo mantinha-se fechado, as duas equipas alternavam no comando do marcador, mas acabaria por ser a formação da margem sul a entrar a vencer no derradeiro quarto (54-51).
Mas as comandadas de Nuno Manaia entraram mal no 4º período, dois minutos sem conseguir pontos, situação muito bem aproveitada pelas visitantes para dar a volta ao marcador (55-54). O jogo estava emotivo, muita incerteza quanto ao vencedor, e a meio do último período as duas equipas estavam novamente empatadas, desta vez a 61 pontos.
Percebia-se que o jogo poderia cair para qualquer um dos lados, e um triplo de Inês Pinto deu o mote para um parcial de 5-0, favorável às vaguenses, que a pouco mais de dois minutos do final dispunha de uma curta mas importante vantagem para gerir até final. As escolares recusavam-se a desistir, bastou um minuto para reduzirem a desvantagem para a diferença mínima (65-66), mas quatro pontos sem resposta do Vagos (70-65), os últimos dois somados a 13 segundos do final do jogo, colocavam o Vagos na decisão do titulo nacional.
A formação de Vagos venceu a luta dos ressaltos (35-28), 14 dos quais conquistados na tabela ofensiva, ajudaram a compensar o desperdício da linha de lance livre (9/16 – 56.3%), bem como uma percentagem nada famosa da linha de três pontos (5/17 – 29.4%). A maior eficácia nos tiros de 2 pontos (24/42 – 57.1%) foi decisiva para o sucesso do Vagos, área do jogo onde Brandie Hoskins (23 pontos, 4 assistências e 4 ressaltos), e principalmente Jessica Lawson (21 pontos e 16 ressaltos) tiveram papel fundamental. Daniela Domingues (15 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) acabou por ser um bom complemento às exibições das duas estrangeiras da equipa.
As escolares estiveram melhor nos tiros de longa distância (6/14 – 42.9%), da linha de lance-livre, quantidade e eficácia (15/19 – 78.9%), mas perderam nos lançamentos de curta e média distância (17/37 – 45.9%). Ladondra Johnson somou mais um duplo-duplo (25 pontos, 10 ressaltos e 4 assistências), mas nem com a ajuda de Megan Nipe (13 pontos e 6 assistências), Maianca Umbano (13 pontos e 4 ressaltos) e Carolina Bernardeco (6 pontos, 6 ressaltos e 8 assistências) conseguiu repetir o triunfo do dia anterior.
Tudo definido na Proliga
Uma vez que do 4º ao 8º lugar ainda poderiam existir mudanças, mas tal não se veio a confirmar, isto depois de os encarnados terem subido ao 5º lugar no sábado, depois de terem derrotado, fora de portas, o Vasco da Gama.
Para alcançar este objetivo, a vitória de sábado conseguida pelo conjunto benfiquista, no Porto, frente ao Vasco da Gama (89-64), um resultado que colocava o Benfica com mais uma vitória que a formação da Academia à entrada da derradeira ronda da fase regular. Mesmo tendo perdido frente ao invicto Dragon Force (62-91), os encarnados beneficiaram da derrota do conjunto do Lumiar diante do Aliança Sangalhos (55-78).
Com este triunfo, o conjunto da Bairrada não ficou dependente de terceiros, uma eventual derrota do Esgueira/OLI em Ponte de Sor que viria a confirmar-se (79-87), para segurar o 7º lugar e assim evitar cruzar-se com o até agora invencível Dragon Force.
A equipa do Atlético MNExpresso terminou da melhor forma a temporada, com uma vitória frente ao Terceira Basket (70-61), se bem que os açorianos entraram para esta jornada com o 3º lugar já garantido, pois tinham vantagem no confronto direto com o conjunto da Figueira da Foz.
Algo que veio a confirmar-se, já que o Casino Ginásio bateu, fora de portas, o Guifões SC (83-78), dois clubes com os seus destinos já traçados antes do inicio desta jornada. A equipa visitante não tinha possibilidades de melhorar o seu 4º lugar, e o conjunto de Guifões a ocupar o último lugar desta fase regular.
1ª ronda do playoff:
Dragon Force x Esgueira/OLI
Eléctrico FC x Aliança Sangalhos
Terceira Basket x Academia do Lumiar
Casino Ginásio x SL Benfica B
Portugueses lá fora
Já em França, Miguel Cardoso continua a ganhar espaço no Quimper e de pouco utlizado passou a titular.
Betinho Gomes foi o melhor jogador do Andorra na última jornada da Liga ACB, em Espanha, mas o internacional português não conseguiu evitar a segunda derrota seguida da equipa. Foi diante do Zaragoza, fora de casa, por 79-84. Betinho somou 19 pontos, 5/10 da linha de três pontos, 4 ressaltos, 1 assistência e 2 roubos de bola, em 31 minutos de utilização.
Em França, na NM1, o equivalente à 3ª divisão, Miguel Cardoso continua a impor-se na equipa. No início da época jogava poucos minutos, mas nos últimos tempos tem vindo a ser titular, protagonizando boas exibições. Na 31ª jornada da prova, o português ajudou o Quimper a bater o Vosgues, por 80-73, somando 13 pontos, 5 ressaltos, 6 assistências e 1 roubo de bola. Tudo em 28 minutos. O Avignon-Sorgues de Arnette Hallman, na mesma competição, não jogou.
Em Espanha, na Liga Feminina 2, o Badajoz foi ao pavilhão do Ourense ganhar, por 69-55, mantendo a 8ª posição na tabela classificativa. Larisse Lima entrou no cinco inicial e em 28 minutos contribuiu com 9 pontos, 8 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola.
Já o Celta Selmak não conseguiu bater o Araski, perdendo por 56-71. Caiu para a 7ª posição. Inês Faustino somou 4 pontos, 2 ressaltos, 1 assistência e 1 roubo de bola, em 13 minutos.
Na Liga Feminina 2B, o CREF Hola foi primeiro no final da fase regular, com 20 triunfos e apenas dois desaires. Este fim-de-semana derrotou o Almeria, por 72-49, com a ajuda das duas portuguesas do plantel. Carla Nascimento alinhou de início e em 23 minutos ajudou com 3 pontos, 3 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola; Maria Correia saltou do banco a somou em 22 minutos 11 pontos, 2 ressaltos e 7 assistências. As duas irão agora lutar pela subida de divisão.
Em Itália, o Napoli de Mery Andrade só disputa o primeiro jogo das meias-finais do playoff no próximo dia 15, diante do Ragusa.
A resolver na negra
Depois do Vagos ter dominado no primeiro jogo da série, a eliminatória mudou-se para o Barreiro, e a equipa da casa alcançou uma vitória convincente sobre as vaguenses (68-49). Desfecho imprevisível para o jogo deste domingo, embora o fator casa, os adeptos compareceram em massa para assitir a este 2º jogo, possa desempenhar papel importante neste duelo que já tem uma longa história e muitos capítulos anteriores. Quem levará a melhor desta vez?
O primeiro período foi o mais produtivo para ambas as equipas (24-19), uma particularidade um pouco invulgar, tendo em conta o momento da temporada, mas com o GDESSA a mostrar-se desde logo mais forte. Até ao intervalo a pontuação decaiu, mérito para as defesas, embora isso não alterasse quem estava melhor no encontro (39-27).
O GDESSA esteve sem marcar qualquer ponto durante os primeiros cinco minutos da etapa complementar, valeu-lhe a consistência defensiva apresentada, já que no final desse período negro continuava na frente do marcador (39-32). Os pontos surgiam com dificuldade, e na segunda metade do 3º período a formação da margem sul conseguiu um parcial favorável de 10-4.
No derradeiro quarto, as comandadas de Nuno Manaia foram claramente superiores, nunca permitindo que o Vagos reentrasse na discussão do resultado. O número reduzido de turnovers (9) cometidos pelo GDESSA contribuiu para que assim tivesse sido, bem como o facto de as atletas escolares, mesmo sem estarem bem, estiveram um pouco mais assertivas que as suas adversárias.
Foram cinco as atletas do GDESSA a terminarem o encontro na casa das dezenas em pontos marcados, sendo que a mais concretizadora foi Carolina Bernardeco (15 pontos, 4 ressaltos e 3 assistências), e o quarteto formado por Ladondra Johnson (13 pontos e 12 ressaltos) e Catarina Neves (13 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências) e Maianca Umbano (11 pontos e 7 ressaltos) foi importante na tarefa dos ressaltos.
A norte-americana Jessica Lawson registou um duplo-duplo (16 pontos e 17 ressaltos) de enorme qualidade, mas nem com a ajuda da sua compatriota Brandie Hoskins (15 pontos e 6 ressaltos) conseguiu evitar o 3º jogo.
CAB segue triunfante
Sem surpresa, o CAB prolongou o seu ciclo vitorioso e apurou-se para a Final Four.
Mesmo a jogar em casa do adversário, o Olivais iniciou o encontro, à imagem do que tinha sucedido no anterior, muito descomplexado, sem receios e a bater-se de igual para igual com o ainda invicto CAB. Chegou à vantagem de 11-2, manteve-se no comando até meio do 2º período (14-13), e depois de alternâncias no comando do marcador, acabou por ceder nos instantes finais do 1º tempo (25-20).
A boa reação das madeirenses não se prolongou no reatamento do jogo, já que os primeiros 9 minutos do 2º tempo foram de domínio repartido, estando na altura as visitantes no comando do marcador pela diferença mínima (41-40). Mas uma vez mais, as insulares souberam matar o jogo na fase crucial, visto que com um parcial de 13-2 fizeram subir a diferença entre as duas equipas para os dois dígitos (53-43).
As olivanenses ainda foram capazes de responder com um parcial de 6-0 (53-49) mas foi o melhor que conseguiram, já que se seguiu outro período de seca de pontos (62-49) que colocava em definitivo as insulares na próxima fase da competição.
A norte-americana Ashley Bruner (30 pontos e 15 ressaltos) voltou a dominar as tabelas, bem como a marcação de pontos, num jogo marcador pela estreia de Sofia Silva (5 pontos e 8 ressaltos) na equipa do CAB, naturalmente ainda num período de adaptação e conhecimento das rotinas defensivas e ofensivas das madeirenses.
O Olivais não conseguiu equilibrar a luta das tabelas (28/43), permitiu 18 ressaltos ofensivos, e frente a um adversário com tamanho potencial ofensivo não poderia dar ao luxo de cometer 28 turnovers.
A capitã Ana Fonseca registou 18 pontos, mas nem com os contributos de Elizabeth Beynnon (17 pontos e 7 ressaltos) e Artemis Afonso (11 pontos e 8 ressaltos) conseguiu evitar o afastamento da competição.
Galitos perde… mas fica
Com esta vitória, os comandados de Hugo Matos mantiveram o 7º lugar, em igualdade pontual com o Algés, com ambas as equipas a estarem a uma vitória de distância do trio formado por Ovarense, CAB e Luistânia. A última jornada promete no que diz respeito ao emparelhamento das equipas para a 1ª ronda do playoff.
A equipa do Barreiro partia para esta jornada com o objetivo de tentar garantir a permanência, um objetivo que estaria garantido caso vencesse a Oliveirense. A derrota acabou por não ter um gosto tão amargo, isto porque a conjugação dos resultados das outras equipas envolvidas nesta luta beneficiaram o conjunto da margem sul do Tejo. Por outras palavras, as derrotas de Sampaense Basket e Illiabum colocam o Galitos na LPB na próxima temporada, visto que tem vantagem no confronto direto com ambas.
Mas a equipa do Barreiro esteve muito próxima de vencer a Oliveirense, já que nos instantes finais do tempo regulamentar os comandados de José Calabote chegaram a dispor de uma vantagem de cinco pontos (76-71). Mérito para os forasteiros que nunca deram o jogo como perdido, e tiveram arte e engenho para reduzir a diferença e levar o encontro para tempo extra.
Mas recuando no jogo, os visitados estiveram por cima durante os primeiros 20 minutos (41-33), mas um inferior desempenho defensivo durante o 3º período, permitiu que os forasteiros dessem a volta ao marcador (58-56). Nos 10 minutos finais, como já foi referido, o Galitos esteve mais perto do sucesso, mas nos 5 minutos suplementares acabaria por ser a Oliveirense a ser mais feliz.
Benjamin Gresmer, a oito segundos do final do prolongamento, colocava na frente pela diferença mínima (86-85) a equipa da casa, mas um providencial triplo, ao cair do pano, da autoria de João Abreu colocava um ponto final na incerteza e emotividade que marcou este embate.
O norte-americano Kenyon Jr (23 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências9 esteve discreto durante grande parte do jogo, mas surgiu em grande nos momentos da decisão. Mas não foi o único jogador a brilhar na equipa da Oliveirense, pois as exibições de Augusto Sobrinho (21 pontos e 5 ressaltos) e Dusan Sisic (16 pontos e 3 ressaltos) merecem igualmente referencia.
O norte-americano Brian Clarke, com 28 pontos, foi o melhor marcador do jogo, em mais uma jornada que Miguel Minhava assinou um triplo duplo (22 pontos, 13 assistências e 10 ressaltos)
Illiabum falha objetivo principal
Tal como em outros momentos da temporada, os ilhavenses voltaram a demonstrar falta de consistência no seu rendimento, mas mais do que isso, voltaram a falhar nos momentos-chave e de decisão do encontro.
Não começou bem a equipa da casa (10-16), mas recompôs-se até ao intervalo, tendo ido para os balneários a perder por dois pontos de diferença (32-34). O recomeço da etapa complementar trouxe para o campo os ilhavenses ainda na mó de cima, pressionados pela obrigatoriedade de ter que vencer, faziam pela vida, e a verdade é que entravam no quarto de todas a decisões a vencer por quatro pontos de diferença (55-51).
Uma vantagem curta, claro está, mas que poderia transmitir alguma tranquilidade ao conjunto de Ílhavo, até porque a carga emocional que envolvia este jogo era naturalmente grande. Do outro lado estava um adversário numa posição confortável na tabela classificativa, formado por um núcleo duro muito experiente e com muitas rotinas adquiridas, e que este ano, mais do que nunca, conquistou a experiência de ter que jogar finais de encontro sob pressão.
Os últimos 10 minutos foram de ascendente barcelense, que com um parcial de 24-15 colocaram um ponto final nas aspirações ilhavenses de continuar a lutar pela fuga à despromoção.
O nervosismo, muito provavelmente contribuiu para as baixas percentagens de lançamento do Illiabum, especialmente de 2 pontos (39%), já que nas restantes áreas do jogo equivaleram-se ao seu adversário, exceção feita à linha de três pontos (47% vs 36%). O que não impediu que os ilhavenses conseguissem converter mais triplos (8 vs 7) que os minhotos durante o jogo.
Mais um bom desempenho de Marko Loncovic (21 pontos e 6 ressaltos), tal como de Igir Dukovic (17 pontos e 8 ressaltos) que está a realizar uma 2ª volta muito positiva.
O extremo Sérgio Correia contribuiu com 25 pontos, Riznic com 19 pontos e 5 ressaltos, Ricardo Rosa com 9 pontos e 4 ressaltos mas foi curto para manter vivas as aspirações do Illiabum.
Algés ganha nos Açores
Um triunfo só confirmado no derradeiro quarto do jogo, mas que coloca a formação liderada por André Martins numa posição bem mais confortável na tabela classificativa. Com este desaire caseiro, os açorianos deixam de poder sonhar com o 3º lugar e estão agora envolvidos numa luta a três, que poderá ser até a quatro, pelo 4º lugar da geral.
Depois de 1º período dominado pelos açorianos (17-12), respondeu o Algés durante o 2º quarto, que ao intervalo já tinha consumado a reviravolta no marcador (32-29). O descanso foi favorável à equipa da casa, isto porque no reatamento do jogo os comandados de Nuno Barroso voltaram a estar por cima no jogo (46-44). O último quarto foi o mais desequilibrado, a favor dos visitantes (32-20), sem dúvida a melhor altura do jogo para ganhar ascendente na marcha do marcador.
Josimar Cardoso (18 pontos) foi mais concretizador no ataque do Algés, tendo sido bem secundado por Darren Townes (16 pontos, 7 ressaltos e 4 roubos de bola) e Rui Quintino (12 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências).
O norte-americano Cavell Witter (26 pontos) voltou a ser a principal referencia nos movimentos ofensivos do Lusitânia, em mais um encontro que o seu compatriota Balke Poole (1o pontos e 17 ressaltos) mostrou a sua utilidade nos dois lados do campo, bem como Willis Hall (16 pontos e 9 ressaltos).
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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