Artigos da Federaçãooo
Jornada de sábado da LFB
A formação do Lousada perdeu, em casa, frente à Quinta dos Lombos (61-85), as atuais campeãs nacionais mantêm-se na perseguição ao líder CAB Madeira, já as restantes três equipas estão agora empatas no número de vitórias (3). Mais uma que o CT Novas, que nesta jornada foi derrotado, perante o seu público, pelo Vagos (86-73). Quem também venceu foi o GDESSA, já que a equipa de Nuno Manaia impôs-se, no Barreiro, no confronto com o Olivais (73-57).
Dragon Force ganha nos Açores
O Casino Ginásio voltou a jogar em casa e tirou partido disso mesmo, para somar, frente ao Atlético MNExpresso (77-52) a sua segunda vitória consecutiva. Quem também regressou aos triunfos caseiros foi o Esgueira/OLI, que nesta ronda superou o Guifões SC por 67-62.
O Dragon Force venceu este sábado o Terceira Basket (76-41), nos Açores, em jogo a contar para a 12.ª jornada da Proliga, competição que os azuis e brancos lideram isolados.
Confirmando o favoritismo que lhe era atribuído, ainda que frente ao 3º classificado, o campeão em título começou determinado o encontro e já liderava no final do 1ª quarto (21-14). Sem abrandar o ritmo, o conjunto azul e branco alargou ainda mais distâncias e a diferença ao intervalo era já de 18 pontos (42-24).
Com uma segunda parte igualmente de bom nível, o Dragon Force continuou a cavar um fosso pontual no marcador e acabou por garantir mais um triunfo folgado, demonstrando uma vez mais a sua qualidade defensiva, bem patente nos 41 pontos sofridos.
Ferrán Ventura (16 pontos) foi o melhor marcador do conjunto comandado por Moncho López, mas foi João Gallina (12 pontos e 7 ressaltos) (na foto) a receber a distinção de MVP.
2º triunfo consecutivo do Casino Ginásio
A equipa do Atlético ainda não tinha perdido em 2015, já o Casino Ginásio vinha de uma vitória caseira na última jornada. Duas equipas moralizadas, facto que explica o equilíbrio registado no 1º quarto, com a equipa da casa a vencer por dois pontos (16-14). Nos dois períodos seguintes a supremacia do conjunto da Figueira da Foz acentuou-se, ao intervalo vencia por quinze pontos de diferença (41-26), tendo decidido praticamente o encontro a seu favor no recomeço da etapa complementar.
Com mais um parcial favorável de 24-11 durante o 3º período, o Casino Ginásio disparou em definitivo no marcador (65-37), e acabou com as esperanças do conjunto da Tapadinha poder somar três vitórias consecutivas.
O jovem Bernardo Neves, MVP do jogo com 24 de valorização, saltou do banco e ficou muito perto de um duplo-duplo (18 pontos, 9 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola), num jogo em que José Costa (18 pontos e 7 assistências) regressou às boas exibições e Pedro Costa (11 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências) voltou a revelar consistência nas suas prestações.
A formação de Alcântara sentiu enormes dificuldades para fazer pontos no ataque, a que não será alheio o facto de ter estado numa tarde de fraca inspiração a lançar ao cesto. Pouco mais de 28% de lançamentos de campo, e a linha de lance livre também não foi uma grande ajuda (8/18 – 44%).
Jorge Afonso, com 13 pontos, 6 ressaltos e 2 roubos de bola, acabaria por ser o melhor marcador dos forasteiros, seguido de perto por Hugo Aurélio, autor de 11 pontos e 6 ressaltos.
Esgueira garante vitória no 4º período
O triunfo da equipa de Esgueira só começaria a tomar forma no derradeiro quarto, já que até ao final do 3º período foi sempre o Guifões a liderar a marcha do marcador (44-42). Os visitantes, ainda que por curtas vantagens, terminaram os todos os quartos na frente, mas os últimos 10 minutos viriam a ser bem desequilibrados. Com um parcial de 25-18, de longe o mais produtivo do jogo, os comandados de Carlos Costa davam a volta ao resultado e garantiam a quarta vitória nesta fase regular.
A equipa da casa mostrou-se bem mais certeira a lançar ao cesto de 2 pontos (54% vs 37%), isto apesar de ter perdido a luta das tabelas (29/39) e ter permitido 14 ressaltos ofensivos.
Na equipa de Esgueira, António Gaioso somou mais um duplo-duplo (17 pontos e 14 ressaltos), a que juntou 4 assistências, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento, pelo que não surpreende que tenha sido o MVP do jogo com 30.5 de valorização. O seu companheiro, Hugo Assunção (12 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências), esteve com a mão quente ao converter 4 triplos em 7 tentativas.
O duo formado por Fernando Santos (7 pontos, 12 ressaltos e 4 assistências) e Fábio Fernandes (13 pontos, 9 ressaltos e 2 assistências) tudo fez para alcançar a vitória em Esgueira.
Académico aproveita fator casa
A jogar em casa, o Académico soube tirar partido desse fator para liderar o encontro no final de todos os períodos. Ainda que sem nunca ter dominado o seu adversário, a verdade é que o conjunto nortenho esteve sempre no comando da marcha do marcador, vencendo por 54-41.
O primeiro período ficou marcado pela baixa pontuação conseguida pelas duas equipas, a que não será alheio o nervosismo de ambas as partes, mas seria desde logo a equipa da casa a assumir a liderança do jogo (11-5). O 2º quarto foi mais equilibrado, mas ainda seria o Académico a alargar distâncias até ao intervalo (23-15).
O descanso não veio alterar em nada o rumo do jogo, pois na etapa complementar a formação da casa manteve sempre o adversário a uma distância pontual confortável, nunca lhe permitindo que aspirasse a reentrar na discussão do resultado. A liderança chegou a ser de dezasseis pontos (50-34), sensivelmente a meio do último quarto, mas acabaria por se cifrar na dezena no final dos 40 minutos.
Ana Paula Silva foi a melhor marcadora na equipa da casa (14 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências), tendo sido bem acompanhada por Francisca Braga (9 pontos e 8 ressaltos) e Susana Lopes (13 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências).
Nas algesinas, Chelsea Guimarães (7 pontos e 9 ressaltos) e Dora Duarte (8 pontos e 10 ressaltos) bem lutaram por um resultado diferente. A equipa bateu-se muito bem nas tabelas, mas a fraca eficácia nos lançamentos de 2 pontos (11/58-19%) comprometeu o sucesso da formação lisboeta.
GDESSA impõe-se no final
Os minutos finais do quarto foram de ascendente das escolares, que conseguiram fugir no marcador até à vantagem de nove pontos à entrada do derradeiro período (55-56). Acabaram por vencer por 73-57.
Os últimos 10 minutos foram sempre bem controlados pelas visitadas, já que nunca permitiram que o conjunto de Coimbra se aproximasse no marcador. O GDESSA dominava o ressalto (38-25), batendo-se inclusive bem na tabela ofensiva (11), mostrava-se mais coletivo no ataque (15 vs 6 assistências) e mais eficaz no capítulo do lançamento. Tudo somadopermitiu que chegasse, já perto o final, aos dezassete pontos de vantagem (71-54), acabando em definitivo com as esperanças do Olivais.
Especial destaque para a prestação de Catarina Neves (29 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências), ainda que tenha sido bem secundada pela norte-americana Ladondra Johnson (12 pontos, 16 ressaltos e 2 assistências) e pela estreante Megan Nipe (19 pontos e 7 ressaltos).
Josephine Filipe, autora de 20 pontos, foi a melhor marcadora das conimbricenses, num jogo que marcou a estreia de Elizabeth Beynnon (5 pontos e 4 ressaltos). Inês Veiga (15 pontos e 7 ressaltos) foi igualmente protagonista de uma boa exibição.
CAB supera Ovarense
Ao vencer pela diferença mínima, e após prolongamento, em Ílhavo (79-78), a Oliveirense cimentou, por sua vez, o quarto lugar nesta fase regular e deu mais um importante passo para poder beneficiar do fator casa numa possível 1ª ronda do playoff.
O jogo entre estes dois vizinhos foi repleto de emoção e incerteza no marcador. Depois de uma primeira parte em que as duas equipas se mostraram muito iguais, ao intervalo vantagem de um ponto (40-39) para os visitantes, o segundo tempo foi bastante mais animado.
Domínio do conjunto de Oliveira de Azeméis nos primeiros 10 minutos da etapa complementar, que no final do 3º período parecia bem encaminhado para vencer o encontro. Os forasteiros dispunham de uma vantagem de onze pontos (60-49), tendo em conta a baixa pontuação do jogo se afigurava relativamente confortável.
Boa reação da equipa liderada por Ricardo Vasconcelos, já que no derradeiro quarto foi a vez dos ilhavenses dobrarem a pontuação do seu adversário (22-11), levando o jogo para prolongamento. Nos 5 minutos suplementares, regressou o equilíbrio, com a Oliveirense a dispor, no último segundo e com o jogo empatado, dispor de dois lances livres. Sisic tremeu no primeiro, mas converteu o segundo, que permitiu ao conjunto de Oliveira de Azeméis segurar a sua sétima vitória pela diferença mínima (8-7).
O elevado aproveitamento da linha de lance-livre (23/25 – 92%) foi muito provavelmente um dos principais factores a permitir que a Oliveirense tivesse vencido o encontro. Foram cinco os atletas a terminarem o encontro com 10 ou mais pontos, embora Kenyon Jr (19 pontos e 5 assistências) e Dusan Sisic (15 pontos e 7 ressaltos) mereçam um destaque especial.
O Illiabum venceu a luta das tabelas (40-30), esteve melhor a atirar de longa distância (35% vs 28%), mas acabou por estar ligeiramente inferior nos lançamentos de 2 pontos e da linha de lance-livre.
O extremo Sérgio Correia (20 pontos) voltou a ser o melhor marcador do Illiabum, num encontro em que Stephen Nwaukoni (11 pontos e 17 ressaltos) esteve muito ativo nas duas tabelas.
CAB chega aos 50% de vitórias
O encontro antevia-se disputado, pois as formações já se defrontaram várias vezes esta temporada, pelo que o mútuo conhecimento tático era uma premissa para este embate.
O jogo começou melhor para os madeirenses, que venceram o 1º quarto por 19-15. Os insulares beneficiaram da inspiração individual de José Correia, melhor marcador do CAB nesta fase, que estava a registar uma prestação muito positiva nos dois lados do campo.
No segundo período, os vareiros melhoraram defensivamente, o CAB sentia algumas dificuldades em explorar o seu jogo interior, pelo que eram os lançamentos de média e de longa distância que lhes permitiam somar pontos no marcador. A Ovarense não se mostrava particularmente inspirada para meter a bola no cesto, e chega ao intervalo a perder por 24-34.
Nesta fase do encontro, o mais certeiro na equipa da casa era José Correia (10), muito bem acompanhado por Jovonni Schuler e Aaron Jordan (com 9 pontos cada um). Nos visitantes, os mais inconformados eram Miguel Miranda (10) e Jaime Silva (7).
No regresso dos balneários, o CAB revelou imensa entrega e energia, dominando a Ovarense em todas as áreas do jogo, vencendo o período por 21-13, tendo atingido o final do terceiro período na frente por 55-37. No derradeiro período, o CAB soube muito bem controlar os ritmos do jogo, manteve a necessária serenidade nos momentos-chave do encontro, algo que lhe permitiu conter e a ntural reação e desejo de mudar o rumo dos acontecimentos por parte do conjunto de Ovar.
Em termos individuais, José Correia (18 pontos, 2 ressaltos e 2 roubos de bola) e Jovonni Schuler (17 pontos e 9 ressaltos) foram os que mais se destacaram na equipa do CAB Madeira.
A dupla formada por José Barbosa (8 pontos, 6 assistências, 5 ressaltos e 2 roubos de bola) e Miguel Miranda (14 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências) tudo fez para trazer a vitória da Madeira.
«Um título seria excelente»
A equipa está orgulhosa por se apresentar nos lugares cimeiros da tabela e pretende por lá continuar.
O Barcelos começou muito bem o ano, ao somar duas vitórias consecutivas. A paragem não teve efeitos negativos no ritmo competitivo da equipa?
Sem dúvida que iniciámos o novo ano da forma que pretendíamos, averbando 2 vitórias nos dois jogos que realizámos, e desejamos que o ano de 2015 seja um ano de sucesso para a nossa equipa. Trabalhamos todos os dias de uma forma intensa, para que sejamos mais consistentes, mais competitivos e melhor equipa.
Nos últimos encontros a equipa tem marcado muitos pontos. Acha que o talento ofensivo do grupo é um dos pontos mais fortes desta equipa do Barcelos?
Podemos afirmar que essa é uma das qualidades da nossa equipa, uma vez que possuímos vários jogadores com uma boa capacidade anotadora. Mas muitos outros aspetos, não menos importantes, poderiam ser mencionados para termos atingido as vitórias ao longo desta temporada.
Já deu para perceber que tentam sempre jogar em contra-ataque ou transições rápidas. Naturalmente que isso aumenta o ritmo do jogo. A equipa está preparada e sente-se confortável a jogar 5×5 em meio-campo?
A nossa equipa tem como objetivo jogar em transições ofensivas rápidas e tirar as vantagens que daí possam surgir, mas gostamos sobretudo de sermos nós a controlar o ritmo de jogo.
Esta temporada levam vantagem no confronto direto com o Vitória. No entanto, a equipa vimaranense está ligeiramente diferente e a jogar melhor. Nota essa evolução em algum aspeto em concreto?
Esta temporada já defrontámos esta mesma equipa do Vitória em duas ocasiões, nas quais levamos de vencida, contudo foram jogos ainda numa fase inicial da época. Desde então, o Vitória tem a vindo a evoluir jornada após jornada, introduziu um novo elemento que tem sido muito útil à sua equipa e vem de uma serie de vitórias, encontrando-se muito motivada, por isso mesmo respeitamo-los e esperamos um jogo difícil.
Acha que o jogo exterior é o ponto forte do ataque do Vitória ?
O Vitória possui um plantel com muita qualidade e experiência nesta Liga, que vale pelo seu todo e em que todos os seus jogadores merecem a nossa atenção. Se conseguirmos baixar a pontuação do adversário, controlar o ressalto e cometer o menor número de erros no ataque teremos mais oportunidades de sucesso.
A possibilidade de chegar ao 2º lugar é uma motivação extra? A equipa esta temporada está mais preparada e consistente para discutir títulos e lugares do topo da tabela classificativa?
Estar nos lugares cimeiros da tabela classificativa por si só já nos deixa extremamente orgulhosos e será sempre uma motivação atingir a melhor classificação possível. Se isso se traduzir num título ao longo da temporada seria excelente, mas não vivemos obcecados com o sucesso, pois sabemos bem o que pretendemos e o caminho que temos a seguir.
«União do grupo»
Na próxima jornada da Liga, a equipa vai medir forças com o Barcelos, com quem já perdeu duas vezes esta temporada, mas Paulo Cunha lembra que em nenhum dos anteriores confrontos o Vitória teve o fator casa a seu favor, ao contrário do que vai suceder no fim-de-semana.
Depois da vitória na última jornada somam seis já triunfos consecutivas. Acha que esta é a melhor fase da equipa desde o arranque da temporada?
Estamos numa boa fase, temos vindo a trabalhar para melhorar jogo após jogo e sem dúvida nenhuma que estamos mais fortes do que no inicio da época.
Na sua opinião, no que assenta a consistência revelada pela equipa nas últimas jornadas?
A união do grupo tem sido o ponto fulcral para conseguir a consistência que temos vindo a demonstrar
A chegada do Doug Wiggins contribuiu para que a equipa se tornasse mais equilibrada e com mais soluções para se bater contra qualquer adversário?
O Doug é um excelente jogador e um muito bom colega de equipa. Passa a ser mais uma solução de qualidade, algo que nos dá confiança para ajudar a enfrentar os desafios bem duros que vamos ter pela frente na luta pelos nossos objetivos.
Já esta temporada foram derrotados pelo Barcelos em partidas a contar para duas competições. Consegue identificar aspetos do jogo que tenham feito a diferença nesses dois encontros?
Ambos os jogos foram bastante equilibrados, e em que nenhuma das equipas foi claramente superior à outra. O Barcelos teve o fator casa nos 2 jogos, agora esse fator está do nosso lado e temos tudo para vencer.
Este jogo é encarado como sendo um importante passo para garantir, pelo menos, o 2º lugar na fase regular?
Este jogo é importante como todos os outros. Queremos vencer a todos os adversários, mais ainda com a agravante de que estamos a jogar em casa, no nosso castelo e junto da nossa fantástica massa adepta.
No inicio da temporada o objetivo da equipa era aproximar-se cada vez mais do topo. Em que áreas do jogo julga que o Vitória está melhor?
O objetivo do Vitória é ganhar e com o Fernando Sá ao leme da equipa não podíamos pensar de outra forma. O Vitória tem vindo a estar melhor época após época, e enquanto não for campeão, o clube e o Fernando Sá irão continuar a lutar para cada vez mais ter um Vitória mais forte.
Quais considera serem os capítulos do jogo que poderão ajudar a decidir o jogo, e em que o Barcelos é forte?
O Barcelos é uma equipa que se fecha muito na defesa, os jogadores defendem muito dentro do garrafão, e ofensivamente são uma equipa que sai rápido para o ataque. Se conseguirmos contrariar essa maneira de jogar deles, de certeza que vamos vencer.
«Garra e atitude»
Chelsea Guimarães, que vai em breve jogar para uma universidade norte-americana, espera no entanto que o quarto triunfo da época surja já este fim-de-semana, diante do Académico.
O Algés conquistou até este momento três vitórias na fase regular. Na sua opinião, é um registo positivo tendo em conta as limitações do grupo de trabalho?
Claro que sim ! Não nos podemos esquecer que a nossa equipa é composta quase só por juniores. Foi mais do que estávamos a espera.
Quais têm sido os principais problemas que impedem que a equipa seja capaz de ser ainda mais competitiva?
Somos muito novas e temos muita dificuldade no rigor e em ouvir o treinador. Mas tentamos sempre dar o nosso melhor.
Do ponto de vista individual, esta época está a ser extremamente desafiante para si?
Sim. Em todos os aspetos está a ser um grande desafio para mim. Sou de certa forma obrigada a assumir mais e a ter um papel diferente do ano passado na equipa.
Já assumiu publicamente que no próximo ano vai jogar para os EUA. Sempre foi uma ambição sua jogar numa universidade americana? Em que aspetos pensa que poderá beneficiar com tal mudança?
Foi uma ambição que surgiu com o tempo. À medida que fui crescendo enquanto jogadora, comecei a querer mais do basket. Penso que vai ser uma experiência ótima lá fora, porque vou ter que puxar por mim duma maneira que nunca tive de o fazer. Vou ter que ultrapassar muitas barreiras e dificuldades e espero que essas adversidades me façam crescer.
Concorda que o jogo do próximo fim de semana assume um papel importante para o futuro das duas equipas na competição?
Sim. Estamos cientes de que é o jogo mais importante da época para nós, e claro, para o Académico também. E tenho a certeza de que vamos fazer tudo para obter o melhor resultado possível.
Já esta temporada venceram, em casa, o Académico. Onde foram mais fortes nesse encontro? Pretendem explorar essas mesmas vantagens no jogo do próximo fim de semana?
Nesse encontro acho que, acima de tudo, estivemos bem enquanto equipa e encontrámos as melhores soluções possíveis para nós. Claro que vamos voltar a entrar com tudo o que tivermos e aproveitar as nossas caraterísticas.
Destaca alguma jogadora ou aspeto do jogo na equipa do Académico?
Não destaco nenhuma jogadora em concreto, mas acho que têm uma equipa coesa, e que, com certeza, nos irá dar luta.
De que forma se irá apresentar o Algés de forma a poder garantir mais um triunfo nesta fase regular?
Vamo-nos apresentar como uma equipa unida, ciente do jogo importante que temos pela frente. Vamos entrar com garra e atitude, e vamos lutar pela vitória até ao último segundo.
«Unidos podemos reagir»
Mesmo que o nome do próximo adversário seja Dragon Force, o líder invicto da Proliga…
A derrota na última jornada aconteceu por excesso de confiança da equipa? Ou pelo contrário existiu muito mérito por parte do Atlético?
Nós não fizemos um bom jogo, estivemos mal em muitos aspetos, principalmente na luta pelas tabelas, cometemos demasiados erros em certas alturas do jogo. De qualquer forma, o Atlético teve o seu mérito, os jogadores são experientes souberam tirar proveito das suas qualidades, exploraram os pontos em que estávamos mal, conseguiram passar a frente no marcador e segurar o resultado até ao fim.
Consegue apontar onde o Terceira Basket esteve menos bem?
Penso que o ponto mais crucial foi termos perdido nos ressaltos, estivemos mal nesse aspeto.
Está confiante que a equipa irá reagir já na próxima ronda frente ao Dragon Force?
Acredito que se jogarmos bem e formos unidos e lutadores, que é de certa forma a nossa identidade, podemos reagir frente a qualquer equipa.
O domínio das tabelas e a qualidade no jogo exterior são as principais armas do Dragon Force?
Sem dúvida a capacidade física dos jogadores interiores e a qualidade dos jogadores exteriores são aspectos muitos positivos para o jogo que fazem. Acho que a capacidade de todos os 12 jogadores jogarem ao mesmo ritmo e acrescentarem algo a equipa é também um ponto muito forte.
Destacaria algum jogador como sendo desequilibrador ou preponderante na equipa do Dragon Force?
Acredito que todos os jogadores em certa altura do jogo tem a sua importância. O Dragon Force tem um grupo de jogadores de muita qualidade, onde todos, naquilo que são melhores, tentam ajudar a equipa.
No que terá de assentar a exibição do Terceira Basket para conseguir ser competitivo e discutir o jogo com o líder da Proliga?
Temos que conseguir fazer aquilo que somos bons da melhor forma possível, temos que conseguir defender o jogo todo ao mais alto nível, tentar limitar o ataque do Dragon Force, lutar muito, tentar equilibrar a luta pelas tabela e de resto jogar como equipa.
José Ricardo “deu lição defensiva”
O tema escolhido designou-se por “Filosofia Defensiva e Scouting” e nele o preletor explanou com grande clareza e objectividade os princípios defensivos em que acredita e que procura por em prática, nas equipas que orienta.
Teve ainda oportunidade de transmitir o que, na sua opinião, não deve ser confundido: Filosofia Defensiva – enquanto conjunto de princípios que orientam os comportamentos/atitudes na defesa e que prevalecem ao longo de um plano de preparação duma equipa e Scouting – opções de estratégia defensiva que podem variar de acordo com determinadas características do adversário, mas que não comprometem/contrariam os princípios defensivos estabelecidos.
O interesse e receptividade dos treinadores foi muito significativo considerando a presença de 150 treinadores de proveniências tão diversas como Bragança, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu e Coimbra.
A 2ª ação decorrerá já no próximo mês de Fevereiro – dia 9 e regressaremos ao importante tema do treino da condição física do jovem basquetebolista, tendo como preletores Paulo Colaço e Marisa Vieira.
Toni Carrillo no Clinic de Albufeira
Conta ainda com o apoio da FPB, ABA e Município de Albufeira.
Carrillo é um especialista na formação inicial do jogador e dos treinadores jovens, além de colaborar regularmente com a da Federação Catalã de Basquetebol, tendo a seu crédito um grande número de publicações científicas e uma série de livros publicados, alguns de referência na formação de jovens treinadores. Sua vasta experiência como preletor tem o levado a conferenciar em vários países, Portugal, Itália, Sérvia, México, Escócia. É também colaborador de la revista Clinic. Colaborador de diferentes Federações Autónomas: FCBQ, AMEBA, AVEB.
No Curso de Alto Rendimento em Basquetebol foi responsável pelo tema: "A sessão de treino no mini basquete".
Trajeto:
Antonio Carrillo i Ruiz. (29 de maio de 1964)
Técnico de Desporto- Direcção-Geral de Desporto (Generalitat de Catalunya)
Treinador Superior de Basquetebol (Federação Espanhola de Basquetebol)
Experiencia profissional:
. Colaborador Desportivo da Área de Desporto del Ayuntamiento de L’Hospitalet de Llobregat (Barcelona).
. Professor de Educação Física por el AMMPPAA del CEIP Can Bori de L’Hospitalet de Llobregat (Barcelona)
. Professor de Educação Física por la Dirección del colegio San Lucas de L’Hospitalet de Llobregat (Barcelona)
. Treinador das categorias de formação do CIRSA Hospitalet
. Treinador e Coordenador Técnico das categorias de formação de la AE L’Hospitalet
. Coordenador da Escola de Basquete e Formação dos treinadores do Colégio Vedruna Gràcia de Barcelona 2007/2010
. Treinador (Pre-mini “B” Feminino) e colaborador técnico do CB Castelldefels na temporada 2008/2009
. Diretor Técnico do CB Cornellà durante a temporada 2010/2011
. Diretor Técnico do CB Viladecans-UE Sant Gabriel durante a temporada 2011/2012
«Temos de começar a ganhar»
O objetivo de garantir uma vaga no playoff mantém-se aceso entre a formação de São Paio de Gramaços, que pretende voltar às vitórias já este fim-de-semana, diante do Algés.
Os resultados depois da paragem natalícia não foram positivos. Acha que o Sampaense poderia ter feito melhor nos dois últimos jogos?
Contra o Vitória de Guimarães fizemos um bom jogo, mas infelizmente não saímos vencedores devido a um triplo nos últimos segundos. Contra o Lusitânia foi o jogo onde estivemos pior ofensivamente. Nenhum jogo é perfeito e treinamos todos os dias para aperfeiçoar as nossas qualidades para chegarmos ao jogo e cometermos cada vez menos erros.
A troca de treinador poderá ter tido alguma influência no rendimento ou moral do grupo? E como está a correr a adaptação ao novo responsável pela equipa?
Uma troca de treinador em qualquer parte do mundo tem influência a nível moral . A saída do Félix Alonso foi uma surpresa para nós. Mas o basquete profissional é mesmo assim e não podíamos deixar de trabalhar. A adaptação ao Raul foi fácil e rápida, pois ele era o treinador adjunto. Não foi preciso começar tudo do zero.
O grupo é formado por muitos jogadores jovens que foram uma aposta deste novo projeto do Sampaense. Sente que a equipa tem crescido ao longo deste fase regular? E se tem potencial para fazer ainda mais e melhor?
Esta equipa é formada por muitos jovens com potencial e temos demostrado que temos valor para jogar na Liga. Embora esta primeira volta não tenha sido muito positiva, nós temos confiança que a segunda volta irá ser muito melhor e estamos a trabalhar para isso.
Individualmente as coisas têm-lhe corrido muito bem. Muitos minutos de utilização e preponderância dentro da equipa. A mudança está a corresponder às suas expectativas? O julga que tem que melhorar até final da época?
O facto de as coisas me estarem a correr bem deve-se à rápida adaptação a este clube. Fui muito bem recebido por toda a gente e tanto os meus colegas de equipa como o treinador ajudam-me diariamente a melhorar como jogador. Até ao final da época ainda tenho muita coisa para melhorar, e é por isso que treino diariamente. Não há um treino em que não aprenda algo novo. O meu processo de aprendizagem está constantemente a ser atualizado.
Pelo facto de serem menos experientes, a responsabilidade de terem que vencer o próximo frente ao Algés poderá ser um problema acrescido?
Sabemos que temos de começar a ganhar jogos para conseguirmos um lugar que nos permita ir ao playoff. A segunda volta começa já este fim-de-semana e queremos começar com uma vitória frente ao Algés, daí estarmos a preparar este jogo de uma maneira que nos consiga levar a esse objetivo.
Já esta temporada defrontaram o Algés. Na sua opinião, quais são as principais qualidades da equipa?
O Algés tem uma equipa muito experiente nesta Liga. Depois da paragem natalícia ainda não sofreram nenhuma derrota e os níveis de motivação deles estão elevados. Na primeira volta conseguimos uma vitória em Algés, mas esse foi o primeiro jogo da temporada e tanto o Algés como nós temos evoluído ao longo da temporada. Temos de nos preparar para um jogo duro e teremos de ultrapassar os nossos limites para conseguirmos sair vencedores desse jogo.
A que aspetos do jogo o novo treinador dá mais ênfase, e consequentemente terão que ser mais fortes do que o Algés no jogo do próximo fim-de-semana?
Este treinador dá importância a todos os aspetos do jogo, mas no meio de tantos aspetos destaca-se o contacto físico. Para vencer o Algés, teremos de controlar o ritmo de jogo e estarmos muito bem organizados no ataque. Teremos também de ser mais fortes nos aspetos defensivos, pois só assim é que conseguimos ter a posse de bola.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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