Artigos da Federaçãooo

«Queremos regressar às vitórias»

O treinador da formação de Alvalade sabe as dificuldades que a sua equipa terá neste encontro, mas espera que as suas jogadoras realizem um bom jogo e se motivem para o resto do campeonato.

 

Defrontar uma equipa da Liga numa fase em que o grupo vem de três desaires consecutivos pode ser, segundo o técnico "a tónica motivacional" que faltava. Antes deste ciclo negro, recorda Luís Abreu, as leoas obtiveram quatro vitórias, uma delas na Taça de Portugal, e o objetivo é motivar rapidamente o grupo "para regressar as vitórias". "A Taça é excelente para, de forma descontraída, efetuarmos um bom jogo", frisa.

 

Mas, defrontar uma equipa da Liga não será fácil. "Sabemos as dificuldades que nos esperam contra uma equipa que, apesar de vir de três resultados desfavoráveis, está num nível muitíssimo diferente do nosso. Conta com jogadoras experientes e de muita qualidade", analisa o treinador.

 

Independentemente do desfecho, o treinador conta que o objetivo da formação de Alvalade na prova já foi alcançado: "Queremos fazer um jogo o mais equilibrado possível, nunca desistindo e tentando com as nossas armas colocar o máximo de dificuldades ao Vagos. Que consigamos divertir-nos, numa competição onde já atingimos por dois anos consecutivos os nossos objetivos competitivos: cair com uma equipa de escalão principal."

 

Depois desse encontro, o Sporting vai regressar ao "seu" campeonato e aí o treinador quer o mais rapidamente possível dar um pontapé na crise de resultados: "A imprevisibilidade dos resultados leva-nos a acreditar que estes três últimos desaires rapidamente se poderão inverter e que possamos garantir a manutenção o mais cedo possível, ou até mesmo o playoff."

 

E acrescenta, relativamente ao futuro: "Baseamos a nossa aposta na continuidade e juventude do plantel para que todos possamos crescer, ganhando a maturidade e experiência para competir noutros patamares. A evolução da equipa é a nossa principal preocupação."


«Níveis de concentração apuradíssimos»

O objetivo é manter a onda de triunfos e na Luz trabalha-se afincadamente com o intuito de vencer os dois jogos…

 

O desempenho da equipa na fase regular da Liga está a superar as vossas expetativas?

 

Após consagração por dois anos consecutivos como campeãs nacionais da 2ª e 1ª Divisão, a equipa que ascendeu à Liga era uma equipa desabituada a perder, feita de vencedoras. Apesar de sabermos, logo de início, que o nível da Liga seria muito mais exigente, entre as jogadoras sempre reinou uma grande ambição em chegar à divisão máxima e vencer. Neste momento feliz da época (com 6 vitórias consecutivas), podemos finalmente deixar expetativas mais tímidas para trás e afirmar perante o basquetebol português o nosso lugar.

 

O início da temporada não foi tão convincente, mas nas últimas semanas têm-se revelado muito dominadoras. O que alterou na equipa do Benfica à medida que a época foi avançando?

 

Os primeiros jogos na Liga foram uma surpresa, com uma mistura de nervosismo e inexperiência, em que muitas de nós não sabiam o que esperar. Depois destes primeiros jogos, e com o passar dos treinos, foi natural a entrada da equipa no ritmo desta divisão. Reconhecemos após as primeiras derrotas, a necessidade evidente de treinar melhor e mais forte, para corresponder a exigências técnicas e táticas mais evoluídas.

 

O facto de representarem um clube como o Benfica tem funcionado como uma pressão acrescida sempre que vão para dentro de campo?

 

Representar um clube com esta dimensão agrava, claramente, a nossa responsabilidade. Porém esta responsabilidade é um sentimento mais positivo que negativo, sendo extremamente próxima e aliada ao orgulho de vestir a camisola. É quase como dar e receber: sabendo que é imprescindível sermos atletas com uma postura digna por representarmos tanto e tantos, temos consciência que nas nossas costas está um clube que nos oferece condições excecionais.

 

No próximo fim de semana jogam em duas frentes. A equipa está preparada para disputar dois jogos em tão curto espaço de tempo?

 

Como o treinador explicou no primeiro treino da semana, o nosso objetivo passa por ter em mente durante esta semana tanto o jogo contra o Académico como o jogo contra o CAB, não negligenciando nenhum dos dois. Para que tal preparação aconteça, os níveis de concentração têm que se manter apuradíssimos.

 

Uma antevisão ao jogo da Taça frente ao Académico. 

 

Respeitamos a equipa do Académico, mas não a tememos. Já provámos que conseguimos vencê-la esta época e esperamos fazê-lo de novo no sábado. Na prática as vitórias só surgem para quem as merece e por isso desejamos manter-nos nesta competição também.

 

Defrontar o CAB Madeira em jogo a contar para o campeonato talvez seja o teste mais difícil que poderiam ter nesta fase da temporada? Quais os pontos fortes que destacaria nas madeirenses? 

 

Jogar contra o primeiro classificado é, em qualquer altura da época, uma prova com possíveis dificuldades. No entanto, como queremos integrar o grupo dos melhores, é necessário jogar contra eles de modo a ser possível a comparação em campo, e não só em números relativos ao campeonato, como a quantidade de derrotas e vitórias.

 

De que forma o Benfica vai tentar vencer a equipa do CAB?

 

O favoritismo indiscutível do CAB não nos assusta, só nos entusiasma: primeiro que tudo vamos desfrutar desta oportunidade de jogar ao mais alto nível do basquetebol feminino português! Reconhecemos naturalmente que, para sair vitoriosas deste jogo, teremos que nos superar, individual e coletivamente; portanto prometemos jogar cada posse de bola como se fosse a última e decisiva. Chamem-nos otimistas, mas este sentimento justifica-se, já que jogamos em casa, vimos de 6 vitórias consecutivas e jogamos sem pressões. Temos tudo para fazer um bom jogo e, quem sabe, uma surpresa a este CAB invicto.


Benfica bate o pé ao Nanterre

No final do 1º tempo pairava a hipótese de os comandados de Carlos Lisboa poderem sofrer uma pesada derrota, mas o desempenho dos campeões nacionais na etapa complementar tornou o jogo extremamente interessante e competitivo até final. A derrota por 86-96 acabou por representar o caráter e a disponibilidade física e mental que os encarnados tiveram no segundo tempo para mostrarem-se capazes de reentrar na discussão do jogo.

 

Os franceses conformaram nos primeiros minutos toda a qualidade que lhes era apontada, e com um parcial de 11-0 cedo dispararam no marcador. O Benfica sentia imensas dificuldades em condicionar o talento ofensivo do adversário, e nem mesmo a sua defesa zona surtia o efeito desejado. A intensidade defensiva, o ritmo elevado que colocava no jogo, e a forma como tirava partido dos contra-ataques e transições rápidas colocava imensos problemas à defesa encarnada.

 

O segundo quarto foi novamente dominado pelo conjunto gaulês, que com mais um parcial favorável de 14-0 fez subir a diferença pontual para 52-27. Os números começavam a mostrar-se preocupantes, sobretudo pela eficácia revelada pelos jogadores adversários, e a incapacidade que o Benfica mostrava em conseguir minimizar o sucesso ofensivo do Nanterre. Os 54 pontos que a equipa francesa já tinha ao intervalo, 31 para a equipa da casa, eram um claro sinal que o Benfica teria que melhor o seu desempenho defensivo na segunda metade.

 

No segundo tempo o Benfica surgiu para melhor, mais assertivo a executar ofensivamente, sobretudo nas situações de bloqueio direto, quase sempre exploradas com sucesso pela dupla Mário Fernandes e Fred Gentry. O Nanterre começava a sentir problemas, a vantagem começava a encurtar, e um triplo do base encarnado colocava o Benfica a onze pontos de distância a 1.48 minutos do final do 3º período.

 

Os campeões nacionais ameaçaram encostar o resultado, mas sem sucesso e só a 4 minutos do final do encontro, a diferença chegou às unidades (75-84) depois de mais um lançamento em suspensão de Mário Fernandes. Gentry continuava fantástico a jogar de costas e de frente para o cesto, principal referencia ofensiva da equipa, já que Thomas merecia atenções especiais na defesa, e João Soares a aproveitar bem os tiros abertos que iam “sobrando” para o internacional português.

 

Mas nos minutos finais os ressaltos ofensivos conquistados pelos franceses foram penalizadores para o Benfica, pois permitiram segundas posses de bola, retiraram tempo ao relógio e impediram que o Benfica dispusesse de oportunidades para dar a volta ao marcador. Um triplo de Seth Doliboa , a pouco menos de 1.30 minutos do final, cortou  vantagem para seis pontos (82-86), mas a conquista de um ressalto após um lance-livre desperdiçado pelos franceses condenou em definitivo as aspirações da formação benfiquista.

 

Mérito para o JSF Nanterre, à imagem do que fez durante todo o encontro, pela forma como foi ofensivo na utilização do drible, criando constantes desiquilibrios na defesa encarnada, circulando depois muito bem a bola até encontrar o jogador em melhores condições para lançar.

 

Fantástica exibição de Fred Gentry (32 pontos e 9 ressaltos) nos dois lados do campo, alternando com muita inteligência e eficácia as finalizações de frente para o cesto como a jogar de costas em posições mais interiores. Jobey Thomas (13 pontos) foi sujeito a um enorme desgaste para se conseguir libertar para os seus habituais tiros, mas proporcionou a possibilidade de João Soares (12 pontos e 3 ressaltos) e Seth Doliboa (12 pontos, 8 ressaltos e 3 roubos de bola) conseguirem situações mais confortáveis e abertas para atirar ao cesto.


Lombos perde em casa

Contrariamente ao sucedido no primeiro jogo disputado em casa, foi o adversário a começar melhor o encontro e a construir uma larga vantagem, obrigando desde muito cedo a que a formação portuguesa tivesse que correr atrás do prejuízo. Com este resultado negativo as comandadas de José Leite ficaram afastadas da próxima fase da competição.

 

Tal como tinha acontecido na Bélgica, os Lombos não entraram da melhor forma. Vulneráveis na defesa, permitiram muitos pontos ao adversário e no final do 1º período já perdiam por 11-30. Uma diferença que tomaria maiores proporções até ao intervalo, com as belgas a dispararem no marcador para os trinta pontos de diferença (54-24).

 

Percebia-se perfeitamente que do outro lado estava o líder invicto do Grupo E, um conjunto com enorme potencial, soluções ofensivas, que se mostrava dominador na luta das tabelas (43/3), e efetivo nos lançamentos de curta  e média distância (32/54 – 59.3%) e da linha de lance-livre (18/20 – 90%).

 

O inicio da etapa complementar coincidiu com o melhor período da equipa nacional (20-15), com os triplos (7/15 – 46.7%)  a revelarem-se uma preciosa ajuda para o sucesso ofensivo da Quinta dos Lombos. A forma como as comandadas de José Leite controlavam a posse de bola (26 turnovers) prejudicavam de sobremaneira o desempenho atacante das campeãs nacionais, bem como proporcionavam cestos fáceis, alguns sem oposição, ao adversário.

 

Nos últimos 10 minutos o Castors Braine voltou a ser superior, acabando por dar uma imagem bem mais expressiva ao resultado final favorável às belgas.

 

Márcia Costa, com 12 pontos, foi a melhor marcadora da equipa da casa, seguida de perto por D´Lesha Lloyd (11 pontos e 4 ressaltos) e Hollie Mershon (10 pontos, 3 roubos de bola, 2 assistências e 2 ressaltos) e Filipa Bernardeco (9 pontos e 2 assistências).


«Garra e capacidade de superação»

Mas os maiatos pretendem colocar em campo todas as suas armas, conforme conta o técnico, de modo a contrariar o favoritismo dos encarnados.

 

Depois de três derrotas consecutivas, onde foram buscar forças para dominarem no prolongamento no jogo frente ao Galitos Tley?

 

Julgo que as forças surgiram pela frustração de termos perdido a vantagem que tínhamos nos momentos finais do tempo regulamentar por erros nossos, algo que não deveríamos ter permitido que acontecesse! Continuamos simplesmente a acreditar que era possível sairmos de lá vencedores…

 

As derrotas consecutivas que antecederam o jogo do Barreiro não alteraram em nada o funcionamento do grupo de trabalho?

 

Claro que não. Não foi por termos começado a época com as três vitórias consecutivas que nos considerávamos os melhores, assim como, também não consideramos que já não temos valor ou colocamos tudo em causa porque perdemos os três seguintes. Temos consciência do nosso valor e das nossas limitações enquanto equipa, por isso, quer tenhamos sucesso ou não, jogo após jogo as rotinas mantêm-se e o trabalho continua da mesma forma, procurando sempre corrigir e melhorar os aspetos que consideramos mais débeis, para conseguirmos atingir os nossos objetivos.

 

Sem estrangeiros, jogadores ausentes, nada que impedisse o Maia Basket de somar mais uma vitória. Que explicações encontra para este inicio de temporada tão positivo?

 

Somos um plantel com atletas muito experientes, que conseguem tomar decisões corretas nos momentos certos de forma consistente, e isso poderá fazer toda a diferença quando estamos em sintonia. No entanto, e embora consciente do nosso valor e capacidade, assim como das nossas limitações enquanto equipa, pessoalmente fico com a sensação que somos muitas vezes subestimados pelos adversários.

 

O próximo adversário, muito provavelmente, vai expor ainda mais as vossas limitações. Concorda com esta análise?

 

Uma equipa como a do Benfica tem capacidade para expor todas as debilidades ou limitações de qualquer adversário a nível nacional, nós não somos exceção. No entanto, cabe-nos a nós tentar contrariar o favoritismo do adversário com as armas que temos e superarmo-nos para conseguir disfarçar ao máximo essas limitações.

 

Depois de dois jogos em que conseguiram baixas pontuações, na última jornada voltaram a revelar maior eficácia ofensiva. Que tipo de jogo beneficiaria mais a equipa do Maia Basket? Com muitas posses de bola e muitos pontos, ou de pontuação mais baixa?

 

É um erro pensar que conseguiremos fazer com que o jogo decorra sempre como nós pretendemos. Os jogos têm diferentes momentos e a equipa tem mostrado a capacidade de adaptar o seu jogo consoante o que esses momentos exigem, acelerando ou baixando o ritmo segundo o que for mais conveniente para nós. Mais importante que isso será colocar no jogo toda a nossa entrega e capacidade de superação e entreajuda ao longo dos 40 minutos.

 

Qual seria o plano de jogo perfeito para que Maia Basket conseguisse vencer o Benfica?

 

Não considero que existam planos de jogo perfeitos, até porque todas as equipas podem ajustar-se rapidamente no decorrer do jogo a uma estratégia delineada antecipadamente. É para isso que treinamos, para sermos capazes de retirar vantagens dessas mesmas situações de forma a sairmos vitoriosos no final. A estratégia passará sempre por sermos iguais a nós próprios no que diz respeito aos nossos conceitos de jogo e conseguirmos colocar em campo toda a nossa experiência, garra e capacidade de superação para tentarmos condicionar o máximo possível este adversário, que tantas armas possui.


«Adversário com outra realidade»

As diferenças são muitas, mas a SIMEQ vai apresentar-se no jogo determinada a disgnificar o seu basquetebol.

 

Nesta fase da competição Nuno Galvão não esperaria outra coisa que não fosse um adversário complicado, mas defrontar as atuais campeãs nacionais torna a próxima eliminatória um desafio de elevado grau de exigência, mas ao mesmo tempo aliciante. “Estamos muito felizes por participarmos na Taça de Portugal, apesar das dificuldades que se antevêem, uma vez que vamos defrontar um adversário com outra realidade. A Quinta dos Lombos preparou-se para revalidar o título de Campeão Nacional e para representar Portugal nas competições Europeias; nós construímos o grupo de trabalho com base na nossa formação.”

 

O técnico apenas exige à equipa que dê o seu melhor dentro do campo, de forma a poder mostrar que também tem qualidade no seu jogo. “O importante vai ser dignificar o nosso basquete, lutando dentro de campo com as nossas armas e acabar o jogo com o sentimento que tudo fizemos para contrariar um adversário de outro campeonato.”

 

Os últimos resultados no campeonato não têm sido os desejados, mas o técnico acredita que em breve o grupo conseguirá traduzir em vitórias todo o seu potencial. “Começamos bem a época, com duas vitórias, mas daí para cá, apesar de termos vencido duas eliminatórias da Taça de Portugal, estamos a passar por uma fase menos boa no Campeonato Nacional da 1ª divisão, não conseguindo materializar dentro de campo a qualidade individual e coletiva que temos.”

 

O facto de ter neste momento um registo negativo na 1ª Divisão Feminina, facilmente poderá ser invertido, já que a imprevisibilidade dos resultados tem marcado todas as jornadas. “Este campeonato é muito equilibrado com diferenças curtas entre as equipas, no qual qualquer uma pode ganhar ou perder contra qualquer outra. No entanto acredito que iremos rapidamente inverter esta tendência e acabar por atingir os nossos objetivos, que passam por sermos apurados para os playoff.”

 

A aposta na formação continua a ser uma imagem de marca do clube, o que acaba por ser um enorme incentivo para quem trabalha nos escalões mais jovens. “Somos uma referência no basquetebol de Lisboa, mas também nacional, possuindo todos os escalões masculinos e femininos e com um palmarés significativo. As nossas equipas seniores, construídas com base na prata da casa, servem para demonstramos aos nossos jovens atletas que vale a pena continuarem a trabalhar para no futuro virem a ocupar o seu lugar nessas equipas.”


MVP´s da 9ª jornada

A portuguesa mais valiosa foi a internacional Sofia Ramalho (Benfica), e a jovem (nascidas desde 1995) que mais se destacou voltou a ser uma jogadora do Olivais/UrgiCentro-SAN. Desta vez é a internacional portuguesa Ana Granja Santos. 


«Podemos vencer qualquer equipa»

Os resultados estão à vista e confiança é a palavra de ordem no balneário do Eléctrico, que não vive obcecado com a subida. No próximo fim-de-semana defronta o Benfica B, determinado a alargar ainda mais o ciclo de vitórias na Proliga.

 

As épocas passam e a equipa vai mantendo a sua competitividade quase sem mexer no grupo de trabalho. Qual a base do sucesso deste inicio de temporada muito positivo por parte da equipa de Eléctrico?

 

Manter a mesma base ano após ano é sem dúvida o fator mais importante. Todos nós somos grandes amigos fora de campo e isso ajuda imenso na comunicação entre todos. Conhecemos bem a forma de trabalhar do treinador e cada um de nós sabe os seus pontos fortes e fracos e qual o seu papel dentro da equipa, o que torna tudo mais fácil quando chega a hora de jogar. Este inicio de campeonato não nos surpreende, pois sabemos qual é o nosso valor.

 

Ano após ano têm sido apontados como uma das equipas que potencialmente poderá lutar pela subida de divisão. Na sua opinião, o que tem faltado ou falhado para que tal não aconteça?

 

Sinceramente nós não pensamos nisso, temos perfeita noção das nossas qualidades e sabemos que podemos vencer qualquer equipa no nosso campeonato, mas não traçamos a subida de divisão como nosso objetivo. As séries de playoff são muito curtas agora, e ter o primeiro jogo em casa do adversário é uma grande desvantagem, basta um jogo mau e toda a série pode estar comprometida. 

 

Sente que a equipa esta temporada tem estado a defender melhor? O que tem proporcionado essa melhoria de desempenho defensivo?

 

Sim penso que a nossa prestação defensiva tem sido muito boa e isso tem sido fundamental nos nossos resultados. Acho que não há nenhum ingrediente secreto, temos grande entreajuda e comunicação entre todos e tentamos reduzir a equipa adversária a apenas um lançamento por ataque garantindo sempre o ressalto na nossa tabela.

 

Surpreende-o a prestação, até ao momento, da equipa B do Benfica no campeonato da Proliga?

 

Para ser sincero não me surpreende muito. Todos os anos as equipas do Benfica têm feito prestações interessantes, pois têm jogadores que apesar de jovens têm grande qualidade técnica e física. Com o passar dos anos vão começando a estar mais habituados ao nível da Proliga e isso reflecte-se nos resultados.

 

O jogo do próximo fim de semana será um confronto entre a experiência do Eléctrico e a irreverência da juventude da equipa do Benfica B?

 

Apesar de sermos experientes e já jogarmos juntos há alguns anos, não deixamos também de ser uma equipa jovem. Mas penso que se pode considerar que sim, apesar de que dentro de campo a idade não conta para nada e nós respeitamos todos os adversários de igual forma.

 

Quais poderão vir a ser os principais problemas colocados pela equipa do Benfica? E de que forma terão de jogar para aumentarem o ciclo de vitórias?

 

O Benfica é uma equipa que joga de forma muito agressiva e rápida e penso que teremos de ter isso em conta. Teremos de fazer um jogo inteligente tacticamente para provocarmos erros defensivos ao Benfica e assim pudermos conseguir lançamentos fáceis. Na defesa é importante mantermos a nossa boa prestação, tendo atenção ao ressalto defensivo. 


«É sempre um jogo de alta voltagem»

Ambas as equipas estão a atravessar uma fase muito positiva da temporada, algo que faz aumentar ainda mais a já de si curiosidade natural que envolve sempre este derby. Para André Pinto os jogos com a Oliveirense são sempre muito intensos, bem disputados, com muita luta e este certamente não irá fugir à regra.

 

“Ovarense-Oliveirense é sempre um jogo especial, é um derby! É dos poucos jogos atualmente que fazem as pessoas deslocarem-se ao campo adversário para ver a sua equipa.” Estas palavras de André Pinto demonstram bem a saudável rivalidade que continua a existir entre estes dois clubes, algo que faz destes confrontos jogos sempre muito disputados e emotivos.

 

Os dois conjuntos estão com a moral bem elevada, pelo que será interessante perceber qual deles vai prolongar o seu ciclo de vitórias.  “Ao longo da minha carreira já joguei várias vezes este derby e é sempre um jogo de alta voltagem. Este ano a juntar a este factor, temos o momento de forma de ambas as equipas, uma vez que, quer a Ovarense Dolce Vita quer a Oliveirense venceram as últimas 3 jornadas do campeonato!”


Benfica regressa à Europa

Passados alguns anos os encarnados, e ainda bem que o fizeram,  decidiram regressar às competições internacionais, conscientes que haveriam que recuperar o tempo e a experiência perdida nas últimas épocas. Esta quarta-feira, às 21 horas, os benfiquistas defrontam a forte equipa do JS Nanterre, líder invicto do Grupo E, naquela que será mais uma oportunidade para os comandados de Carlos Lisboa poderem somar prestígio e competências para voltarem a ser uma referencia na Europa.

 

A equipa francesa venceu este fim de semana, após prolongamento (105-100), o Dijon, e está a duas vitórias do comando da Liga francesa. No jogo da primeira volta, o Benfica surpreendeu o conjunto gaulês com uma defesa zona, mas a eficácia revelada pelos jogadores do Nanterre nos tiros de três pontos (11/27 – 40.7%) foi determinante para o sucesso da equipa francesa.

 

Mesmo a jogar frente a um adversário habituado a competir na Euroliga, o técnico Carlos Lisboa ficou satisfeito com a prestação da sua equipa, embora o começo do jogo não tenha sido o desejado e colocou problemas acrescidos às intenções dos campeões nacionais. A este nível não se podem ter períodos de descontração, permitir vantagens, e muito menos falhar lances-livres, algo que sucedeu com o Benfica nos momentos finais do jogo em França.

 

A equipa do Nanterre tem muito talento ofensivo (86.8 pontos), isto porque tem médias bastante aceitáveis de lançamentos de campo (50.6% de 2 pontos e 36% de 3 pontos), controla bem a posse de bola (10.5 turnovers) e tem uma presença forte na luta do ressalto (39.3 de média).

 

O norte-americano Jamal Shuler (18.5 pontos de média) é a principal arma ofensiva do Nanterre, e no último jogo da Pro A converteu 29 pontos a que somou 7 ressaltos. Atenções especiais para Kyle Weems, foi o melhor marcador do Nanterre, com 19 pontos, no jogo da 1ª volta, e para a presença de Mouhammadou Jaiteh (7.8 ressaltos) na luta das tabelas.

 

Será muito importante para o Benfica ter muitos minutos de qualidade, o que significa demonstrar grande consistência ao longo de todo o encontro. Para que isso aconteça terá que definir muito bem os ritmos do jogo, reduzir aos máximo as perdas de bola sem lançamento, controlar a sua tabela defensiva, e esperar que a eficácia no tiro exterior seja elevada.

 

Jobey Thomas não chega para garantir sucesso no jogo exterior do Benfica, mais jogadores terão de contribuir com pontos, até porque a questão física é determinante quando se joga a este nível. Mário Fernandes e João Soares vêm de bons jogos, seria muito importante que Carlos Andrade conseguisse recuperar a tempo de participar neste encontro, e esperar que Slay e Doliboa se mostrem cada vez mais confortáveis a jogar a este nível.

 

Gentry e Cláudio Fonseca têm a difícil tarefa de ajudar na luta nas áreas mais próximas do cesto, se bem que já demonstraram que têm qualidade e capacidade para serem mais-valias nas soluções ofensivas na equipa treinada por Carlos Lisboa. Tomás Barroso certamente entrará na rotação de 1º base, pelo que ficará com a responsabilidade de comandar  ataque encarnado sem que este perca ofensividade e deixe de mostrar coletivismo atacante.


Carla Ribeiro: “O mais importante é divertirmo-nos”

A equipa vai defrontar as detentoras do troféu com o intuito de tirar o melhor partido do jogo e aproveitar um duelo frente a um conjunto da Liga.

 

Neste momento são, à condição, segundas classificadas no campeonato da 1ª divisão. Que balanço faz do desempenho da equipa até ao momento no campeonato da 1ª Divisão Feminina?

 

Apesar dos contratempos que nos surgiram no início desta época, com a saída de algumas atletas importantes, assim como a saída do nosso treinador a 3 semanas de começar o campeonato, o atual treinador é já nosso conhecido, por ter treinado algumas das atletas há uns anos, tivemos de começar do zero. Daí que se possa dizer que não começamos da melhor forma o campeonato, com 2 derrotas, mas temos vindo a melhorar jogo a jogo, com um coletivo forte, e temos vindo a ser “recompensadas” com resultados positivos. O campeonato da 1ª divisão este ano está de tal maneira equilibrado que penso que qualquer equipa pode ganhar. E o mais importante é como acaba, e ainda estamos no início.

 

A equipa está a viver um período muito bom, com várias vitórias consecutivas. Sinal que estão a jogar bom basquetebol?

 

É verdade que vimos de 7 vitórias consecutivas, 5 para o campeonato e 2 para a Taça de Portugal, e estas não aconteceram por acaso. Temos vindo a melhorar o nosso basquetebol jogo a jogo, por norma o que treinamos tem vindo a sair bem nos jogos. Podemos não ter grandes individualidades, mas o facto de termos vindo a funcionar como Equipa, tem trazido excelentes resultados.

 

O caminho para chegar até esta fase da Taça de Portugal foi complicado?

 

Sim, foi complicado. Nas duas eliminatórias anteriores jogamos com duas equipas da 2ª divisão (CD Póvoa e SC Braga), na minha opinião das melhores equipas do seu campeonato. Apesar das dificuldades encontradas em ambos os jogos, conseguimos vencer, que era o mais importante.

 

Concorda que não foram bafejadas pela sorte no sorteio desta eliminatória?

 

Sim concordo. Havia mais 3 equipas da 1ª divisão com quem nos podíamos cruzar, assim como equipas da Liga mais acessíveis com quem nos podíamos bater. Repete-se a eliminatória da época passada, precisamente Coimbrões x CAB.

 

Quais julga serem os principais problemas que irão sentir frente à equipa do CAB?

 

Os principais problemas que vamos sentir, com toda a certeza, é a nível do jogo interior. Apesar do bom jogo exterior, o CAB tem duas americanas muito fortes no jogo interior. Já o Coimbrões, sempre teve carência no jogo interior. Disputamos a 1ª divisão, e nesta divisão o jogo que temos vai chegando. Mas para jogar com uma equipa da Liga, como o CAB, já se sente uma grande diferença a nível competitivo. Já se sentiu na eliminatória da época transata.

 

E quais são os vossos argumentos para discutirem esta eliminatória com a equipa madeirense?

 

O CAB não é uma equipa do nosso campeonato. É uma equipa que disputa as principais competições a nível nacional. É a equipa detentora da Taça de Portugal da época passada, assim como já venceu a Supertaça este ano, e é a única equipa que ainda não perdeu na Liga feminina. O Coimbrões é uma equipa que disputa a 1ª divisão há vários anos apenas com prata da casa, e tem sobrevivido assim. Por isso, no jogo com o CAB, vamos dar o nosso melhor e tentar demonstrar o bom basquetebol que temos vindo a jogar na 1ª divisão. O mais importante é divertirmo-nos a fazer uma das coisas que mais gostamos… jogar basquetebol! E vamos tentar usufruir o máximo possível de jogar contra uma equipa da liga.

 

Para terminar, perguntava-lhe se o Coimbrões continua a ser uma referência na formação do basquetebol feminino? E se garante qualidade e opções para objetivos mais ambiciosos a curto e médio prazo?

 

O Coimbrões, sem dúvida, continua a ser uma referência na formação do basquetebol feminino. Ainda na época passada as nossas Sub14 foram Campeãs Distritais e Nacionais. Todos os anos as nossas equipas de formação, tentam estar presentes nos Campeonatos Nacionais. Este ano o plantel das Sub19 é muito curto, sendo algumas Sub16 a competirem nesse campeonato. Mas na minha opinião, essas atletas Sub16, que para a próxima época serão Sub19, poderão garantir qualidade e opções na equipa sénior. O projeto que nos foi lançado, será mesmo para sermos ambiciosos a curto-médio prazo.


Lombos recebe Castors Braine

As comandadas de José Leite vão tentar repetir o resultado do único jogo disputado em Carcavelos, o único que interessa às campeãs nacionais de forma a poderem continuar a aspirar a uma presença na fase seguinte da competição. Tarefa complicada, pois do outro lado estará um adversário que soma quatro vitórias em igual números e jogos, e no encontro da 1ª volta venceu convincentemente (92-68) a formação portuguesa. Nada que deva retirar ambição ao conjunto de Carcavelos, que se deverá apenas focar no seu desempenho da 2ª parte do jogo da Bélgica, sem esquecer obviamente dos erros cometidos nos primeiros 20 minutos.

 

Certamente mais preparada e habituada ao ritmo e às dificuldades de competir a este nível, a Quinta dos Lombos sabe que não pode esperar pela 2ª parte para tentar vencer um jogo na Eurocup Feminina. No encontro da 1ª volta, as campeãs nacionais tiveram um comportamento distinto nas duas partes do jogo, sendo que os segundos vinte minutos demonstraram que a Quinta dos Lombos tem talento ofensivo para se bater com esta forte equipa belga.

 

Será importante entrar bem no jogo, conseguir acompanhar o ritmo do adversário, e não permitir que este consiga vantagens que obriguem depois a equipa a ter que correr atrás do prejuízo. Os 40 pontos convertidos na segunda parte do jogo da 1ª volta são um bom indicador, se bem que o desempenho defensivo tenha que naturalmente ser outro, já que a sofrer 92 pontos será particamente impossível para a Quinta dos Lombos conseguir alcançar uma vitória nesta competição.

 

A atleta Anete Steinberga (16.3 pontos) é simultaneamente a melhor marcadora da equipa e a melhor ressaltadora (5.3 ressaltos) do conjunto belga. Uma equipa muito bem liderada por Marjorie Carpréaux, ela que tem 6.7 assistências de média. No jogo da 1ª volta, Kim Mestdagh (23 pontos) e Celeste Trahan (20 pontos) foram decisivas no sucesso do Castors Braine, sinal que tem muito talento ofensivo (81.3 pontos de média) e o perigo pode vir de várias atletas.

 

A Quinta dos Lombos, olhando para os dados estatísticos, não deverá ter problemas para equilibrar a luta das tabelas, pelo que seria importante baixar o número de turnovers que tem de média (19.5) nesta competição. Seria extremamente importante e útil para o sucesso da equipa, que as campeãs nacionais repetissem as percentagens de lançamento registadas no jogo da jornada inaugural disputado em casa, e mais atletas contribuíssem no ataque em ajuda da norte-americana D´Lesha Lloyd (20.8 pontos) ela que está a cotar-se como uma das grandes figuras, até ao momento, da prova.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Aliquam iaculis blandit magna, scelerisque ultricies nisi luctus at. Fusce aliquam laoreet ante, suscipit ullamcorper nisl efficitur id. Quisque id ornare est. Nulla eu arcu neque. Sed ornare ex quis pellentesque tempor. Aenean urna enim, commodo ut nunc sit amet, auctor faucibus enim. Nullam vitae felis ipsum. Etiam molestie non enim quis tincidunt. Pellentesque dictum, nulla id ultricies placerat, neque odio posuere orci, quis vestibulum justo odio ut est. Nullam viverra a magna eu tempor. Nullam sit amet pellentesque magna. Vestibulum vel fermentum turpis, nec rhoncus ipsum. Ut et lobortis felis, sed pellentesque dolor. Nam ut porttitor tellus, ac lobortis est. Fusce vitae nisl vitae ante malesuada venenatis. Sed efficitur, tellus vel semper luctus, augue erat suscipit nunc, id hendrerit orci dui ac justo.

Pellentesque eleifend efficitur orci, et pulvinar dui tempus lobortis. Proin accumsan tempus congue. Cras consectetur purus et lacinia rhoncus. Ut eu libero eget quam semper malesuada. Aliquam viverra vulputate tempor. Sed ac mattis libero, a posuere ligula. Quisque tellus dui, placerat vel ex in, fringilla fringilla tellus. Aliquam erat volutpat. Aenean convallis quis eros vel ornare. Aliquam et lorem vestibulum, posuere quam ac, iaculis arcu. Fusce feugiat blandit mattis.

Legenda

Praesent sed metus euismod, varius velit eu, malesuada nisi. Aliquam aliquet quam tempor orci viverra fermentum. Sed in felis quis tortor accumsan vestibulum. Aliquam erat volutpat. Maecenas pretium sem id enim blandit pulvinar. Pellentesque et velit id arcu feugiat hendrerit ac a odio. Sed eget maximus erat. Phasellus turpis ligula, egestas non odio in, porta tempus urna. Fusce non enim efficitur, vulputate velit in, facilisis metus.

Nulla sagittis risus quis elit porttitor ullamcorper. Ut et dolor erat. Ut at faucibus nibh. Cras nec mauris vitae mauris tincidunt viverra. Donec a pharetra lectus, vitae scelerisque ligula. Integer eu accumsan libero, id sollicitudin lectus. Morbi at sem tincidunt augue ullamcorper tristique. In sed justo purus. Aenean vehicula quam quis pellentesque hendrerit. Fusce mattis mauris lorem, in suscipit diam pretium in. Phasellus eget porttitor mauris. Integer iaculis justo ut commodo eleifend. In quis vehicula nisi, non semper mauris. Vivamus placerat, arcu et maximus vestibulum, urna massa pellentesque lorem, ut pharetra sem mauris id mauris. Vivamus et neque mattis, volutpat tortor id, efficitur elit. In nec vehicula magna.

Miguel Maria

“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

Morbi in auctor velit. Etiam nisi nunc, eleifend quis lobortis nec, efficitur eget leo. Aliquam erat volutpat. Curabitur vulputate odio lacus, ut suscipit lectus vestibulum ac. Sed purus orci, tempor id bibendum vel, laoreet fringilla eros. In aliquet, diam id lobortis tempus, dolor urna cursus est, in semper velit nibh eu felis. Suspendisse potenti. Pellentesque ipsum magna, rutrum id leo fringilla, maximus consectetur urna. Cras in vehicula tortor. Vivamus varius metus ac nibh semper fermentum. Nam turpis augue, luctus in est vel, lobortis tempor magna.

Ut rutrum faucibus purus ut vehicula. Vestibulum fermentum sapien elit, id bibendum tortor tincidunt non. Nullam id odio diam. Pellentesque vitae tincidunt tortor, a egestas ipsum. Proin congue, mi at ultrices tincidunt, dui felis dictum dui, at mattis velit leo ut lorem. Morbi metus nibh, tincidunt id risus at, dapibus pulvinar tellus. Integer tincidunt sodales congue. Ut sit amet rhoncus sapien, a malesuada arcu. Ut luctus euismod sagittis. Sed diam augue, sollicitudin in dolor sit amet, egestas volutpat ipsum.