Artigos da Federaçãooo

Illiabum em estado de graça

Os vimaranenses bateram, em casa, a Ovarense por 71-65, enquanto a formação de Oliveira de Azeméis obteve um saboroso triunfo na deslocação que efetuou até à Madeira para defrontar o CAB (77-65). Quem continua em estado de graça é o Illiabum, já que somou a segunda vitória em igual número de jogos, desta vez perante os seus adeptos e frente ao Galitos Barreiro (88-79), que na jornada anterior tinha protagonizado a surpresa da ronda ao ganhar ao Benfica.

 

O desempenho da equipa liderada por Rui Alves no primeiro período frente ao CAB foi a base do sucesso obtido pela Oliveirense na Madeira. Com um parcial de 23-11, os visitantes cedo se afastaram no marcador, bem como criaram uma dinâmica de vitória que se manteve até ao descanso. As duas equipas recolheram aos balneários separadas por dezoito pontos (40-22), uma almofada pontual bastante confortável para ser gerida pela Oliveirense na etapa complementar.

 

Obviamente quem pensava de forma totalmente oposta era a equipa da casa, a quem o descanso fez muito bem. Surgiu transfigurada para melhor na etapa complementar, muito mais eficaz no ataque (31-16), e bastaram-lhe 10 minutos para se recolocar na discussão do resultado (53-56).

 

A Oliveirense tremeu mas não caiu, sendo que no último período voltou a ser melhor do que o seu adversário (21-12). Os triplos, 11 convertidos pela Oliveirense, ajudaram a fazer a diferença neste encontro, com a dupla formada por Kenion Neail (27 pontos, 5/7 de 3 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos), MVP do jogo com 27 de valorização, e Augusto Sobrinho (22 pontos, 4/5 de 3 pontos e 6 assistências) a destacar-se neste capitulo do jogo. Realce ainda para o duplo-duplo (13 pontos, 10 ressaltos, 4 roubos de bola, 2 assistências e 2 desarmes de lançamento) obtido por Hélder Carvalho.

 

A brilhante prestação de Stefan Djukic (15 pontos e 13 ressaltos) não foi coroada de sucesso, já que nem mesmo com a ajuda de Jovonni Schuler (17 pontos e 6 ressaltos) conseguiu que o CAB pudesse celebrar no final do jogo.

 

 Illiabum cem por cento vitorioso

 

Os 36 pontos anotados pelo Illiabum nos primeiros 10 minutos do jogo demonstram bem a determinação com que os ilhavenses iniciaram o encontro frente ao conjunto da margem sul. Os visitantes reagiram bem ao descalabro do quarto inicial, perdiam por quinze pontos (21-35), sobretudo nos seus aspetos defensivos, já que ao intervalo condicionaram o adversário a apenas oito pontos, reduzindo a diferença para igual número (36-44).

 

O bom momento do Galitos prolongou-se no recomeço da etapa complementar, já que venceram o 3º período (25-21), tendo entrado no período de todas as decisões a perder pela curta diferença de quatro pontos (61-65). Mas a verdade é que os comandados de Ricardo Vasconcelos mostraram-se capazes de gerir a vantagem amealhada no quarto inicial, e no momento da verdade voltaram a revelar-se mais fortes. O bom desempenho dos ilhavenses na luta do ressalto, domínio absoluto (40-24), tendo conquistado 13 ressaltos ofensivos, bem como os 39 lances-livres conquistados (converteu 30), ajudam a explicar a superioridade revelada pelo Illiabum neste jogo.

 

O norte-americano Derek Elston (27 pontos e 4 ressaltos) revelou uma tremenda eficácia a lançar ao cesto, tendo sido sem surpresa o MVP do jogo com 28.5 de valorização, mas não foi o único jogador do Illiabum a ter estado a bom nível. Sérgio Correia (19 pontos e 10 ressaltos), João Figueiredo (14 pontos, 8 assistências e 4 roubos de bola) e Stephen Nwaukoni (12 pontos e 12 ressaltos) foram muito importantes para que a equipa se mantivesse invicta.

 

O norte-americano Brian Clarke (21 pontos) foi o mais concretizador da equipa do Galitos, embora tenha sido Miguel Minhava (16 pontos, 7 assistências e 5 ressaltos) o mais valorizado na formação do Barreiro.

 

Vitória resolve no 4º período

 

O embate entre o Vitória e a Ovarense, como já vem sendo hábito, foi equilibrado, teve emoção e só foi decidido no último quarto. Depois de uma primeira parte com ascendente da formação vareira (36-28), o conjunto vitoriano começou a encurtar distâncias no inicio da etapa complementar. No final do 3º período a diferença pontual que separava as duas equipas já só era de cinco pontos (53-48), vantagem para a Ovarense, mas tudo mudaria nos últimos 10 minutos. Com um parcial favorável de 23-12, a equipa comandada por Fernando Sá dava a volta ao marcador e assegurava o primeiro triunfo desta fase regular. Dois triplos decisivos de Pavlovic, já na parte final do jogo, permitiam que o Vitória conseguisse empatar o jogo, e só a 2 minutos do final, com um cesto e falta da autoria de Pedro Pinto, a equipa da casa consumou a reviravolta no resultado.

 

Os reforços vimaranenses, Marcel Monplaisir (13 pontos e 5 ressaltos) e Nebojsa Pavlovic (17 pontos e 8 ressaltos), estiveram a bom nível, bem como o base da equipa Pedro Pinto, autor de 14 pontos, 6 assistências e 2 ressaltos.

 

Os vareiros ofereceram excelente réplica, mantiveram-se na discussão pela vitória até ao decisivo quarto, um desempenho meritório graças às boas prestações de Sergi Brunet (12 pontos e 7 ressaltos), André Pinto (10 pontos e 4 ressaltos) e José Barbosa (7 pontos, 5 ressaltos, 4 assistências e 3 roubos de bola).


Maia Basket segue em alta

Paio de Gramaços, por 86-82, em jogo a contar para a segunda jornada da LPB. Com este triunfo os maiatos são um dos líderes do campeonato, uma posição que não deixa de surpreender, mas que reforça a ideia que muitas vezes um grupo unido e coeso consegue superar-se.

 

No 1º período o espetáculo foi beneficiado, com as duas equipas a somarem muitos pontos. Depois de várias alternâncias no comando do marcador, acabaria por ser o Sampaense Basket a terminar na frente (30-28).

 

Até ao intervalo, mesmo com a equipa da casa por diversas ocasiões a quase chegar à dezena de pontos de vantagem, o Maia Basket terminou o primeiro tempo a discutir o jogo, uma vez que apenas sete pontos o separava da equipa da casa (48-41).

 

O 3º período foi bastante mais equilibrado e a meio do período a formação visitante conseguiu mesmo passar para o comando do marcador (60-59). Após vários empates, os comandados de Manuel Romão conseguem manter a diferença mínima até final do quarto (70-69), pelo que estava tudo em aberto para o decisivo quarto.

 

O conjunto maiato consegue amealhar uma curta vantagem de cinco ponto que foi capaz de ir mantendo durante alguns minutos. O Sampaense não desiste e um cesto de Max Jacobsen, a 2 minutos do fim do encontro, coloca a equipa da casa de novo na frente do marcador (82-81). Um triplo crucial de Paulo Diamantino restabelece a confiança dos forasteiros (84-82), igualmente ajudados pelos tunovers cometidos pelos atletas do Sampaense que até final do encontro não somariam mais qualquer ponto (82-86).

 

Nuno Marçal foi o melhor marcador do encontro com 25 pontos, seguido de perto pelo MVP do jogo, 25 de valorização, Paulo Diamantino (21 pontos e 8 ressaltos), e com o base Pedro Catarino (14 pontos e 5 assistências) a fazer um jogo muito interessante.

 

Na equipa do Sampaense, o base Diogo Ventura (19 pontos, 4 assistências, 3 ressaltos e 2 roubos de bola) tudo fez para que o resultado fosse favorável, mas nem com a ajuda dos norte-americanos Javarris Barnett (21 pontos, 8 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola) e Kendall Timmons (16 pontos e 6 ressaltos) consegui evitar a derrota.


Betinho com mão quente

Em França, Miguel Maria e Arnette Hallman também foram felizes.

 

Este fim de semana foi deveras proveitoso para Betinho na Liga ACB, que protagonizou uma bela exibição e foi um dos melhores elementos do Andorra na vitória, por 91-86, em casa, diante do Grand Canária. O português foi titular e nos 31 minutos que esteve em jogo marcou 23 pontos (5 triplos em 7 tentativas) e capturou 2 ressaltos. A equipa subiu à 11ª posição.

 

Na LEB Ouro, igualmente em Espanha, a equipa de Fábio Lima continua sem somar qualquer triunfo e está na (incómoda) posição de lanterna vermelha. Este fim de semana o Cocinas visitou o Planasa e perdeu, por 61-79, na 5ª jornada da competição, com o português a somar 1 ponto, 1 ressalto, 2 assistências e 3 roubos de bola, em 13 minutos.

 

Em França, Miguel Maria cotou-se como um dos melhores elementos em campo na vitória do Quimper, por 95-56, diante do CFBB, na 7ª jornada da NM1 (a 3ª divisão). Terminou com 19 pontos, 1 ressalto, 3 assistências e 1 roubo de bola, em 25 minutos de utilização. O Quimper subiu ao 10º lugar.

 

No mesmo campeonato, o Avignon-Sorges, onde alinha Arnette Halman, derrotou, por seu turno, o Vichy (91-77) e ascendeu ao 11º posto da tabela classificativa. Arnette marcou 6 pontos, capturou 8 ressaltos, distribuiu 1 assistência e fez 1 roubo de bola. Tudo em 18 minutos.

 

Nas senhoras, na principal Liga espanhola o Al-Qazares obteve a segunda vitória da época (em seis jogos), em casa, diante do Gipuzkoa, por 65-51. Carla Nascimento jogou 36 minutos, nos quais obteve 7 pontos, 4 ressaltos e 1 assistência.

 

Pior sorte teve o Zamora, de Sofia Carolina, igualmente na Liga Feminina de Espanha. Perdeu na visita ao Cadi La Seu, por 57-61, e caiu ao 10º lugar. A portuguesa esteve em bom plano (10 pontos, 1 ressalto, 1 roubo de bola e 1 desarme de lançamento), mas não conseguiu evitar o desaire.

 

Na divisão inferior, a Liga Feminina 2, o Selmak, onde alinha Inês Faustino, perdeu na deslocação ao pavilhão do Ensino, por 54-62. Inês foi titular e em 31 minutos somou 4 pontos, 3 ressaltos, 4 assistências e 1 roubo de bola.

 

Já o CREF Hola de Maria Correia teve melhor sorte, pois superou o Ciudad  Adelantados, por 73-56, fora de portas. Maria, vinda do banco, ajudou com 6 pontos e 3 ressaltos.


2ª jornada do campeonato da Proliga

O Benfica B venceu o duelo de invictos, ao bater na Luz, a equipa do Vasco da Gama (78-60). O Esgueira regressou às vitórias frente ao Atlético (75-68), e o Eléctrico estreou-se de forma positiva no campeonato ao bater, em casa, o Guifões por 63-51.

 

Os portistas, mesmo a jogarem fora, voltaram a mostrar a sua superioridade frente a uma das boas equipas do campeonato da Proliga. A diferença final 18 pontos começou a ganhar forma no quarto inicial, uma vez que os dragões, com um inicio de jogo arrasador, dispararam de imediato no marcador (22-6). Os dois períodos seguintes foram bem mais equilibrados (18-15 e 15-11), se bem que o último quarto viria a ter novamente sinal mais dos azuis e brancos (30-21).

 

Ferran Pedreno, com 20 pontos, foi o melhor marcador dos dragões, seguido de perto por André Bessa (17 pontos) e António Monteiro (15 pontos). Apesar de ter contado com o MVP do jogo, Marco Gonçalves (17 pontos, 10 ressaltos e 2 roubos de bola), com 22 de valorização, o Casino Ginásio nunca conseguiu discutir o jogo, muito por culpa da sua má entrada no jogo. Realce ainda para a exibição muito positiva do jovem Bernardo Neves (12 pontos e 7 ressaltos).

 

Esgueira beneficia de uma boa 1ª parte

 

O Esgueira reagiu bem à derrota averbada na jornada inaugural, e regressou às vitórias na estreia perante os seus adeptos. Os comandados de Pedro Costa entraram bem no jogo (23-14), e nem mesmo uma defesa zona 3×2 por parte da equipa visitante impediu o sucesso ofensivo dos esgueirenses. Uma vantagem que se dilatou até ao intervalo (42-39), mesmo depois da formação lisboeta já ter alterado a sua defesa para o hxh.

 

À maior estatura física e peso do conjunto do Atlético, o Esgueira respondeu com agressividade defensiva, rápidas transições e, sobretudo, com o aproveitamento do seu jogo exterior (14 triplos convertidos em toda a partida). Esta foi a forma de contrariar um conjunto mais lento a atacar, que procurava, essencialmente, as zonas interiores, onde dominava a luta das tabelas.

 

O descanso fez bem ao conjunto da Tapadinha, já que no regresso do balneários surgiu melhor defensivamente, reduzindo para cinco pontos a diferença que separava as duas equipas à entrada do período decisivo (53-48).

 

Com o encontro equilibrado, foi a equipa da casa que sentenciou o jogo nos derradeiros minutos, altura em que reapareceu o “tiro” exterior, cinco triplos no ultimo quarto, para um total de 14 apontados pelo Esgueira durante todo o jogo. 

 

Pedro Valente (21 pontos, 2 roubos de bola e 2 assistências) foi o mais concretizador da equipa de Esgueira, num jogo em que António Loio (11 pontos, 7 ressaltos e 7 assistências), Hugo Assunção (15 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) e António Gaioso (13 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) tiveram prestações muito positivas.

 

O poste da equipa do Atlético, Pedro Bagio (19 pontos e 8 ressaltos), esteve em bom plano, embora o que mais se destacou tenha sido João Marques (16 pontos, 9 ressaltos e 2 roubos de bola), sendo considerado o MVP do jogo com 26.5 de valorização.

 

Benfica comandou sempre o jogo

 

Arranque de temporada muito promissor por parte da equipa encarnada, que somou, este domingo, frente ao Vasco da Gama, o seu segundo triunfo no campeonato. Os benfiquistas adiantaram-se no marcador desde o período inicial (20-12), suportaram bem a reação dos vascaínos até ao intervalo (33-29), e praticamente resolveram o encontro a seu favor durante o 3º quarto (58-42).

 

O base Diogo Gameiro (22 pontos, 5 assistências e 3 ressaltos) voltou a comandar muito bem a equipa benfiquista, mas o jogador que mais brilhou foi Veljko Stankovic (19 pontos, 10 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola), o MVP do jogo com 23.5 de valorização. O extremo Sérgio Silva ficou a um ressalto de obter um duplo-duplo (12 pontos e 9 ressaltos), contribuindo decisivamente para que o Benfica dominasse por completo a luta das tabelas (46/26).

 

Guilherme Sequeira e João Guimarães, ambos com 14 pontos, foram os mais concretizadores da equipa nortenha. 


Clinic Internacional ABP foi um êxito

 

O local (Pav. Mun. da Póvoa de Varzim) e as condições logísticas eram de excelência, o “leque” de prelectores e os temas prometiam, pelo que não constituiu total surpresa o número de inscrições que se vieram a assinalar.

 

O registo oficial contabilizou cerca de 158 treinadores inscritos, número que é agora o recorde de assistência do evento, ultrapassando a edição de 2011, na qual esteve presente o consagrado Aíto Garcia Reneses.

 

Para além da importância dos temas abordados, ficou bem patente a capacidade comunicativa de HUGO LOPEZ (ex- Real Madrid), VICTOR LAPEÑA (Seleccionador espanhol) e ISABEL RIBEIRO DOS SANTOS, factor que muito contribuiu para a qualidade das intervenções.

 

Aproveitando a realização desta iniciativa e tal como tinha sido divulgado decorreu ainda no período da manhã de sábado o CLINIC Selecções Jovens FIBA EUROPE com dois momentos distintos de formação. Um primeiro que se reportou ao treino funcional no basquetebol, a cargo de Dimas Pinto e Rui Garganta e um segundo efectuando um balanço das participações das Selecções Nacionais nos Campeonatos da Europa, momento esse da responsabilidade de Ricardo Vasconcelos e de Mário Gomes.

 

Referências muito especiais e sentidas para as entidades que apoiaram e que se associaram à organização tornando possível a sua concretização:

Câmara Municipal da Póvoa de Varzim;

Federação Portuguesa de Basquetebol – Escola Nacional de Basquetebol;

Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol;

Clube Desportivo da Póvoa;


Terceira aproveita fator casa

A jogar em casa, a equipa açoriana foi mais forte e bateu o conjunto de Sangalhos por 62-53. Num encontro, como o próprio resultado final demonstra, de baixa pontuação, sinal de que as defesas se superiorizaram aos ataques. A formação da ilha Terceira repete o triunfo alcançado na última temporada e estreia-se a vencer esta época, já os comandados de Francisco Gradeço continuam à procura do primeiro resultado positivo. 


Regresso às vitórias

A jogar frente ao Algés, a equipa liderada por Carlos Lisboa alcançou um triunfo tranquilo, com a equipa benfiquista a chegar à centena de pontos (104-71). Um domínio que só começou a ganhar forma no 2º período, embora tenha sido só na etapa complementar que a formação algesina cedeu na discussão do resultado.

 

Excelente comportamento dos forasteiros nos primeiros 10 minutos, num período em que o Benfica apenas conseguiu vencer pela diferença mínima (21-20). Até ao intervalo, os algesinos conseguiam estar bem nos aspetos ofensivos (40 pontos marcados), sendo que os problemas estavam nas tarefas defensivas, e na forma como condicionar o sucesso atacante dos jogadores benfiquistas. As duas equipas recolheram aos balneários separadas por oito pontos (48-40), um resultado que deixava tudo em aberto para o segundo tempo.

 

No recomeço da etapa complementar o Benfica deu continuidade à sua boa eficácia ofensiva (28 pontos), já a sua melhoria na prestação defensiva permitiu-lhe fugir no marcador até final do 3º período (77-53). As boas percentagens de lançamento da equipa encarnada, (62% de 2 pontos e 48% de 3 pontos), muito eficaz de curta e média distância e com 10 triplos convertidos, bem como o domínio no jogo interior, que se refletiu nos 31 lances-livres conquistados (84%), explicam a superioridade dos benfiquistas neste encontro.

 

O extremo João Soares (21 pontos, 5 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola), MVP do jogo com 28.5 de valorização, foi o jogador do Benfica em maior destaque, mas onde outros estiveram em bom plano. Fred Gentry (16 pontos e 2 ressaltos), Seth Doliboa (7 pontos, 10 ressaltos e 3 assistências), Tomás Barroso (13 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos) e Carlos Andrade (14 pontos, 3 assistências e 2 roubos de bola) estiveram igualmente bem, num jogo que marcou os regressos de Jobey Thomas (9) e Ronal Slay (3) à competição.

 

A dupla formada por Rui Quintino (17 pontos, 4 ressaltos e 3 roubos de bola) e Josimar Cardoso (16 pontos e 3 ressaltos) sobressaiu nos pontos marcados pelo conjunto de Algés, já António Pires (7 pontos, 7 assistências e 3 ressaltos) foi protagonista a passar a bola.


Barcelos soma mais um triunfo

A equipa minhota voltou a sofrer para vencer, já que bateu, nos Açores, a formação do Lusitânia por dois pontos de diferença (79-77). Num jogo muito equilibrado, as duas equipas estavam empatas a 61 pontos à entrada do último quarto, a vitória acabaria por cair para o lado dos barcelenses que assim se mantêm invictos na competição.

 

Ao intervalo a equipa açoriana liderava o marcador (44-40), graças à vantagem amealhada nos primeiros 10 minutos do jogo (21-17). No recomeço da etapa complementar, os visitantes melhoraram um pouco defensivamente, conseguindo anular a diferença pontual que separava as duas equipas em tempo de descanso (61-61). O bom controlo da posse de bola, apenas 5 turnovers cometidos, e as melhores percentagens de lançamento por parte da equipa minhota, ajudam a explicar a vitória.

 

O extremo Rui Coelho (22 pontos) liderou muito bem a equipa do Barcelos, tendo revelado estar com a mão quente a atirar ao cesto (4/6 de 2 e 3 pontos). Mas não foi o único do jogador dos forasteiros a estar bem neste jogo, uma vez que Nuno Oliveira (18 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências) exibiu-se igualmente a bom nível. Marko Loncovic (12 pontos, 4 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola), embora um pouco mais discreto, foi importante no sucesso da equipa.

 

Apesar de ter dominado a luta do ressalto (38/25), na qual conquistou 13 ofensivos, o Lusitânia acabou por ceder no 4º e decisivo período. Fantástico desempenho do norte-americano Blake Poole, registou um duplo-duplo (15 pontos e 18 ressaltos), sobretudo no capitulo do ressalto e na tabela ofensiva (8). Cavel Witter  Miguel Feitas, ambos com 16 pontos, foram os melhores marcadores do conjunto da ilha Terceira, e destaque ainda para a prestação positiva de Mohamed Camara, autor de 11 pontos e 8 ressaltos.


XXII Clinic Internacional ANJB – Covilhã 2014

Será uma excelente oportunidade de assimilar os ensinamentos que o atual líder da Arbitragem na FIBA Mundo, o finlandês Carl Jungebrand, ex-árbitro de grandes méritos e currículum, entre outros preletores.

 

As recentes alterações às Regras Oficiais e muitos outros temas relevantes para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do nosso setor estarão na ordem do dia.


Seleções Nacionais

Mário Saldanha elege a presença no Europeu sénior de 2007 como um dos momentos mais altos e lamenta ter assistido a recusas por parte de alguns jogadores em vestir as cores de Portugal.

 

Na sua opinião, e durante todos estes anos em que acompanhou as Seleções, apercebeu-se que os jogadores foram sentindo de maneira diferente a possibilidade de representar Portugal?

 

Senti por parte de muitos atletas o desejo de se mostrarem indisponíveis para representarem as seleções, alegando problemas de ordem física. E em muitos desses casos veio a constatar-se que não era verdade. Julgo que deverá ser algo normal ter orgulho em jogar numa seleção, e se gostam do país devem sempre sentir-se privilegiados por poderem representar a bandeira de Portugal. Senti que alguns jogadores, entenda-se masculinos e femininos, foram “desrespeitosos” quando se recusaram a jogar por Portugal. Felizmente que este tipo de situações não acontece nas seleções mais jovens

 

O contacto internacional do basquetebol português está praticamente reduzido à participação das S. N. nos "Europeus" das diversas categorias. Que análise faz desta realidade? Como se explica que, apesar do isolamento crescente nos últimos anos (em especial no sector masculino), as S. N. jovens consigam resultados tão positivos?

 

Realmente, a não participação de clubes durante anos em competições europeias cria uma enorme dificuldade para a afirmação das Seleções Nacionais no panorama internacional.

Como explico estes resultados? Em primeiro lugar, os Centro de Treino são fundamentais para este sucesso. Apesar de neste momento apenas termos dois (Car Jamor), já tivemos 6. Em segundo lugar, apostamos claramente na participação em “Europeus”. Todos os anos temos 6 seleções jovens a participar nestes campeonatos. Naturalmente que o custo financeiro é elevadíssimo mas é a única maneira de nos aproximarmos do topo, sendo por isso estratégica para o basquetebol Português. Em terceiro lugar, uma aposta clara em treinadores de elevado nível na formação, muitos, antigos internacionais que oferecem aos mais jovens a sua experiência. Basta ver o currículo de treinadores como André Martins, Catarina Neves, Eugénio Rodrigues , Mariana Kostourkova, Carlos Seixas e Raúl Santos, sem deixar de referir naturalmente o Rui Alves, que entretanto abraçou um novo e ambicioso projeto, para percebermos que levamos muito a sério as nossas seleções jovens. Em último lugar, refiro também a nossa aposta na formação de treinadores através da Escola Nacional do Basquete, e a aposta dos clubes em treinadores capazes. A casa começa-se a construir pelos alicerces e os clubes, são sem dúvida o pilar mais forte da Modalidade.  

Também não nos podemos esquecer dos esforços que temos desenvolvido para colocar atletas jovens em países como Espanha e Estados Unidos, quer seja a nível financeiro, quer seja criando as plataformas para que eles se possam “mostrar”

Não posso deixar de referir no entanto que Benfica e Quinta dos Lombos voltaram às competições europeias, algo que vai sem dúvida ajudar-nos a obter melhores resultados a nível internacional.

 

Permanece convicto que os Centros de Treino continuam a ser uma importante e fundamental base de recrutamento para as Seleções Nacionais e os próprios clubes nacionais? 

 

Não tenho dúvidas. Face ao diminuto investimento é natural que exista mais em qualidade do que em quantidade. Mas ainda assim é indesmentível a qualidade do trabalho efetuado nos Centros de Treino, que pode facilmente ser retratada no números de atletas que atualmente participam nas principais Ligas, bem como na Proliga e 1ª Divisão Feminina. Exemplo claro desta mais valia é o facto de sermos dos poucos países da Europa a termos as 3 seleções femininas na Divisão A. Isto tem muito a ver com o trabalho que é e era feito nos Centros de Treino, e foi como uma pedrada no charco que colocou em relevo o grande trabalho realizado no sector feminino em Portugal.

 

Aceitaria o desafio de convocar a sua Seleção após 24 anos a acompanhar tantos internacionais?

 

Sim, claro.

 

Bases

Joaquim Carlos

Augusto Baganha

Pedro Miguel

 

Extremos

Carlos Lisboa

Nelson Serra

Rui Pinheiro

Carlos Seixas

 

Carlos Andrade

João Santos

Sérgio Ramos

Zé Alberto

António Pratas

Mário Albuquerque

Paulo Pinto

 

Postes

Élvis Évora

Steve Rocha

Mike Plowden 

 

Existiu algum momento em que tenha sentido que a Seleção de Portugal passou a ser olhada de forma diferente, e a merecer maior respeito no contexto do basquetebol Europeu?

 

Sim, especialmente a partir de 2006/2007, já que depois na nossa qualificação e prestação no Europeu passámos a ser olhados de forma diferente. Até a nossa vizinha Espanha começou a prestar mais atenção a nós, e a própria FIBA, que reconheceu o nosso grande trabalho. Mas não só dentro das quatro linhas a nossa capacidade de trabalho foi reconhecida, já que se estendeu a outras vertentes, com dirigentes portugueses a fazerem parte dos órgãos da FIBA. Eu próprio fui membro do Conselho Fiscal, o Dr. Jorge Sarmento fez parte do Conselho de Jurisdição, o Dr. Valério Rosa integrou o departamento médico da FIBA e o Prof. Manuel Fernandes tem feito quase sempre parte do Board da FIBA. A atribuição da organização de Europeus é outro sinal da confiança na competência que Portugal sempre demonstrou quando teve a responsabilidade de colocar de pé esse tipo de eventos. Não é por acaso que nos atribuíram o penúltimo Europeu de Sub 16 Feminino, Divisão B, e o último de Sub 18 Feminino, Divisão A, para além de outros europeus masculinos mais antigos.

 

As presenças nos Europeus de Seniores Masculinos justificaram e compensaram tantos sacrifícios e batalhas travadas durante anos e anos?

 

Justificaram mas não compensaram. E compare-se a situação vivida por duas seleções que terminaram empatadas no Europeu de 2007. Portugal foi 9º classificado e partir daí houve um desinvestimento por parte da tutela relativamente aos apoios que eram concedidos até então. Por outro lado, a França, que foi 9ª a par de Portugal, foi vencedora do último Europeu disputado em 2013. A falta de verbas obriga-nos a que tenhamos de criar algum endividamento por parte da FPB para garantirmos que as 8 seleções nacionais participem nos respetivos Campeonatos da Europa. Os custos envolvidos em estágios e viagens são muito elevados e temo que a FPB venha a ter muitas dificuldades para continuar a garantir a presença das seleções nessas competições. Não nos podemos esquecer que o caráter periférico do nosso país leva a que deslocações para contacto internacional sejam sempre muito dispendiosas.

 

Algum selecionador que o tenha marcado durante a sua liderança como Presidente da FPB?

 

Valentyn Melnychuk e Mário Palma. Não posso igualmente esquecer o trabalho realizado e a grande travessia no deserto feita pelo Vladimir Heger. Que teve a paciência e a competência suficientes para fazer crescer a seleção nacional, fazendo aumentar a sua competitividade, numa altura em que figuras importantes da seleção, como foram os casos de Carlos Lisboa, Mike Plowden, Steve Rocha, João Seiça e outros, se retiraram. Valentyn Melnychuk garantiu-nos a presença num Europeu e ficará para sempre ligado ao fantástico desempenho que conduziu uma seleção portuguesa ao 9º lugar num Cmpeonato da eEuropa. Mário Palma porque para além de nos ter garantido a presença no Europeu de 2011, é simplesmente o melhor treinador português de todos os tempos. Foi um orgulho tê-lo como selecionador nacional beneficiando de toda a sua sabedoria e experiência.

 

 

 

Momentos caricatos:

 

Uma a viagem a Perme, fronteira com a Sibéria, tornou-se impossível de ser esquecida por Mário Saldanha. Sem aeroporto, ou melhor, era um contentor, as condições então oferecidas à seleção nacional eram miseráveis. Como chefe da comitiva,  recorda que até o açúcar era pago à parte e a comida não era farta. Resolveu oferecer um jantar a toda a equipa, e um restaurante espanhol foi o escolhido para o repasto. Só que o prato encomendado, uma paelha, não chegou para todos. Um terço dos presentes não teve direito a comer, isto porque a cozinha não conseguia fazer mais, mesmo quando se estava a pagar um preço exorbitante pelo jantar.

 

Apesar de ser uma cidade pequena, quase no meio do nada, Saldanha tem presente na sua memória um pavilhão com mais de 10 000 pessoas para assistir ao jogo. Bem como, o facto da seleção nacional ter sido obrigada a interromper o aquecimento, já na sua parte final, para ser feita uma homenagem a um antigo jogador. Esta “pausa” incluía a passagem de imagens sobre a história da vida dele, e ainda nos dias de hoje se questiona como terá sido possível aquilo acontecer com a conivência da FIBA.

 

Outra situação caricata, e que envolveu Mário Saldanha, aconteceu na Islândia numa deslocação da equipa nacional. O saudoso Vítor Hugo, como era hábito acompanhava a equipa, não escapou, à chegada, a uma queda no gelo quando saía do autocarro. Depois de verificado que estava tudo bem com ele, e vários avisos, a imagem dele a descer do quarto em pantufas para ir assistir ao treino da tarde, proporcionou um dos momentos mais hilariantes a Mário Saldanha enquanto chefe de uma comitiva.


Tudo começa nos treinos

A jogadora diz que foi bem recebida e está plenamente integrada num conjunto que garante ser muito competitivo. Na próximo domingo a equipa quer conquistar mais uma Supertaça, mas o facto de os Lombos ja terem ganho às madeirenses esta época nao serve para tranquilizar o grupo.

 

Depois de terminar o seu percurso universitário, Sara Djassi aceitou representar a Quinta dos Lombos, mas não foram apenas os desafios desportivos que a fizeram regressar à Liga portuguesa. “Sem dúvida o projeto da Quinta dos Lombos foi umas das razões que me fez voltar a Portugal, mas mais pelo facto de o treinador José Leite ter-me sempre acompanhado/apoiado durante o meu percurso no Estados Unidos. Fez com que se tivesse criado uma boa amizade e confiança entre nós. Fui recebida de braços abertos pelas minhas colegas e pelo staff, algo que me fez sentir ainda mais feliz.”

 

Apesar de algumas alterações introduzidas no plantel, a Quinta dos Lombos dá sinais de manter a sua dinâmica de vitória. Um registo que não tem grandes segredos para Sara Djassi, e que explica facilmente pela qualidade do treino das atuais campeãs nacionais. “Eu diria que tudo começa nos treinos. Sinto que a Quinta dos Lombos é uma equipa que treina sempre em alto rendimento, é muito competitiva em qualquer exercício, do início até ao fim do treino. O que nos ajuda a manter a concentração quando o cansaço físico sobressai-se nos finais dos jogos. Para nós, quando vamos para os treinos é como se estivéssemos a ir para um jogo normal. "

 

O novo reforço do conjunto de Carcavelos tem-se destacado pelas suas exibições individuais, tornando-se neste inicio de temporada como uma das suas principais referências ofensivas. Algo que Djassi desvaloriza, já que acredita que existe sempre algo para aperfeiçoar. “Eu sou uma pessoa que gosta de trabalhar, por isso raramente me sinto satisfeita com as minhas prestações. Foco-me mais nas coisas que tenho de melhorar para ajudar a minha equipa."

 

A Quinta dos Lombos já eliminou esta temporada a equipa madeirense de uma competição, mas Djassi não tem dúvidas que este jogo será diferente, bem como de um grau de dificuldade mais elevado. “O CAB tem jogadoras muito experientes, como a Joana Lopes e a Carla Freitas, e agora que têm duas boas norte-americanas, este jogo ainda se torna mais complicado para nós.”

 

Nem o sucesso no passado recente faz diminuir a ambição das campeãs em titulo. Djassi não tem dúvidas que “fome de títulos” têm todas as equipas”, pelo que é necessário “continuar a trabalhar duro!”


O Presidente

Criou projetos, viu muitos deles serem implementados com sucesso, assistiu ao êxito de Seleções e até chegou a chorar…

 

Ficou algum projeto inacabado ou por implementar durante a sua presidência?

 

Desde logo, e em primeiro lugar, a pretendida nova sede da FPB, tantas vezes prometida pela tutela, tendo mesmo sido concedidos apoios semelhantes a outras Federações. Neste momento a Federação funciona num espaço que temos de considerar arcaico, com poucas condições de trabalho e falta de estacionamento. E não tenho dúvidas que este último aspeto, o estacionamento, tem influência na assiduidade das pessoas que não são profissionais mas ainda assim colaboram com a Federação. Não posso deixar de fazer referência a um projeto interrompido, única e exclusivamente pela falta de apoios financeiros. Fomos a única Federação que chegou a ter 6 Centros de Treino em funcionamento, e neste momento estamos reduzidos a 2, um feminino e um masculino, já que nos vimos obrigados a ter que abandonar os restantes 4 por falta de verbas. Apenas mantivemos estes dois, por serem comparticipados em parte pelo IPDJ.

 

Acha que o dirigismo português é um dos problemas do basquetebol português?

 

Não. É uma das vantagens para que possa existir desporto em Portugal. Sem os dirigentes benévolos não haveria desporto no nosso país. Provavelmente só existiria o futebol. Continuo a acreditar que temos dirigentes competentes, temos é falta de apoios financeiros que permitam e criem condições para que os clubes consigam fazer crescer e oferecer melhores condições aos seus praticantes.

 

Consegue apontar qual o principal motivo que o levou a estar no comado da FPB durante 24 anos?

 

Sem dúvida que foi a grande paixão que sinto pelo basquetebol. Naturalmente que depois disso vem o respeito e a consideração por todos aqueles que ao longo das minhas presidências aceitaram dar o seu contributo em prol da FPB. Nunca os quis, e muito menos seria capaz, trair ao sair de uma forma abrupta e furar as expectativas de quem trabalhava comigo.

 

Caso fosse possível, sentia-se motivado para continuar a exercer as funções de FPB?

 

Temos de ser conscientes. Sei bem que 27 anos representa um período muito longo e que as renovações se devem dar. No entanto, confesso que estou um pouco em desacordo com o regime jurídico que limita o número de mandatos. Entendo em parte, que a medida, no seu espírito, justifica-se de forma a que possa existir lugar a mudança, não concordo é que tenha de ser por decreto.

 

Quem vota são pessoas do âmbito da modalidade, perfeitamente conhecedoras da realidade, e não pessoas anónimas que são chamadas a decidir sobre algo que desconhecem ou estão pouco informadas. Embora possa igualmente apontar alguns erros a este novo regime jurídico, já que ao colocar a votar árbitros, treinadores, jogadores, clubes e associações, fez com que haja um discrepância muito grande entre quem verdadeiramente promove o basquetebol a nível distrital que são as associações. Vale tanto um voto de uma associação, que pode representar 30 ou 40 clubes e 3000 atletas, como o da associação de jogadores que tem 8 votos, mais 1 por inerência, que nunca estão presentes nas Assembleias a exercer a importância que lhes foi atribuída.

 

Julgo que este é em exemplo de uma medida política que quando aplicada no desporto se torna distorcida. Um Presidente de uma Federação não muda para a Federação ao lado, salvo casos pontuais Existe muita gente do basquetebol que iniciou a sua atividade de dirigismo e que agora ocupam cargos de grande prestígio e responsabilidade nacional: Fernando Gomes, Hermínio Loureiro, Santana Lopes, Emídio Guerreiro, Secretário de Estado do Desporto que para além de ter jogado transportou muitos jovens do minibasquete, Augusto Baganha, que chegou a ser capitão da Seleção nacional sénior, e muitos outros. Isto prova que o basquetebol forma pessoas que depois são aproveitadas para desempenharem outras funções. Infelizmente em Portugal não conseguimos criar sinergias para que continuem a trabalhar no basquetebol.

 

Consegue apontar o momento mais e menos feliz durante a sua vigência como Presidente da FPB?

 

Momentos felizes tenho que ter tido muitos tendo em conta a realidade do nosso país e posso enumerar alguns. Vamos por partes, a organização do Mundial de juniores de 1999 que correspondeu a 100% às nossas expectativas e a tudo aquilo que trabalhámos. Em 2006 a qualificação para o Campeonato da Europa. Foi um momento épico, em que chorei bastante após a vitória, em Paredes, frente a Israel. O 9º lugar alcançado no ano seguinte no Europeu de 2007. Nem queríamos acreditar que seguíamos para Madrid para disputar a segunda fase da competição.

 

Outros projetos encheram-me de orgulho, e destacaria a organização das Festas e dos Comboios do Basquetebol Juvenil, um marco histórico que continua a existir embora em outros moldes. A criação da Liga de Clubes foi um passo importante, mas provavelmente terá sido um passo maior do que a perna. Ainda o Basketball Without Borders que abriu portas a alguns atletas para jogarem e estudarem nos EUA (Daniel Relvão), e o mesmo sucedeu com treinadores (Daniel Monteiro, João Rocha e Carlos Barroca, diretor de Operações da NBA na Índia).

 

Não nos podemos também esquecer do 3×3 nas Escolas, agraciado com um prémio internacional do Comité Olímpico bem como de vários Campeonatos da Europa, que para além de sucessos organizativos também foram sucessos desportivos

 

Que linhas orientadoras considera importantes deixar ao seu sucessor?

 

Algumas delas estão implantadas na Federação Portuguesa de Basquetebol. Espero que o próximo presidente seja uma mais-valia para o desenvolvimento, ainda maior, da modalidade. Alguém que revele capacidade suficiente para assumir e dinamizar as linhas orientadoras já existentes, e aquelas que ele próprio queira implantar.

Julgo ser fundamental voltar a obter resultados a nível internacional como os obtidos em 2007, sendo para isso necessário o envolvimento de todos os agentes da modalidade. O atleta português tem que voltar a ter um lugar de destaque nas competições nacionais. Para isto é fundamental a participação de mais clubes portugueses em competições europeias e continuar com a limitação de jogadores estrangeiros.

Considero também que, voltar a organizar a extinta Super Taça Compal, competição que existiu apenas na nossa modalidade, seria fundamental para a afirmação do basquetebol no espaço Lusófono, conferindo à FPB um lugar de destaque entre as suas congéneres. 

 

 

 

 

Curiosidades de uma vida…

 

Quando regressou a Portugal, depois de ter cumprido o serviço militar em Moçambique, Mário Saldanha estava com a febre de casar. A promessa de uma mobília de quarto, como prémio de assinatura, convenceu-o a aceitar o convite do Marinhense. Mas os planos saíram furados já que o clube acabaria por se extinguir antes mesmo do inicio da competição. Acabou por assinar pelo Benfica, no tempo em que o treinador era o saudoso Prof. João Coutinho. Mas não foi o único técnico a treinar Mário Saldanha, que relembra outros de grande qualidade como José Alberto e, em particular, Jay Griffin. Na altura o norte-americano era jogador-treinador e impressionou Mário Saldanha pela forma como revolucionou, na altura, o basquetebol português. Saldanha não mais esqueceu os vários tipos de defesa introduzidos pelo treinador americano, e que tanto sucesso teve, já que o Benfica venceu todos os títulos.

 

O basquetebol não era garante de independência financeira e Mário Saldanha teve que procurar uma atividade complementar. Acabaria por ir trabalhar para a Torralta, facto que explica ter começado a treinar no Clube Desportivo da Covilhã, isto apesar de jogar pelo Queluz ao fim-de-semana, que na altura participava na 2ª divisão. Mário Saldanha contribuiu para que o clube de Sintra subisse à 1ª Divisão, numa altura em que era simultaneamente dirigente, tendo feito parte de uma comissão que foi responsável pela construção do atual Pav. Henrique Miranda. Isso proporcionou que o clube deixasse de jogar no Pav. da Académica da Amadora e passasse a ter casa própria.

 

Depois de algum tempo como diretor do departamento de basquetebol do Queluz, uma fase de que se orgulha pelos títulos conquistados pelo clube, Saldanha chega com naturalidade à presidência (84/85). O campeonato conquistado pelo Queluz, em que a fórmula de disputa pressupunha dois fins de semana de competição, está bem presente na memória do Presidente, para quem os jogos realizados no Pav. do Beira Mar e da Tapadinha são inesquecíveis.

 

O ano de 1987 marca a chegada de Mário Saldanha à Federação Portuguesa de Basquetebol, pela mão do Presidente General Hugo dos Santos, um dirigente de quem Saldanha tem uma grata recordação. Perdeu umas primeiras eleições, precisamente frente ao General, mas nunca perdoou a traição de que foi alvo à boca das urnas pelo então delegado de Coimbra que lhe custou a eleição. Mas o lugar parecia-lhe estar destinado e não levou muito tempo para que ocupasse a liderança da Federação Portuguesa de Basquetebol. 


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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