Artigos da Federaçãooo
Bicampeões, “águias” e “dragões” não vacilam na Liga Placard
Disputaram-se, este sábado, seis jogos da segunda jornada da Liga Placard, com UD Oliveirense, SL Benfica e FC Porto a voltarem a ganhar.
No Pavilhão Dr. Salvador Machado, a UD Oliveirense mostrou-se autoritária e bateu o Galitos Barreiro por 88-57. Após um primeiro quarto equilibrado (18-17), os bicampeões nacionais dispararam no marcador, graças a um parcial de 25-13, e nunca mais estiveram em perigo. Na formação de Oliveira de Azeméis, que beneficiou da maior eficácia no tiro exterior (10 triplos contra 3 do adversário), sobressaíram Travis Munnings (23pts, 8res, 4ast, 3rb), Justin Alston (16pts, 7res, 1ast, 1rb), João Grosso (15pts, 9res, 2ast) e João Guerreiro (15pts, 4res, 1ast, 1dl). Por seu turno, no Galitos, que averbou a segunda derrota, deu nas vistas Alonzo Ododa (13pts, 6res, 1ast, 1rb).
Mais a sul, na Luz, o SL Benfica superou (97-84) o Imortal LUZiGÁS. O clube algarvio ofereceu uma boa réplica às “águias”, e só nos derradeiros dez minutos se distanciou mais no resultado, num encontro em que os “encarnados” cavaram diferença nos triplos (15-6), tendo como melhores elementos Scott Lindsey (20pts, 6res), José Silva (15pts, 1res), Caleb Walker (11pts, 5res, 5ast) e Rafael Lisboa (10pts, 4res, 7ast, 1rb). Do lado do Imortal, destacaram-se Derrick Fenner (23pts, 2res, 2ast, 1rb), Tyere Marshall (18pts, 14res, 4ast, 1rb), Tanner Omlid (14pts, 2res, 1ast, 1rb, 1dl) e Ty Toney (12pts, 2res, 2ast).
Na Invicta, o FC Porto teve de suar para ultrapassar o Vitória SC, num triunfo por 76-71. A formação minhota, que se estreou este sábado, chegou a estar em vantagem no último quarto, isto depois de assistir a uma primeira parte com baixa eficácia por parte de cada uma das equipas. Nos “dragões” ditaram leis Max Landis (18pts, 1rb), Eric Anderson (14pts, 11res, 6ast), Miguel Queiroz (14pts, 11res, 1ast, 1dl) e João Soares (10pts, 8res, 1ast), enquanto nos “conquistadores” estiveram em evidência André Bessa (14pts, 2res, 3ast) e Coreontae DeBerry (13pts, 4res, 1ast).
A Ovarense Gavex registou o primeiro resultado positivo (73-70) no campeonato, no reduto do FC Barreirense, depois de estar em vantagem desde o primeiro quarto, apesar do susto na fase final do desafio, com o resultado a marcar uma igualdade (70-70 a 1:11 do soar da buzina). Mas três lances livres certeiros guiaram a turma vareira ao sucesso, numa tarde em que contou com a inspiração de Isaac Johnson (20pts, 11res, 1rb), Trey Moses (17pts, 5res, 2ast, 2rb), Pedro Oliveira (15pts, 6res, 3ast, 1rb) e Kendall Jacks (10pts, 6res, 2ast, 1rb), ao passo que no adversário da margem sul do Tejo despontaram Richaud Guittens (22pts, 2res, 4ast, 2rb, 2dl), Dakota Quinn (15pts, 2res, 1dl) e Kurt James (11pts, 11res, 2ast, 2rb).
Por seu turno, o CAB Madeira SAD arrancou uma vitória por 66-65 no pavilhão do Esgueira/Aveiro/OLI, num jogo emocionante. Após uns primeiros dez minutos equilibrados (16-15), o CAB encetou um parcial de 31-18, que foi contraposto pela reação dos donos da casa, no terceiro quarto (parcial de 24-12). Na reta final do encontro, Amen Cheeseman e Arvydas Gydra, cada um com um lançamento de dois pontos, entregaram a vitória ao CAB, que teve como melhores jogadores Nuno Sá (18pts, 13res, 5ast, 2dl), o já citado Amen Cheeseman (14pts, 5res, 2ast) e Mikkel Kolstad (11pts, 2res, 4ast, 1rb). Já no Esgueira, sinal mais para as prestações de Kareem Brewton (23pts, 10res, 3ast) e Eljay Cowherd (18pts, 2res, 5ast, 2rb).
No último jogo do dia, o SC Lusitânia Expert bateu a Académica Efapel por 93-83, num triunfo seguro, com o emblema açoriano sempre na dianteira. No Lusitânia destacaram-se Rasaq Yussuf (22pts, 13res, 3ast, 2rb), Render Woods (15pts, 3res, 3ast, 2rb), Sérgio Silva (13pts, 3res, 12ast), Patrick Andree (13pts, 1res, 1ast, 2rb) e Kyle Mallers (11pts, 3res, 1ast, 1dl) e nos “estudantes” salientaram-se Robert McCoy (32pts, 5res, 1ast, 1rb, 1dl) e Malcolm Richardson (25pts, 2res, 2ast, 1rb).
Quinta dos Lombos soma terceiro triunfo consecutivo na Liga Skoiy
Na abertura da quarta jornada da Liga Skoiy, a Quinta dos Lombos obteve o seu terceiro triunfo consecutivo ao ultrapassar a AD Vagos por 58-46.
Num jogo entre equipas que se encontravam com os mesmos pontos, as donas da casa nunca estiveram em desvantagem, e o parcial de 17-10, no primeiro quarto, foi o prenúncio para o seu domínio.
A Quinta dos Lombos revelou maior acerto das linhas de dois e três pontos, evidenciando ainda maior supremacia na luta das tabelas (58 ressaltos contra 39 do adversário), numa partida em que contou com as boas exibições de Raphaella Monteiro (15pts, 9res, 4ast, 1dl), Shannon Todd (12pts, 4res, 1rb), Suraya Rijal (11pts, 11res, 2ast, 1rb), Carolina Cruz (10pts, 4res, 1ast, 1dl) e Ndioma Kane (11res).
Já no Vagos, destaque para Maria Blazejewski (14pts, 8res, 2rb, 1dl) e Chelsie Schweers (14pts, 2res, 1rb).
Sportiva e Vitória SC medem forças nos Açores
A Liga Skoiy regressa este fim de semana, e em Ponta Delgada há embate entre União Sportiva e Vitória SC, a partir das 12 horas de domingo, com transmisão na FPBtv (menos uma nos Açores). Estivemos à conversa com Emília Ferreira, do emblema insular, e com Sara Ressurreição, atleta do conjunto minhoto.
Emília Ferreira, reforço do Sportiva para esta temporada, caracteriza o adversário: “É um Vitória SC que já todos conhecemos, com o seu forte jogo interior e exterior. É uma equipa que joga intenso toda a partida e que aproveita muito bem as oportunidades”, descreve.
A extremo de 24 anos elogia a sua equipa, mas não assume que seja um dos principais candidatos ao título: “Somos uma formação jovem e com boa capacidade de aprendizagem. Temos jogadoras com bastante qualidade, que podem vir a contribuir muito dentro de campo. Ainda é muito cedo para apurar se somos um dos principais candidatos ao título, também devido a toda esta situação. Estamos focadas, não só na nossa saúde, como também em toda a equipa, e num jogo de cada vez.
A internacional portuguesa mostra-se motivada, nestes primeiros tempos no clube açoriano: “Está a ser uma experiência positiva! O Sportiva é uma equipa que, nas últimas temporadas, esteve sempre no top da classificação, e por isso espero estar no meu melhor e dar tudo para que consigamos estar em todos os pontos altos do campeonato.
A norte mora o Vitória SC, que tem dois triunfos em outros tantos jogos. Sara Ressurreição explica as razões: “Não há segredos para as vitórias, acredito que o sucesso é resultado do trabalho diário, e este grupo tem sido exemplar ao nível do compromisso, da entrega e dedicação, todos os dias nós desafiamo-nos a sermos melhores, a querer sempre mais. Quanto ao plantel, é muito heterogéneo, temos maior rotação para todas as posições e atletas com características diferentes, que se completam. O núcleo do grupo transitou da época transata e isso ajuda na integração das novas atletas e numa comunicação mais eficaz dentro de campo. Estamos ainda no início do campeonato, mas estamos cientes de que o caminho é longo e que a consistência do trabalho é determinante para alcançarmos os nossos objetivos”, afirma.
A base de 26 anos é a porta-voz da ambição da equipa: “O objetivo inicial passa por consolidar o nosso estilo de jogo, sermos mais consistentes para uma maior competitividade possível. Pensar jogo a jogo é a nossa prioridade, até porque as circunstâncias, mais do que nunca, assim o exigem. Somos uma equipa humilde e muito ambiciosa, não escondo que existe um sentido de missão a cumprir dentro do grupo: queremos estar na luta com todas as equipas e estar presentes em todos os pontos altos da época”, assume.
Sara Ressurreição salienta os pontos fortes do opositor de domingo: “O Sportiva é um clube que tem vindo a afirmar-se, época após época, como um dos principais candidatos ao título na Liga, e este ano não será diferente. Trata-se de uma equipa que conta com seis novos reforços, e que por isso me parece ter um plantel com mais opções. Como principais qualidades, destaco os desequilíbrios criados, essencialmente, pela Nausia WoolFolk, a qualidade e versatilidade das jogadoras interiores e a irreverência das jovens bases. Temos de eliminar e/ou dificultar os pontos fortes do Sportiva, obrigando a mudanças nos processos ofensivos e defensivos, criando assim desconforto na organização e tomada de decisão”, dá a receita.
“Dragões” e “conquistadores” em duelo da Liga Placard
FC Porto e Vitória SC defrontam-se este sábado, a partir das 18 horas, numa partida da segunda jornada da Liga Placard, que tem transmissão na RTP2. Na antecâmara de um duelo com história no basquetebol nacional, falámos com Francisco Amarante, dos “dragões”, e com André Bessa, dos “conquistadores”.
Francisco Amarante, que esteve em bom plano no triunfo do FC Porto na primeira jornada, face à Académica Efapel, dá a receira para bater o Vitória SC, por entre elogios ao adversário: “O Vitória SC já tem muita história no basquetebol português. Sabemos que eles são fortes, fisica e mentalmente, e que lutam até aos últimos segundo, mas nós também. Teremos de ser rápidos, impor a nossa intensidade e controlar o ritmo do jogo, tentar que o Vitória jogue no erro”, aponta.
O base/extremo de 20 anos salienta a coesão do grupo de trabalho “azul e branco”: “O FC Porto tem a mentalidade de uma família, somos fortes, aguerridos, estamos preparados para enfrentar o mundo. Temos um núcleo muito forte, encaramos todos os jogos para vencer, é a nossa mentalidade. Estamos preparados”, vinca.
O campeão europeu de Sub20 (Divisão B), em 2019, é a voz da ambição: “O meu objetivo é, e será sempre, ajudar a equipa a vencer e a conquistar títulos. O FC Porto entra sempre para vencer”, não hesita.
Do lado minhoto, André Bessa, que já representou o FC Porto, enumera os pontos fortes dos “dragões”: “O FC Porto é uma equipa que se caracteriza por impor um ritmo alto e uma grande intensidade defensiva e ofensiva, em todas as partidas! Fazem da sua agressividade defensiva e do seu excelente jogo exterior, onde têm jogadores de excelente qualidade e muitos bons atiradores, as suas principais armas”, afirma.
O base de 31 anos destaca o potencial da equipa da cidade-berço: “Acho que, sobretudo, o que temos que melhorar é a nossa consistência ao longo dos 40 minutos! Neste momento, ainda fazemos exibições muito oscilantes, onde somos capazes de ter momentos brilhantes e, depois, momentos onde cometemos demasiados erros! Mas é normal, foi um interregno muito grande até voltar à competição, mais a adição de novos jogadores. São sempre processos que demoram o seu tempo e temos vindo a melhorar! O jogo contra o FC Porto vai ser um grande teste a essa nossa consistência, pois só assim conseguiremos ganhar o jogo! Não podemos voltar a dar uma parte de avanço, como sucedeu diante do Sporting CP, na Taça de Portugal, porque contra equipas desta qualidade pagamos caro por isso! Eu vejo, no Vitória SC, uma equipa com enorme potencial! É uma formação jovem, mas com uma grande capacidade de trabalho e com um grande espírito de luta! Vejo uma equipa aguerrida, que vai lutar até ao fim em todas as partidas, um bocado à imagem da segunda parte contra o Sporting CP! Ainda podemos melhorar muito e, como disse em cima, temos que conseguir manter esse nível ao longo de toda a partida!”, enfatiza.
Sete anos depois, André Bessa está de regresso ao Vitória SC, e não esconde a felicidade: “Está a ser um bom regresso, a uma casa que conheço bem! Há diferenças, porque os treinadores e jogadores são todos novos, mas os valores do clube, que foi o que me fez voltar, continuam o mesmo! É um clube trabalhador, ambicioso, com uma massa adepta incrível, que infelizmente não poderá estar fisicamente presente, mas que está connosco, certamente! Quem representa este clube tem que saber a responsabilidade que é carregar o rei ao peito, pois o Vitória é um dos grandes de Portugal. O objetivo do Vitória é dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito desde a época passada! Estar na luta pelos quatro primeiros lugares do campeonato, estar presente nos momentos altos da época, ou seja, na Final Four da Taça de Portugal e da Taça Hugo dos Santos, e tentar conquistar algum destes troféus, pois acho que temos equipa para isso e é um clube que merece!”, finaliza.
Além da transmissão no canal público, este encontro será igualmente emitido www.fpbtv.pt e na app da FPB.
Exames médico-desportivos
Depois de publicado o Despacho 9613/2020, que determina o regime de validade dos exames médico-desportivos, o teor deste despacho vem ao encontro daquilo que foram as pretensões que a FPB vinha manifestando junto das entidades competentes, SEJD (Secretaria de Estado da Juventude e Desporto) e do IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude).
De forma resumida, o despacho indica que os exames médico desportivos têm validade anual; devem ser realizados no momento da inscrição dos agentes desportivos nas federações desportivas; os agentes desportivos federados que, à data da publicação do presente despacho, sejam titulares de exames médico-desportivos cujo prazo de validade termine em data anterior ao início da época desportiva seguinte, devem realizar exame intercalar que cubra o período que decorra até ao momento de nova inscrição.
O terceiro ponto elencado é particularmente importante na medida em que consagra um regime transitório, que terá necessariamente de ser observado por todos os agentes nessas circunstâncias sob pena, caso não o cumpram, de se colocarem numa situação irregular.
A FPB informa que, no que diz respeito ao serviço administrativo ira proceder às necessárias adaptações. Em anexo pode ser consultado o Despacho 9613/2020, assim como o comunicado federativo que já se encontra disponível na área dos “comunicados“.
“Quero ser um exemplo dentro de campo para as mais novas”
É uma das caras novas do plantel do SL Benfica, apesar de já ser bem conhecido nos meandros da modalidade. Em 2015 disse um “até já” à competição, mas nunca se despediu do basquetebol. Falamos de, e com, Sofia Ramalho Gomes, atleta do SL Benfica, que cinco anos depois está de regresso às quatro linhas. Além de voltar à competição, a ex-internacional fala-nos das expectativas para a nova época, os desafios da última temporada e dos projetos em que está envolvida.
Foram cinco anos sem competição, mas sempre com o basquetebol bem presente na tua vida. Para além do projeto “Timeout” da FIBA, do qual fazes parte, também estás envolvida no projeto da “AMINGA” em Cabo Verde. Fala-nos um pouco destes dois projetos.
Foram cinco anos sem basquetebol, volto agora, depois de no ano passado ter estado com funções diferentes que também gostei imenso de desempenhar, mas o “bichinho” de estar em campo nunca desapareceu. Relativamente aos dois projetos em que estou envolvida, posso dizer que são muito ambiciosos e que os quero concretizar. Um deles é o programa “Time-out” da FIBA que ajuda os internacionais de cada país a fazerem a transição da carreira. Há quem ainda esteja a jogar como é o meu caso, há quem tenha deixado há pouco tempo, mas a ideia é ajudar quem está nesta fase de transição, sabermos o que fazer. Infelizmente acontece muitas vezes um jogador deixar de jogar e perder um bocado o rumo, não saber o que fazer. Posso dizer que comigo aconteceu o mesmo. Sempre soube que queria continuar ligada à modalidade, no entanto ia fazer o que? Como? Quando é que começaria? Este programa ajuda-nos a entender isso mesmo.
Além dos desafios pessoais, também gosto muito desta vertente pessoal, porque também me dá vontade de ajudar os jogadores mais jovens para que eles comecem desde cedo a pensar nessa transição. Além da vertente da FIBA mais relacionada com a organização de eventos e marketing, também há a vertente universitária que nos ajuda a lidar melhor com as pessoas algo que é muito importante. Identificar comportamentos, coaching… dá-nos ainda oportunidade de ver o desporto de vários pontos de vista, todos eles diferentes. Falamos muito da “dual career”, algo que também está muito em voga. São estas três áreas deste programa da FIBA que me têm fascinado e sinceramente ainda não consegui escolher uma delas. Acaba por ser tão vasto e é tanta informação que ainda não me consegui focar e escolher apenas numa das áreas. Quero dar os parabéns à FIBA e à FPB, fazendo votos que este seja um programa para continuar.
Relativamente à AMINGA, trata-se de um projeto familiar onde eu, o Beto e as irmãs dele juntamos esforços. É um projeto que se foca no desenvolvimento do desporto jovem nos países mais necessitados. O nosso primeiro campus será em 2021, em Cabo Verde, na ilha de São Vicente, e tem três modalidades incluídas. O basquetebol, o andebol e o voleibol. Eu e o Beto temos uma forte ligação ao basquetebol, as minhas cunhadas estão ligadas ao andebol e ao voleibol. Além do melhoramento das condições de treino, de transmitirmos novos métodos de trabalho e darmos formação, também temos a vertente educacional. Queremos aulas de inglês, de informática, sessões de autoconhecimento para os miúdos. É um projeto muito ambicioso porque dependemos muito das ajudas externas. Somos uma organização sem fins lucrativos, portanto estamos dependentes das doações. Começamos uma campanha de “fundraising” que vai ajudar na concretização do projeto e que certamente facilitará a vida a todos aqueles que quiserem ajudar. Aceitamos também doações materiais, dentro do âmbito das três modalidades, para ajudar os clubes locais.
A tua última época foi em 2014/15, também no SL Benfica. O que é que mudou para voltares a sentir desejo de jogar ao mais alto nível?
Nunca deixei de desejar voltar. Na temporada 2014/15 tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida, apesar de ter muita certeza do que queria fazer e saber que o que importava naquele momento era a família e a minha filha, foi difícil. Foi um projeto com o qual me identificava muito. Tinha um orgulho enorme nas subidas de divisão e na chegada à Liga, até porque estávamos a fazer um bom campeonato. Estava muito confiante para essa época e claro que fiquei sempre com esse sabor amargo por ter deixado a equipa em janeiro. Foi a minha decisão e acho que foi a mais acertada. No entanto, a vontade sempre ficou cá. Nunca disse que tinha “arrumado as botas” definitivamente. O ano passado fui adjunta na equipa e sempre demonstrei vontade de voltar às quatro linhas. Este ano houve essa possibilidade e eu com a vontade que tenho aceitei. Estou super feliz por estar de regresso.
A Sofia Ramalho de 2014/2015 marcou 18 pontos, conquistou 4.7 ressaltos e liderou nas assistências com 4.5 em 13 jogos na Liga Feminina. O que é que a Sofia Ramalho pode dar à equipa esta temporada?
Apesar dos meus quarenta anos, a idade é um número. Sinto-me em boa forma, claro que estive muito tempo parada, porque em competição tudo é mais exigente, mas aquilo que posso dar à equipa vem muito da minha experiência. Basicamente é fazer o que sempre fiz, ser um exemplo dentro de campo para as mais novas e para todas as minhas companheiras de equipa. Posso garantir que vou estar a 200%, quero ser um exemplo a seguir. Estou no Benfica para ajudar e, quem sabe, ser campeã novamente.
Na temporada que passou foste um dos elementos da equipa técnica de Isabel Ribeiro dos Santos, mas este ano vais estar dentro das quatro linhas. Que ensinamentos retiraste da temporada que passou?
Foi uma temporada completamente diferente, uma função diferente. É algo que me vejo a fazer no futuro, apesar do papel da treinador adjunta é mais limitado, mas nem por isso menos desafiante. Temos de criar um equilibrar entre aquilo que é o corpo técnico e o plantel, conhecer melhor o perfil das jogadoras e comunicar melhor com elas. Foi uma temporada que não acabou, que foi estranha, mas o tempo que estive com a equipa foi muito bom.
Que expectativas reservas para esta temporada, tanto a nível coletivo, como individual?
Sou sempre muito exigente e ambiciosa. Mentiria se não dissesse que queria ser campeã. Esse é o objetivo, sabendo que este ano vai ser especialmente difícil e diferente. Posso garantir que vamos dar o máximo todas as semanas e todos os jogos. Queremos somar o máximo número de vitórias para atingirmos o campeonato. Aquilo que espero é isso, tanto a nível individual, como coletivo.
Galitos Barreiro e Sporting CP defrontam-se na abertura da Liga Placard
A Liga Placard 2020/21 abre este fim de semana, com a RTP2 a transmitir em direto o Galitos Barreiro vs. Sporting, a partir das 18 horas deste domingo.
Diogo Correia e Francisco Amiel, bases-extremo de Galitos e Sporting, respetivamente, abordaram este encontro e o campeonato para a FPB.
Os “leões” não podiam estar mais motivados, depois da conquista da Taça de Portugal de 2019/20, e apresentam-se já em alto ritmo, depois da participação no apuramento para a Liga dos Campeões. Francisco Amiel reconhece essa vantagem e sente que o Sporting é tido como um adversário poderoso: “Nós estamos a treinar juntos há alguns meses, o que é, sem dúvida, uma vantagem em termos de conceitos do jogo. Porém, o Galitos é sempre uma equipa muito bem preparada, e nós temos de estar no nosso melhor nível para sair vitoriosos desta partida. Trabalhamos todos os dias para vencer a Liga, e não pretendemos fugir à nossa responsabilidade. O facto de termos conquistado a Taça de Portugal e de termos acabado o campeonato, da época passada, em primeiro, antes da interrupção, torna-nos um alvo a abater. Mas isso é apenas mais um motivo para que continuemos a trabalhar no máximo diariamente”, aponta.
Sobre o Galitos, o atleta de 24 anos enumera vários perigos: “O Galitos é sempre um adversário muito complicado de defrontar. É uma equipa muito agressiva, um pouco à semelhança do que encontrámos no jogo frente ao Vitória SC. Tem jogadores muito talentosos. Do que já vimos deste ano, tem um grupo de americanos que se complementa bastante bem, que, com a introdução de alguns outros reforços e manutenção de atletas da época transata, faz com que seja uma equipa sempre difícil de bater, em especial no Barreiro”, alerta.
Francisco Amiel esteve em bom nível na Final Four da Taça de Portugal, mantendo o espírito coletivo acima de de tudo: “As minhas expectativas pessoais são poder ajudar a equipa da melhor maneira possível. Estou bem adaptado, sempre estive, porque o nosso grupo é realmente muito coeso e unido. As expectativas mais importantes são, sem qualquer margem de dúvidas, a conquista do Campeonato Nacional e das restantes taças e competições em que estamos inseridos”, finaliza.
No Galitos, Diogo Correia, a caminho da sexta temporada na margem sul do Tejo, mostra-se ciente da qualidade dos “verde e brancos: “Na minha opinião, e à semelhança ao que acontecia na época anterior, um dos principais pontos fortes da equipa do Sporting é a versatilidade que apresenta e as soluções de que dispõe. Tal como se viu nos jogos europeus e na Taça de Portugal, existindo um dia menos bom de qualquer jogador, aparece outro a dar a resposta de que a equipa precisa, e isso é fruto da qualidade do plantel que o Sporting tem. Outros pontos fortes que o Sporting apresenta são a intensidade defensiva (principalmente) e o ritmo de jogo que costuma colocar em campo, e aos quais teremos que ter também bastante atenção”, avisa.
Porém, o jogador de 29 anos revela a ambição do Galitos: “Terá alguma influência o Sporting estar com mais ritmo, sobretudo depois de uma paragem tão longa como aquela que aconteceu. Para além de ter começado a treinar bastante mais cedo, em virtude da participação europeia, e de já ter mais jogos realizados do que a nossa equipa, importa também referir a qualidade dos adversários que defrontou, o que numa fase tão precoce da temporada, acaba por ter um peso maior. Apesar desses fatores, estamos satisfeitos com a nossa preparação e vamos entrar neste primeiro jogo com a mesma mentalidade com que iremos enfrentar toda a temporada e todos os adversários: competir e ganhar!”, acentua.
Numa análise ao plantel, Diogo Correia considera que o Galitos subiu alguns degraus: “Em primeiro lugar, acredito que temos um plantel mais alargado e com diferentes soluções para esta época. O facto de este ano, ao contrário do que aconteceu no anterior, podermos contar com grande parte dos atletas estrangeiros, tendo já experiência no basquetebol europeu, acaba também por tornar a equipa mais equilibrada e competitiva. Outro fator importante foi o clube manter o núcleo de jogadores portugueses e o treinador Hugo Salgado, tornando a assimilação dos conceitos de jogo e dinâmicas de jogo/treino mais fácil para todos (incluindo alguns dos jogadores estrangeiros que já tinham trabalhado com ele). Se juntarmos a tudo isto, o facto do clube ter conseguido adicionar atletas de grande qualidade, como o Jaques Conceição e o Emanuel Sá, penso que este ano teremos um plantel mais forte e preparado para as exigências da época que se avizinha. Acho que temos condições de superar os resultados atingidos na última temporada, até à interrupção da competição”, projeta.
Além da transmissão no canal público, este encontro será igualmente emitido www.fpbtv.pt e na app da FPB.
“Águia” voa no Funchal
O SL Benfica regressou às vitórias na Liga Skoiy, ao ultrapassar o CAB Madeira, no Funchal, por 70-50.
Depois de um quarto inicial comandado pelas anfitriãs (13-12), as “encarnadas” não estiveram pelos ajustes e encetararam um parcial de 26-9 até ao intervalo, que se revelou decisivo.
Na equipa da Luz, que até obteve menos ressaltos, mas que beneficiou dos 26 turnovers do CAB, estiveram em evidência Altia Anderson (16pts, 11res, 1ast, 3rb) e Japonica James (15pts, 5res, 2ast, 1dl), enquanto na turma insular remaram contra a maré Jelena Nikpaljevic (22pts, 4res, 1ast, 3rb), Nike McClure (11res) e Paige Cannon (11res).
Oliveirense e Imortal entram com o pé direito na Liga Placard
No arranque da Liga Placard 2020/21, a UD Oliveirense e o Imortal LUZiGÁS entraram da melhor forma, depois de vencerem a Ovarense Gavex e o SC Lusitânia Expert, respetivamente.
Num clássico do basquetebol nacional, a UD Oliveirense bateu a Ovarense Gavex, fora de portas, por 73-56. O conjunto vareiro até liderou as contas no primeiro quarto (20-16), mas a formação de Oliveira de Azeméis reagiu até ao intervalo, e com um parcial de 22-11 deu o tónico para o restante encontro, apesar de só ter disparado no marcador nos últimos minutos.
A Oliveirense dominou a luta das tabela, principalmente nos ofensivos (23 contra 14), e teve como maiores artífices do triunfo Justin Alston (14pts, 7res, 1dl), João Grosso (13pts, 6res, 2ast), Feliciano Perez (12pts, 7res, 1ast, 1rb), José Barbosa (11pts, 6res, 5ast, 2rb), Travis Munnings (11pts, 6res, 3ast) e João Guerreiro (10pts, 13res, 1dl).
Já nos donos da casa, destaque para Kendall Jacks (12pts, 1ast), Trey Moses (10pts, 13res, 2ast, 1dl) e Isaac Johnson (10pts, 9res, 3ast, 2rb, 1dl).
A sul, o Imortal LUZiGÁS, neste seu regresso à Liga, bateu o SC Lusitânia Expert por 81-72, num duelo que registava um empate ao intervalo (42-42).
Só que no regresso dos balneários, o emblema de Albufeira acelerou rumo ao sucesso, graças a um parcial de 24-12, e numa partida em que revelou eficácia nos ressaltos (total de 46, a contrastar com os 32 do opositor insular), tendo como melhores em campo DJ Fenner (20pts, 4res, 2rb, 1dl), Tanner Omlid (17pts, 2res, 4ast, 4rb, 1dl), António Monteiro (12pts, 7res, 2ast, 2rb), Dominic Robb (11pts, 6res, 3ast) e Tyere Marshall (8pts, 10res, 2ast).
Do outro lado, no Lusitânia, sobressaíram Sérgio Silva (18pts, 2res, 2ast, 1rb), Temidayo Yussuf (13pts, 11res, 4ast, 1rb, 1dl), Kyle Mallers (11pts, 1res, 1rb) e Antonio Woods (10pts, 2res, 2ast).
A primeira ronda da Liga Placard prossege este domingo, com exceção do Vitória SC vs. FC Barreirense. Por acordo com o Vitoria SC, o FC Barreirense solicitou o adiamento como prevenção face a suspeitas de Covid-19 na sua equipa. O referido adiamento foi concedido pela Federação.
GDESSA e Sportiva medem forças este domingo
Num duelo entre históricos do basquetebol feminino, a contar para a terceira jornada da Liga Skoiy, GDESSA Barreiro e União Sportiva defrontam-se este domingo, a partir das 11 horas, com transmissão direta na FPBtv e A Bola TV. Ambos os clubes viram os seus jogos, da segunda ronda, adiados, mas na estreia tiveram resultados diferentes: a formação da margem sul do Tejo cedeu diante do Vitória SC, enquanto o conjunto açoriano bateu o CAB Madeira.
Márcia Costa, de regresso ao basquetebol e ao GDESSA, casa onde já foi muito feliz, e Ana Ramos, chegada esta temporada ao Sportiva, anteviram este encontro para a FPB.
Depois de uma paragem, Márcia Costa está de volta ao ativo, e no GDESSA, num reencontro feliz, nas palavras da própria: “Sinto-me bem, e pronta para dar continuidade a um processo que para mim começou há cinco meses. Estou com muita vontade de voltar ao campo e de representar o GDESSA, onde já fui e espero voltar a ser muito feliz. É o início de um novo ciclo na minha vida pessoal e profissional. Não podia estar mais entusiasmada!”, vinca.
A internacional portuguesa, de 30 anos, elogia o grupo de trabalho: “Como todos os projetos que o GDESSA faz questão de ter, esta equipa é jovem, está disposta a trabalhar, e é competitiva e ambiciosa. Vou ser obrigada a usar a expressão mais badalada do ano: queremos estar na linha da frente de todas as competições, e é nisso que estamos focadas, agora que o nosso plantel, com os treinos e com a chegada de mais jogadoras, começa a ganhar a estrutura idealizada pela direção”, aponta.
Sobre o União Sportiva, Márcia Costa não espera facilidades: “O Sportiva, tal como nós, ainda só fez um jogo. É difícil ter a certeza das maiores qualidades a partir de um jogo, não é representativo da qualidade da equipa, os primeiros 40 minutos de época. De qualquer maneira, com base nos últimos anos, o Sportiva tem construído plantéis competitivos e com qualidade, e por isso não esperamos menos este ano”, projeta.
Do lado insular, Ana Ramos realça o ponto forte do adversário de domingo: “O GDESSA tem um jogo interior muito forte e conta com atletas que já alinham juntas há bastante tempo, o que é uma mais-valia para elas”, salienta.
A base de 21 anos promete um Sportiva lutador e pronto para os grandes momentos: “A nossa equipa é trabalhadora e lutadora, e vai dar tudo em todos os jogos. O Sportiva vai lutar para estar presente nas três finais de competição (Taça de Portugal, Taça Federação e Liga)! Queremos trazer, pelo menos, uma taça para a ilha”, deixa a mensagem.
Depois dos vários anos passados nos EUA, na Universidade de San Diego, Ana Ramos mostra-se satisfeira com o regresso a Portugal e elogia a nossa competição: “Já tinha saudades do basquetebol europeu! Estou a gostar bastante de estar no Sportiva, a nossa Liga é bastante competitiva este ano, toda a gente pode ganhar a toda a gente, o que me faz querer trabalhar ainda mais para ser melhor!”, afirma.
CB Queluz vs. GDESSA Barreiro adiado
O CB Queluz vs. GDESSA Barreiro, relativo à segunda jornada da Liga Skoiy, e que estava agendado para esta noite (21 horas, transmissão FPBtv), foi adiado. A formação de Queluz encontra-se em quarentena profilática, o que impossibilita a realização do encontro.
Vasco da Gama e Chamusca garantem lugar na Proliga
Esta segunda-feira ficou marcada pelas subidas à Proliga de SC Vasco da Gama e CB Chamusca/Coração do Ribatejo, que assim garantiram as duas últimas vagas.
Na zona norte, num emocionante dérbi portuense, o SC Vasco da Gama levou a melhor sobre o Académico FC por 89-85, após dois prolongamentos, enquanto a sul, o Chamusca BC/Coração do Ribatejo se superiorizou ao BAC por 80-61.
A formação ribatejana tirou proveito da vítória (84-52) do CA Queluz sobre o CB Queluz (ambas as equipas já haviam subido), noutro dérbi, com Felissanio Torres como melhor em campo nos donos da casa (13pts, 9res, 4ast, 1rb, 1dl) e Edir Magalhães a assumir destaque nos forasteiros (18pts, 3res, 2ast, 2rb).
Mesmo com a presença na Proliga já assegurada, a AD Galomar voltou a ganhar, agora na receção ao Sangalhos DC, por 72-60, contando com a inspiração de Edson Rosário (15pts, 10res, 1rb), ao passo que no adversário, Aubrey Ray rubricou grande exibição (35pts, 8res, 2rb).
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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