Artigos da Federaçãooo

Imortal entra a ganhar no apuramento para a 1.ª Divisão Feminina

No arranque do apuramento para a 1.ª Divisão Feminina, o Imortal BC Tcars venceu o BAC por 89-47.

O parcial inicial de 9-0, favorável à turma algarvia, foi o mote para um triunfo seguro, e para o qual muito contribuíram os seus 20 roubos de bola.

No emblema da casa destacaram-se Kristina Innemee (21pts, 11res, 3ast, 3rb, 1dl), Sofia Queiroz (18pts, 4res, 4ast, 3rb), Mariana Garrido (12pts, 3res, 4ast, 1rb) e Nazaré Lopes (10res), enquanto no conjunto de Almada foi Edna Liyamusseco (9pts, 10res, 2rb) quem mais remou contra a maré.

O apuramento regressa no próximo sábado, 26 de setembro, com os seguintes jogos: Maia Basket Clube vs. CD José Régio (Série Norte A – Subsérie A), AD Sanjoanense vs. SC Vasco da Gama (Série Norte B), CDE Francisco Franco vs. CS Marítimo (Série Sul A) e Estoril BC vs. BAC (Série Sul B).

 

Nota: Foto de Alberto Cortez

 

 

 


Últimas do mercado 2020/21 (em atualização)

Com a época 2020/21 no horizonte, os clubes já começaram a preparar os plantéis. Com base na informação oficial dos clubes e dos agentes da modalidade, vamos dar conta dos/das atletas e treinadores/as que entram nos clubes da Liga Placard e da Liga Feminina, assim como nas equipas que disputarão ao acesso a ambas as competições. Também acompanharemos as movimentações de todos os atletas portugueses que atuam no estrangeiro.

 

Assistimos a várias novidades nas duas últimas semanas, com destaque para a oficialização de Diogo Brito, internacional jovem português, na equipa espanhola do Ourense, e para a entrada da internacional lusa Lavínia Silva, na Escola Francisco Franco, que aposta forte na corrida por um lugar na 1.ª Divisão Feminina. Na Liga Placard, Galitos Barreiro e Vitória SC anunciaram dois reforços cada, enquanto na Liga Feminina, CAB Madeira, AD Vagos, Quinta dos Lombos e SL Benfica também retocaram os seus plantéis.

 

https://twitter.com/COBSAD/status/1302983834049413123

[ CONTRATAÇÕES DAS ÚLTIMAS DUAS SEMANAS ]

Liga Placard

12 de setembro | Jaques Conceição (ex-Ovarense) > Galitos Barreiro

9 de setembro | Luwane Pipkins (ex-Providence Friars, EUA) > Galitos Barreiro

3 de setembro | Jaron Hopkins (ex-Northern Arizona Suns, EUA) > Vitória SC

3 de setembro | Alexander Peacock (ex-BC Apollon Limassol, Chipre) > Vitória SC

 

Liga Feminina

16 de setembro | Laura Silva (ex-Escola Francisco Franco) > CAB Madeira

6 de setembro | Chelsie Schweers (ex-Eltham Wildcats, Austrália) > AD Vagos

5 de setembro | Jade Phillips (ex-Charlotte 49ers, EUA) > Quinta dos Lombos

3 de setembro | Japonica Jaymes (ex-Troy Tojans, EUA) > SL Benfica

 

Outras transferências

17 de setembro | Lavínia Silva (ex-London Lions, Inglaterra) > Escola Francisco Franco

7 de setembro | Diogo Brito (ex-Utah State Aggies, EUA) > Ibereólica Renovables Ourense (Espanha)

1 de setembro | Sara Djassi (ex-Manchester Mystics) > Escola Francisco Franco

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=3412118675475306&id=627238157296719

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[ CONTRATAÇÕES ANTERIORES ]

Liga Placard

29 de agosto | Trey Dawkins (ex-Southern Georgia University, EUA) > Barreirense

29 de agosto | Rafael Charrão (ex-Scalipus) > Barreirense

26 de agosto | Robert McCoy (ex-Concordia University Eagles Irvine, EUA) > Académica

26 de agosto | Francisco Barroca (ex-Imortal) > CAB Madeira SAD

26 de agosto | Tony Lewis Jr. (ex-Corpus Christi Islanders, EUA) > Barreirense

25 de agosto | João Ribeiro (ex-Académico FC) > Maia Basket Clube

25 de agosto | Tomás Dias (ex-Clube dos Galitos) > CAB Madeira SAD

24 de agosto | Joaquim Pires (ex-Académico FC) > SC Lusitânia

24 de agosto | Richaud Gittens (ex-Seattle Redhawks, EUA) > Barreirense

23 de agosto | Dakota Quinn (ex-MidAmerica Nazarene, EUA) > Barreirense

23 de agosto | Miguel Correia (ex-FC Porto) > Barreirense

23 de agosto | Isaac Johnson (ex-Universidade de APP State) > Ovarense

21 de agosto | Cameron Jackson (ex-MHP Riesen Ludwigsburg, Alemanha) > SL Benfica

19 de agosto | Davon Clare (ex-California State University, EUA) > CAB Madeira SAD

19 de agosto | Trey Moses (ex-Beroe, Bulgária) > Ovarense

19 de agosto | Bakary Konate (ex-Marbella, Espanha) > Académica

18 de agosto | Eric Anderson Jr (ex-Maccabi Haifa, Israel) > FC Porto

18 de agosto | Robertas Grabauskas (ex-Huesca, Espanha) > CAB Madeira SAD

15 de agosto | André Bessa (ex-UD Oliveirense) > Vitória SC

12 de agosto | Mikkel Kolstad (ex-Nova Southeastern University, EUA) > CAB Madeira SAD

10 de agosto | Anthony Smith (Murray State University, EUA) > CD Póvoa

10 de agosto | Mark Matthews (Nova Southeastern University, EUA) > CD Póvoa

11 de agosto | AJ Cheeseman (ex-Maryland Eastern Shore, EUA) > CAB Madeira SAD

8 de agosto | Manuel Magalhães (ex-FC Porto) > Imortal Basket

6 de agosto | Demond “Tweety” Carter (ex-Start Lublin, Polónia) > SL Benfica

2 de agosto | Christopher Galbreath Jr. (ex-Willeton Tigers, Austrália) > SC Lusitânia

4 de agosto | Daniel Relvão (ex-FC Porto) > Académica

3 de agosto | Austin Butler (ex-Montreat University, EUA) > Galitos Barreiro

31 de julho | Bright Mensah (ex-Karlsruhe, Alemanha) > Maia Basket Clube

31 de julho | Antonio Woods (ex-Pennsylvania Quakers) > SC Lusitânia

31 de julho | Nelson Jossias (ex-Olivais FC) > UD Oliveirense

31 de julho | John Fields John Fields (ex-Oliveirense) > Sporting CP

29 de julho | Shakir Smith (ex-Academic Bultex, Bulgária) > Sporting CP

29 de julho | Jalen Henry (ex-BC Nokia, Finlândia) > Sporting CP

29 de julho | Rafael Silva (ex-Petro de Luanda, Angola) > SC Lusitânia

28 de julho | Brock Gardner (ex-Master’s College, EUA) > AD Ovarense

28 de julho | Djesom Barros (ex-ABC, Cabo Verde) > Maia BC

27 de julho | Montell Goodwin (ex-CP Esgueira) > SC Lusitânia

25 de julho | João Teixeira (ex-Angrabasket) > SC Lusitânia

24 de julho | Ty Toney (ex-Sporting CP) > Imortal Basket

24 de julho | Thomas de Thaey (ex-CB Breogán, Espanha) > UD Oliveirense

23 de julho | Tyere Marshall (ex-Universidade de Rider, EUA) > Imortal Basket

22 de julho | Kyle Mallers (ex-Universidade de Ball State, EUA) > SC Lusitânia

22 de julho | Jonathan Fairell (ex-Obras Basket, Argentina) > FC Porto

21 de julho | DJ Fenner (ex-KK Tamis Basket, Sérvia) > Imortal Basket

16 julho | Emanuel Sá (ex-AD Sanjoanense) > Galitos Barreiro

16 julho | João Torrie (ex-Maia Basket Clube) > FC Porto

15 julho | Keven Gomes (ex-FC Porto) > SC Lusitânia

15 julho | Kendall Jacks (ex-Barreirense) > Ovarense

13 julho | Alonzo Nelson-Ododa (ex-Guaymas, México) > Galitos Barreiro

12 julho | Temidayo Yussuf (ex-Long Beach State, EUA) > SC Lusitânia

11 julho | Nuno Sá (ex-Ovarense) > CAB Madeira

10 julho | João Barata Guerreiro (ex-FC Porto) > Esgueira

9 julho | André Rodrigues (ex-Imortal) > Esgueira

9 julho | João Embaló (ex-CB Queluz) > CD Póvoa

6 julho | Larry Gordon (ex-BC CSU Sibiu, Roménia) > FC Porto

28 junho | Travis Munnings (ex-Stade Rochelais, França) > UD Oliveirense

27 junho | Bernardo Neves (Casino Ginásio) > Académica

26 junho | Justin Alston (ex-CAB Madeira) > UD Oliveirense

23 junho | Paulo Caldeira (ex-Sampaense Basket) > Académica

22 junho | Feliciano Neto (ex-Galitos Barreiro) > UD Oliveirense

21 junho | Scottie Lindsey (ex-Erie BayHawks, EUA) > SL Benfica

17 junho | EC Matthews (ex-Raptors 905, EUA) > UD Oliveirense

14 junho | Josh McNair (ex-Universidade de Wisconsin-Green Bay, EUA) > Académica

11 junho | Otas Iyekekpolor (ex-London Lightning, Canadá) > Galitos Barreiro

17 maio | Derreck Brooks Jr. (ex-SC Lusitânia) > Galitos Barreiro

12 maio | Nuno Barroso (treinador principal, ex-Boa Viagem) > SC Lusitânia

 

Liga Feminina

1 de setembro | Aruzha Michaski (ex-Pró-Esporte Sorocaba, Brasil) > Clube dos Galitos

1 de setembro | Tati Pacheco (ex-Sampaio Basquete, Brasil) > Vitória SC

1 de setembro | Bárbara Souza (ex-Sesi/Araquara, Brasil) > Vitória SC

1 de setembro | Luiana Livulo (ex-Westfield Health Sheffield Hatters, Inglaterra) > Vitória SC

1 de setembro | Grayson Bright (ex-Louisiana Tech University, EUA) > Vitória SC

1 de setembro | Cátia Bischoff (ex-SC Braga) > Vitória SC

31 de agosto | Raphaella Monteiro (ex-Sampaio Basquete, Brasil) > Quinta dos Lombos

29 de agosto | Paige Cannon (ex-Duquesne University) > CAB Madeira

28 de agosto | Nike McClure (ex-Anorthosis, Chipre) > CAB Madeira

26 de agosto | Jelena Nikpaljevic (ex-BBC Sparta Bertrange) > CAB Madeira

24 de agosto | Kahlia Lawrence (ex-Good Angels Kosice, Eslováquia) > Olivais FC

24 de agosto | Kendrian Elliot (ex-Universidade de Tulsa, EUA) > Olivais FC

23 de agosto | Sofia Pinheiro (ex-Ovarense) > Olivais FC

23 de agosto | Júlia Torres (ex-Quinta dos Lombos) > Olivais FC

21 de agosto | Maria Luísa Silva (ex-Ovarense) > Olivais FC

20 de agosto | Djenifer Monteiro (ex-Carnide Clube) > CB Queluz

18 de agosto | Whisper Fisher (Universidade de Syracuse, EUA) > Clube dos Galitos

18 de agosto | Maria Lopes (ex-SL Benfica) > CB Queluz

10 de agosto | Jennifer Nonato (ex-Pro-Esport Soracaba, Brasil) > GDESSA Barreiro

9 de agosto | Tylinn Carter (ex-Spurs, Bolívia) > Guifões SC

7 de agosto | Taneka Rubin (ex-Plasencia, Espanha) > Guifões SC

7 de agosto | Aline Moura (ex-Sesi/Araraquara, Brasil) > GDESSA Barreiro

5 de agosto | Carolina Gonçalves (ex-Algés) > SL Benfica

4 de agosto | Rui Costa (treinador, ex-Selfoss Karfa, Islândia) > Vitória SC

3 de agosto | Gabriela Guimarães (ex-Sampaio Basquete, Brasil) > União Sportiva

30 de julho | Mariana Pereira (ex-Carnide Clube) > GDESSA Barreiro

27 de julho | Nasrin Ulel (ex-Florida Golf Cost Eagles, EUA) > União Sportiva

26 de julho | Ana Carvalheiro (ex-SC Coimbrões) > Guifões SC

24 de julho | Sara Peres (ex-UAA Aroso) > CP Natação

21 de julho | Catarina Velhas (ex-AD Ovarense) > Guifões SC

21 de julho | Maria Blazejewski (Reims Basket, França) > AD Vagos

13 de julho | Mirela Ávila (ex-Boa Viagem) > União Sportiva

12 de julho | Márcia Costa (sem clube) > GDESSA Barreiro

8 de julho | Ana Raimundo (ex-Ovarense) > Esgueira

8 de julho | Gabriela Raimundo (ex-Ovarense) > Esgueira

4 de julho | Jorge Maia (treinador, ex-Ovarense) > Olivais FC

29 de junho | Nausia Woofolk (ex-Florida State Seminoles, EUA) > União Sportiva

17 de junho | Eugénio Rodrigues (treinador, ex-Olivais FC) > SL Benfica

16 de junho | Carolina Bernardeco (ex-Universidade de Queens, EUA) > CAB Madeira

1 de junho | Emília Ferreira (ex-Real Canoe, Espanha) > União Sportiva

26 de maio | Ana Ramos (ex-Universidade de San Diego, EUA) > União Sportiva

 

Outras transferências

3 de setembro | Marcy Gonçalves (ex-Olivais) > ADB Avilés (Espanha)

23 de agosto | Rosinha Rosário (ex-Sheffield Hatters, Inglaterra) > Escola Francisco Franco

18 de agosto | Maria Kostourkova (ex-ZKK Celje, Eslovénia) > CDB Tenerife (Espanha)

13 de agosto | Ana Teresa Faustino (ex-GDESSA Barreiro) > Oregon State (EUA)

10 de agosto | Inês Faustino (ex-Carnide Clube) > Boa Viagem

4 de agosto | Catarina Caldeira (ex-CAB Madeira) > CJ Boa Viagem

22 de julho | Joana Alves (ex-Universidade de Seattle) > Ibaizabal ST (Espanha)

20 de julho | André Cruz (ex-Sporting CP) > Belenenses

16 de julho | Lamine Banora (ex-CB Queluz) > Illiabum Clube

14 de julho | Josephine Filipe (ex-SLBenfica) > Fundación Ardoi (Espanha)

14 de julho | Sofia da Silva (ex-Basket Namur) > Movistar Estudiantes (Espanha)

11 de julho  | Carolina Rodrigues (ex-Olivais FC) > SIMECQ

8 de julho | Laura Ferreira (ex-Al Qázeres) > CD Zamarat (Espanha)

15 de abril | Sara Barata Guerreiro (ex-Quinta dos Lombos) > Universidade de South Florida


“Man Out” a Alberto Baptista

Com um longo trajeto no basquetebol em cadeira de rodas nacional, Alberto Baptista empresta agora a sua competitividade e saber às cores da recém-formada Lousavidas, conjunto de Lousada a participar nas provas oficiais pela segunda vez. Veloz e assertivo nas imediações do cesto, o extremo/poste portuense será um dos atletas em evidência na 2.ª Divisão.

Data de nascimento: 26 de janeiro de 1971
Ano de iniciação: 1980/81
Posição: Extremo/Poste
Clube atual: Lousavidas
Representou: APD Porto, APD Braga e APD Paredes
Jogo da tua vida (e porquê): Não tenho jogo marcante, pois sempre que entro em campo é o “tudo ou nada” pelo melhor da equipa.

Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Diria que é uma modalidade onde tens a liberdade para fazer magia com a cadeira e com a bola.

Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
O Sr. António Gordo, homem a quem devo tudo o que sou no desporto, antigo jogador da equipa do GDD Alcoitão. Quando estive no centro de medicina de reabilitação de Alcoitão, foi ele que me meteu o bichinho do basquetebol.

Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.
Difícil… Ao longo de tantos anos, muitas coisas se passaram: avarias de carrinhas; chegar em cima da hora do jogo e ter de ir trocar de roupa na carrinha; esquecer-me das canadianas numa estação de serviço e ter de as ir buscar na volta; chegar de um jogo muito tarde e o carro estar na reserva, e ter de dormir no veículo até a bomba abrir.

Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
Saber que posso contar com o meu colega de jogo para fazer um passe por trás das costas, num contra-ataque rápido, e ele finalizar com sucesso.

Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?
A três jogadores. Hugo Lourenço, jogador muito criativo e com visão de jogo; Márcio Dias, jogador que nunca deveria estar perto da área restritiva, pois aí é cesto na certa; Pedro Bártolo, jogador que quando tem a bola na mão, é muito difícil saber para onde a bola vai. Ou sai um passe pelas costas, um passe que ninguém esprerava ou ainda um lançamento.

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O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.


Marco Gonçalves e Rui Nascimento reforçam Sporting CP-APD Sintra

Depois de representarem a APD Lisboa e o GDD Alcoitão, Marco Gonçalves e Rui Nascimento abrem novo capítulo, ao serviço do Sporting CP-APD Sintra, emblema onde reencontram Hugo Lourenço (4.0) e o técnico Jorge Almeida, que orientou a formação da capital. “Ao longo dos 20 anos em que joguei, apenas em Espanha lutei por títulos; em Portugal nunca tive oportunidade de o fazer. Sinto que com a minha idade está na hora de dar esse passo e de abraçar um novo desafio que me aproxime dessa ambição”, explica a decisão Marco Gonçalves, que, pelo GDD Alcoitão, disputou apenas uma final, na edição da Taça de Portugal da época 2016/17.

Apesar da ousadia das palavras, o internacional português em três Campeonatos da Europa, considera prudente refrear as expectativas, atendendo ao momento de forma atual. “Há cerca de mês e meio tive uma lesão grave, da qual estou a recuperar, e que ameaçou mesmo toda a época. Não escondo que seria fantástico ser campeão nacional ou ganhar uma Taça já neste primeiro ano, no entanto sempre tive as “rodas” assentes no chão e sei que para isso, e para a equipa também, é importante que eu esteja a 100%”, salienta.

Por seu turno, Rui Nascimento situa a motivação da mudança “num contexto de realização pessoal”, a par do desejo de “realizar sonhos”, rol onde se enquadra a oportunidade de “jogar com Hugo Lourenço”, antigo internacional português, ex-APD Lisboa, dono de um currículo sem igual além-fronteiras, entre os atletas nacionais, com as cores do CP Mideba Extremadura – formação do máximo escalão espanhol. Também o extremo/poste, um dos mais disciplinados na ação defensiva na liga, visa a conquista de títulos. “Acredito que este ano as cores de campeão serão verdes e brancas”, afiança, categórico.

Ciente da dificuldade em lutar por minutos com que se irá deparar, Rui Nascimento assegura que encara o desafio com “muita vontade de trabalhar e aprender com os melhores”, lote em que destaca “postes de referência, como Hugo Lourenço (4.0) e Paulo Taborda (4.5)”. Para Marco Gonçalves, o encaixe numa das melhores equipas nacionais pode potenciar a sua capacidade de ser decisivo no jogo. “Penso que a equipa me dará mais oportunidades de lançamento do que tinha, assim como uma maior entreajuda no que aos equilíbrios necessários no BCR diz respeito”. Em sentido inverso, o extremo, entre os mais sagazes no trabalho sem bola, acredita poder “acrescentar velocidade e leitura de jogo, bem como capacidade bloqueadora e defensiva”, sem esquecer a predisposição para o trabalho de aproximar os postes à área pintada, dinâmica vital no momento ofensivo do BCR. “Será um orgulho partilhar balneário com alguns dos melhores que estão no nosso Campeonato, que por certo aproveitarão da melhor forma o meu trabalho, e vice-versa”, antecipa.

Na jornada inaugural da época 20/21, o Sporting CP-APD Sintra desloca-se ao reduto da APD Leiria, no dia 18 de outubro.

 

Nota: Imagens de Photo Parreira


Ana Teresa Faustino: “Vou ter o melhor dos dois mundos”

Ana Teresa Faustino atravessou o Atlântico para jogar na cotada Universidade de Oregon State. A ex-atleta do GDESSA Barreiro, emblema que representou durante 14 anos, recebeu uma bolsa completa para estudar Bioengenharia e o convite para jogar na NCAA foi “impossível de recusar”. Em entrevista à FPB, a base de 19 anos fala da forma como foi acolhida e revela os objetivos para esta nova aventura nos Estados Unidos da América.

 

Como estão a correr os primeiros dias desse lado do Atlântico?
As primeiras duas semanas foram complicadas visto que tive que estar de quarentena, logo não podia fazer muito ou quase nada. Contudo, depois disso, as coisas melhoraram significativamente uma vez que voltei a pisar as quatro linhas e tenho tido a oportunidade de visitar sítios magníficos aqui em Oregon. Para além disso, tenho a sorte de ter pessoas que têm tornado todo este ‘’ajuste’’ mais fácil. Por outro lado, a família, os amigos e a comida portuguesa, sobretudo, às vezes fazem falta.

Como surgiu este convite da Universidade de Oregon State?
Este convite surgiu já num período tardio e fora do tempo normal de recrutamento, visto que uma das ex-jogadoras pediu transferência para outra faculdade deixando assim um lugar em aberto na equipa. Recebi uma bolsa de estudo completa, o que para mim foi importante, uma vez que vou ter o melhor dos dois mundos: um basquetebol a um nível altíssimo e ter o privilégio de estudar numa faculdade privilegiada, isto no que toca a Bioengenharia.

Depois do contacto inicial, como se desenrolou todo o processo?
A pandemia impossibilitou qualquer visita à faculdade e, como tal, o meu foco principal e da minha família foi, sobretudo, tratar daquelas burocracias necessárias para poder entrar, estudar e jogar nos Estados Unidos. Foi sem dúvida um processo exaustivo, uma corrida contra o tempo, mas tanto as pessoas e treinadores ligados à Universidade como a minha família e outras entidades foram fulcrais para eu ter a oportunidade de estar aqui. Tudo acabou por encaixar na perfeição.

Que referências tiveste da universidade, que é um dos bem cotados programas universitários da NCAA?
O basquetebol universitário sempre me fascinou desde jovem e já tinha conhecimento do valor desta Universidade. Por outro lado, também tenho o privilégio de ter contacto com treinadores que estão muito bem informados no que toca à competição da NCAA e eles foram importantes em orientar-me nesse aspeto. É, sem dúvida, um programa de basquetebol ao mais alto nível e agora que estou aqui ainda mais me apercebo disso.

Fazer formação académica e desportiva nos Estados Unidos era um objetivo?
Acredito que era uma ambição que eu tinha aos 15/16 anos. Contudo, honestamente, não estava nos meus planos ir para os Estados Unidos quando esta proposta surgiu. Pretendia ficar em Portugal a estudar e jogar, mas após ponderar seriamente apercebi-me que esta é uma oportunidade que não aparece todos os dias. Vou jogar numa das melhores equipas da D1 e ter oportunidade de estudar aquilo que eu realmente gosto. Impossível recusar.

Quais as primeiras impressões da localidade onde estás, da universidade, da equipa, dos treinadores e de toda a comunidade?
A universidade de Oregon State localiza-se em Corvallis, que é uma pequena cidade universitária e isso faz-me gostar de estar aqui, porque há aquele sentimento de confraternização. As pessoas são muito amáveis e estão sempre prontas a ajudar quando mais precisas. Relativamente à equipa e treinadores, só tenho coisas boas a dizer. As minhas colegas têm-me ajudado a inserir na comunidade, pois têm noção que não é fácil para as jogadoras internacionais. E os meus treinadores têm sido impecáveis, têm trabalhado comigo todos os dias, a cada treino sinto que saio de lá uma jogadora mais matura. Eles têm sido importantes, sobretudo, no aspeto mental do jogo, valorizam muito jogadoras focadas, que saibam lidar com a pressão e retirar o melhor desses momentos.

O que esperas deste teu primeiro ano na equipa?
Espero ter a oportunidade de absorver os conhecimentos transmitidos pelas minhas colegas e pelos meus treinadores, de modo a que os possa aplicar nos jogos. Em termos coletivos, ajudar a equipa a chegar o mais longe possível, pois temos capacidades para isso. Em termos individuais, quero superar-me, sair da minha zona de conforto e trabalhar para ter um papel importante na equipa. Tenho a noção que isto é um processo e como tal pretendo tentar ser paciente e consistente o máximo possível.

Este ano, a tua universidade colocou uma atleta na WNBA (Mikayla Pivec foi escolhida na 25.ª posição do draft). É uma ambição que tens?
Uma ambição ainda não sei, honestamente. É algo que não pensei ainda muito ou quase nada. Neste momento, a minha única ambição é evoluir o máximo possível dentro de campo e acredito que tópicos como a WNBA acabarão por surgir de forma natural.

Em Portugal representaste apenas um clube, e durante 14 anos: o GDESSA Barreiro. Que palavras queres deixar ao clube e a todas as pessoas com quem te cruzaste ao longo da tua formação?
Só tenho a dizer que sem eles não estaria aqui, sem querer desvalorizar o meu trabalho. Foram eles que me ajudaram a trabalhar e a evoluir de modo a que hoje possa estar a jogar a este nível. Esta é a pergunta mais difícil, porque há sempre tanto para agradecer e falar no que toca ao GDESSA. É uma família, sem dúvida. Estarei sempre a torcer pelas pessoas envolvidas no clube e tenho a certeza que eles irão fazer o mesmo por mim.

 

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Rui França: “Temos boas perspetivas de obter um lugar na primeira metade da tabela”

Atleta versátil, aos 41 anos, Rui França (2.5) agarra um novo desafio, imprevisto, com as cores do Basket Clube de Gaia, formação nortenha que fará, esta época, a sua estreia no principal escalão do BCR nacional. Com mais de duas décadas na modalidade, distribuídas por APD Paredes e APD Porto, acredita que a sua veterania pode acrescentar competitividade a um plantel globalmente inexperiente, onde reencontra o internacional sub22 Miguel Reis (4.0), seu colega na época transata, e Pedro Bártolo, com quem partilhou o balneário nos seus dois clubes anteriores.

 

O que motivou a tua saída da APD Paredes para o Basket Clube de Gaia?
A minha saída de Paredes deveu-se a motivos pessoais e profissionais. Há alturas na vida que devemos tomar decisões por nós e pela nossa família, e foi o que fiz. Nesse sentido, pela proximidade da família e pelo desafio que o Pedro Bártolo me lançou, fez todo o sentido abraçar o projeto do Gaia.

Que metas pessoais traças para a nova época?
Pratico desporto desde os meus 10 anos e sempre me habituei a ganhar. Não é diferente agora, queremos ganhar jogos e chegar o mais longe possível em todas as competições.

Que balanço fazes dos primeiros meses de trabalho com as novas cores?
Claramente positivo! Fui muito bem recebido e temos trabalhado muito e com muita garra. Só com este espírito faz sentido treinar e competir e é o que temos tido aqui no nosso grupo.

Até onde achas que pode chegar o BCG nesta sua estreia no principal escalão do BCR nacional?
Da forma como temos treinado e competido, creio que temos boas perspetivas de ganhar jogos e obter um lugar na primeira metade da tabela.

Terás um papel de mentor face à juventude da equipa e à tua experiência. Que virtudes destacarias no teu jogo? 
É uma equipa com muitos jovens e eu, com a minha experiência, serei mais um a acompanhar e moldar o percurso destes jovens talentosos. As virtudes são sempre difíceis de analisar, mas toda a minha experiência de jogo, aliada a uma garra sempre grande que tenho por vencer, são as minhas principais características.

 

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“Devemos ser vistos como atletas, não pessoas com deficiência que praticam desporto como fisioterapia”

Yuri Fernandes, extremo português de basquetebol em cadeira de rodas (BCR), perspetiva a nova etapa na equipa principal dos Hornets Le Cannet, e aborda o que separa Portugal e França.

Ao lado de nomes consagrados do BCR gaulês, como Stéphane Keller (1.0) e Alexis Ramonet (4.0), e de outras paragens, casos do espanhol Ivan Toscano (2.5) ou do marroquino Rida Maatoui (4.0), Yuri Fernandes (2.5) vive o ponto alto da sua carreira. O extremo de 30 anos conheceu o BCR em 2006, no Santoantoniense FC, no Barreiro, antes de rumar à ASCD “Os Trovões”, altura em que, pela mão de Inês Lopes, mereceu a chamada à Seleção Nacional para estágios e torneios de preparação para o Europeu B de 2010.

Em 2012, mudou-se para França, em busca de melhores oportunidades profissionais e desportivas. Antes de chegar à equipa “B” dos Hornets Le Cannet, em 2018, Yuri representou várias formações: Saint Barthélemy Nice, Cavigal Nice e ASCO Mulhouse. Na antecâmara da época 2020/21, ouviu a boa nova de que integraria a pré-época da equipa principal, cuja primeira bola ao ar em jogos oficiais se faz em casa, no dia 26 de setembro, frente a Lannion, a contar para a Nationale A, principal campeonato do país.  Ciente da competitividade que o espera, Yuri Fernandes exprime o desejo de conquistar títulos e de regressar à Seleção Nacional.

 

Estás a fazer a pré-época com a equipa principal. Como avalias o nível de treino?
Começámos na primeira semana de agosto, com quatro treinos por semana, que agora passaram a ser treinos de segunda à sexta. Temos a possibilidade de fazer até sete treinos. Às segundas e sextas, temos treinos de técnica/lançamento; às terças e quintas, temos a possibilidade de treinar duas vezes ao dia, sendo que as terças-feiras à tarde são dedicadas à preparação física. Às quartas-feiras, face ao ano passado, aumentámos a carga horária de duas para quatro horas.

Le Cannet tem um plantel repleto de grandes jogadores. Destacas algum em particular, pela qualidade e/ou pelo que te tem ensinado?
Já seguia os Hornets em Portugal. De facto, a equipa tem um plantel recheado de grandes jogadores, na equipa nacional francesa, espanhola e marroquina. Sem querer estar a individualizar, destaco, sim, a união e dedicação, que vai desde o presidente e do treinador, até aos jogadores, que me receberam muito bem e com quem tenho aprendido e evoluído muito.

Que objetivos defines para a época 2020/21?
Continuar a evoluir com a equipa principal, jogar na divisão principal do campeonato e ser campeão nacional.

Quais as tuas ambições a médio/longo prazo no BCR?
Conquistar troféus com a minha equipa e, claro, voltar a representar a Seleção Nacional, algo que sempre quis para contribuir para ganharmos títulos europeus.

França está no top 5 dos melhores campeonatos. Sei que é uma pergunta com pano para mangas, mas quais as principais diferenças que constatas entre o BCR português e francês? O que é que precisamos de “importar” para Portugal?
A grande diferença está na divulgação e promoção do desporto adaptado. Aqui, só a competir, existem cerca de 70 equipas. Uma das coisas que mais me impressionou foi saber que há um centro dedicado ao desporto adaptado, para encontrar jovens até aos 18 anos e formá-los nas respetivas modalidades. Fazem o seu percurso escolar e ao mesmo tempo são atletas. Acho que essa é a grande mentalidade que devemos importar para Portugal. Devemos ser vistos e considerados atletas, não pessoas com deficiência que praticam desporto como fisioterapia. Essa mentalidade tem que fazer parte do atleta, de querer sempre mais e ter que fazer sacrifícios para atingir os seus objetivos. Conheço o BCR português e acompanho o campeonato desde que deixei o país. Muita coisa mudou para melhor; é com orgulho que vejo Portugal participar nos Campeonatos da Europa e, pela primeira vez, uma seleção Sub22. Mas é preciso mais para poder colocar Portugal onde todos queremos.

 

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João “Betinho” Gomes é o Jogador da Década

João “Betinho” Gomes é o Jogador da Década 2010-20 da Liga Placard. Após votação realizada por 44 personalidades ligadas ao basquetebol nacional, o extremo de 35 anos superou a concorrência e conquistou a distinção. Na Equipa da Década, “Betinho” tem a companhia de José Barbosa, Nuno Marçal, Carlos Andrade e Sasa Borovnjak.

Na última década, João “Betinho” Gomes conseguiu médias de 12.7 pontos, 6.3 ressaltos, 1.5 assistências e 1.2 roubos de bola em 78 partidas realizadas na Liga Placard. O ex-internacional português é o oitavo mais eficaz da década nos lançamentos de dois pontos (60,8%) e está no top-20 dos rankings da média de pontos (12.7 PPJ), da média de ressaltos (6.3 RPJ) e de valorização individual (16.5 MVP).

O jogo “all-around” de Carlos Andrade coloca-o no top-20 de 4 dos 5 itens estatísticos principais: 19.º melhor marcador (1592), 9.º melhor ressaltador (910), 18.º do ranking das assistências (390) e 14.º nos roubos de bola (199). O ex-jogador somou médias de 10.1 pontos, 5.8 ressaltos, 2.5 assistências e 1.3 roubos de bola em 158 jogos realizados na Liga Placard, na última década.

Nuno Marçal foi MVP da Liga Placard três épocas seguidas (entre 2014 e 2017) e, num total de 117 jogos, conseguiu médias de 16.5 pontos, 7.8 ressaltos, 1.5 assistências e 1.2 roubos de bola. O antigo jogador detém a terceira melhor média de pontos da década e a melhor entre atletas portugueses (16.5 PPJ), é o 8.º melhor ressaltador total (912) e regista a segunda melhor média de valorização da década (20.7 MVP).

José Barbosa foi um de apenas cinco atletas com mais de 240 jogos na última década, nos quais o base registou médias de 6.7 pontos, 2.0 ressaltos, 4.6 assistências e 1.6 roubos de bola.‬ O internacional português é o único jogador com mais de mil assistências (1114) e também liderou o ranking dos roubos de bola (377).

O poste Sasa Borovnjak foi o 5.º melhor marcador da década (2371 pontos) e, em 146 jogos realizados na Liga Placard, somou médias de 16.2 pontos, 6.0 ressaltos e 1.2 assistências.‬

Na Liga Feminina, a Jogadora da Década foi Márcia Costa , que teve a companhia de Laura Ferreira, Daniela Domingues, Joana Lopes e Ana Teixeira na Equipa da Década. Da segunda melhor equipa feminina fazem parte Inês Viana, Sara Djassi, Josephine Filipe, Jasmine Crew e Ladondra Johnson.

O convite foi feito a treinadores que fazem parte de todas as seleções nacionais masculinas e femininas, jornalistas especializados em basquetebol da Agência Lusa e dos três diários desportivos (A Bola, Record e O Jogo), e comentadores da FPBtv (entre atletas e treinadores atuais ou já retirados).

Ao todo, 44 personalidades ligadas à modalidade votaram nesta sondagem inédita no basquetebol nacional. O único critério definido à partida foi o de incluir apenas atletas que participaram em, pelo menos, 50 jogos da fase regular da Liga Placard ou Liga Feminina entre as épocas 2010/11 e 2019/20.


“Foi um percurso especial, desafiante, com altos e baixos, mas não trocava nada”

Aos 38 anos, Mário Fernandes anunciou o final de uma carreira recheada de êxitos, e marcada por 113 internacionalizações ao serviço de Portugal. O antigo capitão da Seleção Nacional, já no papel de treinador, fez um balanço do seu percurso enquanto jogador e olhou para o futuro.

 

És dono de uma longa, excelente e titulada carreira. Esperavas ter jogado tantos anos ao mais alto nível?
Nunca pensei muito a longo prazo. Fui construindo a minha carreira época a época, e a verdade é que foram 20 anos como profissional a um bom nível.

Quais os melhores momentos da tua carreira, no que diz respeito aos clubes?
O primeiro título nunca se esquece, e essa Taça da Liga, em 2005, fica para a história como o meu primeiro trofeú sénior e também do meu clube, o CAB Madeira, no principal escalão português. Depois, sem dúvida, a primeira Taça de Portugal e Supertaça, com a Ovarense, na época 2008/09, e mais tarde ter sido campeão nacional três vezes, em quatro anos, no Benfica.

A presença no EuroBasket 2007 foi a cereja no topo do bolo? O que significa estar ligado à melhor classificação de sempre do basquetebol nacional?
Sinto-me um privilegiado por fazer parte de um grupo restrito de 12 jogadores que estiveram em Espanha, e que alcançaram um tão grande resultado. É, sem dúvida, um dos pontos altos da minha carreira.

Tens um total de 113 internacionalizações e capitaneaste a Seleção. Foi uma das tuas maiores responsabilidades?
Tenho 105 internacionalizações pela Seleção principal e 8 pela universitária. Vestir a camisola nacional e ser capitão significa representar todos os jogadores nacionais, todo o basquetebol portugês e todo um país, e isso é um orgulho e uma honra, mas também implica responsabilidade e compromisso que têm de ser obrigatórios para todos os que por lá passam.

Como avalias as tuas passagens pelo basquetebol espanhol e sueco?
Foram experiências que me fizeram crescer e melhorar enquanto jogador de basquetebol e ser humano. Quando nós mais evoluimos é quando saímos da nossa zona de conforto. Isso exige sempre mais de nós e torna-nos mais fortes e capazes. Foram dois momentos difíceis pela distância, mas extramamente enriquecedores.

Tens um trajeto muito ligado ao CAB. É o clube do teu coração?
O CAB Madeira é tudo para mim. Foi o clube que me formou, que me deu bases para poder jogar profissionalmente e construir uma carreira no basquetebol.

Já fazes parte da equipa de selecionadores regionais da AB Madeira. O teu futuro passa pela carreira de treinador? É um objetivo teu?
Ligado ao basquetebol, acredito que sempre estarei. Este ano vou treinar os Sub18 e a equipa B do CAB Madeira, e serei selecionador regional de Sub16 da AB Madeira. Depois vamos ver o que acontece.

Sentes-te um embaixador do basquetebol madeirense?

Não, mas penso que poderei servir de exemplo para os mais novos que têm o objetivo de chegar a profissional de basquetebol. Costumo dizer que se eu consegui, qualquer um consegue. Resiliência, compromisso e força de vontade para ultrapassar todos os obstáculos, que serão muitos, e alcançar os seus objetivos.

Como resumes a tua carreira?

Foi um percurso especial, desafiante, com altos e baixos, mas não trocava nada.

 

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Comunicado conjunto das Federações de Basquetebol, Andebol, Futebol, Patinagem e Voleibol

As Federações de Basquetebol, Andebol, Futebol (futsal), Patinagem e Voleibol emitiram um comunicado em conjunto, para ler em anexo, que diz respeito à análise da proposta de Orientação referente ao Desporto e Competições Desportivas, elaborada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).


Rescaldo do Skills Challenge

A FPBtv regressou ao Pavilhão Galamba Marques, na Figueira da Foz, para recolher declarações de alguns dos protagonistas do Mundial da FIBA Sub17 Skills Challenge.

Em jeito de rescaldo, Paulo Raminhos, coordenador técnico, Ricardo Raimundo, team manager, Paulo Marques, árbitro, e os atletas André Afonso, Miguel Monteiro e Miguel Baker falaram sobre esta nova experiência.

 

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Portugal perde diante da Guiné e despede-se do Skills Challenge

No derradeiro embate da fase de grupos do Mundial FIBA Sub17 Skills Challenge, Portugal perdeu diante da Guiné, e assim despediu-se da competição.

A Seleção Nacional terminou no quarto lugar do grupo B, mas ficará para sempre na retina a melhor marca dos vários apuramentos, obtida pelos nossos atletas.

 

Portugal vs. Guiné

https://www.youtube.com/watch?v=yhqtTwD7KY4&feature=youtu.be

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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