Artigos da Federaçãooo
Técnico Pedro Costa: «Colocar o Esgueira no topo»
Oriundo de uma cidade onde se “respira basquetebol”, o Esgueira apresenta-se na temporada 2013/14 determinado a ser competitivo. E o percurso que realizou nesta prova de pré-época mostra isso mesmo…
Que benefícios poderá retirar desta qualificação para a final-four do Troféu António Pratas?Este torneio aparece numa fase muito precoce da época. É um momento de avaliação do trabalho desenvolvido até ao momento, vai permitir-nos fazer mais um ou dois jogos contra equipas fortes, o que é ótimo para ganharmos ritmo competitivo. Em termos mentais foi muito importante ganhar, pois motiva ainda mais ao trabalho diário e acima de tudo deu para ver que nos podemos bater com as grandes equipas deste campeonato.Duas excelentes vitórias que assentaram essencialmente em que fatores?Numa excelente defesa, num espírito de superação notável dos meus atletas, em especial no segundo jogo.Acredita que este sucesso não foi pontual? Ou se preferir, o Esgueira irá ser capaz de manter esta competitividade ao longo da temporada?É para isso que treinamos. Somos uma equipa 100% amadora, temos consciência das nossas limitações, mas também acreditamos no nosso valor. Sabemos que também vamos perder, não exultaremos as vitórias nem dramatizaremos as derrotas. Queremos ser sempre competitivos.Como descreveria o grupo de trabalho que treina?Uma equipa com um caráter fora do normal em que o todo é maior que a soma das partes.O Esgueira ambiciona continuar a subir até ao lugar onde já foi referência no basquetebol nacional?A Direção do CPE tem os pés bem assentes na terra e tem feito um trabalho notável na reestruturação e reorganização do Clube. Somos novamente um Clube atrativo. Vive-se e respira-se Basquetebol em Esgueira como puderam testemunhar as pessoas presentes no playoff e final da CNB1 no ano passado e também no último jogo com o Illiabum. Não acredito que haja ambiente mais quente em Portugal no Basquetebol. Neste momento este é o lugar do Esgueira mas se a oportunidade chegar….Pessoalmente ambiciono colocar num futuro próximo o Esgueira no topo do Basquetebol Nacional, para isso terá de haver um maior apoio ao Clube das forças vivas da Cidade. A cidade merece ser representada no topo do basquetebol Nacional por uma equipa.Objetivo para este Troféu António Pratas? E já agora para esta temporada na competição da Proliga? Para já alcançamos o 1º objetivo da época que era estar na fase final deste torneio. Agora que aqui chegamos, vamos dar tudo para estar presentes na final, com a consciência que nos espera uma tarefa muito difícil, pois o Elétrico é uma das melhores equipas deste campeonato…se passarmos…tudo pode acontecer….Para o campeonato apontamos como objetivo mínimo a ida ao playoff.
Clinic “ANTB na estrada” – Évora, 5Out13
Eng. Arantes de Oliveira), em Évora.
Os preletores serão os Treinadores Alexandre Correia – Treinador de Sub14 Masculinos do Clube Basket de Queluz – e Valentin Melnichuk – Diretor do conselho de treinadores da Federação de Basquetebol da Ucrânia. Esta acção de formação prática está subordinada ao tema principal “Contributos para o ensino do jogo”.Aproveitaremos ainda a oportunidade para realizar uma reunião com os Treinadores presentes cujo objetivo é auscultar e debater propostas e questões dos Treinadores.Esta iniciativa da ANTB tem o apoio da Associação de Basquetebol do Alentejo, da Escola Nacional de Basquetebol – FPB e do Instituto Português do Desporto e da Juventude. Esta ação está incluída no Programa de Formação de Treinadores, do Plano de Atividades da FPB.A ação é aberta a todos os Treinadores de Basquetebol, sendo gratuita para os sócios da ANTB com a situação regularizada e terá o preço de 5 Euros para os restantes Treinadores.Inscrições, até 3 de Outubro, através do email: antbasquetebol@gmail.com, indicando o nome completo, NIF, morada, email e número de sócio e de TTD. O pagamento será efetuado no local.Todos os interessados nesta ação que não sejam sócios, poderão aderir no local, efetuando o pagamento da quota de 2013 (40€). Os sócios que pretendam regularizar a sua situação podem fazê-lo no local. Em ambos os casos beneficiam da isenção da inscrição nesta ação e dos descontos nas iniciativas e produtos da ANTB. Programa do Clinic “ANTB na estrada” – 5 de Outubro de 2013. em Évora – Pavilhão da Escola BI/JI da Malagueira (Av. Eng. Arantes de Oliveira),9h – Recepção9h30 – Alexandre Correia – “Treino do Lançamento” 11h – Valentin Melnichuk – “Exercícios multiusos para treino da técnica individual” 12h30 – Reunião de Treinadores – “O Basquetebol Português – propostas e problemas dos Treinadores – Debate”
«Queremos vencer jogo a jogo»
É já esta sexta-feira, às 20.30 horas, no Pavilhão Fidelidade, no estádio da Luz. O treinador-adjunto, Nuno Ferreira, reconhece que a equipa não teve muitos encontros de preparação, mas acredita que o trabalho desenvolvido permita ao Benfica apurar-se para a fase seguinte da prova.
Em declarações à Benfica TV treinador-adjunto, Nuno Ferreira, começou por dizer que não espera facilidades, até porque no encontro do passado domingo os algesinos revelaram um grande espírito de luta. “Já estamos a treinar há algum tempo e só no domingo é que fizemos um jogo, curiosamente, frente ao Algés. Estes são os jogos que gostamos de jogar e por isso a ansiedade é boa e não negativa”, começou por dizer à Benfica TV. Como é hábito no clube, o objetivo, desta e de todas as competições, é claro: chegar à final e ganhar. “Já admitimos que todas as provas são para vencer. Já estamos a trabalhar há um mês e meio e espero que estejamos na final do torneio António Pratas, queremos vencer jogo a jogo”, concluiu.
João Freitas: «Não encolho os ombros»
Até porque não quer adaptar-se “à mediocridade”. “Para ganhar o que quer que seja é preciso querer e fazer sempre mais. O resto é conversa de quem não tem, não quer ter ou fazer e inventa sempre uma desculpa para isso”, refere.
Dá a sensação que está a sentir dificuldades no recrutamento para formar e equipa para esta época…Muitas dificuldades. Não por não haver jogadores livres, mas para assinar com os que gosto pelo orçamento que temos. Agora mesmo não estamos muito equilibrados. Assim vai ser difícil jogarmos como eu quero. E não me apetece muito mudar o meu estilo de jogo. Foi sempre esse estilo que fez do CAB o que é hoje.Essa foi a principal razão para aceitar ficar responsável pela formação do CAB Madeira?Não. Aceitei porque é preciso fazer mais para mudar o processo de formação dos jogadores. Mas isso passa pela educação dos treinadores. Obviamente dos que querem ser educados. Principal missão é mudar mentalidades e saber se quer treinadores, quer jogadores e os seus familiares estão dispostos a fazer os sacrifícios necessários para formarmos melhores jogadores. É preciso treinar mais e melhor.Quais os principais objetivos que pretende atingir nessa sua nova tarefa?Como disse antes. Mudar a forma como se trabalha. Os conteúdos são agora mesmo o menos importantes. É necessário educar para trabalhar mais e melhor. Eu não vou mudar nada a quem não quer ser mudado. Mas também quem não quer mudar, terá que procurar outro sítio ou outra pessoa com quem trabalhar.Sendo um treinador ambicioso, de que forma vai gerir as suas expetativas para esta temporada?Boa pergunta. Também a faço a mim próprio. Nunca me vou adaptar à mediocridade. Não consigo trabalhar encolhendo os ombros e com a ideia de isto é o que temos e temos que trabalhar com o que há. Quero sempre mais. Para ganhar o que quer que seja é preciso querer e fazer sempre mais. O resto é conversa de quem não tem, não quer ter ou fazer e inventa sempre uma desculpa para isso. Nunca vou ser acomodado. Jogadores, treinadores e dirigentes têm que querer sempre mais. E não só no discurso mas nas ações.Acredita que ainda assim o CAB se apresente este ano na Liga como uma equipa capaz de vencer qualquer adversário?Não. Há coisas que não basta querer. A qualidade de outros é bem superior à nossa. Mesmo que jogues a 120% e os outros a 50. No entanto acredito nisto… Nenhuma espada é demasiado curta. Quando em combate cresce e o que lhe falta em aço é compensada pela coragem… Do que preciso é de gente corajosa. E gente corajosa custa muito dinheiro.Que principais problemas terá de ultrapassar para que a equipa seja competitiva ao longo desta época?Rotatividade para manter ritmo de jogo elevado temos pouca. Não posso permitir erros e jogadores que erraram continuarem a jogar. Assim não se aprende. E a qualidade, apesar de termos tido muito cuidado na escolha dos jogadores, é bem menor do que a do ano passado. No treino aprende-se muita coisa. Se a qualidade do treino é afetada, temos logo à partida mais um problema. Mas a mim pagam- me para ser solução e não problema. Os desequilíbrios estão identificados e vamos corrigir o que está menos bem.O que será este ano uma época positiva para a equipa do CAB?Boa pergunta. Como dizia um autarca há uns anos…ainda bem que me faz essa pergunta, na medida em que nem eu sei a resposta. A sobrevivência do clube passa por outras prioridades que não a desportiva. Entendo no entanto, que toda a conjuntura não permita muito mais. E acabo com o que disse acima. É preciso gente corajosa.
João Santos: «Preparados para ir à luta»
O plantel não está recheado de estrelas, mas as jogadoras que lá moram conhecem as dificuldades e no final, como explica o técnico, o importante é que saiam de cada jogo com “a sensação que fizeram e deram tudo para vencer”. Leia a entrevista nos detalhes desta notícia.
Qual foi o impacto da vossa subida à Liga na ilha de S. Miguel?O grande impacto será mais no meio do Basquetebol, pois haverá a possibilidade de ver as melhores jogadoras que atuam em Portugal a jogar em São Miguel. E claro, as entidades privadas poderão começar a olhar para o basquetebol de outra forma e mais apoios poderão surgir, o que irá também depender da visibilidade que a prova terá a nível nacional.Esta subida foi o culminar de um projeto sustentado definido pelo clube?O clube na temporada transata ficou com os direitos no União Micaelense e inicialmente o objetivo não era subir, mas, com o recrutamento de duas atletas estrangeiras e com o crescimento das atletas mais jovens do clube durante a prova, redefinimos os objetivos iniciais e a subida passou a estar no nosso horizonte. Felizmente, além da subida, conseguimos a conquista do título da 1ªDivisão Feminina.Sentem dificuldades no recrutamento de atletas?A nossa grande dificuldade é manter cá as jovens da nossa formação, pois a maioria segue o seu percurso académico no continente português. Em relação às poucas atletas profissionais portuguesas que existem hoje em dia, é muito difícil recrutar, devido à conjuntura económica atual do país que não nos permite ter grandes apoios financeiros para isso acontecer. Quanto às atletas não profissionais, a maioria está estudar em grandes centros, como Lisboa, Porto, Coimbra e Aveiro, ou a trabalhar, conseguindo conciliar com os treinos e jogos. Dificilmente essas atletas vão abandonar as suas atividades para se deslocarem para São Miguel para jogar. Acredita que a equipa poderá ser competitiva neste ano de estreia naLiga?Estamos e vamos trabalhar para que a equipa seja competitiva em todos os jogos. Temos os pés bem assentes no chão e sabemos das dificuldades e do poderio dos vários adversários, mas acreditamos no nosso trabalho e estaremos preparados para ir à luta em todos os jogos.Sendo um dos responsáveis pela equipa, o que vai exigir das suas atletas nesta Taça Vitor Hugo? O que nós pedimos às atletas nesta e em qualquer competição é que cheguem ao fim de cada jogo com a sensação que fizeram e deram tudo para vencer. Nota a equipa ansiosa ou nervosa agora que a competição está tãopróxima?Não, a equipa está muito tranquila e com muita vontade de começar a competir.Com que objetivos partem para esta primeira prova oficial?O discurso mais fácil seria desculpar-nos com o facto de que as equipas que vamos defrontar têm mais recursos que nós, que são equipas mais experientes, que estes serão os nossos primeiros jogos da temporada (pois não tivemos oportunidade de fazer jogos de preparação), que as atletas ainda não conseguiram treinar todas juntas. Mas não vale a pena estarmos arranjar desculpas. Temos que arranjar é soluções e a nós cabe-nos trabalhar sempre mais e melhor. Quem trabalha a este nível tem que trabalhar sempre para vencer o próximo jogo. Respeitamos os adversários, sabemos da sua qualidade, mas nós entraremos campo para os tentar vencer.
João Janeiro: «Ambição e sacrifício»
Os objetivos traça-os a curto prazo, por isso prefere não falar nesta altura em troféus. O que não esconde é a ambição e o desejo de trabalhar arduamente em prol do grupo.
Depois de várias épocas como adjunto, a sua sucessão à vaga deixada pelo Nuno Ferreira foi um processo normal e lógico?Na minha opinião sim, embora essas decisões partam sempre de quem gere o Clube. Eles têm de encontrar soluções que sejam as melhores para a continuidade da equipa da Liga Feminina, dentro de uma ideia pré definida, e se eu faço parte dessa solução, vamos a isso.Tinha saudades de voltar a ser o técnico principal?Em parte sim, mas sempre achei que isso seria um processo natural, mais cedo ou mais tarde, em Vagos ou noutro sítio. Já podia ter acontecido antes, até na Liga Masculina, mas não acedi por desconhecer a competição. A Liga Feminina é uma competição que conheço bem há muitos anos, bem como todas as jogadoras que nela competem. Tenho também o privilégio de acompanhar de perto a Seleção Sub-16, noutra função, por isso consigo ter uma noção clara dos níveis das praticantes também jovens do nosso Basquetebol. São 27 épocas seguidas ligadas ao treino, das quais 24 no Basquetebol Feminino.Acha que irá introduzir muitas alterações à forma de jogar da AD Vagos?Claro que sim, queremos trabalhar e evoluir no sentido conseguirmos atingir ritmos elevados no nosso jogo, indo ao encontro das caraterísticas das nossas jogadoras. Individualmente trabalhar e corrigir detalhes que ajudem as jogadoras a evoluir.Que imagem quer da equipa que agora orienta?Ambiciosa e com uma grande capacidade de sacrifício, em tudo o que for necessário à equipa, no treino e no jogo.Como descreveria o grupo de trabalho que tem agora ao seu dispor para esta temporada?O nosso compromisso assenta num determinado número de esforços e sacrifícios ao longo da época, extensível a todas (os) as (os) que fazem parte da equipa. Vamos traçando objetivos individuais e coletivos a curto prazo. À medida que os formos atingindo, seremos melhores hoje que éramos ontem. Na sua opinião, a AD Vagos tem condições para poder lutar pelos troféus em disputa esta temporada?A fase de chegar aos troféus ainda demora muito, não é altura de pensar nisso agora, estamos focados noutras tarefas. A época é uma maratona. Queremos chegar bem na parte final, a qual coincide com os pontos altos mais importantes. Até lá há um longo caminho que tem ser trilhado com trabalho diário de todos (as). Consegue já ter uma opinião mais ou menos definida de como irá ser a Liga esta época?É muito cedo para traçar uma opinião, embora o meu desejo é que ela seja competitiva e equilibrada, e que possa atrair muitos adeptos e outros meios de promoção ao basquetebol feminino. Existe competência mais que provada de quem lidera as equipas e isso é sempre sinónimo de qualidade de bons espetáculos, esse deve ser o chavão da Liga do próximo ano.
1º Clinic AB Braga
Com um corpo de preletores de excelente nível a ação traduziu-se por um sucesso, ultrapassando as expectativas na massiva adesão, ultrapassando a meia centena de inscritos.
Rui Gomes, José Ricardo, Catarina Neves e Dimas Pinto que fazendo-se acompanhar pelo professor Rui Garganta, presentearam todos os presentes com apresentações de muito bom nível, captando a atenção de todos os presentes.Esta iniciativa, que se espera que tenha sido a primeira de muitas, procurando situar se como uma referência na formação de treinadores, procurando contribuir decisivamente para a melhoria do papel que é ser treinador e que os mesmos se possam manter constantemente atualizados.A parceria decisiva da Tempo Livre, Escola Nacional de Basquetebol e da Associação nacional de Treinadores que em conjunto com a Associação de Basquetebol de Braga
Rui Alves: «Dar o máximo em cada jogo»
Numa cidade que gosta e vibra com basquetebol, e que viu a sua principal equipa ser promovida à Liga, Rui Alves traça como principal objetivo a permanência, não escondendo, porém, a intenção de “ir o mais longe possível em todas as competições”.
Sentia o desejo de voltar a treinar uma equipa sénior? Mais do que isso, sentia o desejo de treinar todos os dias, o que já não acontecia desde o encerramento do CNT Paredes. Na sua opinião, a metodologia de treino e os princípios que utilizava com os mais jovens adequam-se a uma equipa sénior? Naturalmente que o treino de jovens e de seniores têm especificidades próprias, mas o facto de pessoalmente estar ligado ao alto rendimento desportivo há mais de 10 anos tem-me ajudado bastante. De que forma pretende que a equipa da Oliveirense se apresente na LPB? Espero, antes de tudo, que os adeptos e simpatizantes da União gostem de ver a nossa equipa a jogar. Vamos ser uma equipa que vai dar o máximo em cada jogo para o vencer. Vamos tentar crescer ao longo da época, conseguir traduzir em jogo o trabalho duro realizado no dia-a-dia. O plantel dá-lhe garantias para fazer um bom trabalho? Ou são ainda esperados reforços para fechar o grupo? Apesar de termos começado há pouco tempo, tudo me leva a acreditar que temos um plantel muito disponível para trabalhar. A atitude dos jogadores tem sido exemplar e o grau de compromisso enorme. Ainda assim, não rejeitamos reforçar a equipa com jogadores que possam entrar na nossa dinâmica e que possam acrescentar valor. Já deu para perceber que é uma cidade que gosta e apoia o basquetebol? Eu gosto de desafios e de assumir responsabilidades. Todo o envolvimento à volta da equipa, que estou a sentir desde que cheguei, motiva-me bastante. Devo referir que fui muito bem recebido e que estou a adorar o clube e a cidade. Este é, acima de tudo, um projeto de formação, e queremos que as pessoas continuem a gostar e a apoiar o basquetebol, e com isso aumentar ainda mais o interesse o número de praticantes da nossa modalidade. A permanência é o objetivo definido para este ano de regresso ao escalão principal? Sim. Na LPB, a manutenção é o objetivo principal. O resto que seja o fruto do nosso trabalho. Nesta altura ainda não conhecemos o valor real das outras equipas, mas queremos ir o mais longe possível em todas as competições.
Eugénio Rodrigues: «Tempo trará sucesso»
Nesta entrevista Eugénio Rodrigues conta como tudo se passou e como está a adaptar-se ao país.
Como surgiu a oportunidade de treinar na Dinamarca?Qualquer profissional que ambicione chegar longe, chegar mais alto, terá de ter no seu horizonte a ambição permanente de treinar nos melhores clubes nacionais ou emigrar. No seguimento dessa lógica, aceitei com muita honra e sentido de responsabilidade o convite da FPB para frequentar o FECC. Se por um lado o FECC me abriu os horizontes do ponto de vista técnico, por outro, “escancarou a porta do network basquetebolístico” e de repente, vi-me fora deste “pequeno retângulo” no oeste da Europa que é Portugal. Entre conversas, contactos, amizades e C.V’s, 2013 foi um ano em que surgiram alguns convites muito interessantes, e a Dinamarca acabou por ser um deles. Para ser absolutamente sincero, a “Europa” não faz ideia do que existe no nosso país e as coisas só começam a mudar quando contactam diretamente com as pessoas. Os bons resultados ao nível das Seleções e até o bom naipe de árbitros internacionais que já temos têm ajudado a dar-nos a conhecer mas convençamo-nos do óbvio: ninguém vem a Portugal ver se o treinador A ou B lhes interessa. Estar no FECC foi estar numa montra, foi fazer uma espécie de “try out” e a partir daí, as coisas tornam-se menos difíceis pois “saltei do anonimato”.Quais os motivos que o levaram a aceitar o convite? Foram várias as razões. Primeiro, a solidez do projeto que, se no imediato, apresenta algumas debilidades, a médio prazo acredito que venha a ser algo realmente forte. O Værløse BBK é um dos melhores clubes de formação da Dinamarca, por isso, tenho desde logo um background de treinadores e atletas com qualidade que me permitem estar confiante num futuro próximo. Depois, o Værløse BBK foi um Clube que me quis muito e foi realmente muito rápido e direto nas negociações. Pediram-me para cá vir em Maio e em 3 dias, resolveram tudo. O Clube, à imagem do país, tem em si gente muito séria que honra os compromissos, que não fica a “dever nada a ninguém”. Paralelamente o projeto proposto é de médio prazo, com pessoas dispostas a mudar, e a esperar pelos resultados da mudança. Finalmente, a similitude em muitos aspetos com o basquetebol português, será algo que, em teoria, me facilitará a adaptação, ao contrário do que aconteceria com alguns países do leste por exemplo.Tem sido fácil a adaptação?Tenho dias…! A língua é claramente a maior barreira. Se toda a gente fala Inglês, naturalmente que entre Dinamarqueses isso não acontece. E estar fora de uma conversa não é agradável. Não obstante, já vou sabendo dizer umas quantas palavras e as pessoas com quem convivo no dia-a-dia são fantásticas. Descobri na Dinamarca, o país “latino da escandinávia”. Sinto no Værløse BBK e nos restantes meios, um interesse grande pelo meu trabalho, uma atenção redobrada. O trabalho de exposição mediática da equipa é também muito forte e os “press releases” para as redes sociais e para os media são constantes. Depois, é começar a vida quase do zero, com todos os senãos que isso importa. Creio porém que o saldo é francamente positivo.Acha que o seu trabalho nas Seleções Nacionais lhe abriu as portas para esta mudança?Sim, a par do FECC, o trabalho nas seleções de sub 18, sub 20 e sénior ao longo de quase 10 anos, foi um trampolim para sair do tal anonimato de que te falava. E como os resultados têm sido globalmente muito positivos, a admiração e o apreço é, nalguns casos, até mais visível no estrangeiro do que em Portugal. Acho por isso que os dois fatores enunciados são indissociáveis. Tenho algumas dúvidas de que, um sem o outro, funcionariam. Por exemplo, sejamos honestos com os Clubes e os treinadores nacionais. O mérito de um êxito de uma seleção, é resultado sobretudo deles. Um selecionador nacional é apenas a ponta do iceberg.A que objetivos se propõe a equipa para esta temporada?Como disse, este é um projeto de médio prazo. Sofremos uma “sangria” no plantel, perdendo por razões várias, 6 das jogadoras que levaram esta equipa às meias finais do campeonato no ano passado. É portanto uma equipa com um plantel muito curto, por ora apenas 10 jogadoras, e com recurso a muitas sub 18. As dificuldades no trabalho do dia-a-dia são por demais evidentes. Portanto, no plano competitivo, acho justo pedir-se apenas o acesso ao playoff (8 primeiras), mas é no plano formativo que mais nos concentramos. Queremos construir uma equipa com bases sólidas, com bases do próprio Værløse BBK e ir intervencionando na formação e nas várias equipas que a compõem.Quais as primeiras impressões da equipa, da competição, e do basquetebol feminino dinamarquês?Para além do que já disse atrás, esta é efetivamente uma equipa muito jovem. Exceção feita a uma das estrangeiras, a equipa tem 10 jogadoras cujas idades oscilam entre os 17 e os 24 anos. O campeonato tem 10 equipas, com muitas assimetrias entre elas. Entre planteis igualmente jovens, outros são claramente veteranos, entre planteis com muitas estrangeiras (o limite é apenas para cidadãs não comunitárias), outros são exclusivamente dinamarqueses. Sealand (ilha onde se encontra Copenhaga) tem 7 das 10 equipas que compõem o campeonato por exemplo. Sobre o basquetebol dinamarquês, grosso modo, padece dos mesmos problemas do basquetebol português, a saber: abandono precoce da modalidade, inexistência de perspetiva de carreira, numero reduzido de praticantes e pouco investimento no basquetebol feminino. Há algumas pessoas a trabalhar muito forte no sentido de alterar este estado de coisas, algumas até do Værløse BBK. Esperemos que tenham sucesso.Quais têm sido os feedbacks, atletas e clube, dos seus métodos de trabalho e liderança da equipa?Sem que as minhas palavras contenham em si alguma espécie de comparação ou critica velada ao Basquetebol Português, de todo, os Dinamarqueses são absolutamente frontais nas suas opiniões. Até agora, as observações a meu respeito ou do meu trabalho, têm sido muito positivas. Sou um pouco diferente em muitos aspetos relativamente aos meus métodos, filosofias e liderança. Não tenho sentido nenhumas dificuldades que não se prendam exclusivamente com a mudança ou novidade. Tudo está naturalmente dentro do tal processo de evolução e acredito firmemente que o tempo trará consigo o sucesso que desejo e a tal identificação plena com as minhas ideias.A ligação com a Federação Portuguesa de Basquetebol mantém-se?Sim, foi uma das condições acauteladas a jusante e a montante deste projeto. Por um lado o Værløse BBK permite-me continuar com o meu trabalho ao serviço da FPB e por outro, foi a própria FPB que me manifestou expressamente o desejo de continuar a contar com os meus préstimos. O Værløse BBK está bem ciente dessa realidade pois tem 6 dos seus treinadores envolvidos em equipas nacionais dinamarquesas. É para mim uma honra estar envolvido nestes dois projetos e certamente continuarei a dar o meu melhor em prol do Basquetebol Português, quer na ENB quer na FPB.
João Pedro Vieira: «Trabalho para vencer»
O treinador lembra que é preciso alguma paciência, mas garante que trabalho árduo, empenho e dedicação são fatores que não vão faltar no balneário das insulares. Tudo pode acontecer…
Apesar de nunca ter deixado de estar ligado ao clube, sentia saudades do trabalho de campo?Com certeza que sim, tudo o que tenha a ver com o treino é sempre mais motivante, apesar de nos últimos 3 anos estar a ajudar o CAB noutras funções.Foi fácil “seduzi-lo” para ficar no comando da equipa sénior feminina?Não foi fácil, pois tive de me reorganizar a vários níveis, quer profissional quer familiar. Depois destes detalhes estarem resolvidos, acabei por aceitar o desafio da direção do clube numa altura em que o CAB tem atravessado o cabo das tormentas. Mas que com muito sacrifício de muitas pessoas está a conseguir manter o projeto do clube vivo.Logicamente que conhece bem a equipa. Coisas boas e menos positivas da equipa que agora treina?Conheço muito bem todas as atletas. O que muita gente aponta como a “coisa menos boa” desta equipa ser a sua JUVENTUDE, espero inverter essa situação numa mais valia e fazer com que estas jovens sejam ambiciosas para conseguirem ter a sua oportunidade. Com trabalho árduo diário de forma a que a nossa equipa seja o mais competitiva possível.Estão reunidas as condições para que o CAB Madeira possa ter uma época mais tranquila e focada apenas nos aspetos desportivos?É verdade que tudo o que não tem a ver com o basquetebol, principalmente a capacidade que o clube tem de ter para encontrar meios financeiros para poder pagar as suas deslocações ao continente e Açores, tem sido o maior fonte de intranquilidade nas nossas equipas seniores nas últimas épocas. Mas sei que temos um conjunto de pessoas fantásticas, começando no presidente Francisco Gomes e todos os restantes elementos da direção, acabando nos pais e todos os nossos “amigos anónimos” que muito tem feito para que as nossas equipas possam viajar.Espero sinceramente que esta seja uma época mais tranquila, que a DRJD da Região Autónoma da Madeira consiga cumprir com as suas “obrigações” e que eu e o meu colega treinador Ricardo Montes consigamos liderar este grupo de jogadoras a uma boa época desportiva.O grupo que agora treina tem condições para manter a competitividade que tem marcado as equipas do CAB na competição feminina?Esse é o maior desafio deste grupo. Temos de conseguir ser competitivos mesmo apesar da grande juventude da equipa.Pensar em títulos é demasiado ambicioso para a época que agora começa?Eu trabalho todos os dias para vencer. É natural que queiramos títulos, pois este clube habituou-se a obter títulos quase todas as épocas nos últimos 10 ou 14 anos, mas temos de ser pacientes e não exigir a estas jovens títulos, mas sim vontade de trabalhar muito para poderem evoluir como jogadoras e contribuir para um CAB o mais competitivo possível, trabalhando sempre para o futuro desta equipa.Quais os seus principais objetivos a atingir esta temporada?Como já referi, quero essencialmente ajudar estas jovens a serem daqui a um ano melhores jogadoras do que são hoje e transmitir-lhes aquela vontade de trabalhar e vencer, sabendo que quem trabalha muito terá sempre a sua oportunidade. Para mim, quero sempre aprender a ser melhor treinador do que sou, melhor pai do que sou e melhor marido do que sou, nunca esquecendo que devo me cuidar diariamente para ter saúde física e mental, pois sem ela tudo o resto fica mais difícil. Não estabeleço objetivos quantitativos.
Manolo Povea; «Desafio complicado mas motivante»
Povea tem nas mãos uma equipa jovem, inexperiente mas com talento, bem como a missão de tentar levar as campeãs nacionais à conquista de um novo título. Embora o principal objetivo do clube seja o crescimento individual das jogadoras que constituem o grupo de trabalho do Algés para esta temporada.
Um regresso a Portugal por uma porta de certa forma inesperada?Sou obrigado a concordar. Nunca esteve fechada qualquer hipótese para voltar a treinar. Mas é verdade que não estava à espera de treinar feminino. Portanto, sim, inesperado.O que o aliciou para aceitar este convite do Algés?Principalmente dois factos: perceber o valor que o Algés dá ao trabalho do treinador, ao acreditar que os técnicos são peças fulcrais no desenvolvimento das jogadoras; e de outro lado, a hipótese de trabalhar com o Ricardo Vasconcelos, uma garantia para mim da seriedade deste projeto. As referências do meu amigo, e antigo adjunto, José Araújo, que tem uma opinião muito elevada deste clube, foi sem dúvida uma outra ajuda.O facto de ser uma equipa feminina vai alterar de alguma forma o seu papel de treinador?Espero bem que não. De facto, estou mais preocupado pela idade das atletas, por serem muito jovens, do que pelo facto de serem mulheres. Considero que sou um treinador de basquete, a treinar uma equipa de basquete. De resto são pormenores que acontecem em todas as equipas.O que podemos esperar da equipa do Algés para a temporada que agora começa?Se tivermos sucesso, devemos esperar ver uma equipa que acaba a época muito melhor do que começou, devido ao crescimento individual das jogadoras. Temos muitas jovens, que deverão progredir a cada dia. Este é, aliás, um dos grandes objetivos da época. Para além disso, tentaremos ser os melhores do campeonato em três tarefas: defesa, contra-ataque e leitura do jogo na toma de decisões. O Algés foi campeão nas duas últimas temporadas. Pressão acrescida, ou um mais um fator para aceitar este desafio?Tenho duas respostas para esta pergunta: De um lado, o projeto é diferente, uma vez que há uma importante entrada de jogadoras jovens sem experiência na Liga Feminina, embora com talento já mostrado nas seleções nacionais. Isto coloca-nos num outro patamar competitivo em termos de lutar pelo titulo, até porque, o primeiro objetivo do clube está focado na evolução individual, obviamente sem renunciar a nada. Por outro lado, eu, enquanto treinador, vou sempre querer ganhar cada jogo, em cada noite. Se isso nos der a hipótese de lutar por um titulo, ótimo, senão, haverá tempo para analisar o resultado. Mas nunca existe pressão por trabalhar num clube que já sabe o que é ganhar. Isso facilita as coisas. O Algés é um desafio muito interessante: competir com uma equipa muito jovem, obrigado a que a evolução destas jovens seja a base do sucesso. Um desafio complicado, mas enormemente motivante.
1º Clinic Associação Basquetebol de Braga
Em parceira com a ENB/ANTB/CM Guimarães – Cidade Europeia do Desporto, o clinic terá lugar no pavilhão de Urgezes – Guimarãesl, sendo este o 1º do género sob a égide da ABB.Programa:09.00 – Receção dos participantes 09.30 – Rui Gomes – Treinador de Sub 18 Masculino – Dragon Force “Transição defesa – ataque e entrada no ataque” 11.15 – José Ricardo – Treinador do Basquete Clube de Barcelos, Liga Masculina “Defesa dos bloqueios” 14.30 – Catarina Neves – Selecionadora Nacional de Sub 16 Feminina “Princípios do Ataque da Seleção Nacional de Sub 16 Feminina” 16.15 – Dimas Pinto – ESRocha Peixoto/ IESFafe/ Fitschool Prosport “Treino funcional em Basquetebol” 17.30 – Debate – O Basquetebol Português Miguel Pereira – Presidente da ANTB Inscrição para geral@abbraga.pt10 bolas5 bolas (sócios ANTB)
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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