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“Boas situações de lançamento e vantagem numérica”

 

Estar a vencer por 17 pontos e perder por um, 67-66 no caso, é difícil em qualquer desporto, ainda para mais a jogar no reduto de um “grande” como o Benfica. Foi esta a história da deslocação da turma feminina do Olivais ao Pavilhão da Luz, para defrontar as “encarnadas”, na última ronda da Liga feminina de basquetebol e, para Paulo Silva, apesar dos “contras” deste desaire, a derrota «não desmotivou» as tropas olivanenses pois ficou a sensação que a equipa «está a crescer e pode tirar ilações do que fez de bem durante esse jogo», afirmou o treinador.

 

«Não gostámos de perder com o Benfica, era um jogo importante que deveríamos ter ganho, mas já passou e temos a noção que saímos dessa partida mais consistentes», prosseguiu o timoneiro da equipa que mais alto representa o distrito no basquetebol feminino. E agora? Agora vem aí o campeão nacional Quinta dos Lombos, o “super poderoso” emblema que está na Europa, tem um «plantel vasto e de grande qualidade», segundo avaliou o técnico olivanense, e «não sentirá qualquer desgaste ou cansaço» depois de, na quinta-feira, ter ido a França perder diante do Carolo Basket (68-74) em jogo a contar para 3.a ronda do Grupo E da Eurocup Feminina.

 

Do Olivais o que se pode esperar, segundo Paulo Silva, é «grande atitude defensiva e agressividade no ataque de forma a procurar boas soluções para lançamentos sem oposição». A equipa tentará «aproveitar e criar situações de superioridade numérica» de forma a surpreender uma formação carcavelense de quem o responsável técnico do Olivais espera «muitas dificuldades». De qualquer modo, o técnico irá contar com o bom momento de forma de Joana Bernardeco e Josephine Filipe, que estiveram em plano de destaque com o Benfica. 


“Estamos mais fortes defensivamente”

O técnico vimaranense considera que o Benfica está mais forte esta temporada, fruto da continuidade de trabalho da equipa encarnada. Uma realidade que também se aplica ao Vitória, já que Sá considera que os minhotos estão mais bem preparados e têm mais soluções para lutar por todos os troféus que ainda faltam disputar.

 

Os dois finalistas da última temporada voltam a encontrar-se, e o técnico vimaranense promete continuar a lutar para tentar ser melhor que o seu adversário. “Não temos outra forma de estar. No Guimarães lutamos sempre para ganhar. Não alinhamos no discurso de lutar para não descer. Isso não está no nosso ADN.”

 

Sá considera que as duas equipas estão mais fortes esta época, sendo que a única diferença é que os encarnados têm mais tempo de trabalho, já que o grupo transita praticamente todo da temporada passada. “O Benfica está mais forte, tal como o Vitória de Guimarães. A equipa está a defender melhor e tem mais rotinas defensivas e ofensivas. Daí esperar um duelo difícil.”

 

O treinador do Vitória tentou ser extremamente assertivo nos reforços escolhidos para esta temporada, de forma a equilibrar a equipa em áreas especificas do jogo. “Em termos defensivos estamos mais fortes. Temos jogadores mais atléticos e coletivos.”

 

Dug Wiggins foi o último a chegar, e parece já ter convencido o treinador minhoto. “Formou-se ma Universidade de Connecticut, umas das melhores dos EUA e que já deu muitos jogadores à NBA. Estamos satisfeitos com o seu rendimento, após quase dois anos de parado. É um jogador de equipa e uma boa alternativa ao Pedro Pinto.”


“Sempre nos deu muito trabalho”

Em declarações à BTV, Carlos Andrade reconhece que as duas competições têm caraterísticas diferentes, mas nem por isso o jogo, deste domingo, às 17 horas, com os vimaranenses irá ser mais fácil. Um adversário que coloca sempre problemas aos encarnados, mas o extremo benfiquista diz que a equipa está pronta para superá-los.

“Estes jogos das competições europeias servem para percebermos até que ponto é que estamos preparados física e mentalmente para jogar jogos mais difíceis. Obviamente os jogos das competições europeias são mais complicados e nós temos que nos preparar bastante para eles.”

 

Os argumentos da equipa minhota são diferentes do Kataja Basket, mas nem por os campeões nacionais esperam facilidades para o jogo deste fim de semana. “O Guimarães não tem se calhar o porte físico que as equipas europeias possuem, mas sabemos que os jogos com este adversário são sempre difíceis. Temos que estar preparados para tudo. É uma equipa que sempre nos deu muito trabalho e de certeza que assim vai ser neste fim-de-semana”, concluiu Andrade.


“Ganhar só tem vantagens”

Todavia,  a formação da casa quer dar uma prenda ao seu público e conta fazê-lo diante dos minhotos.

 

Esperava que a primeira vitória da equipa só surgisse à 4ª jornada?

 

Treinamos diariamente com o objetivo de melhorar, quer individual quer coletivamente, e sabíamos que mais tarde ou mais cedo haveríamos de vencer. Acredito que foi a primeira de muitas vitórias.

 

O que mudou na equipa para que conseguissem vencer em Ílhavo na jornada do passado fim-de-semana?

Dos jogos disputados para o campeonato, talvez tenha sido aquele em que melhor executámos o plano de jogo delineado pela equipa técnica.

A nível defensivo conseguimos criar dificuldades ao adversário, limitar alguns dos seus pontos fortes e vencer a sempre importante luta pelos ressaltos.

Em termos ofensivos, o facto de termos sido coletivos e pacientes ajudou-nos a fazer percentagens razoáveis de lançamento.

 

Concorda que um dos principais problemas da equipa é conseguir fazer pontos no ataque?

Consegue encontrar explicações para tal facto?

 

Não acho que um dos principais problemas da equipa seja o ataque. Temos jogadores com capacidade para fazer pontos nas áreas próximas do cesto e de longa distância quer seja em contra-ataque ou em ataque organizado.

A época ainda está no início e acredito que com o seu desenvolvimento vamos melhorar muitos aspetos do jogo, incluindo a tomada de decisões no ataque e a seleção do lançamento de equipa.

 

A equipa não mudou muito relativamente à época passada. Na sua opinião, está ainda distante do rendimento apresentado na última temporada?

 

As épocas são todas diferentes e é sempre difícil estabelecer comparações entre elas.

Relativamente à época anterior saíram o Francisco Jordão e o Diogo Ventura, entraram o Pedro Belo e o norte-americano G.W.Boon III.

O facto de se terem mantido todos os outros jogadores e o treinador principal permite que haja uma continuidade do trabalho realizado durante a época passada e facilita a integração dos novos membros na equipa.

Acredito que com o decorrer da temporada o rendimento coletivo irá aumentar e esperamos que atinja o seu máximo nos momentos decisivos da época.

 

Na próxima jornada recebem o Barcelos que continua invicto na prova. Concorda que será um enorme teste à vossa capacidade de superação? E quais as suas principais armas que lhe permitem ainda não terem qualquer derrota?

 

O facto de defrontarmos o primeiro classificado, em nossa casa, só pode servir de fator de motivação extra para nos superarmos enquanto equipa. O Barcelos tem uma equipa experiente, muito organizada e disciplinada que gere bem a posse de bola e gosta de controlar o ritmo do jogo a seu favor.

 

Quais os efeitos que esta vitória poderá ter na equipa do Algés? 

 

Como alguém diz: “Ganhar só tem vantagens!”

Em qualquer equipa, as vitórias transmitem confiança no trabalho realizado e dão motivação para continuar a treinar de forma empenhada dia após dia. Gostaríamos de vencer em nossa casa, perante o nosso público, não só para agradecer o apoio que nos têm dado como para podermos continuar a contar com eles durante o resto da época.


Lombos cede em França

Seja como for, as portuguesas (que já venceram um encontro) voltaram a deixar uma boa imagem e sabem que ainda têm condições para poderem sonhar com a presença na próxima fase da prova.

 

Apesar de o arranque não ter sido o melhor (as francesas chegaram a liderar por 13-4), a Quinta dos Lombos não tardou a entrar de corpo e alma na partida e foi sem surpresa que no final do primeiro período surgia na frente do marcador (21-17).

 

A formação treinada por José Leite não encontrou facilidades por parte das francesas, mas mesmo assim chegou ao intervalo no comando, com uma vantagem de 4 pontos (43-39). Recolheu ao balneário consciente que a segunda parte não seria fácil, como aliás acabou por se verificar…

 

Com efeito, a reação das gaulesas, que se recusaram sempre a atirar a toalha ao chão, ainda para mais diante do seu público, não se fez esperar. Mantiveram-se sempre na peugada das portuguesas e no final do terceiro quarto a desvantagem da equipa da casa era de apenas 1 ponto (55-56).

 

No último período a Quinta dos Lombos não conseguiu evidenciar o ímpeto e o nível de jogo que mostrara na primeira parte, acabando por deixar os dois pontos da vitória no pavilhão das francesas.

 

Destaque na equipa portuguesa para as atuações de Marcia Costa, que marcou 15 pontos, capturou 3 ressaltos, distribuiu 3 assistências e fez 4 roubos de bola, bem como para D’Lesha Lloyd, com 15 pontos, 8 ressaltos e 2 assistências.

 

“O jogo tornou-se muito duro na segunda parte, pois não conseguimos ser suficientemente agressivos no ressalto”, considerou o treinador, José Leite. “Mas jogo a jogo temos vindo a ser mais competitivos, embora tenhamos consciência que temos de continuar trabalhar arduamente.”

 

Sarah Djassi concorda. “Temos bons valores individuais e trabalhamos muito diariamente para podermos competir a este nível. Defrontámos uma grande equipa, mas não vamos baixar os braços”, considerou a internacional lusa da Quinta dos Lombos.


«Grupo está mais coeso»

O adversário tem “jogadores muito atléticos, extremamente agressivos na tabela”, mas o Ginásio está de sobreaviso.

 

Este inicio de campeonato está a corresponder às expectativas que tinha da equipa do Ginásio?

 

Posso dizer que sim, pelo trabalho desde o início da época, acreditava que iríamos ser competitivos e ganhar jogos. E é isso que tem acontecido. Já vencemos três jogos em quatro e queremos continuar assim, de modo a atingir o maior número de vitórias possível.

 

Na sua opinião, o grupo deste ano tem mais condições para ser ainda mais competitivo?

 

Um grande número de jogadores mantém-se relativamente ao ano passado, mas tendo passado um ano, o grupo está mais coeso, já se conhece melhor, tal como os jogadores novos que chegaram também vieram acrescentar qualidade e competitividade à equipa, permitindo também um maior equilíbrio e rotação ao longo dos jogos e da época, mesmo quando há lesões, como tem acontecido neste início de temporada.

 

As suas prestações individuais pressupõem que, definitivamente, conquistou o lugar de 1º base da equipa. É fácil, apesar da sua juventude, comandar a equipa do Ginásio?

 

Neste início de temporada as coisas têm corrido bem e espero que assim continue. Vou continuar a trabalhar para poder ver bons resultados e continuar a merecer a confiança do treinador. É verdade que nem sempre é fácil comandar a equipa, mas penso que com o tempo e com a ajuda de todos tenho melhorado e tenho-me sentido mais confortável e mais seguro em campo. Agora quero melhorar mais ainda para ajudar a equipa a ganhar jogos.

 

O plantel é formado por um misto de veterania e muita juventude. Funciona bem esse tipo de combinação?

 

Sim, temos uma equipa com jogadores com muita experiência, o que é  muito bom, e jogadores mais jovens que treinam sempre com vontade de aprender e melhorar sempre mais tal como os jogadores mais experientes também estão sempre disponíveis para nos ajudar a cometer cada vez menos erros.

 

A Academia do Lumiar é um adversário que conhecem bem, até porque se cruzaram no playoff da época passada. Uma vez que o grupo não se alterou muito, quais os principais problemas habitualmente colocados pela equipa da Academia?

 

É uma equipa com jogadores muito atléticos, extremamente agressivos na tabela e em saídas rápidas para o ataque, jogando com um ritmo de jogo elevado, sendo assim necessário que estejamos preparados para um jogo intenso, em que teremos que ser agressivos e cerebrais para conseguirmos impor o nosso jogo e chegar à vitória.

 

Concorda que é uma equipa que se torna ainda mais difícil de bater quando jogo em casa? Consegue explicar a razão por que isso acontece?

 

Penso que todas as equipas se sentem mais à vontade a jogar no seu pavilhão perante o seu público e assim, os níveis de confiança tornam-se maiores e é mais fácil fazer boas exibições, alcançando melhores resultados, penso que com a Academia isso também acontece e assim é normal que apresentem melhores resultados a jogar em casa.

 

O que tem permitido este inicio de temporada positivo por parte do Ginásio, e que deverá ser mantido no jogo do próximo domingo?

 

Temos trabalhado todas as semanas para ao fim de semana conseguirmos ganhar, para isso é necessário encarar o jogo concentrados e cumprirmos as coisas determinadas para o jogo. Temos conseguido fazer isso e é isso que queremos fazer domingo para voltar para casa com um resultado favorável.


Benfica volta a vencer na Europa

Os encarnados foram sempre capazes de correr atrás do prejuízo, e nos momentos decisivos os triplos de Jobey Thomas acabaram por fazer  diferença no encontro. Um resultado importante, e que poderá funcionar como um importante estimulo para o que ainda falta disputar nesta fase de grupos.

 

O jogo começou muito bem para os campeões nacionais, que nos primeiros 10 minutos revelaram uma tremenda eficácia ofensiva, terminando o primeiro quarto a vencer por dez pontos de diferença, e com 31 pontos marcados (31-21). E quando tudo parecia correr de feição à equipa portuguesa eis que surge a reação do Kataja no segundo período, que impôs um parcial de 28-11 ao conjunto encarnado. O intervalo chegava com a formação finlandesa no comando do marcador (49-42).

 

Se durante o recomeço da etapa complementar, os finlandeses ainda conseguiram segurar a vantagem pontual, a verdade é que após um triplo de Mário Fernandes já bem perto do final do 3º período, a diferença que separava as duas equipas era já só de quatro pontos (70- 66).

 

E seriam os triplos que colocariam de novo os campeões nacionais na frente do resultado durante o 4º período (78-75), após mais um, desta vez da autoria de Jobey Thomas com apenas três minutos jogados no quarto. O norte-americano do Benfica estava endiabrado e com a mão quente, mas nem dois triplos quase consecutivos a meio do período permitiram que os encarnados conseguissem fugir no resultado. O Kataja conseguia sempre manter o jogo fechado, e a 1.57 minutos do final conseguia consumar a reviravolta no marcador (88-86), depois de dois lances-livres convertidos pelo jogador Robert Arnold (20 pontos).

 

Mas Thomas estava determinado a conduzir a equipa até à vitória, e assumia por inteiro a responsabilidade ofensiva da equipa, e com mais um par de triplos colocava o Benfica de novo na frente do marcador, por uma vantagem de quatro pontos, quando faltavam jogar 38 segundos. Seth Doliboa converteu ainda um lance-livre e de nada valeu a bandeja convertida por Kenneth Horton (27 pontos), já que nos 13 segundos que restavam, o Kataja não teve oportunidade de tentar um lançamento que pudesse dar o empate.

 

Jobey Thomas (32 pontos) liderou a equipa benfiquista à vitória, não só pelos pontos que marcou, como também pelos momentos decisivos em que os conseguiu. O seu compatriota Seth Doliboa (15 pontos e 7 ressaltos) foi igualmente importante, assim como os internacionais Cláudio Fonseca (14 pontos e 5 ressaltos) e Carlos Andrade (13 pontos, 3 ressaltos e 2 roubos de bola).

 

 

Naturalmente satisfeito no final do encontro, Carlos Lisboa reconheceu que o jogo teve diferentes fases, mas que no final o Benfica mereceu a vitória. Este foi um resultado importante para os objetivos definidos pelo técnico para esta competição. “Hoje jogamos contra uma boa equipa. Começamos o jogo bem, mas sofremos demasiados pontos de segundos lançamentos (de ressaltos) e de contra-ataque, que permitiram que o Kataja recuperasse o comando do jogo. Na parte final do jogo acho que merecemos vencer. Foi uma importante vitória para nós, uma vez que que queremos passar esta fase de grupos.”

 

O capitão Diogo Carreira considerou “ que foi um jogo importante para a equipa.” O comportamento da equipa nos instantes finais foi determinante para o sucesso neste encontro. “Muitas vezes já perdemos jogos nas partes finais, mas hoje não foi o caso. Jogamos muito bem nos momentos decisivos do 4º período. Foi uma vitória importante para nós, já que queremos avançar para a fase seguinte.”

 

O treinador da equipa adversária, Pekka Salminen, destacou o comportamento de dois dos jogadores do Benfica neste encontro. “Jobey Thomas marcou os seus pontos com lançamentos que tem vindo a fazer ao longo da sua carreira. Não foi uma surpresa, no entanto, não fomos capazes de o parar. Cláudio Fonseca saltou do banco para fazer a diferença no segundo tempo. A nossa defesa teve que mudar e no ataque não nos foi oferecido nada no jogo interior. Realizamos uma exibição regular mas a este nível não é suficiente.”


Wallace e Carolina Gonçalves em destaque

 Já portuguesa mais valiosa, e simultaneamente a MVP jovem (nascidas desde 1995), esta última distinção pela segunda vez esta temporada, é a internacional portuguesa sub-18 Carolina Gonçalves (Algés/UAL). Nos documentos relacionados desta noticia poderá ainda consultar os cincos ideais, os máximos e as curiosidades da ronda do passado fim de semana.


«Acredito que vamos vencer»

No próximo fim de semana visita o Galitos e o facto de o adversário vir de três derrotas consecutivas não é suficiente para fazer a formação insular encarar a partida com ligeireza.

 

Depois de ter marcado presença na Final 4 do Troféu António Pratas, a equipa iniciou o campeonato com duas derrotas. Aconteceu algum tipo de deslumbramento por terem atingido um ponto alto da temporada?

 

Não, de modo algum. Simplesmente as coisas não nos correram bem nos dois jogos iniciais, sendo que podíamos ter ganho. Normalmente o Lusitânia não começa bem os campeonatos, mas também não tivemos muitos jogos antes do arranque da Liga. Nós só tínhamos 3 jogos feitos com equipas do nosso nível, o que é pouco para nos prepararmos bem, ainda para mais com grandes alterações no nosso plantel. Isto tudo torna mais difícil a nossa tarefa.

 

Os quatro jogos que até agora disputaram nesta fase regular foram todos muito equilibrados e decididos por pequenas diferenças. Pode-se dizer que tiveram que ganhar experiência para saberem jogar as partes finais dos jogos?

 

Também. Vai de encontro ao que referi anteriormente, com o passar das semanas de treino e com mais jogos as coisas vão-se compondo, ainda que haja muito trabalho pela frente, os jogadores vão-se entrosando melhor,  vão naturalmente subindo de forma e isto torna-nos mais eficientes em determinados momentos de jogo que depois fazem a diferença entre perder e ganhar.

 

Que balanço faz dos quatro jogos até agora disputados?

 

Positivo. Perdemos dois, ganhámos dois, o que é bom tendo em conta os aspetos que referi anteriormente. A equipa tem vindo a trabalhar bem, estamos concentrados no que temos que melhorar, de forma a conseguirmos os nossos objetivos.

 

A equipa mudou ou cresceu em algum aspeto desde o inicio desta fase regular?

 

A equipa cresceu, e tem vindo a crescer. Estas duas vitórias dão-nos mais força e motivação para continuarmos a trabalhar nesse sentido. Obviamente ainda temos muito para crescer como equipa e individualmente também, mas com trabalho as coisas vão lá!

 

O objetivo a que se propuseram para esta nova temporada era fazer melhor do que na anterior. Com o melhor conhecimento que agora tem da equipa, bem como dos adversários, acha que o Lusitânia tem condições para que isso aconteça? E em caso afirmativo porquê?

 

Sim, temos todas as condições para que isso aconteça. No ano passado não conseguimos estar em nenhuma fase final, este ano já conseguimos uma e estamos a trabalhar para estar nas outras também.

 

Defrontar em sua casa, um adversário que não vence há três jornadas, é uma vantagem ou desvantagem?

 

Não sei realmente se será vantagem ou desvantagem, o que sei é que o Galitos tem a pressão de ganhar porque não vence há três jornadas e jogam em sua casa. Enquanto a nós, vamos lá com um único objetivo, que é vencer!

Acha que a atual classificação do Galitos é condizente com o valor da equipa?

 

A meu ver a classificação é sempre condizente com valor da equipa, seja ela qual for, pois a classificação reflete o trabalho e prestação das equipas.

 

Destacaria algum jogador ou capítulo do jogo que se evidencie na equipa do Galitos?

 

O Galitos é normalmente uma equipa aguerrida quando joga em casa, é uma deslocação difícil para nós, mas acredito claramente que vamos vencer! 


Lombos à procura da 1ª vitória fora

As vitórias na condição de visitante são fundamentais para chegar à fase seguinte da prova, pelo que o jogo em França, desta quinta-feira, pelas 20.30 horas, frente ao Flammes Carolo Basket, poderá se tornar num importante passo para que os Lombos avancem na competição.

 

A equipa francesa era apontada como a principal favorita a conseguir o 1º lugar do Grupo E, mas o primeiro, e único, resultado do Carolo Basket saldou-se por uma derrota caseira pesada frente Castors Braines (58-85). Facto que coloca pressão acrescida sobre o conjunto gaulês, já que está impedida de voltar a falhar perante o seu público.

 

Ficamos a torcer para que a Quinta dos Lombos consiga tirar partido desse nervosismo e pressão acrescida, se bem que será garantida uma total atenção e entrega por  parte das francesas para este encontro. Como em todos os jogos europeus, começar bem é sempre importante, o mesmo será dizer que a Quinta dos Lombos terá de ser capaz de repetir a exibição do jogo inaugural, ou da 2ª parte frente ao Castors Braines.

 

O adversário tem algumas jogadoras internacionais, casos de Ana Cata-Chitiga (francesa) e Jovana Rad (sérvia), mas as soluções e qualidade da equipa não ficam por aqui. Se a estas juntarmos a capacidade ofensiva de Olayunka Sanni e, da nossa bem conhecida Ambrosia Anderson, será fácil perceber que o conjunto português terá de ser uma equipa muito coesa a defender de modo a que possa ter um bom desempenho nesta área do jogo.

 

Para além de toda esta qualidade, a equipa de Charleville-Mézières tem uma enorme rotação, pois ainda conta no banco com atletas com a qualidade da internacional búlgara Ekaterina Curculosse, e ainda Amel Bouderra, Hhadydia Minte e Yacine Sene, todas jovens com um enorme potencial. 


“Rigor e inteligência”

Alberto Saraiva não se deixa iludir pelo facto de as vaguenses virem de duas derrotas e já alertou as suas jogadoras para os perigos que vão encontrar. O treinador espera que a equipa se consiga superar de forma a poder contrariar os problemas de estatura e o ritmo de jogo imposto pelo adversário. Controlar bem a posse de bola vai ser decisivo, bem como o rigor tático e o desejo de vencer.

 

Como surgiu o convite para treinar a equipa sénior feminina do Algés?

 

Fui treinador do Coimbrões durante 20 anos, tendo treinado todos os escalões, e por vezes dois escalões numa mesma época.

Por motivos familiares, no ano passado vim viver para Lisboa (já cá estavam a minha mulher, filha e neto) e pouco tempo depois recebi um convite do Ricardo Vasconcelos (coordenador na altura) para treinar uma equipa do clube (Sub-18 “B”), ao qual aceitei de imediato.

 No inicio desta época, e numa reformulação da secção de basquetebol, lançaram-me o desafio de treinar a equipa de sub-16 femininos, ao qual aceitei com muito gosto.

Entretanto nas sucessivas reuniões da secção para encontrar uma solução para equipa sénior feminina, coloquei-me à disposição para acumular as funções de treinador principal das equipas de sub-16 e seniores femininas, sendo a única condição foi ter a Natália André como treinadora adjunta, a Direção do Clube aceitou.

 

Depois de tantas saídas importantes, existem ainda soluções para que a equipa continue a ser competitiva?

 

Temos que ter consciência no patamar que estamos, mas isso não nos impede de assumir o Basquetebol com profissionalismo e trabalhar para que possamos ser cada dia melhor e mais competitivo. É este o contrato que temos com as atletas: Exigência, Superação e Humildade.

Em termos de seleções jovens femininas, Portugal está por direito próprio na Divisão A da Europa nas três categorias (Sub-20, Sub-18 e Sub-16), e do plantel atual fazem parte 6 atletas que no Verão passado estiveram integradas nos trabalhos das diversas seleções nacionais, ao proporcionar às atletas este tipo de competição, estamos a contribuir para quando estiverem a representar o País o seu desempenho possa ser o melhor.

Este é o espírito e só aceito quem queira vir com essa ambição, fazer um grupo forte e de futuro, trabalhando o presente.

 

Na sua opinião, a equipa tem cumprido com aquilo que seria expectável nestes primeiros seis jogos disputados?

 

Desde o início que temos consciência do valor que temos, da ambição que desejamos e em que patamar nos encontramos. Mas posso dizer que as atletas, além do treino diário da noite, fazem treino suplementar ao final da manhã e por vontade própria, e nunca descorando os estudos. Têm ainda um programa de fortalecimento muscular orientado por uma Fisiologista do Exercício (Catarina Saraiva) e do Fisioterapeuta do clube (Guilherme Barreto).

 

Quais são as principais limitações que a equipa tem esta temporada?

 

Não tendo uma atleta com experiência na posição Base, temos lançado desafios às atletas que têm ocupado (e bem) essa posição.

 

O Vagos vem de duas derrotas consecutivas. Ainda assim, acha que é uma equipa de um campeonato diferente?

 

Cada jogo é um jogo e conheço bem o treinador do Vagos (João Janeiro) possuidor duma vasta experiência na modalidade. Esta época já esteve num ponto alto (final da Taça Vitor Hugo), portanto uma equipa diferente com atletas mais experientes e isso faz a diferença.  

 

Tem receio que em algum momento da competição, a  juventude e a inexperiência do grupo de trabalho possa ser um entrave ao sucesso?

 

Vou ser franco, preparei-me procurando auxílio de uma psicóloga para aprender a gerir o insucesso e como poder trabalhar um grupo com muita pouca experiência e como tudo o positivismo ajuda sempre a lutarmos contra a adversidades.

Posso falar pela minha experiência de vida como transplantado renal e 13 anos de hemodiálise, aprendi a lutar (pela Vida) e fazer com que os outros lutem sempre e acreditem que o sucesso vem por acréscimo.

 

Que aspetos do jogo do Vagos vão merecer a sua atenção para o próximo sábado?

 

Mais altura, um ritmo diferente, mais rigor tático sabendo gerir melhor o jogo contra uma equipa que ainda joga mais com o coração. E é este crescimento e maturidade que estamos a trabalhar jogo a jogo e o Vagos é mais um grande jogo para crescermos acreditando sempre em nós e que podemos sempre fazer melhor. 

 

O que vai pedir às suas atletas para o encontro com o Vagos?

 

Para não se sentirem inferiores em momento algum, serem rigorosas taticamente e inteligentes para contrariar as adversidades do jogo com grande vontade de superação. Mais um jogo, mais um grande desfio contra um candidato.


Kostourkova ruma aos EUA

Maria Kostourkova é mais uma atleta portuguesa a ser recrutada por uma universidade norte-americana, algo esperado já que o talento e a qualidade da internacional portuguesa era por demais evidente. O treinador principal de Washington State, June Daugherty, anunciou esta segunda-feira que Maria Kostourkova assinou uma carta de intenção para se juntar ao programa da universidade na próxima temporada. O basquetebol feminino continua a somar êxitos, tornando-se num exemplo cada vez de maior de sucesso no basquetebol europeu.

 

Os números conseguidos por Maria Kostourkova no último Europeu de Sub 18, médias de 13.9 pontos, 10.6 ressaltos e uma percentagem de lançamentos de campo de 52%, bem como a distinção de MVP do Europeu do ano passado de Sub 16 depois de ter conseguido a média de 17.1 pontos e 13.7 ressaltos, foram um excelente cartão de visita para a atleta se tornar num das atletas mais desejadas no basquetebol universitário.

 

A internacional portuguesa já esta temporada deu provas de que está pronta para competições mais desafiantes, uma vez que joga sem problemas na Liga Feminina, bem como na Eurocup onde tem sido uma agradável surpresa. A jovem atleta é uma aposta da Quinta dos Lombos não só pelas condições que lhe tem proporcionado para continuar a evoluir, como também pelo espaço e eutilização que lhe tem sido dado pelo seu técnico José Leite. Mas o sonho americano sempre fez parte dos seus projetos, pelo que chegou a altura de Maria Kostoukova prosseguir a sua carreira no basquetebol universitário americano. “Sempre tive a ambição de vir para os Estados Unidos. Estou feliz por a Universidade de Washington State me proporcionar a oportunidade de trabalhar duro e continuar a evoluir como atleta e pessoa. Estou confiante que os treinadores e a equipa me ajudarão a atingir os meus objetivos.”

 

Maria Kostourkova era apontada pelo Peach State Basketball como sendo o 3º melhor prospeto internacional, que afirmava que a atleta portuguesa “é um poste de elite com imensos recursos ofensivos e defensivos”. Mas os elogios deste prestigiado órgão não se ficam por aqui, já que lhe reconhecem capacidade para “jogar de costas para o cesto utilizando as duas mãos e sem receio de ser física nas áreas próximas do cesto.”

 

Foi igualmente referenciada pelo NetScouts Basketball Internacional como o 4º melhor prospeto internacional da sua idade para integrar um programa de uma universidade americana.

 

A escolha recaiu  em Washington State mas foram muitas as universidades a mostrarem interesse em poder contar com a internacional portuguesa para a próxima temporada.

 

O treinador Daugherty certamente que se sente um previligiado por Maria ter escolhido a equipa que treina, algo bem patente nas suas declarações após a assinatura da carta de intenção. “A Maria é um dos jovens postes internacionais mais talentosos. Ela será uma força ofensiva e defensiva. O facto de ter sido nomeada a MVP do Europeu de Sub 16 foi um enorme feito e reconhecimento da sua qualidade. Ao fazer parte do ranking top 5 no mundo faz com que seja a poste mais valorizada a alguma vez juntar-se ao programa Cougar basquetebol.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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