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«Queremos estar nos pontos altos»
O treinador, que transitou da equipa feminina para a masculina, conta com um grupo onde pontificam jogadores jovens e garante que pretende tirar o melhor partido da formação o clube. Os objetivos, esses, são claros e, em termos de Liga, passam pela presença no playoff.
Um regresso ao basquetebol, mas desta vez para treinar o masculino. É muito diferente treinar uma equipa sénior masculina e feminina?
A grande diferença reside ao nível da relação que se estabelece. Todos somos distintos e existem algumas particularidades femininas que requerem uma atenção especial.
Naturalmente que os aspetos de ordem técnica e tática são no geral semelhantes. Apenas são executados a diferentes ritmos que, por vezes, torna o setor masculino eventualmente mais apetecível para quem assiste. Penso que DIFERENTE é o termo adequado. Não me arriscaria a qualquer outro tipo de qualificação.
Substituir João Freitas não é tarefa fácil?
A determinação com que encaro as minhas tarefas nunca é medida em função das lideranças anteriores. Estou plenamente consciente dos compromissos que assumi com este clube e isso é estímulo suficiente para acreditar que o maior ou menor sucesso deste projeto advirá da intensidade do trabalho que vamos desenvolver.
É público que o clube nas últimas temporadas tem vivido grandes problemas financeiros. Perguntava-lhe se estão reunidas condições para que a nova temporada do CAB seja bem mais tranquila e normal.
Existe um firme compromisso entre a construção da equipa e o cumprimento rigoroso do orçamento disponível para essa execução. Tudo faremos, entre treinador e administração, para garantir um regular funcionamento desportivo e administrativo no decurso da presente época. Com toda a certeza posso assegurar que até o presente momento têm existido condições que nos permitem trabalhar de forma tranquila e, sobretudo, ter muita confiança no futuro.
A construção da equipa já está numa fase adiantada. Satisfeito com as contratações até agora feitas? Ainda procuram algum jogador para uma posição específica?
A construção do plantel tem tido uma atenção muito cuidada e equilibrada. Estou perfeitamente satisfeito com todos os que neste momento fazem parte da equipa. Recolhemos muita informação e desejamos construir um grupo coeso e determinado em cumprir com os objetivos estabelecidos. Neste momento já é público que temos o plantel completo e, sendo assim, estamos focados no início do nosso trabalho no campo.
Nota-se a presença de jogadores madeirenses formados no clube a fazerem parte do plantel sénior. Será este o caminho do futuro? Esse recrutamento tem a qualidade necessária para serem opções a um nível mais elevado?
Os líderes devem ser os principais impulsionadores relativamente à valorização da formação. Cabe a quem lidera motivar e criar condições para que essa formação produza rendimento. Não através de estatutos meramente teóricos, mas sobretudo pelo comprometimento coletivo e individual no trabalho que realizamos. Não posso garantir que vamos certamente ter mais jogadores madeirenses, formados no clube, a participar com regularidade em níveis mais elevados, num curto espaço de tempo. No entanto, possa afirmar com a plena convicção que, sob a minha liderança desportiva, vamos promover condições aos nossos atletas para que possam alcançar esse estatuto. Temos exemplos suficientes de atletas madeirenses que venceram e conquistaram espaço de qualidade no panorama nacional e internacional. Nada nos impede de voltar a percorrer esse caminho.
As opções nacionais para recrutamento de atletas são muito escassas. Queremos valorizar a qualidade do atleta nacional e naturalmente que desempenharemos esse papel no nosso clube.
De que forma quer que a sua equipa jogue? Os jogadores escolhidos enquadram-se perfeitamente nessa sua filosofia de jogo?
Vamos trabalhar no sentido de produzirmos muito mais do que a simples soma das capacidades individuais. Todos têm de estar perfeitamente alinhados com a noção clara de que o estímulo atacante provém sempre do resultado das nossas ações defensivas.
Vamos procurar adequar o nosso jogo às particularidades de cada jogador e assim, tirar o máximo de rendimento. Pelo conhecimento que tenho dos jogadores, temos condições para produzir um jogo rápido e organizado, controlando as diferenças de ritmo e, sobretudo, estabelecer um equilíbrio favorável entre jogo interior e exterior.
Tendo em conta a forma como os outros clubes se têm reforçado para esta temporada, já definiu algum objetivo para a equipa?
Temos de deixar bem claro que as nossas intenções são marcar presença em todos os pontos altos das competições. Garantir a qualificação para o playoff. Estes são os objetivos mais visíveis e que, logicamente, estão determinados em função da construção da nossa equipa e do conhecimento que temos dos adversários.
No entanto, gostaria de afirmar que o CAB não deve estar circunscrito a estes objetivos. Como compromisso complementar, queremos investir nos nossos jovens atletas e gradualmente acrescentar qualidade à sua participação na equipa. Só assim faz sentido continuarmos a nos afirmar enquanto clube FORMADOR.
«Motivação e vontade de trabalhar»
Depois de uma passagem pela Proliga – campeonato onde encontrou empenho e atletas de muita qulidade – o experiente jogador está de regresso à Liga, onde pretende ajudar os vareiros a entrar na luta pelos títulos.
Embora confesse que não foi algo que sempre esteve no pensamento, Jaime não esconde que voltar a jogar na Ovarense foi um desejo que gostaria de tornar realidade. “É sempre bom regressar a casa e apesar de não pensar muitas vezes sobre o regresso sempre acreditei que voltaria a jogar na Ovarense.”
Depois de alguns anos fora de Ovar, o atleta não tem dúvidas que a Ovarense é um clube diferente dos outros. “Antes de sair da Ovarense já tinha essa ideia que se confirmou depois da minha passagem por outros clubes. Isto sem querer faltar ao respeito a nenhuma equipa por onde passei pois em quase todas fazem os possíveis e impossíveis pelo clube mas em termos de organização a Ovarense leva alguma vantagem.”
Após um ano a competir na Proliga, Jaime Silva regressa à Liga Portuguesa de Basquetebol, cuja principal diferença é capacidade financeira para contratar jogadores. “A grande diferença que encontrei é que o poder económico das equipas da Liga é um pouco superior às da Proliga, podendo contratar jogadores com menos dificuldade. Em relação aos jogadores, encontrei o mesmo empenho nos treinos e jogos que os jogadores que encontrei na Liga, bem como treinadores também com bastante qualidade.”
Pelas contratações e renovações até agora anunciadas, já deu para perceber que vai voltar a existir muita juventude no plantel da Ovarense. O último reforço anunciado pelo clube, o senegalês Massine Fall (2.08 metros), é um jovem de 21 anos que na época passada representou o Albacete Basket, equipa da EBA espanhola. Nada que preocupe Jaime Silva, pois terá a ser lado jogadores experientes com Miranda, Neves, Cordeiro, Barbosa e Coll, se bem que esta mescla de idades poderá trazer sucesso ao clube. “Agrada-me pois na minha opinião é o trabalho em conjunto de jogadores jovens e jogadores mais experientes que se conseguem bons resultados para o futuro dos clubes.”
O experiente atirador português relembra que o clube se tem mantido competitivo, já que para além dos encarnados foi a única equipa a conquistar um titulo na última temporada. “A Ovarense não tem estado afastada dos títulos, pois além do Benfica, foi a única equipa a conquistar um troféu a época passada. A equipa tem como filosofia trabalhar ao máximo todos os dias para ser o mais competitiva possível, sendo que, por vezes se ganha e outras se perde.”
Ter a oportunidade de trabalhar com os treinadores Carlos Pinto e Nuno Manarte, “aliado a outros, foi sem dúvida um dos fatores que pesou na decisão de voltar.”
Jaime Silva promete tudo aquilo que o distinguiu no basquetebol nacional, no fundo aquilo que lhe foi transmitido e ensinado durante a sua formação no clube vareiro. “Podem esperar a mesma motivação, a mesma vontade de trabalhar e disponibilidade para ajudar o clube a cumprir os objetivos.”
«Vamos jogar à União!»
A filosofia passará por “lutar até ao fim, até ao último segundo” tendo sempre em mente a intenção de “proporcionar espetáculos agradáveis”. Não perca nos detalhes desta notícia a entrevista com o treinador.
Olhando para prestação da Oliveirense na época passada, acha que é possível fazer ainda melhor esta temporada?
Fazer melhor é sempre um dos nossos compromissos. Estamos a trabalhar afincadamente para isso mas com a consciência que os resultados desportivos dependem de muitas variáveis. O que pudermos melhorar, seguramente vai ser melhorado.
Face às trocas já confirmadas no plantel, faz sentido falar em trabalho de continuidade?
Na verdade, os métodos, a disciplina e o rigor serão continuidade do trabalho da época anterior. Em termos de trabalho técnico-tático é quase como começar do início, mas esse desafio agrada-nos.
Falando um pouco dos reforços já anunciados, o que espera que cada um deles acrescente à equipa?
Temos um amplo conhecimento dos jogadores que aceitaram fazer parte deste projeto e identificamos à partida um denominador comum: vêm com desejo de ajudar a equipa. Estamos a construir um plantel equilibrado, que nos dará certamente qualidade de treino e de jogo.
Substituir o João Soares não vai ser tarefa fácil?
O João Soares é um grande jogador e uma excelente pessoa. Tal como todos os colegas de equipa foi convidado a renovar, mas naturalmente que compreendemos a sua decisão em sair. O mercado dos jogadores nacionais é muito curto, e portanto muito caro, pelo que nos vemos obrigados a recrutar estrangeiros.
Certamente já pensou como irá ser a próxima temporada. A Oliveirense vai mudar o seu estilo de jogo?
A filosofia da Oliveirense é aproveitar ao máximo as características dos seus jogadores… como eles serão outros, é normal que se mudem processos táticos. O estudo do jogo e dos jogadores é uma parte do trabalho que gostamos particularmente.
O que se pode esperar da equipa em todos os jogos?
Lutar até ao fim, até ao último segundo, disputando cada posse de bola como se fosse a primeira, a última e a única. Vamos respeitar os adeptos e todas as pessoas que gostam de ver basquetebol, procurando proporcionar espetáculos agradáveis. Vamos tentar transmitir a força e coesão do grupo. Vamos jogar à União!
Clube Basket 2011 – ESBM
SUB 8 · SUB 10 · SUB 12 · SUB 14 Informamos também que a partir do dia 26 de Agosto pelas 18h no Pavilhão Esc. Bernardino Machado terá inicio as captações para o BASQUETE FEMININO, sendo que as atletas interessadas devem dirigir-se ao local nessa data e hora.
«Liga vai ser mais competitiva»
Esta época os encarnados terão um desafio “extra”, com a participação nas competições europeias. Não perca nos detalhes desta notícia a entrevista com o treinador.
A última temporada foi de sucesso, ainda assim, acredita que o Benfica poderá fazer mais e melhor?
No Benfica queremos sempre fazer melhor. Por isso é nossa vontade ganhar todos os troféus nacionais que estão em disputa.
Apesar da entrada de alguns jogadores houve da sua parte a preocupação de manter o núcleo duro da equipa?
Exatamente. Fizemos 2 trocas, uma pela saída do Betinho para a ACB e a outra foi a troca do jogador americano. Entrou também para a equipa o Diogo Gameiro (ainda júnior) e o Pedro Belo foi emprestado ao Algés.
Faz mais sentido dizer que esta época vai ser de continuidade, ou pensa alterar a forma como a equipa joga?
Como disse, o núcleo duro da equipa vai continuar e esperamos todos continuar na senda das vitórias. No entanto, algumas alterações na forma do jogo serão feitas.
Ao contratar ao Ronald Slay, o que espera que ele acrescente à equipa? E perguntava-lhe também se a contratação de João Soares é a solução encontrada para substituir a saída do Betinho?
O Ronald Slay irá fazer parte da equipa como qualquer outro jogador e certamente espero que ele possa ser uma mais valia. O João Soares é um jogador que já o seguíamos há algum tempo e por isso foi contratado para ajudar a equipa a lutar pelos seus objetivos.
O regresso às competições europeias traz responsabilidade acrescida, ou simplesmente é mais uma forma de o Benfica continuar a evoluir e recuperar o prestigio europeu?
O regresso às competições europeias não traz qualquer responsabilidade acrescida em termos de resultados, sendo que quem está no Benfica tem sempre a responsabilidade de dignificar esta camisola. A nossa participação é uma forma, de facto, de evoluir porque iremos defrontar grandes equipas.
São já conhecidos os adversários na Eurochallenge (os finlandeses do Kataja Basket, o Belfius Mons da Bélgica e o JSF Nanterre de França). Ainda é muito cedo, mas numa primeira análise que opinião tem sobre as possibilidades da equipa conseguir passar à fase seguinte?
Ao contrário do que algumas pessoas dizem ou pensam, este grupo não é fácil, se o dizem é porque não têm conhecimento real não só das próprias equipas mas também do basquetebol desses países. O Nanterre foi campeão francês na época 2012/2013 e na época passada além de ter ganho a Taça de França jogaram na Euroliga. A equipa belga é uma das melhores equipas do seu país e que luta todas as épocas pela conquista do campeonato belga. Os filandeses do Kataja são uma boa equipa cujo país está a participar no mundial que se está a disputar em Espanha. No entanto, o que posso dizer é que a minha equipa irá entrar em todos os jogos com a vontade de jogar para ganhar, como sempre faz.
Na sua opinião, a Liga este ano vai ser mais competitiva? Consegue apontar quais os principais candidatos, juntamente com o Benfica, a lutar pelo título?
Eu acho que a Liga vai ser mais competitiva do que a época passada. Neste momento ainda não tenho conhecimento de todas as equipas mas pelo que tenho lido existem clubes a reforçarem-se com qualidade.
Novo Lusitânia, a mesma ambição
O treinador está convicto que o grupo de trabalho não vai perder ambição, já que objetivo para esta nova temporada será melhorar o 4º lugar alcançado na última edição da LPB.
Algumas caras novas no plantel do Lusitânia, sinal que a equipa se irá apresentar diferente esta temporada. Mudança significa sempre incerteza, mas o técnico Nuno Barroso acredita que a equipa ficará mais forte. “Penso que o que aconteceu este verão significa a renovação da equipa do Lusitânia. Mantém-se o grupo de jogadores locais, mas, para além destes, há, de facto, uma renovação. Vamos ver o que isto representa e se, inclusive, até pode vir a ser a base do recrutamento, com os meios que o clube possui, envolvem sempre muitos riscos. Só depois de os novos jogadores cá estarem é que poderemos fazer uma avaliação mais concreta. No entanto, penso que não há motivos para preocupações", diz o treinador.
Apesar dos constrangimentos financeiros, facto que naturalmente influencia o recrutamento de jogadores, Nuno Barroso acredita que a equipa não vai perder qualidade para as restantes equipas da Liga. “Pode, se pensarmos que os recursos disponíveis obrigam a orçamentos cada vez mais apertados e restringidos. O acesso a determinado grupo de jogadores, nomeadamente portugueses, é inalcançável. Isto, claro, pode refletir-se num abaixamento do nível de qualidade do plantel. Mas penso que, em termos gerais e olhando para o todo do basquetebol nacional, a realidade vigente tem-se pautado por um nível médio mais baixo do que em anos anteriores. Como tal, o nível de qualidade de jogo da equipa poderá não baixar de forma significativa. Penso que a queda do nível qualitativo do basquetebol nacional é proporcional a todas as equipas. O Lusitânia tem acompanhado esta tendência. Independentemente disto, parece-me que existe muito mérito desta equipa, que já conseguiu um 3º e um 4º lugares na Liga, mesmo num quadro de largas limitações.”
O clube açoriano já anunciou o regresso de Daniel Caluico à equipa, mas ainda há espaço para mais um jogador do Continente, que acrescentará qualidade ao jogo exterior do Lusitânia. “Ainda chegará mais um jogador do continente e já estamos a ultimar os termos do contrato com esse atleta. Será um jogador de qualidade, para as posições exteriores. A partir daí, o plantel a nível dos jogadores portugueses ficará fechado.
Quem também vai voltar a trabalhar com Nuno Barroso é o norte-americano Cavel Witter, ele que vem para substituir o influente base James Smith. “Espero, acima de tudo, que o Cavel Witter venha para Portugal fazer o que não acabou quando cá esteve pela primeira vez. Trata-se de um jogador com recursos técnicos muito bons e tem um perfil de personalidade que se enquadra muito bem na realidade em que nos inserimos atualmente, pois é um atleta simples, humilde e trabalhador. Espero que venha liderar a equipa e que desempenhe, basicamente, as mesmas funções que o James Smith desenvolveu na época passada.”
O plantel ainda não está completo, se bem que o técnico já tenha identificado quais as necessidades da equipa. “Faltam dois jogadores, um claramente interior e outro para a posição três/quatro, ambos estrangeiros e que, brevemente, já estarão contratados.”
Depois de um fantástico 4º lugar obtido na última temporada, um resultado que Nuno Barroso espera poder repetir e se possível melhorar esta temporada. “Como treinador, até por uma questão de coerência, nunca poderei pedir à equipa menos do que foi feito na época anterior. Penso que pode ser um risco afirmar isto, mas sabendo que os objetivos do clube estão bem estabelecidos e que apontam, concretamente, para a permanência da equipa neste nível de competição, não posso ambicionar a menos do que aquilo que foi conseguido no ano passado. Vamos trabalhar e lutar para estarmos a esse nível e, de preferência, com maior regularidade, visto que começámos muito mal a época. Vamos procurar retificar esta situação e tentar manter esse nível de competitividade e de classificação.”
Ambição não falta ao treinador insular, pelo que só os jogos confirmarão se existem condições para que o Lusitânia continue a lutar por objetivos cada vez maiores. “Vamos ver, pois trabalhamos sempre com um conjunto de incertezas que não nos permite, de facto, planear e prever as coisas com muita precisão. Mas, como treinador, a ambição só pode ser a de melhorar. O líder da equipa deve mostrar a ambição necessária para motivar os jogadores para o sucesso, independentemente das condições que possam ou não existir.”
O núcleo de jogadores da ilha Terceira vai manter-se, sendo que Nuno Barroso deseja que, cada vez mais, desempenhem um papel ativo dentro do grupo de trabalho. “Espero que com um contributo cada vez maior. Na época passada já vimos alguns jogadores locais com uma participação e uma qualidade bastante assinaláveis, mesmo que este seja um percurso longo. Na nova época, espero que esta participação se continue a acentuar."
Infelizmente para o técnico a base de recrutamento na ilha Terceira é diminuta, um problema há muito identificado, mas que parece não melhorar. “São questões mais do que repetidas. Costuma dizer-se que quando alguém fala muito alto deixa de ser ouvido… Não há muito a acrescentar. O nível de qualidade da formação e, certamente, o nível de investimento em recursos humanos terão baixado bastante. Basta ver que a competitividade das nossas equipas, em confronto com as equipas de outras ilhas, nomeadamente São Miguel, é menor a cada ano que passa. A preponderância que o basquetebol da ilha Terceira tinha a nível regional já se perdeu e isto, obviamente, é consequência de um nível de qualidade mais baixo dos jogaderes. Estas são questões que estão apuradas e debatidas. Resta aos agentes da modalidade ou alterar o rumo das coisas, ou deixar andar e perder definitivamente a capacidade para formar atletas com qualidade para participar em competições deste nível."
Trabalhar para melhorar
O que não significa que estivesse desapontado com a atitude dos atletas, ou com o comportamento que tiveram ao longo da prova. O Europeu confirmou que a equipa estava preparada para ser agressiva a defender, fazendo disso a sua imagem de marca, mas infelizmente esse sucesso não foi acompanhado nas questões atacantes. A falta de eficácia ofensiva comprometeu as aspirações de Portugal chegar a lugares mais próximos do topo, bem como confirmou que os problemas da Seleção Sénior começam na base da pirâmide…
Do ponto de vista defensivo, Raul Santos não poderia estar mais orgulhoso, bem como não poderia ter exigido mais do grupo de trabalho que viajou até Strumica. “Antes do último jogo com Noruega, nos rankings por equipa, Portugal estava em 1º lugar em desarmes de lançamento, 4º em roubos de bola e a 4ª equipa com menos pontos sofridos do campeonato. A nível da defesa mais era impossível”. Números que demonstram bem o desempenho defensivo da equipa ao longo de toda a competição.
Mas na eficácia ofensiva “éramos 19/20 e isso refletiu-se na classificação final da equipa.” Ainda assim o técnico “nada tem a apontar aos atletas”, pois mais do que ninguém os próprios eram os mais frustrados e tristes no final do encontro com os noruegueses. Raul Santos não tem dúvidas que a competição serviu para que os jogadores portugueses “sentissem e descobrissem os problemas individuais que têm para conseguirem meter a bola no cesto, mesmo em situações de tiro completamente abertos.”
Se a este problema juntarmos o facto de não termos referencias interiores, o facto de os “extremos não terem capacidade atlética para meterem a bola no cesto com a oposição dos postes contrários”, a falta de eficácia “passa a ter uma importância ainda maior no nosso tiro exterior.”
Portugal equilibrou 3 períodos
Na penúltima jornada do Grupo E, a Seleção Nacional foi derrotada pela República Checa, por 75-61, uma partida que teve lugar em Gondomar. Portugal voltou a demonstrar capacidade para se bater com seleções fortes, tendo sofrido novamente um parcial negativo (0-10) num momento decisivo do jogo que voltou a comprometer a discussão do resultado, até final do jogo.
Já sem possibilidades de sonhar com a qualificação, Portugal conseguiu equilibrar o desenrolar dos acontecimentos, mas deixou escapar a possibilidade de alcançar o primeiro êxito, sobretudo devido à desvantagem na luta das tabelas (30 ressaltos conquistados, contra os 42 alcançados pelos checos). Portugal bateu-se muitissimo bem durante os primeiros 20 minutos, dando provas que a equipa consegue discutir jogos frente a equipas com aspirações a participar no próximo Europeu. Ao intervalo, a equipa nacional perdia por cinco pontos de diferença (37-42), um resultado que mantinha Portugal na discussão do jogo, embora refleti-se alguns problemas em suster a capacidade ofensiva da equipa adversária.
O conjunto português manteve o resultado encostado até aos 50-53, mas foi então que surgiu no jogo, o poste da República Checa Onderej Balvin, que com tiros de curta distância, foi decisivo para que os checos conseguissem um parcial de 10-0, em pouco mais de 3 minutos. Como consequência desse mau período, Portugal entrava no último período com uma desvantagem na casa das dezenas (50-63), um resultado que tornava a missão de Portugal em tentar vencer o jogo ainda mais complicada.
Na parte final do encontro, a equipa tentou fazer uso do tiro exterior para dar a volta ao resultado, mas a “arma” esteve longe de ser letal, até porque converteu apenas 6 em 24 tentativas. A falta de eficácia no lançamento de longa distância voltou a ser um problema para o sucesso ofensivo da equipa portuguesa, até porque não abundam as referências interiores no ataque da equipa comandada por Mário Palma.
Mas seria o poste Cláudio Fonseca o principal concretizador na equipa nacional com 22 pontos, a que somou 10 ressaltos.
A última jornada realiza-se terça-feira, com a deslocação da Seleção Nacional à Geórgia.
Montenegro demasiado forte
O jogo desta sexta-feira confirmou isso mesmo, já que a equipa nacional foi batida por 47-73. Se a tarefa já se antevia complicada, mais ainda ficou após o final do 1º período (10-22), uma vez que, com 12 pontos de desvantagem, o conjunto nacional ficou obrigado a correr atrás de um considerável prejuízo.
Para além de ter perdido a luta das tabelas (35/48), Portugal voltou a não estar brilhante nas percentagens de lançamento, algo que em nada contribui para o sucesso ofensivo da equipa comandada por Raul Santos.
Após ter terminado a 1ª parte a perder por 17-39, um resultado que reflete os problemas de Portugal em fazer pontos, a equipa surgiu melhor no inicio da etapa complementar. A primeira parte do jogo foi caracterizada pelo elevado ritmo imposto pelo adversário e apesar da boa replica dos jovens portugueses o momento de concretizar algumas boas acções ofensivas revelou-se pouco acertivo e a capacidade técnica e física da selecção de Montenegro fez-se sentir nas várias áreas do jogo.
Após o intervalo e com uma atitude excelente, os jovens portugueses conseguiram ultrapassar algumas das dificuldades iniciais e obtiveram um parcial de 17-13 a favor das cores nacionais.
Mas o rendimento da equipa não se manteve nos últimos 10 minutos, com Montenegro a mostrar toda a sua qualidade ofensiva no último período (21-13). Os 20 turnovers cometidos pelos jovens portugueses em nada favoreceram a exibição lusa, bem como a dependência do jogo exterior quando a pontaria não é a melhor. No entanto, é de realçar a que a segunda parte terminou com a desvantagem de 4 pontos, revelando uma excelente reação às dificuldades encontradas durante a primeira parte.
Gonçalo Madureira (6/7 de 2 pontos e 1/2 de 3 pontos) foi uma exceção a essa ineficácia, já que converteu 15 pontos e com enorme aproveitamento. Airton Fernandes (10 pontos e 4 ressaltos) foi o outro elemento de Portugal a terminar o encontro na casa das dezenas.
Forcing final não foi suficiente
Pese embora uma fantástica reação dos jovens portugueses no último período do encontro, a falta de eficácia da linha de três pontos, bem como o fraco aproveitamento da linha de lance-livre, em nada contribuíram para que Portugal somasse uma importante vitória nas contas do apuramento para o grupo dos oito melhores.
O triunfo obtido na jornada inaugural não libertou a equipa da pressão de estar a jogar um Europeu, já que nos primeiros 10 minutos a seleção portuguesa sentiu bastantes dificuldades para conseguir fazer pontos no ataque. Um parcial de 10-0, favorável aos suecos, em apenas 3.14 minutos, afastou a Suécia no marcador, se bem que uma boa reação de Portugal nos instantes finais do 1º período colocava a equipa nacional na discussão do resultado (8-12).
O segundo quarto foi bastante mais produtivo em pontos, ainda que Portugal não tenha estado nada feliz nos lançamentos de longa distância. Depois de uma sequência de seis triplos não convertidos, Portugal na parte final da 1ª parte conseguiu acertar com o cesto, tendo chegado ao intervalo a perder por cinco pontos (23-28).
Numa primeira parte onde as defesas se superiorizaram aos ataques a diferença esteve na capacidade da equipa sueca em conseguir rápidas transições e um bom aproveitamento para lá da linha dos 6,25 metros.
A equipa portuguesa entrou algo desconcentrada no terceiro período permitindo varias ações em drible que resultaram nalguns cestos de fácil concretização à equipa sueca alargando a vantagem. O inicio da etapa complementar não foi nada favorável à equipa portuguesa, isto porque os turnovers passaram a constituir um problema para a equipa portuguesa, que voltava a demonstrar que não estava num dia de grande inspiração nos tiros de longa distância. A falta de eficácia ofensiva por parte de Portugal, permitia que a Suécia fosse alargando a vantagem pontual que separava as duas equipas, e no final do 3º período Portugal perdia por 33-48.
No ultimo período a equipa portuguesa corrigiu os erros defensivos e com uma mudança defensiva para uma zona 2/3 e uma maior pressão sobre os lançadores da equipa contrária conseguiu estar 5.40 minutos sem sofrer qualquer ponto.
Momento esse em que Portugal já só perdia por uma diferença na casa das unidades (39-48), pelo que o jogo voltava a estar em aberto. A boa defesa de Portugal fazia com que a equipa voltasse a acreditar que ainda era possível, até porque a 1.48 minutos do final perdia por apenas quatro pontos (46-50).
entrando no ultimo minuto de jogo com apenas 4 pontos de diferença. Num derradeiro esforço e com um lançamento de 3 pontos não concretizado e que colocaria o jogo a apenas um ponto de diferença com algum tempo ainda para jogar. Uma última falta e com um lance livre concretizado pelos suecos resultou na diferença final.
A 24 segundos do final, Airton Fernandes ainda tentou um triplo para reduzir para a diferença mínima, pelo que não restava outra hipótese que não fosse tentar colocar a equipa adversária na linha de lance-livre. A falta de pontaria dos suecos contagia a equipa portuguesa, já que a 11 segundo do final desperdiçamos dois lances-livres para reduzir para dois a diferença. A Suécia acabou por vencer por 51-46, num encontro em que Portugal teve menos 7 turnovers que o adversário (17/24), recuperamos mais bolas (15/10), ganhamos praticamente o dobro dos ressaltos ofensivos (13/7), marcamos mais lançamentos de dois pontos, mas depois claudicamos da linha de lance livre (14/24 – 58.3%) e principalmente da linha de 3 pontos (2/21 – 9.5%).
O melhor marcador de Portugal acabou por ser Rodrigo Lima com 9 pontos, Miguel Pinto foi o melhor ressaltador com seis capturados, conseguindo ainda recuperar seis bolas.
Portugal foi superior durante 25 minutos
Embora não deixe de ser um resultado negativo, a derrota por 52-65 confirmou que a equipa nacional consegue equilibrar jogos, bem como continua a revelar falta de consistência no seu desempenho ao longo dos 40 minutos. Sinal que ainda existe um longo caminho a percorrer que terá necessariamente de ter muitas etapas, coincidindo algumas delas com dissabores inerentes a quem joga a este nível.
A Seleção portuguesa de basquetebol resistiu hoje à Hungria durante dois períodos e meio, mas depois encaixou um parcial de 23-3 e caiu por 65-52, dizendo um adeus "matemático" ao Europeu de 2015. Ao intervalo os comandados de Mário Palma comandavam o encontro (32-30), num claro sinal que se poderiam bater pela vitória. A má imagem deixada na 1ª parte do jogo de Portugal tinha sido um acidente de percurso, pena foi que a qualidade exibicional da equipa portuguesa não se tenha mantido nos segundos vinte minutos do encontro.
Depois de no domingo passado ter realizado um bom jogo frente à Geórgia, Portugal voltou a ter na Hungria um período negro em termos ofensivos. Marcar 10 pontos numa parte é meio caminho para que o resultado final não seja favorável. Portugal esteve bem durante 25 minutos, mas claudicou entre o terceiro e o quarto parcial. Em cerca de 11 minutos, os húngaros passaram a vantagem de 40-39 para 63-42, decidindo o encontro ainda com mais de cinco minutos por disputar.
No final do 3º período a equipa da Hungria já tinha dado a volta ao marcador (53-42), com um triplo de Krisztian Wittman, isto depois de ter massacrado a defesa portuguesa com a exploração do seus jogo interior. Um parcial de 10-0, favorável aos húngaros, à abrir o derradeiro quarto colocou um ponto final às hipóteses portuguesas de voltar a reentrar na discussão do jogo.
O facto de ter perdido bem cedo José Silva, que dava sinais de estar a subir de forma (26 pontos à Geórgia), em nada contribuiu para o sucesso do ataque da equipa liderada por Mário Palma.
O naturalizado Arnette Hallman, com 15 pontos, foi o melhor marcador do conjunto nacional, tendo anotado três triplos (em seis tentados) e conquistado nove ressaltos.
Mário Fernandes, com 9 pontos e Cláudio Fonseca com sete pontos e oito ressaltos, foram os outros elementos em destaque na seleção lusa, que, coletivamente, esteve quase perfeita da linha de lance livre, com 92,3 por cento (12 em 13).
Portugal merecia um final diferente
Mas da derrota, após prolongamento (90-91), frente à Geórgia, podem-se tirar várias conclusões, a primeira das quais, há muito identificada e constatada pelos responsáveis da Seleção Nacional. Assim Portugal consiga ter boas percentagens de lançamento, conseguirá competir com adversários mais fortes. Subitamente, a equipa passou a ter soluções confortáveis de tiro, as movimentações ofensivas já permitiram que os nossos jogadores se conseguissem libertar, e o ataque já passou a ter fluidez e continuidades ofensivas. A equipa técnica e o grupo de trabalho demonstrou uma enorme crença no trabalho que tem vindo a realizar e pena foi, embora também faça parte do processo de aprendizagem e amadurecimento de um grupo jovem, que não tenha sido capaz de gerir os 23 pontos de vantagem que chegou a ter já na segunda parte.
Portugal começou muito bem, pouco intimidada ou complexada por estar a defrontar uma equipa mais forte, formada por jogadores com vastos currículos nas mais prestigiadas competições mundiais. A excelência do tiro exterior impulsionou Portugal para uma 1ª parte fantástica, ao ponto de vulgarizar uma seleção com a qualidade deste adversário. Ao intervalo, Portugal vencia por 45-26, e chegou mesmo a estar a vencer por 23 pontos de diferença (45-22) já no decorrer da etapa complementar.
Mas no segundo tempo, com Portugal condicionado nas soluções interiores, situação bem aproveitada pela equipa georgiana, que explorou com mestria o seu poste nas áreas mais próximas do cesto (23 dos seus 25 pontos), o resultado foi cada vez ficando mais fechado, com a equipa nacional a sentir a pressão do aproximar do resultado.
O facto de em 12 minutos Portugal só ter conseguido 2 pontos, e a Geórgia ter beneficiado de 53 lances-livres neste jogo, contribuiu decisivamente para que os comandados de Mário Palma não tivessem sido capazes de gerir a vantagem conquistada nos primeiros 20 minutos.
Sem entrar em discursos de vitórias morais, foi evidente que a prestação da equipa portuguesa deixou orgulhosos todos aqueles que acompanharam o jogo, numa demonstração clara que a equipa está a trilhar o seu caminho, que será feito por muitas mais etapas. O mesmo será dizer que mais alguns dissabores irão acontecer, mas tendo sempre o objetivo de melhor e dotar o grupo de mais competências para se aproximar cada vez mais das equipas do topo.
A exibição de José Silva (26 pontos, 23 assistências e 3 roubos de bola) merecia ter sido coroada com uma vitória, embora não tenha sido o único a ter estado a bom nível. O capitão Mário Fernandes (17 pontos e 8 assistências) deu igualmente o exemplo, num jogo em que João Soares (13 pontos) e Pedro Pinto (11 pontos) terminaram igualmente o encontro na casa das dezenas em pontos marcados.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
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