Artigos da Federaçãooo

Paço de Arcos Basquete – Época 2013-14

Poderá consultar nos detalhes desta noticia uma breve descrição da forma como pretende organizar a próxima época desportiva.


CBQ com muitas novidades!

Com uma Parceria mais reforçada com a Câmara de Sintra e tambem com as Juntas de Freguesia da Cidade de Queluz (Monte Abraão- Massama e Queluz -Belas), o CBQ conseguiu a ajuda de mais 3 caras novas no seu corpo técnico.

Mini-BasketCoordenação CARLOS CARDOSOSUB 8- KESSY SANTOSSUB 10- JESSY SANTOSSUB 12 – JOÃO XAREPE Masculinos14B- PEDRO PEREIRA14A- ALEXANDRE CORREIA e JOÃO LIMA16B-ZE LEAL16A-FREDERICO CABRITA18- PEDRO MARQUES20 e SENIORES – ALFREDO SOUSA e JOAO GOUVEIATTI-CARLOS CARDOSO Feminino14- FERNANDO BRAS16- JOAO MORENO19- LUIS LOPES e JOÃO MORENOSENIORES – LUIS LOPES e MANUEL CAMPOS Luis Lopes ( ex.Simeq ) , Pedro Marques ( ex.Belenenses ) e Manuel Campos , um Icon na nossa modalidade , que ira fazer COACHING são as caras novas no corpo Técnico . Os Dirigentes do CBQ depositam na sua Excelente equipa de treinadores muitas esperanças e muito sucesso.O clube decidiu regressar com o escalão sénior masculino e iniciar sub 16 F, devido a quantidade de jovens que tem para estes escalões.Este ano o CBQ jogara no pavilhão Municipal de CASAL DE CAMBRA, no escalão Sénior.


Maria Kostourkova MVP do Europeu

Como é hábito, no final do Campeonato da Europa foram atribuídos os prémios individuais. Portugal esteve igualmente em destaque, já que colocou duas atletas no cinco ideal do torneio, Carolina Bernardeco e Maria Kostourkova, sendo que esta última foi distinguida como a MVP da competição. Estes prémios são o reconhecimento da qualidade das jovens atletas nacionais, ainda que o maior destaque vá obviamente para o coletivo, já que garantiu a medalha de prata e a consequente subida à Divisão A.

Filha de pais ex-atletas, Maria revela qualidades que lhe permitem sonhar bem alto. A mãe Maryana, foi jogadora de eleição, pelo que o sonho de um dia poder jogar na WNBA não parece descabido. Durante o Europeu, em Matosinhos, a poste portuguesa provou que pertence a um grupo restrito de atletas predestinadas para a prática da modalidade. A forma como dominou o jogo nas áreas próximas do cesto, concedeu ao jogo de Portugal uma dimensão que nunca tivera no passado. Os quatro duplos-duplos obtidos ao longo da competição revelam bem a qualidade das suas prestações, e mais do que justificam o justo prémio de MVP recebido no final. Terminou a competição com médias de 17.1 pontos e 13.7 ressaltos por jogo, se a isto juntarmos a eleição para o 5 ideal e a medalha de prata conquistada fazem deste Europeu, inesquecível para a jovem atleta portuguesa.Carolina é uma das irmãs Bernardeco a vestir a camisola da Seleção Nacional. E tal como sucede com as mais velhas, a base titular da Seleção provou que também tem um enorme potencial. Aliás algo que já lhe era apontado há muito tempo. Ao integrar o cinco ideal na posição de base, o trabalho de Carolina na condução da equipa portuguesa até à medalha de prata foi reconhecido por todos aqueles que acompanharam a prova. A forma adulta como liderou a equipa, bem como a sua qualidade de passe, valeram a Bernardeco uma distinção entre as melhores . Com médias de 8.3 pontos, 3.1 assistências e 3.0 roubos de bola por jogo, Carolina foi uma igualmente uma das melhores defensoras da competição.


Formação de Treinadores

Este é já o 3º curso de Grau 2 organizado pela FPB/ENB após a implementação do novo Plano Nacional de Formação de Treinadores. O primeiro aconteceu durante o mês de Julho, na Ilha Terceira – Açores.No curso da Covilhã, são 32 os candidatos que investem na sua formação ao longo dos 12 dias de internato. Serão duas fases, a Curricular, com um total de 127 horas divididas entre a componente de Formação Geral (63 horas) e a componente de Formação Específica (64 Horas) e ainda a fase de Estágio – uma época desportiva que deverá totalizar 800 horas.Será um curso bastante intensivo, que visa preparar os treinadores nas diversas matérias abordadas.O diretor do curso é José Tavares, que conta ainda com os formadores residentes José Ricardo Rodrigues e Rui Alves, e ainda um leque de especialistas nas diferentes áreas de formação geral. Depois das avaliações finais da parte curricular, a 3 de Setembro, os candidatos aptos inscrever-se-ão no estágio para concluírem o curso e assim ficarem com o título profissional de treinador de desporto de Grau II. A FPB e a ENB deseja boa sorte a todos os candidatos.


“O meu voto vai para Kostourkova”

Para o colunista do site Fiba Europa Paul Nielsen, o 9º lugar obtido pela Seleção Portuguesa é um feito extraordinário, razão pela qual elege a treinadora Mariana Kostourkova como a melhor da competição. As vitórias alcançadas, seis consecutivas, bem como a forma como a equipa nacional conseguiu inverter a série negativa inicial, fazem com que a participação portuguesa neste Europeu seja inesquecível, tanto mais que Portugal ficou qualificado no Top 10 da Divisão A.

Na sua apreciação sobre o Campeonato da Europa de Sub 18 Feminino – Divisão A, Paul Nielsen, entre outros destaques, escreve palavras elogiosas sobre a participação de Portugal. Destaca a forma como Mariana Kostourkova, depois de um inicio complicado, soube conduzir a equipa a algo de muito maior que a simples manutenção.”Last word however must go to Portugal and head coach Mariyana Kostourkova. This was their first-ever season in Division A and survival was the goal. After a rocky start, they eventually found their feet and went on to finish the tournament with a truly mind-blowing six wins in a row.””Contudo, a última palavra tem de ir para Portugal e para a sua treinadora Mariyana Kostourkova. Esta foi a sua primeira presença na Divisão A, cujo objetivo era a manutenção. Depois de um início tremido, elas encontraram-se e acabaram por alcançar uma impressionante série de seis vitórias consecutivas.”Um feito tão marcante ao ponto de Paul Nielsen apontar Mariana Kostourkova como tendo sido a treinadora que mais se destacou na competição.“That’s why Kostourkova just pips Lapena for my coach of the tournament vote.” “É por isso que Kostourkova supera Lapena (treinador espanhol) e recebe o meu voto para treinadora do torneio.”


Sub 18 Femininas alcançam histórico 9º lugar Europeu

Conseguiram o melhor resultado de sempre do basquetebol feminino português. Na 1ª vez que Portugal disputou no seu escalão a Divisão A, que alberga os países de topo do basquetebol europeu, para além de atingirem o objetivo da manutenção, a nossa seleção após 3 derrotas iniciais, jamais perdeu, vencendo de forma consecutiva a Inglaterra, a Bielorrússia, a Eslováquia, a Croácia, a Republica Checa e, hoje, a Grécia (69-56). Estes resultados concorreram para o feito histórico de, neste escalão, classificar o nosso país no TOP10 da Europa.

A alegria que irradiava das nossas jogadoras é o tributo de tantas horas, no centro de treino, no clube ou nos estágios, de dedicação, de esforço, de acreditarem e lutarem sempre. Foi isso que as tornou fortes e as transformou numa verdadeira equipa ganhadora.De facto valeu a pena. São por isso credoras da admiração e apresso pelas alegrias que também trouxeram aos apaixonados do basquetebol.Este resultado vem a consagrar a evolução sustentada do basquetebol feminino jovem. Após os excelentes resultados da Seleção Nacional de Sub20 Femininos nos últimos 3 anos, ainda há 2 semanas voltámos a fazer história com a Seleção Nacional de Sub16 Femininos no Europeu de Matosinhos onde atingimos a medalha de prata e subimos pela 1ª vez à Divisão A europeia deste escalão, ganhando a adesão de 4.000 adeptos que lotaram o pavilhão CDC de Matosinhos e prestaram um apoio caloroso á nossa equipa.Os factos demonstram que existe capacidade e competência, a começar nos treinadores dos clubes, passando pelos selecionadores regionais e terminando em toda a equipa técnica nacional, que, em conjunto com os seus dirigentes, tem sabido ultrapassar as dificuldades através de um sério empenhamento e uma elevada qualidade de trabalho.Este é um verdadeiro verão de ouro para o basquetebol feminino. Saibamos aproveitá-lo para prosseguir o caminho da sua consolidação e contínuo progresso.


Jogo para esquecer corta aspirações lusas

Infelizmente a decisão foi conhecida prematuramente face à prestação absolutamente desastrada das nossas representantes nos primeiros vinte minutos (45-12 ao intervalo) e particularmente no 2º quarto (23-2). Por muito que se queira era humanamente impossível dar a volta na etapa complementar, ou seja recuperar o prejuízo de 33 pontos quando soou o apito para o descanso.

Não fomos capazes de ter ambição suficiente para meter uma lança em África… neste caso em Vukovar, que significa termos a possibilidade de defrontar a França, Itália e Eslovénia, equipas com tarimba de Divisão A, sendo as gaulesas as campeãs em título. Assim temos de nos resignar e medir forças com selecções de nível mais modesto, casos de Inglaterra, Bielorússia e República Eslovaca, que já conhecemos das nossas andanças pela Divisão B (desde 2005), com excepção das eslovacas, que se a memória não me atraiçoa, nunca nos cruzámos neste escalão. Mas vejamos de uma forma sucinta o que foi o jogo. Portugal não entrou bem. Viu-se logo a determinação posta em campo pelas gregas desde o apito inicial. No minuto 7 (12-6 para a Grécia) e após um pedido de desconto de tempo por Mariyana Kostourkova, não atendido pela mesa, o jogo prosseguiu e Joana Soeiro reduziu para 12-8. O cesto foi anulado pela equipa arbitragem, com a argumentação de que o jogo já estava parado. Deficiência da aparelhagem que não se fez ouvir como mandam as regras e neste caso concreto Portugal é que foi lesado. No final da partida reclamámos junto do comissário alemão Peter George e também do árbitro principal, o espanhol Carlos Peruga, que nos deram razão, mas era um problema que já tinha acontecido noutros jogos. Retorquimos dizendo, OK mas isto é um Campeonato da Europa, não é o Regional da Eslavónia, sem menosprezo obviamente para a Eslavónia que é a região nordeste deste pais onde se situam Vukovar e Vinkovci. Claro que não foi por causa deste erro que Portugal perdeu o encontro. A Grécia mereceu ganhar desde o primeiro minuto porque mostrou ambição, carácter, querer. Ao intervalo a comparação entre as estatísticas dos dois lados era elucidativa da superioridade helénica: lançamentos de campo (58%-11%), duplos (59%-10%), triplos (56%-13%), ressaltos (26-17), turnovers (9-12), assistências (3-1), roubos de bola (8-2) e desarmes de lançamento (4-3). Na etapa complementar as comandadas de Kostourkova reagiram como se impunha … mas era tarde para recuperar 33 pontos. Portugal venceu quer o 3º (10-16) quer o 4º período (13-15), mas nunca conseguiu uma aproximação perigosa a ponto de colocar em risco a vitória da equipa liderada por Georgios Velissarakos. O melhor que conseguiu foi baixar a fasquia para 26 pontos (45-19) depois de um parcial de 0-7 em pouco mais de 3 minutos. Mas as triplistas gregas Stamolamprou e Pavlopoulou em tarde inspirada, fecharam o seu concurso de triplos (cada uma acertou 3) e não permitiram que o prejuízo baixasse mais. Foi só na ponta final (nos últimos 3 minutos) que Simone Costa, melhor marcadora lusa na partida, conseguiu um parcial de 7-0, dando o mote com um duplo (64-36) e acertando o seu 2º triplo (64-39), seguido de outro duplo que selou o resultado final (68-43) a 10,7 segundos da buzina. Resultado final: Grécia 68-43 PortugalNa selecção da Grécia destaque para as actuações da atiradora Stamolamprou, MVP do jogo (16,5 de valorização) ao anotar 18 pontos, 3/6 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres, logo seguida da base Pavlopoulou (15,0 de valorização) que fez 15 pontos, 3/5 nos triplos, 3 ressaltos defensivos e 3 roubos. Foram bem acompanhadas pela poste Sofia Georgiadi (8 pontos, 4/4 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 desarme de lançamento) e pela extremo/poste Vasiliki Karambatsa (4 pontos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e duas faltas provocadas). Ninguém jogou bem no seleccionado luso. Todavia a mais valiosa (10,5 de valorização) ainda acabou por ser uma das mais novas da equipa, a jovem poste Maria Kostourkova (9 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 5/9 nos lances livres). Discretas estiveram as mais velhas e experientes jogadoras da equipa, tanto a capitã Laura Ferreira como a base Joana Soeiro, ambas com eficácias de lançamento muito fracas, particularmente a primeira (8%). Ficha de jogo Sports Hall Borovo Grécia (68) – Pinelopi Pavlopoulou (18), Anna-Niki Stamolamprou (17), Eleana Kristinaki (5), Vasiliki-Zuzana Karampatsa (4) e Sofia Georgiadi (8); Vasiliki Fouraki, Christina Gerostergiou (2), Stratoniki Cholopoulou (6), Vasiliki Louka, Christina Kitsiou (1), Evangelia Nastou (6) e Georgia StamatiPortugal (43) – Joana Soeiro (6), Laura Ferreira (7), Joana Cortinhas (2), Josephine Filipe (2) e Chelsea Guimarães; Maria Kostourkova (9), Emília Ferreira (2), Simone Costa (10), Sofia Pinheiro (3), Susana Lopes, Inês Veiga e Sara Dias (2)Por períodos: 22-10, 23-2, 10-16, 13-15Árbitros: Carlos Peruga (ESP), Stanislav Kucera (CZE) e Mario Majkic (SLO) Resultados da 3ª e última jornada da fase preliminar:Grupo A – Turquia 79-55 Bielorússia e Holanda 72-59 República Checa Grupo B – Espanha 92-33 Inglaterra e Rússia 62-42 Croácia Grupo C – Grécia 68-43 Portugal e Suécia 44-58 Sérvia Grupo D – Itália 59-58 Eslovénia e França 50-27 República EslovacaClassificação da fase preliminar:Grupo A – 1º Holanda 3V; 2º Turquia 2V1D; 3º República Checa 1V2D; 4º Bielorússia 3DGrupo B – 1º Espanha 3V; 2º Rússia 2V1D; 3º Croácia 1V2D; 4º Inglaterra 3DGrupo C – 1º Sérvia 3V; 2º Suécia 2V1D; 3º Grécia 1V2D; 4º Portugal 3DGrupo D – 1º França 3V; 2º Itália 2V1D; 3º Eslovénia 1V2D; 4º República Eslovaca 3DEste domingo é o primeiro dia de descanso. Será também o dia da mudança para a cidade de Vinkovci das 6 equipas apuradas para a 2ª fase (Grupo F), trocando com as 6 apuradas (Grupo E) dos Grupos A e B que têm estado ali sediadas, um modelo que foi fortemente contestado pela maioria dos países na 1ª Reunião Técnica, realizada na véspera do início do Campeonato. Mas de acordo com a desorganização que tem existido ainda não se sabe a que horas as equipas devem estar prontas para viajar. Pela nossa parte em função do 4º lugar no Grupo C, iremos disputar o Grupo G que agrupa os últimos classificados da fase preliminar. Continuaremos alojados em Vukovar mas iremos treinar e fazer os nossos dois primeiros jogos em Vinkovci, respectivamente contra a Inglaterra (na 2ª feira) e frente à Bielorússia (no dia seguinte). O último embate desta fase intermédia será ante a República Eslovaca (na 4ª feira), mas desta feita em Vukovar. Todos os nossos jogos principiam às 13H45, um horário que muda por completo as horas das refeições e que afecta necessariamente o rendimento das jogadoras, obrigando a tomar um reforço alimentar antes do jogo, passando a refeição principal para depois do encontro (16H/16H30).


Portugal perde na Holanda

A equipa falhou o apuramento por esta via (qualificou-se a Estónia), mas voltará a tentar a entrada na fase final da competição no próximo ano, na normal fase de qualificação.

Portugal demonstrou desde o inicio do jogo que se tinha deslocado à Holanda para discutir a vitória. O 1º período indica isso mesmo, já que só nos instantes finais os holandeses passaram para o comando do encontro (14-13). Tudo se alteraria no segundo quarto, com o Portugal a não conseguir fazer qualquer pontos durante quase seis minutos. A desvantagem pontual aumentou com naturalidade (13-23), ainda que no final do 1º tempo fosse na casa das unidades (20-28). No recomeço do encontro, os comandados de Mário Palma ainda foram capazes de baixar até aos seis pontos de diferença (30-36). Os últimos minutos do 3º período marcaram em definitivo o resultado do jogo, com a Holanda a disparar no marcador (52-33). Isto porque o tiro exterior não entrava, a capacidade de intimidação dos holandeses nas áreas próximas do cesto fazia-se sentir, com os turnovers a complicarem ainda mais a tarefa de correr atrás do prejuízo.No final do jogo, o técnico Mário Palma reconheceu que a equipa “teve muitos problemas” parta este jogo. Razão pela qual jogou “com jogadores diferentes durante a segunda parte, maioritariamente jovens”. Mas se olharmos para a estatística, e o técnico fez questão de referir isso, “lançamos melhor ao cesto, ressaltamos melhor e jogamos melhor.”“Estes jovens jogadores vão estar de volta no próximo ano. E irão ser eles a base desta Seleção nos próximos quatro anos. E isso será o aspeto positivo a retirar da segunda parte deste encontro.”Já o base José Barbosa deu os parabéns à equipa vencedora. “Gostava de agradecer à Federação Holandesa pela forma como nos recebeu. Não tenho muito mais a acrescentar sobre o jogo, para além de reconhecer que perdemos contra uma equipa que foi melhor. Parabéns ao treinador e jogadores da Holanda


Portugal perde com a Estónia

O resultado final (64-85) reflete isso mesmo e o acerto no tiro por parte da equipa adversária que fez 12 triplos. Segue-se uma viagem até à Holanda onde a nossa Selecção disputará a última partida desta fase de apuramento, no próximo dia 16 de Agosto.

Pouco há dizer sobre a superioridade exibida pela Estónia no jogo frente a Portugal, realizado em Coimbra (85-64). A diferença pontual complicou ainda mais a tarefa da equipa portuguesa para o jogo na Holanda, já que agora se vê obrigada a vencer, se as contas estiveram corretas, por 31 pontos de diferença para se manter na corrida rumo ao Eurobasket’2015. Inicio de jogo nervoso com as equipas a não acertarem com o cesto nos primeiros 2 minutos. A Estónia abriu as hostilidades e conseguiu ganhar uma vantagem de 5-0. Mário Fernandes respondeu com um triplo logo seguido de outra bomba estónia. A passagem dos primeiros 5 minutos continuava em toada de equilíbrio com a diferença a manter-se: 7-12. A 2,41 mn do final do primeiro período um triplo adversário punha Portugal a 10 pontos (11-21). A equipa portuguesa não conseguia parar o ataque adversário que concretizou 5 triplos e vários segundos lançamentos para atingir a vantagem de 16-29.O inicio do segundo período continuou a ser favorável à Estónia que chegou a deter 17 pontos de vantagem à passagem dos 13 minutos. Portugal ainda reagiu e chegou a encurtar a distância para 12 pontos com um triplo de João Santos a 2,20 do intervalo. A Estónia voltou a atacar à “bomba” com mais dois triplos mas a atitude portuguesa tinha mudado e uniam-se esforços para ir buscar o resultado que na saída para os balneários se mantinha nos 13 pontos (33-46).O inicio da segunda parte não trouxe muitas novidades. Os atiradores estónios continuavam a marcar de todo o lado e Portugal ia lutando para continuar “dentro” do jogo. Com cerca de 27,30 minutos jogados, mais um triplo adversário colocava o marcador na maior diferença até então (39-61). Betinho respondeu com um triplo mas logo de seguida mais uma bomba adversária e de novo 22 pontos a separar as duas equipas. 47-68 na entrada do decisivo parcial e tudo parecia muito complicado para a equipa das quinas. Um parcial de 6-0 a abrir ainda deu esperanças a Portugal que continuava a batalhar para reentrar na partida. Mas a Estónia estava em dia sim e tornava impossível a missão lusa. A 4 minutos do fim o resultado voltava aos 20 pontos de diferença e já pouco havia para fazer quanto a uma eventual vitória. Triunfo da Estónia por claros 64-85.Contrariamente ao que é habitual, Portugal esteve demasiado permeável na defesa, dificuldades no 1×1, se bem que os estónios tiveram mérito pela eficácia revelada na hora de lançar ao cesto. Infelizmente uma noite menos boa dos comandados de Mário Palma coincidiu com um jogo quase perfeito por parte do seu adversário. A equipa nacional teve imensas dificuldades em conseguir parar no 1×1 os atletas estónios, o que obrigava a ajudas defensivas, libertando os atiradores. Que quando sozinhos não perdoavam e castigavam a defesa portuguesa. Alguns deles em cima dos 24 segundos, que para além de valerem os normais 3 pontos, criavam mossa na moral portuguesa. O técnico Mário Palma bem tentou várias estratégias defensivas, inclusive uma zona 2×3, no sentido de evitar os lançamentos de longa distância, mas a boa circulação de bola no ataque, a exploração de vantagens de estatura, algumas ajudas demasiado profundas, ou do lado das penetrações, permitiam que um atleta estónio surgisse quase sempre numa situação confortável para lançar ao cesto.Os jogadores portugueses voltaram a revelar alguma ansiedade, anormal aproveitamento da linha de lance-livre, principalmente durante a 1ª parte, sendo compreensível que na parte final do encontro tivesse jogado mais com o coração do que com a cabeça. Na defesa é que tudo se complicava. Já que os jogadores interiores estónios tinham que ser olhados como autênticos extremos, pois o tiro de longa distância era uma arma letal. Cláudio Fonseca, melhor marcador português com 17 pontos, conseguia alguma superioridade nas áreas próximas do cesto, e sabia tirar partido das assistências dos seus companheiros para somar pontos. Sem ter estado feliz no capítulo do lançamento, o base Mário Fernandes teve uma prestação bastante completa, já que somou 9 pontos, 7 assistências e 4 ressaltos. O mesmo sucedeu com Carlos Andrade (9 pontos, 5 assistências e 3 ressaltos), e João Betinho Gomes (11 pontos, 2 ressaltos e 2 assistências).


«Queremos voltar a vencer»

Apesar de a equipa nacional vir de uma derrota com a Holanda, o espírito reinante é de confiança.

No final do jogo com a Holanda, era comum o sentimento entre todos aqueles a que assistiram ao jogo, que o resultado poderia ter sido diferente. Algo partilhado pelos intervenientes, para quem o adversário é ultrapassável. “Foi um jogo que podíamos ter ganho perfeitamente. A Holanda não é uma seleção melhor que a nossa. Cometemos alguns erros, nomeadamente no final do jogo, que acabaram por nos levar à derrota.”Uma derrota que na opinião de Mário Fernandes não deixará marcas para o jogo com a Estónia, até porque servirá de lição para o desafio que se segue. “Será um jogo completamente diferente. Estamos a trabalhar para não cometer os mesmos erros e voltar a vencer à forte seleção da Estónia.”O tempo que medeia os dois jogos não permite que muitas coisas sejam trabalhadas, ou mesmo alterada, ainda assim, o base português, acredita que Portugal irá melhorar “no ataque.” Melhorar os aspetos ofensivos,“principalmente na tomada de decisão e na percentagem de lançamento.”Os estónios viajam até Portugal motivados pela vitória alcançada sobre a Holanda (64-63), um resultado que só vem confirmar que nada está decidido neste grupo de apuramento. Mais do que se preocupar com a Estónia, Mário prefere concentrar-se na preparação da própria equipa, sempre tendo a defesa como a base do sucesso. “Atacar melhor, mais organizado. Defensivamente temos estado muito bem.”


Candidaturas aceites e nova data para sorteios

Nos detalhes desta notícia, deixamos-lhe a indicação destas candidaturas e informamos que os sorteios das provas inerentes aos campeonatos da LPB e Proliga, previstos para 23 de Julho, foram alterados para 1 de Agosto, com início às 17h00.

Candidaturas aceites pela FPB, aos campeonatos da LPB e ProligaLiga Portuguesa de BasquetebolA. Académica Coimbra *AD Ovarense, SADBC BarcelosCAB Madeira, SADGalitos FCMaia BCS. Algés e DafundoSC LusitâniaSL BenficaSRL Sampaense *UD OliveirenseVitória SCProligaA.A. AngrabasketAcademia do LumiarCasino GinásioCP EsgueiraDragon ForceEléctrico F.C.GDB LeçaGuifões SCIlliabum ClubeSangalhos DCSL Benfica “B”Terceira BC** aceitação condicional, das seguintes equipas:- Académica, inexistência de Direção eleita, incumprimento no pagamento dos primeiros 25%, do total em atraso.- Sampaense, incumprimento no pagamento dos primeiros 25%, do total em atraso.- Terceira, pagamento a jogador norte-americano em falta.Regularizações a terem de ser efetuadas até 31 de Julho.


Portugal lutou mas não foi capaz

A perda da luta das tabelas, e consequentes segundos lançamentos permitidos com alta percentagem, bem como os pontos sofridos de perdas de bola, ditaram o insucesso dos atletas portugueses. Nesta luta desigual, só a meio do 3º período os finlandeses conseguiram fugir no marcador, o que comprova a competitividade da jovem equipa nacional.

A primeira parte foi bastante equilibrada, com várias alternâncias no marcador, com Portugal, mesmo perante um adversário extremamente complicado, a revelar uma boa eficácia ofensiva. Ao intervalo, a formação nacional perdia por quatro pontos (33-37), isto depois de ter vencido o quarto inicial (18-17), um resultado que mantinha tudo em aberto para o segundo tempo.Mas quando do outro lado está uma equipa que, para além da qualidade técnica, domina o jogo na área próxima cesto, complica a tarefa de quem defende. Os 23 ressaltos ofensivos conquistados pelos finlandeses, bem como os 17 pontos conseguidos em segundos lançamentos, ajudam a explicar a vitória da Finlândia. Se a isto juntarmos a elevada eficácia do adversário após perdas de bola da nossa parte (25 pontos), estão encontradas as justificações para o insucesso de Portugal neste encontro.Um resultado que em nada deslustra a prestação da equipa portuguesa, já que a supremacia finlandesa teve por base aspetos (altura e peso) contra os quais pouco, ou nada, se pode fazer.Destaque para as boas prestações de Hugo Pereira, melhor marcador de Portugal com 21 pontos, Diogo Brito autor de 15 pontos e 4 assistências e Pedro Oliveira que voltou a estar muito bem a assistir os seus companheiros (6 pontos e 9 assistências).


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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