Artigos da Federaçãooo
ONTEMSelecção Nacional (SF) deu à Costa
Compareceram ao primeiro treino, realizado em Almada, as 12 convocadas por José Leite, seleccionador nacional, que mantém José Carruna, como treinador-adjunto.
A acção, que termina na próxima segunda-feira, compreende treinos bidiários, estando a primeira sessão de hoje aprazada para as 10 horas no Pavilhão Municipal do Barreiro. José Leite mantém concentradas as seguintes jogadoras: Sónia Reis, Joana Batista, Sofia Ramalho e Joana Ribeiro (Santarém Basket), Mónica Duarte (CAB Madeira), Cristiana Araújo (CPN Transduo Inspauto), Sofia Coelho (Académico), Susana Soares, Cecília Shinn e Vera Correia (GDESSA Barreiro), Sónia Ferreira (Olivais Coimbra) e Susana Almeida (Algés). O segundo treino de hoje decorrerá entre as 17 e as 19 horas no Pavilhão Municipal da Costa da Caparica, onde, igualmente, terão lugar as duas sessões de segunda-feira, as últimas do estágio.
Recorde-se que Portugal defrontará no Torneio Internacional do Luxemburgo, sucessivamente, as representações nacionais do país anfitrião, da Noruega e de Malta.
É dirigente responsável deste estágio o vice-presidente da FPB, Afonso Alexandre, auxiliado por Nuno Manaia, secretário-técnico.
SUB16 2004Comboios atrasados e lesões não arrefecem entusiasmo
Hoje (domingo), mais lá para o fim da manhã, após treino, serão divulgados os nomes dos cinco atletas que permanecerão para a segunda fase da acção de preparação, que se prolongará até ao dia 23.
Ao fim de apenas dez minutos do primeiro treino do estágio, Armando Azenha, do Ginásio Figueirense, sofreu um entorse tíbio-társica, de média gravidade, e já regressou a casa. Um contratempo a que já se juntara os atrasos nas ligações ferroviárias Lisboa-Porto, que obrigaram Rui Alves, seleccionador nacional, a ajustar o programa de trabalhos. Também João Santinha, do Olhanense, não pôde responder à convocatória por motivo de doença.
Mas hoje, ao fim do treino matinal (das 10 às 12 horas), no Pavilhão Infante Sagres, o seleccionador Rui Alves terá a ingrata tarefa de escolher apenas cinco jogadores, de entre os 15 concentrados, para prosseguirem no estágio, regressando os dispensados a casa. Aos eleitos juntar-se-ão, hoje à noite, os seguintes nove atletas prévia e directamente escolhidos para a segunda fase: Arnette Halman e Cláudio Fonseca (Portugal Telecom), Aylton Medeiros e Fábio Lima (Seixal), Bento Cardoso (Ginásio Figueirense), João Araújo e Tiago Pinto (Queluz), João Dias (Juventude Évora) e José Silva (Barreirense).
O objectivo da primeira fase consistiu na observação jogadores potencialmente integradores da equipa nacional, tendo em vista a participação no Campeonato da Europa, no próximo Verão, e a identificação de jogadores com potencial para desenvolvimento a médio e a longo prazo.
Sub18 venceram Barreirense(Jun A) em jogo-treino
O encontro com a equipa barreirense, que lidera invicta o Campeonato Distrital de Setúbal de Juniores A, é o último do estágio iniciado no passado dia 17, no Centro de Estágio da Cruz Quebrada, que termina amanhã após o almoço.Após o Natal, mais precisamente no dia 27, a Selecção Nacional Sub18 parte para Madrid (Espanha), onde cumprirá um período de trabalho de três dias, durante os quais realizará dois jogos-treino com a congénere espanhola.
Europeu 2005 (SM)Portugal ganha lugar na Divisão A da Europa
Está, por isso, na Divisão A, a única que oferece possibilidades de apuramento.
O novo sistema de qualificação para a fase final dos campeonatos da Europa, decidido em Novembro de 2002, baseia-se no ordenamento das 50 federações filiadas na FIBA Europa de acordo com os resultados obtidos pelas respectivas selecções nacionais de seniores masculinos nos últimos dez anos.
Os 24 países mais bem classificados foram colocados na Divisão A que apura para a fase final, enquanto os países integrantes da Divisão B lutarão por dois lugares de promoção à divisão superior.DIVISÃO A
Qualificação automática
Cinco dos 24 países já garantiram a qualificação automática para a fase final na Sérvia e Montenegro, precisamente aquelas que também já estão apuradas para os Jogos Olímpicos 2004. São elas: Grécia, Itália, Lituânia, Sérvia e Montenegro e Espanha.Grupos de qualificação
As restantes 19 selecções lutarão por 10 dos 11 lugares ainda disponíveis na fase final. Para isso foram divididas em quatro grupos de quatro equipas cada e um de três apenas. Os jogos decorrerão entre 8 e 24 de Setembro de 2004 em poule a duas voltas. Os dois países mais bem classificados de cada um dos cinco grupos garantirão a presença na fase final.Lugar remanescente
As nove selecções que não lograrem o apuramento para a fase final nos grupos de qualificação terão ainda uma derradeira oportunidade para conquistar o «passaporte» para Belgrado. Para tanto serão distribuídas equitativamente por três grupos de apuramento, os quais disputarão poules a duas voltas já em 2005. Os vencedores destes grupos disputarão, imediatamente antes do início da fase final e já em Belgrado, um torneio para apurar a equipa que permanecerá na cidade para a fase final.Despromoções
As três selecções classificadas em último lugar em cada um dos três grupos que lutaram pelo lugar remanescente disputarão um torneio que oferecerá ao vencedor a manutenção na Divisão A, enquanto as restantes duas selecções serão despromovidas à Divisão B.DIVISÃO B
As selecções integradas na Divisão B lutarão pelas duas promoções à Divisão A, organizando-se em grupos de competição em sistema de poule a duas voltas: a primeira terá lugar em Setembro de 2004 e a segunda no mesmo mês de 2005. Só as selecções classificadas em primeiro lugar terão oportunidade de lutar pela promoção.TABELA FIBA-Europa
DIVISÃO A:Bélgica; Bósnia e Herzegovina; Bulgária; Croácia; República Checa; Inglaterra; Estónia; França; Alemanha; Grécia; Hungria; Israel; Itália; Letónia; Lituânia; Polónia; Portugal; Rússia; Sérvia e Montenegro; Eslovénia; Espanha; Suécia; Turquia; Ucrânia.
DIVISÃO B: Albânia; Andorra; Arménia; Áustria; Azerbeijão; Bielorússia; Chipre; Dinamarca; Finlândia; Macedónia; Geórgia; Gibraltar; Islândia; Irlanda; Luxemburgo; Malta; Moldávia; Mónaco; Holanda; Noruega; Roménia; San Marino; Escócia; Eslováquia; Suíça; País de Gales.
Sub16 cumpre mais um estágio e depois do Natal vão a Espanha
A primeira fase do estágio portuense destina-se sobretudo a observações dos 18 jogadores convocados por Rui Alves, seleccionador nacional e responsável técnico pelo Centro Nacional de Treino do Porto, e à preparação para um torneio internacional, marcado para a zona de Castela-Leão (Espanha), depois do Natal.
Uma alteração decisiva que ocorreu nas competições internacionais é o facto de haver disputa do Campeonato da Europa todos os anos. O modelo encontrado pela FIBA-Europa foi o de criar duas divisões a partir do ranking dos últimos 10 anos. Na primeira divisão competem 16 países. A segunda divisão (onde nos encontramos) foi dividida em dois grupos de nove equipas. Só os países da primeira divisão é que disputam o título europeu. A maior problema é que só descem 2 equipas da primeira divisão para a segunda, para a competição do ano seguinte. Significa que só sobe uma equipa de cada grupo da segunda divisão. Recentemente, a FIBA-Europa deu a conhecer a formação das divisões e dos grupos. Os SUB-16 portugueses vão deslocar-se a Veliko Tarnovo (Bulgária), nas datas provisórias de 6 a 15 de Agosto de 2004, para defrontar: Bulgária, Ucrânia, Chipre, Roménia, Estónia, Bielorússia, Albânia e Bósnia Hierzgovina. Curioso é o facto do outro grupo da segunda divisão disputar a prova em Manchester (aqui bem perto), e sermos a única equipa do ocidente a termos de ir jogar ao leste da Europa. A primeira experiência de competição internacional com selecções que os SUB-16 tiveram ocorreu no princípio do mês de Dezembro, em Iscar Espanha, onde defrontaram duas das formações mais fortes do basquetebol europeu: França (63×78) e Turquia (76×96). Ficamos em 5º lugar após vencermos a selecção de Castilla-Leon por (81×73).
Sub18 defrontam o Atlético na Tapadinha
Cancelada a deslocação à Turquia, por motivos de segurança, a equipa nacional Sub18 concentou-se ontem para preparar o futuro mais longínquo mas também a deslocação à vizinha Espanha depois do Natal, onde fará jogos particulares com a congénere daquele país.
Alexandre Correia, treinador nacional dos Sub18 e responsável técnico do Centro Nacional de Treino do CAR Jamor, parece disposto a puxar pelos seus rapazes e hoje, antes do encontro com os alcantarenses, cumprirã ainda dois treinos, o primeiro dos quais às 11 horas, no Pavilhão do SIMECQ, a que seguirá outro, às 17 e 30, nos Esteiros, da FMH. Para amanhã está marcado novo treino às 11 horas, novamente no Pavilhão da SIMECQ, e, à noite, mais precisamente às 20 horas, mais um jogo-treino, desta vez frente ao Barreirense, do escalão júnior A, no Pavilhão Municipal do Barreiro.
DEVIDO A LESÃOAndré Pinto substitui João Santos em Rio Maior
O motivo da substituição prende-se com a lesão contraída por João Santos na última jornada da Liga TMN. André Pinto já conquistou três títulos nacionais ao serviço da Ovarense Aerosoles, onde, porém, é muito pouco utilizado (média de três minutos na actual época).
A chamada de André Pinto não significa que o jovem vareiro, de 24 anos e dois metros, integre os trabalhos da Selecção Nacional A em Rio Maior, já que aqui Valentyn Melnychuk terá concentrados um grupo alargado de 24 jogadores, dez dos quais inicialmente convocados para a Selecção Nacional B, da qual o técnico ucraniano também é responsável.
De facto, os «bes» foram chamados a Rio Maior não só para trabalhos de preparação bem como para observações, pelo que a transicção de um conjunto para outro poderá ser feita através de qualquer jogador. Estarão em Rio Maior, durante o mesmo período de estadia dos «AA», os seguintes atletas convocados para o horário dos «bês»: Daniel Félix (Aveiro Basket), Miguel Minhava (Barreirense), Armando Costa (Queluz Sintra Património Mundial), Rui Mota (Porto Ferpinta), Jaime Silva (Ovarense Aerosoles), Carlos Dias (Seixal Hyundai), Nuno Cortez (Ovarense Aerosoles) e Marco Gonçalves (Benfica).
Alexandre Correia, seleccionador nacionalQueremos ir à fase final do Europeu 2004
A par dos doze bravos que elevaram o nome de Portugal, Alexandre Correia é o seleccionador que fica ligado a um resultado ímpar nas camadas de formação e que prepara agora a etapa final rumo ao Europeu de 2004, em Espanha.
Os jovens portugueses sub-18 lograram um apuramento impressionante face aos adversários com quem mediram forças. No grupo de apuramento que se disputou na Sérvia & Montenegro, Portugal superou selecções como a Ucrânia (79-58), a Roménia (80-32) e a Áustria (80-63), perdendo apenas com as fortíssimas Turquia (68-82) e Sérvia & Montenegro (68-94). Passada esta fase, Alexandre Correia e os seus pupilos vão disputar, entre 1 a 5 de Abril, na Grécia, as meias-finais do Europeu 2004 contra selecções de maior valor, como são os casos dos anfitriões, da Rússia, Bulgária, Israel e Estónia, mas o espírito colectivo que os levou até aqui, poderá ser decisivo para que Portugal consiga finalmente estar presente entre as doze melhores selecções juniores a nível europeu. As meias-finais de Qualificação estão espaçadas em três grupos de seis equipas, das quais apuram-se as primeiras três em cada grupo e ainda os dois melhores quartos classificados. A estas onze equipas, junta-se a Espanha que albergará a Fase Final do Europeu de 2004 em Julho próximo.Em entrevista ao Portugalbasket.pt, Alexandre Correia abordou os mais variados assuntos relacionados com a sua selecção; a participação dos sub-18 na Sérvia & Montenegro; as diferenças ainda por suprimir em relação a selecções tidas como mais fortes; o destino dos jogadores que lograram o apuramento; as vantagens e desvantagens do novo sistema competitivo dos europeus que vão passar a eventos anuais e não bi-anuais, já a partir de 2005; a omissão do apuramento na generalidade da imprensa desportiva lusa; entre outros assuntos ligados à formação. Para a história ficam aqui registados os nomes e a pontuação dos 12 jogadores que regressaram da Sérvia com um resultado extremamente positivo para o desporto português: João Santos (40), Stéphane Freitas (5), António Pires (56), Celso Figueiredo (2), José Almeida (86 e inclusão no Cinco Ideal), Hugo Mota (41), Fábio Fernandes (47), Diogo Teixeira (42), Miguel Graça (18), Pedro Marta (10), David Gomes (19) e Vítor Carvalho (9).Portugalbasket.pt (Pb) Quais as expectativas da comitiva portuguesa antes da viajem para a Sérvia e Montenegro?Alexandre Correia (AC) Fomos conscientes que iríamos defrontar selecções de bom nível, habituadas a estar nas fases finais como a Turquia e a Sérvia. À partida estas duas selecções são sempre enormes candidatas aos primeiros lugares. Nos restantes jogos, conseguimos vitórias claras sobre equipas que como nós lutavam pelo outro lugar de apuramento. Desses três adversários, aquele que à partida era considerado mais temível era a Ucrânia, mas conseguimos uma exibição muito boa e uma vitória clara por 21 pontos. Apresentámos uma estrutura de jogo mais organizada em termos atacantes, mas a chave da vitória foi a defesa que conseguimos explanar, nomeadamente na segunda parte, uma vez que chegámos ao intervalo a vencer por dois pontos. Conseguimos adaptar a nossa defesa às características da equipa ucraniana que era muito virada para a intervenção dos postes. Na segunda parte permitimos apenas 18 pontos e sete no último período.Pb E o espírito da equipa após o dever cumprido?R Foi curioso a forma como acabámos o Torneio. Na cerimónia de entrega de prémios quem mais festejou fomos nós. Sentimos que tínhamos sido aqueles que alcançaram o objectivo mais difícil. Saímos com as nossas convicções reforçadas. Na semana anterior, a Turquia e a Sérvia tinham participado na final do Europeu de Cadetes. A Turquia apresentou um grande número de jogadores dessa selecção de 1987.Pb Que tipo de conclusões retirou da fase de apuramento? AC Penso que a experiência na Sérvia fez-nos reflectir sobre quanto mais nós temos de trabalhar do que um país como a Sérvia para podermos alcançar um nível de jogo equilibrado. Existe uma enorme diferença relativa aos hábitos de actividade física por parte das crianças. Na cidade onde estivemos sediados víamos com imensa frequências as crianças a fazerem uma vida ao ar livre, a praticarem as mais diversas modalidades desportivas. As próprias características físicas da população local eram impressionantes. Há uma diferença muito grande de estatura média. Era frequente ver rapazes de 2 metros e raparigas de 1m80. Não há dúvida que nesses países há mais oportunidades em termos de encontrar jogadores com estatura elevada e por outro lado, nós carecemos de hábitos de actividade física entre as crianças. Penso que estamos em decréscimo neste particular. As nossas cidades não estão preparadas para fornecer os meios desportivos e essa lacuna foi visível ao passearmos pelas cidades sérvias.Pb Qual a importância de uma competição internacional?AC A experiência internacional é imprescindível para que possamos elevar o nível de competitividade das nossas selecções. As nossas dificuldades começam por ser geográficas. Estamos afastados do centro da Europa onde muitas selecções têm oportunidade de se defrontar dadas as curtas distâncias que têm de percorrer e a possibilidade que detêm de trocar conhecimentos e aprenderem mutuamente. Nós sofremos com a falta de contacto internacional que temos. É um factor que existe sempre que vamos para uma fase de qualificação, a dúvida inerente a situações novas. Pelo contrário, os jogadores retornam com uma experiência que lhes confere maior segurança e confiança no seu valor.Pb Notou diferenças a nível técnico entre as selecções?AC Penso que fizemos uma aproximação em termos técnicos. Não há diferenças substanciais relativamente às realidades das outras selecções, apenas talvez, alguma diferença em termos da particularidade do acto de lançamento. Penso que temos ainda alguma dificuldade no ensino do lançamento, do gesto em si, que se nota em diversos jogadores portugueses ao contrário de outras selecções. Tem a ver com a atenção que é dada a este gesto técnico no ensino dos grupos etários mais baixos. Se há determinadas incorrecções fixadas na aprendizagem de um jovem, é difícil corrigir esses automatismos mais tarde. Saindo da questão técnica, as maiores diferenças advêm das características físicas que os jogadores adquirem. O contacto físico é muito acentuado ao contrário daquilo que acontece em Portugal. Só passando por essas experiências é que estas aprendizagens se fazem. Não basta dizermos aos jogadores como é que acontece num jogo internacional, é preciso que eles sintam e façam as suas próprias adaptações. Claro que isto também passa pela experiência táctica. As selecções não jogam todas da mesma forma, é preciso passar por diversas formas de jogar para desenvolvermos respostas. Portanto, essas experiências internacionais são determinantes e é preciso que sejam mais acentuadas.Pb Notou mais diferenças?AC – Os aspectos onde eu penso que as diferenças ainda nos são bastante desfavoráveis em relação às melhores selecções, prendem-se com a questão da estatura. Os indicadores estatísticos revelam isso mesmo. Durante a Fase de Apuramento, os aspectos em que estivemos pior foi nos ressaltos, nos desarmes de lançamento e nas percentagens de lançamentos de dois pontos, que são acções mais específicas dos jogadores grandes. Nesta selecção conseguimos uma média de estatura razoável, tínhamos sete jogadores, de doze, entre o 1m96 e o 1m99. A nível de bases e extremos estávamos em igualdade com as outras selecções, mas nas posições mais interiores, não tínhamos nenhum jogador acima dos 2m, portanto, temos de trabalhar colectivamente para conseguir situações de lançamento que evitem a intimidação dos postes adversários. Obriga-nos a um trabalho colectivo muito elaborado para suprirmos essa diferença.Pb Teria sido possível melhor do que o terceiro lugar?AC – Ficarmos numa posição melhor do que aquela que conseguimos, a terceira, não faz diferença porque o objectivo era o apuramento e qualquer lugar entre as três primeiras conferia esse estatuto.Pb Qual o significado actual do apuramento para as meias-finais?AC O significado é muito grande, quer para treinadores e jogadores, quer para a própria Federação. É importante sentir que o modelo em que nós estamos a apostar, nomeadamente, com trabalho em Centros de Treino, pode promover a inversão dos resultados das nossas selecções. É claro que acontecer uma vez não significa que o mesmo vai suceder sistematicamente, mas não deixa de ser um excelente exemplo porque foi alcançado numa série muito difícil. Terá ainda um significado maior se realmente conseguirmos o apuramento para o Campeonato Europeu. Além de que, para os jogadores, é um privilégio estar nesta fase da competição. É uma forma de compensação pelo trabalho que fazem nos Centros de Treino, porque não é uma vida fácil para o jovem, ou pelo menos não é a habitual, portanto serve quase como um alento para o futuro.Pb Que possibilidades tem Portugal de qualificação para a Fase Final do Europeu face ao valor dos adversários?AC Seria fácil assumir uma posição defensiva, ou seja, dizer que vamos para ganhar experiência internacional e reduzir distâncias a nível competitivo. Mas não vamos fazer isso. Face ao comportamento que esta selecção tem tido vamos com um objectivo definido que é alcançar a passagem para a Final. É claro que esse objectivo é extremamente difícil de alcançar porque nesta fase já não há selecções consideradas acessíveis e historicamente, Portugal nunca obteve, em qualquer escalão, masculino ou feminino, um apuramento para a fase das doze melhores selecções europeias. Vamos tentar ser os primeiros a alcançar esse feito.Pb Qual o plano de trabalho até às meias-finais?AC Fizemos um pequeno estágio em Dezembro e vamos culminar este primeiro período de trabalho com uma ida a Espanha para fazer dois jogos com a selecção espanhola. Depois, vamos ter um Torneio Internacional organizado em Portugal que tem previsto a participação das selecções da Polónia, Turquia e Israel e que decorrerá no período do Carnaval (27-29 Fevereiro). A preparação final acontecerá na semana imediatamente antes do início das meias-finais na Grécia. Vamos ter também curtos estágios entre o Torneio Quadrangular em Portugal e a última semana de preparação. É difícil fazermos mais do que isto porque os clubes estão em actividade e temos de conjugar as nossas acções com os calendários das competições internas.Pb O que espera das selecções adversárias nas meias-finais?AC – São selecções muito fortes fisicamente com uma cultura de jogo superior. A Grécia é fortíssima e é uma eterna candidata, além de jogar em casa, portanto será muito difícil para nós. A Rússia e Israel também são habituais finalistas, enquanto que a Estónia e a Bulgária não são tão regulares. A Rússia, Bulgária e Israel vieram da mesma Fase de Apuramento. A Grécia ganhou largamente na sua série e apresentou resultados muito desnivelados. Vamos tentar competir e ser melhores.Pb Qual o destino dos jogadores que lograram o apuramento?AC – No ano passado tínhamos nove jogadores da Selecção que faziam parte do Centro Nacional de Treino do Jamor e mais um jogador que treinava connosco regularmente. Este ano, desses jogadores, apenas três permanecem no Centro de Alto Rendimento. Houve jogadores que estiveram quatro anos nos Centros de Alto Rendimento e naturalmente seguiram a sua evolução. Essa evolução passa pela integração em equipas seniores aproximando-se dos níveis mais elevados do basquetebol em Portugal. Posso realçar que três desses jogadores que mais tempo passaram nos Centros de Alto Rendimento saíram directamente para equipas da Liga Profissional. Outros jogadores com menos anos nos Centros de Treino, acompanharam essa solução e estão agora bem enquadrados em clubes que conseguem dar continuidade à sua evolução. É um passo natural porque alguns jogadores alcançam um nível competitivo que os Centros de Treino já não possuem, portanto é adequado a sua saída e integração em clubes da Proliga e Liga. Penso que se encontraram boas soluções para os jogadores prosseguirem o seu desenvolvimento. Em contrapartida, a preparação para as meias-finais causa menos segurança em termos de jogo colectivo porque os jogadores estão afastados, não trabalham rotinas diariamente como antes faziam juntos, mas são aspectos que vamos tentar eliminar nos próximos estágios.Pb O que acha do novo sistema de disputa dos campeonatos da Europa?AC – Há vantagens e desvantagens. Os jogadores que nasciam em anos pares jogavam como mais velhos nos campeonatos juniores e Sub-20, enquanto que jogadores nascidos em anos ímpares nunca poderiam jogar nos seus anos fortes. Isto causava alguma diferença de oportunidades para os próprios jogadores. Este novo sistema é mais igualitário nesse aspecto. Há também outras características que mudam. Muda necessariamente o período de trabalho de cada selecção. Terá de haver em simultâneo, uma maior número de selecções a trabalhar o que levanta mais encargos financeiros para as federações dos países. Penso também que em termos organizativos será um desafio complicado para anualmente haver a capacidade de organizar tantos campeonatos da Europa com um número elevado de participantes, porque agora as fases finais passam a ter dezasseis equipas. Será uma dificuldade logística.Pb Consegue explicar o pouco impacto criado por este apuramento histórico?AC – O que sinto em Portugal é que a atenção dada pela imprensa desportiva às modalidades que não futebol é muito reduzida. É quase uma afronta, porque não estimula a prática desportiva, faz girar tudo à volta do Futebol e isso é limitativo para as opções dos potenciais praticantes. É uma informação reduzida e ingrata para as muitas pessoas ligadas à formação nas modalidades. Relativamente ao que aconteceu com o nosso feito, nós temos de fazer mais coisas que sejam importantes e para que não possam voltar a ser ignoradas.
Selecção Nacional Sub18 troca Turquia por Espanha
A digressão estava programada para este final de Dezembro e servia de preparação para as meias-finais do Campeonato da Europa 2004.
A equipa de Sub18, que está concentrada até ao próximo sábado no Centro de Estágio da Cruz Quebrada, fará, em alternativa à Turquia, uma digressão a Espanha onde cumprirá um programa de trabalho conjunto com a congénere espanhola do mesmo escalão, que está apurada para a fase final do Europeu 2004 por beneficiar do estatuto de país organizador.
Os Sub18 iniciarão o estágio em Madrid no próximo dia 27, nas instalações da Faculdade de Educação Física da capital espanhola, realizando um treino às 18 horas. Nos dois dias seguintes disputarão outros tantos jogos com a selecção espanhola, tradicionalmente forte. Já em Portugal, no dia 30, a selecção comandada por Alexandre Correia defrontará a equipa canadiana do Salt College Cougars, em local e hora ainda a definir.
DIA 26: Selecção Nacional (SM) parte para o Luxemburgo
Na bagagem a comitiva nacional leva a vontade de vencer para estimular a preparação para os próximos compromissos do Campeonato da Europa, marcados para Setembro de 2004.
Valentyn Melnychuk, seleccionador nacional, que se fará acompanhar dos adjuntos Orlando Simões e Luís Magalhães, convocou os seguintes 14 atletas para o estágio de preparação em Rio Maior: José Costa (Casino Figueira Ginásio), Nuno Perdigão e Jorge Coelho (Belenenses Montepio Lusifor), Filipe Silva, Nuno Marçal, Francisco Jordão e António Tavares (Oliveirense), Paulo Simão, Luís Silva, João Manuel e Hugo Ribeiro (Benfica), João Santos (Queluz Sintra Património Mundial), Élvis Évora e Paulo Cunha (Porto Ferpinta). Após o último treino em Rio Maior, agendado para o dia 23, o técnico nacional escolherá o lote de 12 jogadores que se deslocará ao Luxemburgo, dispensando, por consequinte, dois atletas.
O primeiro adversário de Portugal será o Luxemburgo, no dia 26, seguindo-se, nos dias seguintes, a Noruega e a Suíça. O regresso da comitiva nacional está previsto para o dia 29.
A concentração para o estágio em Rio Maior está marcada para a próxima segunda-feira (dia 22), estando agendados dois treinos. Os trabalhos encerram no dia seguinte não sem antes Valentyn Melnychuk sujeitar os atletas a mais dois treinos.
Selecção Nacional (SF) também vai ao Luxemburgo
No horizonte a participação de Portugal na Divisão B do Campeonato da Europa de 2005, estando o primeiro jogo das portuguesas marcado na fase de qualificação para 18 de Setembro de 2004.
Para preparar a deslocação ao Luxemburgo, onde Portugal defrontará, sucessivamente, as congéneres do país anfitrião, Noruega e Malta, José Leite, seleccionador nacional, agendou um período de trabalho que começa no sábado (dia) e termina na segunda-feira, na Costa da Caparica, para onde foram convocadas as seguintes jogadoras: Sónia Reis, Sofia Ramalho e Joana Ribeiro (Santarém Basket), Mónica Duarte (CAB Madeira), Cristiana Araújo (CP Natação), Ana Sofia Coelho e Joana Batista (Académico), Susana Soares, Cecília Shinn e Vera Correia (GDESSA), Sónia Ferreira (Olivais Coimbra) e Susana Almeida (Algés).
A Selecção Nacional está em processo de renovação gradual. A inclusão de atletas provenientes das selecções jovens procurará reforçar algumas posições mais carenciadas da equipa nacional. Conseguir obter uma mistura eficaz entre as atletas mais experientes e os novos valores é uma das metas a atingir.
Em termos internacionais e face à reestruturação do quadro competitivo, o objectivo principal é a luta pelos lugares cimeiros do grupo, os quais dão acesso à Divisão A.
EUROPEU 2005Portugal (SM) no grupo da Bulgária, Letónia e Israel
A nova fórmula do Campeonato da Europa 2005 comporta 50 países FIBA Europa divididos em duas divisões: A com 24 países e B com os restantes
No Grupo A cinco selecções apuradas para os Jogos Olímpicos não irão participar no apuramento para a fase inal. As restantes 19 equipas foram sorteadas por cinco grupos (quatro com 4 equipas e uma com 3 equipas).
O campeonato terá início em Setembro do 2004 e Portugal defrontará sucessivamente as selecções da Bulgária (8 de Setembro), Letónia (dia 11) e Israel (15).
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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