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Miguel Reis jogará no FC Barcelona Unes Unio Esportiva

Miguel Reis, de 22 anos, recém-sagrado campeão nacional da modalidade, pelo BC Gaia, parte para o primeiro desafio além-fronteiras. No FC Barcelona Unes, o poste internacional A e sub23, encontrará um dos mais conceituados técnicos à escala mundial, Oscar Trigo, que, entre outros feitos, conduziu a seleção espanhola aos Jogos Paralímpicos, na edição de Londres 2012, e à conquista do bronze, no campeonato da Europa da divisão A; tem no seu palmarés várias experiências no patamar mais alto do BCR espanhol e é reconhecido como um dos nomes cimeiros na formação de jogadores, conforme atesta a juventude das equipas catalãs que treinou recentemente, Global Basket e o próprio FC Barcelona Unes. A formação catalã que acolherá o basquetebolista gaiense compete na Primera División, 2º escalão do BCR espanhol, e acalenta a subida à División de Honor, a melhor liga do mundo.

Iniciado em 2017, no BC Gaia, Miguel Reis viveu ainda uma curta experiência com as cores da APD Paredes, na época 2019/2020, antes de regressar ao conjunto fundado em 2016, então promovido à 1ª divisão nacional. Na época 2020/2021, foi vice-campeão nacional e finalista vencido da Taça de Portugal, ao passo que, na temporada seguinte, repetiu o estatuto de figura central nas primeiras conquistas do BC Gaia, a Supertaça e o campeonato nacional.

No currículo, conta com duas participações, pela seleção nacional sub23, nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude, em 2019 e 2022, tendo sido eleito, nesta última edição, para o cinco ideal. Ao serviço da seleção A, Miguel Reis integrou os eleitos que disputaram o campeonato da Europa B/C, em Junho de 2022, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina.

Portugal volta a ter assim um representante no BCR espanhol, depois das passagens de Hugo Lourenço (CP Mideba), Pedro Gonçalves (CP Mideba), Cláudio Batista (Amivel e CP Mideba), Márcio Dias (Servigest Burgos), Marco Gonçalves (CP Mideba e Servigest Burgos), Filipe Carneiro (Amfiv Vigo), Pedro Bártolo (CP Mideba, BSR Valladolid e Basketmi Ferrol), Helder da Silva (Servigest Burgos), Luís Domingos (Basketmi Ferrol e Servigest Burgos) e José Miguel Gonçalves (Basketmi Ferrol).

Nota: fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio


Augusto Pinto: “A qualidade competitiva superou muito a da época passada”

O presidente do Comité Nacional de BCR (CNBCR), Augusto Pinto, analisa uma temporada intensa para o BCR nacional, marcada pela subida da competitividade e participações internacionais das seleções. O responsável máximo pela gestão da modalidade vinca a importância de se adotar uma “atitude profissionalizante” para a escalada de nível. Só assim será possível encarar os compromissos internacionais das seleções em (maior) igualdade.

Não obstante, nesta entrevista, Augusto Pinto sublinha a “qualidade de exceção” alcançada pela seleção nacional sub23, refletida na medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude, em Pajulahti, Finlândia, e no fluxo de jogadores que migram do projeto para renovarem a seleção principal com sucesso. No tocante à seleção “A”, o presidente do CNBCR reconhece a necessidade de redefinir métodos de trabalho e formas de atuação, embora saliente o enquadramento de Portugal num dos grupos mais árduos da competição, fruto de um “critério de estabelecimento de grupos” que gerou controvérsia.

 

1- Que degraus subiu o BCR português na época 2021/2022?

Na época que terminou, a qualidade alcançada pelo BCR nacional situou-se num evidente patamar superior. O exemplo disso mesmo foi o excelente espetáculo desportivo que se verificou na Fase Final da 1ª Divisão e a sua projeção a nível nacional.

Temos ainda um longo caminho a percorrer para que em Portugal se atinja a projeção verificável em outros países. Mas entendemos que, com o esforço de todos os atletas, clubes, dirigentes e Federação, ser possível alcandorar a outros patamares e ter um projeto impactante da modalidade a nível nacional. Só com uma atitude profissionalizante de todos será possível passar a outra realidade de desenvolvimento.

2 – A seleção nacional não alcançou um objetivo assumido – pese embora o sorteio desfavorável. Como avalia o trajeto no ECMBC – Sarajevo?

Quando estabelecemos linhas orientadoras para alcançar objetivos, subida da Seleção Nacional “A” à Divisão B da Europa, contámos com dificuldades, mas não sermos torpedeados, como aconteceu, com o critério de estabelecimento de grupos (não sorteio) realizado no último Europeu. A atitude e entrega da seleção no primeiro e mesmo segundo jogo foi exemplar, tendo em conta as equipas que “nos calharam em rifa”, mas o seu resultado acabou por ter reflexos negativos nas prestações seguintes e só quando a seleção se reencontrou é que foi visível de novo a qualidade técnica dos seus jogadores. Como é obvio, este Europeu leva-nos a repensar estratégias e adequar procedimentos que nos consigam projetar para a próxima participação.

3 – O que nos separa das seleções de topo?

A grande diferença para as seleções de outros países reside especialmente em dois vetores:

a) A dificuldade de os clubes encontrarem as melhores condições para os atletas treinarem e, não só em quantidade, como em qualidade, que possibilitem evidente evolução dos jogadores. Sabemos que é um enorme esforço para quem possui uma estrutura tão incipiente como a maioria de clubes possui, com falta de recursos humanos e financeiros;

b) Competir com países em que o BCR é uma prática, senão profissional, pelos menos profissionalizante, o que faz toda a diferença a nível de estrutura de apoio.

4 – Por outro lado, a seleção sub23 escalou ao pódio nos EPYG 2022, na Finlândia. Que significado tem esta medalha e que continuidade terá o projeto jovem do BCR?

A seleção de sub23 obteve, num curto espaço de tempo, uma qualidade de exceção, que muito nos apraz e o 3º lugar no EPYG 2022 é o reflexo evidente dessa qualidade. Evidentemente que projetamos a participação da seleção no próximo europeu do escalão, e, para isso, vamos trabalhar mais e melhor no futuro. Mas quero desde já frisar que este trabalho só será exequível se, na base, que são os clubes, houver também consequente aprimoramento técnico do trabalho desenvolvido. A alavancagem deste trabalho é essencial e não deve ser desbaratado este evidente potencial.

5 – Objetivamente, que passos pretende o CNBCR dar de modo a promover um aumento de competitividade da modalidade?

a) A FPB alterou de forma significativa o modelo de competição para a próxima época. Estamos cientes de que poderá não ser o modelo ideal, mas pensamos que estruturalmente é possível e trará evidente melhor competição. Numa primeira fase, competirão todos contra todos e, depois, na segunda fase, dividem-se em dois grupos, um com os melhores seis da 1ª fase e outro com as restantes equipas. Pensamos que terá reflexos positivos; por um lado, todos ficam cientes das suas qualidades e relativizam suas capacidades; por outro, na segunda fase, torna a competição mais exigente. Um vetor essencial para o desenvolvimento da modalidade a nível nacional é o aumento da carga de treinos nos clubes.

Sabemos que não é fácil a nível logístico, mas, por vezes, encontram-se soluções mais sustentáveis. Não é fácil arranjar pavilhões e mais horas de treino nos mesmos, mas também neste campo temos que inovar e encontrar outras formas que possibilitem aprimoramento técnico dos intervenientes, com escalas de trabalho individual.

b) Captação. Aqui está uma matéria que é urgente tratar, pois, caso tal não se verifique, estamos condenados ao fracasso a médio prazo e mais: desbaratamos todo o esforço despendido ao longo destes anos. Tem-se verificado no desporto adaptado um decréscimo de praticantes e em especial de jovens. Sejamos realistas: se não conseguirmos inverter esta tendência, o futuro será catastrófico. Ainda que no BCR se tenho verificado um aumento de praticantes, ele não é, por si só, um fator de acomodação.

É uma matéria de extrema importância tratar. O CPP [Comité Paralímpico de Portugal], em conjunto com as Federações, tem que lançar novas formas de captação e, mais que isso, consolidar as mesmas quando elas se verifiquem. O desporto escolar tem especial relevância neste objetivo de captação; não podemos praticar uma política que eu apelido de “toca e foge”. Ela tem que ser consecutiva e a nível nacional.

c) O aparecimento de novos clubes obriga a um trabalho moroso e desgastante, pois o resultado não é visível a curto prazo, mas está a ser feito. Tem um ritmo que desejaríamos mais rápido, mas tem sido evolutivo. Requer o especial apoio dos municípios portugueses e claro que será facilitado se na grande montra do BCR nacional competição do principal e seleções nacionais os resultados forem positivos.

O futuro está na mão de todos nós ligados à modalidade e no que fizermos por ela.


Convocatória da Seleção Nacional de seniores masculinos

A Seleção Nacional de seniores masculinos retoma os seus trabalhos de Verão este domingo, data de arranque do estágio que visa preparar os dois jogos de Pré-qualificação para o EuroBasket 2025. A equipa das quinas tem pela frente, nesta janela de Pré-qualificação, a Roménia e o Chipre, duas das seleções que, juntamente com a Bulgária e Portugal, compõem o Grupo F.

Portugal inicia os preparativos para os dois jogos no dia 15 de agosto, seguindo-se o estágio em Istambul que antecede a partida para a Ploiesti, local onde a seleção nacional vai disputar o primeiro jogo da pré-qualificação diante da Roménia. No dia 26, a formação lusa regressa a Portugal para encerrar esta janela de pré-qualificação perante o seu público, em Odivelas. Ambos os encontros contam com transmissão em direto na RTP2.

Para esta convocatória, Mário Gomes e Sérgio Ramos convocaram os seguintes atletas:

Daniel Relvão – SC Lusitânia Expert

Diogo Brito – Lleida Bàsquet (Espanha)

Diogo Ventura – Sporting CP

Francisco Amarante – FC Porto

Francisco Amiel – Ovarense Gavex

Gonçalo Delgado – Melilla Baloncesto (Espanha)

João Guerreiro – FC Porto

José Barbosa – SL Benfica

Miguel Queiroz – FC Porto

Neemias Queta – Sacramento Kings (EUA)

Rafael Santos – Spirou Charleroi (Bélgica)

Sérgio Silva – Imortal LUZiGÁS

Travante Williams – Sporting CP

Vladyslav Voytso – FC Porto

Calendário:

25 de agosto | Roménia vs. Portugal | 17h00 – Olimpia Sports Hall (Ploiesti)

28 de agosto | Portugal vs. Chipre | 17h00 – Pavilhão Multiusos de Odivelas (Odivelas)


Sub16 masculinos com Europeu pela frente

A Seleção Nacional de sub16 masculinos vai disputar o Europeu da Divisão B, cujo arranque está marcado para esta quinta-feira, numa competição que vai decorrer em Sófia, capital da Bulgária.

A FPBtv esteve em Barcelos, onde Portugal trabalhou durante vários dias, para fazer a antevisão da prova junto de atletas e do selecionador nacional.

Do lado dos jogadores, Guilherme Paixão foi a voz da determinação e otimismo do conjunto, enquanto Jhonathan Andrade se mostrou motivado para o Europeu. Já Cleiton Almeida salientou o trabalho realizado pela equipa das quinas, ao passo que Nathan Noronha (que foi destacado em termos individuais pela FIBA) enalteceu as qualidades do coletivo luso.

Por seu turno, Nuno Freitas, treinador principal da Seleção Nacional, referiu as muitas semanas de estágio, com trabalho intenso, o que lhe mereceu um “balanço muito positivo”. O técnico vinca “não ser negociável” a atitude competitiva em campo.

Portugal faz parte do Grupo C juntamente com a Noruega, Bósnia e Herzegovina, Suécia, adversário que superou na preparação para o Europeu, e Grã-Bretanha.

A estreia na prova está marcada para esta quinta-feira (18h30, transmissão aqui), contra a Noruega.

Nuno Freitas e os seus adjuntos, Paulo Raminhos e Pedro Mota, convocaram estes atletas:

– Afonso Coelho (FC Barreirense)
– Cleiton Azevedo (Montijo BA/CNT Ponte Sor)
– Dinis Cherepenko (Sporting CP)
– Guilherme Paixão (FC Barreirense)
– Jhonathan Andrade (SL Benfica/CNT Ponte Sor)
– João Panzo (SC Vasco da Gama)
– Jorge Silva FC Porto)
– Lourenço Leite (FC Porto)
– Lucas Tovar (Avenues NY – EUA)
– Nathan Noronha (Archbishop Mitty HS – EUA)
– Salvador Gomes (Sporting CP)
– Yago Carrera (FC Porto)


ACD Cotovia/UDI prepara estreia no campeonato nacional de BCR

O projeto do BCR Sesimbra, dinamizado por David Lima, ganhou forma com a junção de esforços da ACD Cotovia e da União Desportiva para a Inclusão (UDI). A ACD Cotovia/UDI vai participar, pela primeira vez, no principal escalão do BCR nacional (agora unificado e dividido em duas fases: uma primeira de todos contra todos e uma segunda que coloca frente a frente os seis melhores classificados, na Liga BCR, e os últimos cinco, na Divisão de Honra), com a ambição inicial de se consolidar na prova e proporcionar experiência competitiva aos seus atletas, um misto de novatos e jogadores com uma “bagagem” de BCR significativa noutras paragens.

David Lima, o impulsionador da ideia de constituir uma equipa no concelho de Sesimbra, estima um plantel de “dezasseis atletas, dos quais catorze inscritos e, entre esses, quatro são jogadores de classe 5.0”, grupo no qual se insere, sendo o único elegível – nesse lote de quatro – para todas as fases da competição. Em Portugal, os jogadores de classe 5.0 com alguma limitação (mesmo que inelegíveis ao abrigo dos critérios do Comité ParaIímpico Internacional IPC) podem atuar nos campeonatos nacionais, ao passo que os jogadores de classe 5.0, sem qualquer limitação motora, restringem a sua participação à Divisão de Honra.

Para a rápida construção de um plantel capaz em número e qualidade para enfrentar o desafio que se avizinha, muito contribuiu o histórico António Vilarinho, Paralímpico em 1972, na única aparição do BCR português nesse patamar, e nome indelével dos feitos da APD Lisboa. Corporiza um raro exemplo de longevidade, uma vez que continua a jogar aos 76 anos, e auxiliou a ACD Cotovia/UDI na espinhosa missão de recrutar atletas. “Praticamente encontrou uma equipa inteira. Em Sesimbra, das quatro pessoas que sinalizámos, conseguimos que apenas uma viesse experimentar um treino”, frisa David.

Com um elo de ligação à UDI desde cedo, faltava uma peça fundamental para levar a bom porto o desiderato de formar equipa em Sesimbra: encontrar um clube do concelho disposto a acolher e fomentar o projeto. Assim surgiu o vínculo com a ACD Cotovia, que recebeu a ideia com entusiasmo. “Estamos a torcer que dê certo. É um projeto que aqui no concelho não existe, nunca existiu. Acho que até no distrito nunca houve este know-how e projeção [no desporto adaptado]”, afiança o diretor desportivo, Sérgio Pereira.

Na simbiose com a UDI, compete à ACD Cotovia a procura ativa de patrocinadores, parceiros, elencar necessidades e atender aos requisitos técnicos para se desenhar o sucesso no plano desportivo. Após “um começo difícil”, Sérgio Pereira manifesta satisfação pela adesão das entidades públicas e privadas. “Já conseguimos alguns patrocínios, provavelmente vamos ter novos jogadores, bem estruturados e com uma boa definição desta modalidade. Para a nova época, já temos tudo alinhavado”, afirma, enaltecendo a abertura de Câmara Municipal de Sesimbra e Junta de Freguesia do Castelo, que, desde cedo, “viram com bons olhos o projeto”.

Neste capítulo, David Lima sublinha a possibilidade invulgar, no universo Paralímpico, da carga horária de treino ser elevada. “Temos um pavilhão muito disponível, conseguimos treinar todos os dias. Em horários distintos, porque há jogadores que trabalham à noite, outros de dia, outros estão reformados”, descreve o mentor, jogador e treinador da equipa.

Por seu turno, a União Desportiva para a Inclusão (UDI) viu na associação à ACD Cotovia o ensejo perfeito para a consecução de um desejo antigo, que se chegou a esboçar, mas sem vingar. “Já tivemos BCR há uns tempos, só que, entretanto, alguns decidiram ir para outras modalidades, outros desistiram, e tínhamos feito um investimento ao nível de material, que se encontrava parado”, conta Ana Rita Santos, coordenadora técnica da instituição. “Quando começámos estas conversas, a lógica foi: “Nós temos material e não temos atletas, vocês têm atletas e não têm material””, prosseguiu.

A UDI alberga 16 modalidades, a maior parte em “contexto de parceria”, modalidade com maior potencial “de integrar atletas de um modo facilitador para nós e para os clubes”, uma vez que a “instituição não tem estrutura para dinamizar algo à semelhança de um clube, nomeadamente a nível financeiro”.

Na época 2022/2023, de acordo com David Lima, a ACD Cotovia/UDI aponta à “disputa do título na Divisão de Honra”, apesar da “possibilidade de receber alguns jogadores, poder mudar o nível e objetivos da equipa”. Para lá da competição, outra das metas da ACD Cotovia/UDI passa pela divulgação da modalidade e promoção do conceito de desporto para todos. “Queremos trazer algo, também em termos sociais, a Sesimbra. Junto ao pavilhão está alocado todo o ensino de Sesimbra. Já fizemos três ou quatro demonstrações, com os alunos do curso profissional de desporto. Estamos em conversa com o departamento de desporto e educação física no sentido de estabelecer um projeto em que o objetivo seria passar, no ano letivo, uma vez por cada turma. São 4000 alunos no total. Seriam duas turmas por semana. A ideia era proporcionar a experiência de prática e também identificar atletas que não saibamos – ou os próprios – que são elegíveis”, comenta o precursor do BCR em Sesimbra.

A estreia oficial da ACD Cotovia/UDI está agendada para o dia 15 de outubro, em casa, frente ao campeão nacional Basket Clube de Gaia.

 

 

 


Nathan Noronha em destaque no site da FIBA

A Seleção Nacional de Sub16 masculinos prepara-se para disputar o Campeonato da Europa (Div. B), em Sofia, na Bulgária. A equipa das quinas integra o Grupo C, composto por Grã-Bretanha, Bósnia e Herzegovina, Noruega e Suécia e faz a sua estreia na prova esta quinta-feira diante da Noruega.

Antes do arranque da competição, a FIBA elegeu dez jogadores que podem ser o destaque da prova, entre os quais se destaca o nome do português Nathan Noronha. O jovem de 16 anos tem feito a sua formação no Estados Unidos, ao serviço de Archbishop Mitty H.S., e é considerado por Marius Schnitzel um dos atletas a ter em conta para a edição deste ano do Europeu. Noronha foi um dos nomes em maior destaque aquando da participação lusa no Challenger de Sub16 masculinos no Verão passado e merece novamente menção no lote de atletas a ter debaixo de olho neste Campeonato da Europa.

No Challenger da temporada passada, Nathan Noronha obteve médias de 10.3 pontos e 4.3 roubos de bolas, por jogo, sendo o segundo jogador com mais roubos de bola na competição. O base é essencialmente descrito como um defensor intenso, que se destaca pela ”presença constante nas linhas de passe, com mãos rápidas e com bom olho para intercetar maus passes”. No meio-campo ofensivo é visto como um jogador versátil, “capaz de fazer um pouco de tudo: criar o seu próprio lançamento ou para os colegas de equipa”. Na apreciação geral da seleção portuguesa, a equipa das quinas é vista como um coletivo forte, capaz de lutar pela subida à Divisão A.

Todos os encontros da Seleção Nacional de Sub16 masculinos podem ser acompanhados em direto através do canal de YouTube da FIBA.


Convocatória da seleção nacional de BCR para o Torneio de Barcelona

A seleção nacional “A” de BCR repete a participação no Torneio Internacional de Barcelona, depois de integrar as edições de 2018 e 2019. Para a disputa da competição, a primeira desde o Campeonato da Europa B/C, jogado em Sarajevo, em Junho, Marco Galego, selecionador nacional, e Ricardo Vieira, selecionador adjunto, promovem várias alterações, numa convocatória que contempla dez atletas.

Face ao europeu, onde Portugal obteve o 10º lugar – entre 14 seleções -, o 2º correspondente à divisão C, entram nos eleitos Lassana Indjai (1.0 – GDD Alcoitão), Sílvio Nogueira (2.0 – APD Braga), João Rumor (4.0 – BC Gaia) e Ibrahim Mandjam (4.0 – APD Sintra). Para o verão de 2023, está prevista a realização do Campeonato da Europa da divisão C, no qual a seleção nacional lutará por uma das vagas de promoção à divisão B. O Torneio Internacional de Barcelona, organizado pela Federação Catalã de Desporto para Pessoas com Deficiência Motora, decorre de 9 a 11 de Setembro, estando ainda por anunciar calendário e seleções intervenientes.

 

CONVOCADOS

APD Braga

Henrique Sousa – 1.0

Sílvio Nogueira – 2.0

GDD Alcoitão

Lassana Indjai – 1.0

Hugo Maia – 2.5

Pedro André Gomes – 3.5

APD Lisboa

Ângelo Pereira – 2.5

BC Gaia

Pedro Bártolo – 2.5

Miguel Reis – 4.0

João Rumor – 4.0

APD Sintra

Ibrahim Mandjam – 4.0


Sub18 masculinos igualam segunda melhor classificação de sempre na categoria

Foi no soar da buzina que Portugal conseguiu a vitória e a quinta posição no Campeonato da Europa – Divisão B, que decorreu na Roménia. Num encontro em que a seleção chegou a vencer por 15 pontos de diferença, a confirmação do triunfo apenas aconteceu no último instante após um lançamento triplo de Tiago Dias colocar o resultado em 81-80, favorável aos lusos.

Portugal entrou a todo o gás na contenda e não demorou a mostrar a sua superioridade. Os comandados do técnico João Tiago superiorizaram-se no plano ofensivo e defensivo e foram construindo a sua vantagem ao longo do primeiro quarto e no início do segundo. A perder, a equipa da bósnia demorou a encontrar-se, mas foi crescendo e conseguiu equilibrar a contenda à saída para o intervalo, ainda que o marcador assinalasse 39-29 para Portugal.

O segundo tempo viu a equipa das quinas controlar as investidas adversárias e aumentar a diferença, que a quatro minutos do quarto período se firmava em 53-40. No entanto, a Bósnia aproveitou a falta de acerto lusa para crescer e empatar (55-55) à entrada para o derradeiro período. As duas formações procuravam o triunfo e as igualdades e trocas de liderança sucederam-se. A Bósnia colocou uma mão no triunfo quando, a menos de dois minutos do fim, vencia por 78-72, mas o conjunto luso agigantou-se e, com um parcial de 9-2, passou para a dianteira em cima do apito final.

Com este triunfo, a seleção de sub18 masculinos igualou a segunda melhor classificação de sempre na categoria, obtida em 2005, aquando da mudança do modelo competitivo da prova. Melhor apenas em 2006, quando a equipa das quinas chegou ao terceiro lugar.

Diogo Seixas (25pts, 8res, 1ast), Tiago Dias (15pts, 2res, 5ast, 3rb) e Luís Silva (11pts, 3res, 1ast, 4rb) foram os melhores marcadores portugueses, seguidos por André Palavra (9pts, 4res, 5ast, 2rb), André Afonso (7pts, 5res, 2ast, 1rb), Filipe Dionisio (5pts, 6res, 1rb), Fábio Rocha (4pts, 4res), Danilo Horta (3pts, 1ast) e Rúben Sona (2pts, 2ast).


Portugal supera Países Baixos e vai lutar pelo 5.º lugar no Europeu

Portugal regressou às vitórias no Europeu de Sub18 masculinos na partida diante dos Países Baixos (65-77). A equipa das quinas retomou os triunfos, depois de ter perdido esta sexta-feira nos quartos de final da prova diante da Finlândia, vitória que mantém Portugal na luta pelo 5.º posto no Europeu.

Depois de alguns minutos iniciais equilibrados, a equipa lusa conseguiu descolar na liderança do marcador e colocar-se com uma vantagem na casa das dezenas (13-27). A formação nacional soube capitalizar as perdas de bola dos neerlandeses, conseguindo capitalizar 28 pontos a partir dos “turnovers” holandeses. Ao intervalo Portugal vencia por 28-43, vantagem que foi conservando ao longo da segunda metade. Apesar da aproximação dos Países Baixos no final do 3.º quarto, Portugal soube novamente disparar no marcador e assegurar mais uma vitória no Europeu.

Na Seleção nacional, realce para os bons jogos de Diogo Seixas (23pts, 7res, 2ast, 3rb), André Afonso (11pts, 4res, 3ast, 1rb) e Luís Silva (10pts, 4res, 4rb). No jogo da despedida do Europeu, Portugal vai ter pela frente a Bósnia e Herzegovina, partida que decide o 5.º posto no Campeonato da Europa.

O encontro tem transmissão em direto no canal de YouTube da FIBA a partir das 10h45.


Sub18 masculinos de olhos postos no mundial 3×3

A menos de três semanas do início do Campeonato do Mundo de 3×3 sub18, a seleção nacional masculina da categoria começa a intensificar a sua preparação para a prova, que decorre de 22 a 29 de agosto em Debrecen, Hungria.

A fase final de preparação para o torneio começa a 12 de agosto, com a realização de um estágio em Braga até dia 15, seguindo-se a participação no 3×3 WBV U18 International, competição de 18 a 22 de agosto em Colónia, na Alemanha.

Concluídos as duas ações, a seleção nacional segue para Dobrecen, onde mede forças com a elite do basquetebol mundial da categoria. Para o estágio inicial, a comitiva lusa conta com a presença do vice-presidente da FPB, João Leitão, dos selecionadores, João Chaves e António Pires, da fisioterapeuta, Ângela Vieira, e de seis atletas, aos quais se irão juntar mais dois num momento posterior.

Na antecâmara do início da última fase de preparação, Nuno Manaia, diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Basquetebol, salienta a qualidade dos adversários a enfrentar: “Vamos jogar contra as melhores seleções do Mundo, não vai ser tarefa fácil. Contudo, no ano passado também não era fácil sermos apurados para o Campeonato do Mundo. Penso que terminar na primeira metade da tabela seria um excelente resultado, mas o foco tem de ser um jogo de cada vez”.


Seleção de sub18 masculinos não ultrapassa Finlândia

A seleção nacional de sub18 masculinos enfrentou a congénere da Finlândia no embate dos quartos-de-final do Europeu da categoria, que decorre na Roménia. Após longos minutos de disputa, a vitória sorriu ao adversário nórdico por 73-69.

O encontro começou de feição para os atletas lusos, que entraram a todo o gás e depressa assumiram a liderança com um parcial de 23-14 nos primeiros dez minutos. A formação comandada por João Tiago confirmou os bons indícios, mas com o aproximar do descanso permitiu uma ligeira reação finlandesa. Não obstante, ao intervalo o marcador assinalava 42-31 e Portugal seguia na frente.

No entanto, o momento começou a mudar no regresso dos balneários. A Finlândia manteve a mesma toada com que finalizara a primeira parte e, com um parcial de 7-0, reentrou na luta pelo resultado. Os jogadores portugueses condicionaram a investida adversária e conseguiram segurar a dianteira do embate à entrada para os derradeiros dez minutos.

Com as duas formações a lutarem por um lugar nas meias-finais, o conjunto finlandês entrou melhor no quarto período e chegou à igualdade. As duas equipas trocaram lideranças e as igualdades sucederam-se, mas o triunfo acabou por sorrir ao adversário, que mostrou eficácia no lançamento livre (33 tentativas contra 18 portuguesas) e nos ressaltos ofensivos (21 contra 13 portugueses).

Diogo Seixas (28pts, 9res, 1ast, 1rb) foi o mais esclarecido no plano ofensivo, seguido por Tiago Dias (7pts, 4pts, 4res, 3rb), Filipe Dionisio (7pts, 4res) e Danilo Horta (7pts, 2res, 3ast). André Afonso (6pts, 7res, 1rb), Miguel Baker (5pts, 4res), André Palavra (4pts, 1res, 1ast), Pedro Santos (4pts, 1res) e Luís Silva (1pt, 2res, 1rb) também deram o seu contributo na hora de marcar.


Sub18 masculinos concluem fase de grupos na segunda posição

Portugal concluiu a fase de grupos do Campeonato da Europa – Divisão B na segunda posição após ser vencido pela Roménia no último jogo da fase de grupos por 53-49.

A jogar frente à equipa da casa, a formação lusa entrou forte e não demorou a colocar-se na liderança, mas depressa permitiu a reação romena. Não obstante, o conjunto luso conseguiu manter-se na frente durante os dois primeiros quartos e ao intervalo vencia por 33-26.

O intervalo fez melhor à Roménia, que entrou a todo o gás e, inspirada pelos adeptos presentes na bancada, aproveitou um período de menor fulgor ofensivo dos atletas portugueses para chegar à igualdade com um parcial de 15-8.

A emoção estava reservada para os últimos instantes do encontro, com as duas seleções a lutarem pelo triunfo que daria o primeiro lugar do grupo. As trocas de liderança sucederam-se, mas a Roménia acabou por segurar a vantagem e triunfou, em parte graças à vantagem na luta das tabelas (40-38).

Felipe Dionísio (14pts, 7res, 2rb), Tiago Dias (12pts, 5res, 2ast) e Diogo Seixas (10pts, 2res, 2ast) evidenciaram-se na marcação de pontos, enquanto Miguel Baker (3pts, 5res, 7rb) se mostrou ativo nos roubos de bola.

Portugal volta a entrar em campo esta sexta-feira, dia 5 de agosto, pelas 13h45, para enfrentar a Finlândia no jogo dos quartos de final. O jogo tem transmissão aqui.


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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